quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O duque solteiro - Sabrina Jeffries


Segundo livro da série dinastia dos duques publicada pela editora arqueiro. Vai ter spoiler do primeiro livro já que as tramas se entrelaçam. Ele conta a história de Joshua Wolfe, irmão da protagonista do livro anterior e Gwyn, gêmea do duque de Thornstock ou simplesmente Thorn. Ambos os personagens foram apresentados no livro que precede e nele já percebemos o interesse de Joshua por Gwyn e na forma como ela está sempre flertando com ele.

O Joshua não é tratado como membro da família apesar de ser primo do Sheridan, tirando a tia que nunca o menospreza.  Inclusive a gente viu no primeiro livro ele ser acusado injustamente do assassinato do tio, Maurice Wolfe. Dada a situação não entendo a mocinha do anterior ter casado com Grey sem nenhum pedido de desculpas ter sido formalizado (porque assim, se não vi, não aconteceu). Desde o primeiro livro, percebi um certo pedantismo nos duques (o que não é grande novidade em romances de época) e que talvez existisse um certo desprezo em relação o Joshua. Eu mesma continuei por um bom tempo guardando rancor pelo Sheridan (risos pensando em como vou ler o livro dele ou se lerei q).

Gwyn é espirituosa. Apesar de para a sociedade londrina da época ela ter idade de uma solteirona, ela é também considerada um bom partido por ser conectada a tantos duques e rica. Além disso é uma fofa. Ela percebe e se chateia com a forma que tratam Joshua (pelo menos alguém né). Os dois se aproximam mais quando Malet volta a vida de Gwyn para chantageá-la e Thorn precisa de um guarda-costas para ela, é claro que ele contrata Joshua para o serviço. 

O Malet é um personagem introduzido no conto Um par perfeito  gratuitamente disponibilizado pela editora e a gente sabe que ele é uma pessoa desprezível capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro. Acho importante ler o conto antes desse livro para entender melhor a situação dos personagens. Até porque aqui a gente descobre que a Gwyn já tinha conhecido ele enquanto morava em Berlin.

Apesar de ter essa plot batida de chantagem e protagonista ferido na guerra e com baixa autoestima, é um livro muito melhor do que o primeiro. Assim como o conto foi melhor do que o primeiro livro na minha opinião. Acho que colabora o fato de que eu gostei do Joshua no instante em que meus olhos foram postos nele. Uma coisa que não gostei nesse livro foi tratar o rolo que aconteceu no primeiro  como se não tivesse acontecido. Aconteceu e foi uma acusação grave e que me deixou com um mal-estar em relação ao Sheridan. Outra coisa que deixou a desejar foi que eu esperava ter mais pistas em relação a morte dos duques e não tive, só teve uma única situação e que não me levou a conclusão nenhuma (não dá para fazer nem hipótese, francamente). Porém, foi só isso mesmo que me incomodou. Que venha o livro do Thorn (tô te dando essa chance, acho bom que esse duque não teste minha paciência).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O castelo animado - Diana Wynne Jones


Algo que sempre me perturbou e quis saber era  se Sophie quebrava ou não a maldição lançada pela bruxa das terras desoladas. Por isso quando vi que a galera tinha lançado um box do Castelo animado, não pensei duas vezes e agora eis me aqui fazendo a resenha do livro.

Sophie é a mais velha de três e por isso destinada a não ter sorte para procurar grandes aventuras. É nisso que todos acreditam até o dia em que a bruxa das terras desoladas lhe lança uma maldição que encurta seu tempo de vida a tornando idosa. Além disso parte do feitiço a proíbe de dizer a qualquer um de que ela foi enfeitiçada. Dessa forma ela decide sair de casa e procurar seu próprio destino. Em seu caminho aparece o castelo do mago Howl e ela decide procurar abrigo ali onde ela conhece Calcifer, um demônio de fogo, Michael, aprendiz de mago e é claro o próprio mago Howl

Sophie jovem é mais retraída e aceita seu destino como filha mais velha. Já a Sophie idosa tem mais coragem e faz aquilo que tem vontade. Nesse ponto eu acho que não foi propriamente uma maldição, acho que ela ganhou a oportunidade de descobrir quem de fato é. Howl é meu mago dramático, causador e namorador. O que dizer de mim que seria uma das jovens apaixonadas por ele e que teria o coração partido (é sim, não engano ninguém).

Calcifer é dito como maldoso ou meio cruel. Não achei ele nada disso. As interações dele com os personagens sempre me pareceram de amizade e respeito. Além do mais é ele que oferece a Sophie quebrar o feitiço dela caso ela consiga quebrar o pacto que ele fez com Howl. Então, a única coisa que percebo nele é o desejo de ser livre. Adoro o trio Calcifer, Michael e Sophie (desculpa Howl).

Muitos acontecimentos ocorrem diferentes do filme e aqui temos mais detalhes, mais informações a respeito dos personagens e outros que conhecemos durante a leitura. Como por exemplo, as irmãs e madrasta de Sophie que têm nomes, profissões e suas próprias histórias acontecendo. Também conseguimos entender quem é a bruxa das terras desoladas e o que ela deseja com o Howl. Além da motivação dela ao enfeitiçar a Sophie. Posso descrever esse livro como uma grande aventura a qual a autora nos convida para participar. Uma leitura leve e deliciosa. Nunca tinha lido nada dela, mas fiquei bastante satisfeita e já estou bastante animada para leitura dos próximos livros do box.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2021

Como o rei de Elfhame aprendeu a odiar histórias - Holly Black


Publicado pela Galera Record, selo do grupo editorial Record. Atenção: Se você ainda não leu a trilogia povo do ar e não gosta de spoiler, não leia essa resenha. Veja a resenha de O príncipe cruel. Neste livro narrado do ponto de vista de Cardan conhecemos um pouco mais sobre ele, sobre como ele se tornou quem encontramos no primeiro livro da trilogia o povo do ar.  As ilustrações são lindas e casam perfeitamente com o livro.

Aqui vemos como ele e Nicasia se conheceram e namoraram, também como terminou. Essas situações foram mencionadas por alto em O príncipe cruel, mas que  não vimos nem sabemos os detalhes. Confesso que além dessas, eu tinha certa expectativa de ver outras cenas principalmente de como o Cardan passou durante o exílio da Jude em A rainda do nada, mas infelizmente não tem nenhum detalhe sobre isso (nenhuma ceninha, nadinha de nada, eu mesma a iludida). Também temos um acontecimento após o fim da trilogia e eu adorei completamente tanto do desenvolvimento da história como a forma com a qual Cardan lida com o assunto. Acho que a Holly Black tem um talento para nos tornar obcecados com personagens cheios de falhas ( e põe falha neles).

Não é um livro longo, tem só 190 páginas. Com capa dura e ilustrações, é um presente para quem gostou da trilogia e gostaria de saber um pouquinho mais do Cardan. Além disso sanou uma das questões que tinha na minha cabeça sobre como ele tinha conseguido o exemplar de Alice no país das maravilhas. Adoro também como o fio de uma nova história se entrelaça com as memórias dele e resultam neste livro. Aqui, me despeço do reino das fadas esperando que em breve possa ter mais uma aventura por lá.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Clube do livro dos homens - Lyssa Kay Adams


Primeiro livro da série clube do livro dos homens publicada pela editora Arqueiro. Nele temos Gavin que está sem chão com o pedido de divórcio feito por sua esposa Thea. Seus amigos, então, decidem agir e o convidam para um clube do livro onde eles leem romances para conhecer mais de suas esposas/namoradas, restaurar seus relacionamentos e se desconstruirem.  Tenho bastante coisa para dizer sobre esse livro, vamos lá.

Gavin jogador de beisebol, famoso, rico e com o casamento quase no fim. Gostei muito dele desde o primeiro momento em que o Del deu um sacode nele (inclusive, Del casa comigoooo). Ele ama Thea, mas não a entende bem. Também pudera, um casamento relâmpago sem muita oportunidade de se conhecer antes dos votos matrimoniais somado a falta de diálogo e uma carreira que ocupa muito do seu tempo é uma mistura para o desastre. Alô marido ausente fazendo check-in.

Thea é uma personagem difícil, sinceramente eu tinha uma certa vontade de pular as partes dela com a irmã porque sentia como se não estivesse indo a lugar nenhum. Ela precisava de ajuda. Se você não se ama, não tem como amar os outros. Se você não consegue dizer o que sente, os outros também não vão adivinhar. Thea passou por uma infância difícil e é cheia de trauma, não se abre com ninguém e tem uma péssima atitude com os outros. Ela sempre está na defensiva.  Não tem amigas e eu suponho que seja por causa do problema de atitude. 

Liv, irmã de Thea, não ajudou nada.  Tudo que a Thea precisava era de bons conselhos, uma mediadora e não de alguém que colocasse mais lenha na fogueira. Mesmo que eles optassem pelo divórcio,  não ia ser com ofensas e colocar toda a culpa em uma pessoa só que resolveriam as coisas. Ela é uma personagem que achei desnecessária, birrenta e egoísta (só atrapalhou). 

Enquanto do lado dele tinham amigos que o aconselhavam em como lutar para restaurar o casamento, do lado dela ficou um buraco porque, como disse, da irmã só vinham indiretas e comentários contra o Gavin que não ajudavam em nada (inclusive bastante injustos). Faltava uma amiga para dizer a verdade, dizer que o comportamento dela não é saudável.  Existe entre Gavin e Thea uma falta de comunicação e não de amor. O erro dos dois é um esconder o que sente, fingir, mentir e outro ignorar os sinais, alertas de que tem coisa dando errado, ser ausente e não reagir bem.

Eu adorei a ideia do clube do livro, de vê-los discutindo romances e tentando restaurar os casamentos dos outros. Achei as cenas do clube muito engraçadas e deveriam ter mais foco. O Del, para mim, é sensacional. A escrita da autora é ótima e o foco narrativo alterna entre os dois protagonistas. Esse livro também me fez refletir sobre como as vezes vemos pelas lentes de nossos traumas e deixamos isso alterar o senso de realidade porque para mim foi muito fácil perceber o que estava acontecendo com a Thea, mas para a personagem não era óbvio e o pior não tinha um ser de luz do lado dela para dizer para ela que estava caminhando para o desastre. Então apesar do meu perrengue com a protagonista feminina e sua irmã, ainda assim gostei bastante do livro (e sim, tô sabendo que a Liv é protagonista do próximo livro e já estou preparando meu coração para isso).

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

A rainha do nada - Holly Black

 

Terceiro livro da trilogia O povo do ar publicada pela Galera record. Ele me deixou completamente sem estrutura. Não conseguia parar de ler. Tenho um ritmo tranquilo de leitura, mas li super rápido e super nervosa. Como os livros são conectados, meu dever é avisar que tem spoiler nessa resenha e que se você não gosta ou ainda não leu os outros livros, não leia esta postagem. Te convido inclusive a conferir a resenha do primeiro livro: O príncipe cruelJude se tornou rainha de Elfhame, mas também foi exilada no reino mortal por Cardan. Essa traição dele foi a gota que transbordou o copo. Sem muitas opções e nenhum rg, ela agora faz pequenos trabalhos para feéricos que vivem por lá. Quando a oportunidade de voltar ao Reino das fadas se apresenta, ela não a descarta.

Na minha opinião (minha, gente, minha) esse livro superou os antecessores com toda a tensão, briga, reviravoltas, o Cardan me conquistando e me dando a certeza de que não interpretei errado suas palavras na última cena do livro anterior (os 10% de bondade estão lá masoq). Tudo isso te prendendo nesse mundo cruel das fadas e te deixando com os pensamentos sinistros de que se tá tudo indo bem é porque logo vai desandar. Acho que num geral os personagens amadureceram e conquistaram seu espaço e isso foi incrível de acompanhar.

Continuo sem suportar a Taryn e todo o egoísmo dela. Acho que ela se aproveita demais da Jude. Todas as escolhas dela colocaram outras pessoas como prioridade e lançaram a própria irmã no perigo. Até acho que lá do meio para o final se tornou tolerável a história. Só que para mim o estrago já tinha sido feito no primeiro e no segundo livro. Não digo que não daria uma nova chance a ela caso ganhasse seu próprio livro e tal (também demonstrasse uma mudança nessa personalidade traidora dela q).

Eu já conhecia o reino das fadas porque antes de ler a trilogia o povo do ar, li Tithe (um milhão de anos atrás, mas li). Então a crueldade não foi algo que me surpreendeu ou me chocou. Acredito que talvez quem nunca tenha lido nada da autora nesse ambiente fique sim surpreso com esse lugar já que muitos de nós estamos acostumados com fadas madrinhas e suas varas de condão encantando abóboras para serem carruagens e criando sapatinhos de cristais ou sendo amorosas com suas protegidas. 

Apesar de durante a leitura ter desejado muito ter acesso aos pensamentos do Cardan, entendo porque só temos acesso aos da Jude. Acho que tem um fator surpresa e faz com que projetemos ilusões sobre ele. Ainda assim temos que esperar a protagonista fazer descobertas ou acompanharmos as cenas seguintes para ter certeza (ou não) de qualquer coisa que tenhamos pensado. Gostar do Cardan ou detestá-lo são possibilidades. Posso dizer que dos três esse é o que mais gostei. Inclusive, ao meu ver, ele dá uma abertura para num futuro sair algo sobre pelo menos três outros personagens: Oak, Suren e Taryn. Acho que os três tem histórias para contar e que seria legal tratar sobre isso em algum momento seja através de conto ou de livro (pensamento positivo).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2021

O rei perverso - Holly Black


Segundo livro da trilogia o povo do ar publicada pela Galera record. É impossível não fazer spoiler do livro anterior na resenha desse e por isso se você não gosta,  pode conferir a do primeiro caso não tenha lido. Aviso dado, vamos lá. Cardan se tornou o grande rei graças a uma manobra da Jude, mas infelizmente os complôs não acabaram por ai. Ela ainda corre muitos riscos para proteger não só o trono como também a vida de seu irmão Oak que também tem direito de ser rei e manter sua própria vida. A briga por poder é sempre feroz. 

Não acredito que a Jude não entenda o que o Cardan tá dizendo.  Para mim está tão na cara e ela não lê nas entrelinhas. Desculpa, mas eles estão em um mundo onde não dá para dizer as coisas de forma aberta,  que tem espiões e traidores o tempo todo em torno deles. É um palácio e histórias sobre palácios e reis sempre trazem crueldade e questões relacionadas a briga pelo poder. Num cenário como esse, não entregar o jogo é a parte mais importante. Ao mesmo tempo eu entendo que o timing também não ajuda.

Nesse livro, algumas coisas que foram faladas servem como pistas em relação ao Cardan e a tudo. Fiz várias hipóteses e é tão satisfatório estar certa (RISOS). O livro segue sendo narrado em primeira pessoa pela Jude, mas como disse na resenha anterior esse fato não consegue me influenciar para pensar como ela. A gente consegue entender coisas que ela está vendo ou ouvindo, mas que não conseguiu perceber. Isso para mim é algo positivo (apesar de quem quer que passe pelo meu quarto me ouvir dizer NÃO TÔ CRENDO QUE SÓ EU ENTENDI ISSO SOCORROOOOO).

Taryn conseguiu ser ainda pior nesse livro. Sinceramente,  a traição dela é algo esperado.  Só a Jude que não previa, só a Jude fazendo esse papel. Ela nem pediu perdão pela primeira pisada de bola (não seria eu que acreditaria nela). Há essa altura do campeonato, mesmo que ela faça algo no terceiro livro para se redimir, ainda assim não conseguiria sentir nada em relação a ela e continuaria desconfiada (me aguardem no terceiro). Acho que a Taryn é um grande calcanhar de Aquiles para a Jude porque não importa o que ela tenha feito, a escolha da Jude sempre vai ser amá-la e colocar uma pedra em cima disso.

Eu gosto muito do Barata e do núcleo da corte das sombras, grupo de espiões recrutados pelo falecido príncipe Dain.  Ele é tão sábio, sabe? Não deixo de desejar que tivesse mais espaço ou algo só para ele como um livro. Não consigo deixar de pensar nele como alguém tão charmoso. As interações entre Jude, Barata e Bomba me tornam tão feliz no desenrolar da história. 

Aconteceram várias coisas nesse livro relacionadas as disputas pelo poder e egos. Foi muito bom. Acho inclusive melhor do que o primeiro em termos de acontecimentos. Confesso que nesse meu coração de gelo bateu levemente pelo Cardan e olha que eu sou team mocinho bonzinho para sempre, mas suponho eu, que se estiver correta em minhas interpretações, ele tem bem bem bem beeeem no fundo uma pontinha de mocinho bonzinho, mas é obrigado a disfarçar. Acho que toda vez que peguei o livro, li as cartas dele para Jude e vou continuar fazendo isso (RISOS). É bem mais forte do que eu.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

O príncipe cruel - Holly Black


Primeiro livro da trilogia O povo do ar publicada pelo  Galera record. As irmãs Jude, Taryn e Vivi testemunham o assassinato brutal de seus pais e são levadas para o Reino das fadas onde são criadas pelo assassino deles, Madoc. Vivi é meio feérica, mas as gêmeas Jude e Taryn são humanas e essa condição faz com que elas sejam alvo de ofensas e maldades. Inclusive o príncipe Cardan é um dos que mais maltrata as duas. Elas tem contato com ele por serem criadas como nobres feéricas.

Jude, nossa protagonista, é corajosa, leal, inteligente, mas falta bom senso e é impulsiva. Vou confessar que não entendo muito bem seu apego pelo reino das fadas mesmo sabendo que é o único lar que ela conheceu. Por diversas vezes enquanto a leitura avançava me perguntei como ela caiu nessa, como ela não viu isso vindo. Senti de longe o que estava para acontecer e ela sem perceber apesar de ser através de seus olhos que via e constatava.

Cardan é cruel mesmo, ele me dá alguns calafrios. Entretanto, não é um personagem simples, tem camadas que devem ser analisadas. Por ser um personagem muito bem construído, é interessante.  Eu estou acostumada com histórias de complô em palácios, então estava com minha antena ligada sem confiar em nada ou ninguém. As coisas que ele diz, consigo ver nas entrelinhas (pelo menos eu acho que consigo né). 

Acho que um dos pontos mais tensos do livro é a relação do Madoc com a Jude e que é muito controversa. Ele é o cara que matou os pais dela e ao mesmo tempo que ela sente medo e raiva, ela o ama como um pai porque ele a criou. É uma relação de medo e amor bem agoniante. Já minha opinião por Taryn é tão baixa que não sei se vale a pena ser descrita.  Não sei se conseguiria falar algo sem dar um mega de um spoiler. Então, vou ficar quieta (se você já leu, comenta aqui e diz o que acha). Vivi é a irmã que mais gosto porque ela é lógica. Faz todo o sentido em não gostar de viver no reino das fadas e principalmente com o Madoc. As cenas dela são sempre um alívio no caos que acho que é o relacionamento da Taryn com a Jude. 

O livro é narrado em primeira pessoa pela Jude. Funciona, mas não deixo de ficar irritada porque gostaria de saber os pensamentos do Cardan. Tiveram alguns momentos que eu pensei "bem Cardan sei o que você está fazendo" mesmo vendo com os olhos da Jude (você nunca conseguiria me enganar). Eu fico me perguntando se estou certa ou não. Estou com muita vontade de ler o livro sobre ele, mas vou segurar as pontas até terminar a trilogia (ou tentar segurar as pontas) e seguir em ordem. Fazia muito tempo desde que li algum livro da Holly Black e acho que foi bem satisfatório porque autora conseguiu trazer toda a crueldade que há em tramas com complôs em palácios dentro do mundo das fadas. É um livro sobre briga por poder com toda a maldade e inveja que isso pode reunir, então se você gosta desse tipo de plot fica aqui a dica.