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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Bridgerton: 4ª temporada (parte 1)


Mais uma vez, eu me peguei na dúvida entre fazer uma postagem só quando a segunda parte estivesse disponível ou de fazer duas. Enfim, eis me aqui (e é isso). Vai ter spoiler, então volte aqui apenas quando tiver assistido tudo.

Como eu já disse anteriormente,  caro leitor,  o livro do Benê (para os íntimos) não é um dos meus favoritos e por isso não reli antes da temporada.  Não vou fazer muitas comparações porque não lembro de detalhes.  Faz muito tempo desde que li.

Dos irmãos Bridgerton, na série,  Benê é  o que melhor foi construído na skin libertino (ouso dizer que no geral foi o personagem que foi melhor desenvolvido). E isso me pegou um pouco porque apesar de não ser meu favorito, a minha imagem dele era um pouco diferente da apresentada. Entretanto,  não é algo me perturbe.  

Agora se você me perguntar o que realmente me perturba é a possível despedida da lady Danbury que me deixou de coração na mão e eu fiquei como a rainha quando ela disse não (nada de ir para lugar nenhum sos). Sinceramente,  lady D é a alma do negócio,  não dá para ela sair.  Ninguém nem deveria levantar essa ideia. Eu não consigo imaginar Bridgerton sem a Lady Danbury.

Se na temporada passada eu reclamei da falta de cenas polin fofas, as interações do casal principal durante essa foram bem acertadas (pelo menos nessa primeira parte). As cenas de Sophie e Benê no meu chalé foram ótimas. Quase uma lua de mel. Inclusive, por mim, teriam é ficado por lá mesmo. E falando nisso...

Fazer o Benedict ter uma péssima pronúncia de francês quando na primeira ou na segunda temporada ele falava com uma pronúncia perfeita Madame Delacroix me deixou pensativa, mas amei a cena de qualquer forma.  

O que me deixa realmente zangada sobre a história da Sophie é que o lorde Penwood não deixou ninguém responsável para vigiar o bem estar da Sophie. Ele poderia ter escolhido uma madrinha e padrinho para ela, pessoas de confiança com quem ela pudesse contar após a morte dele.  Ela ficou abandonada a própria sorte.  Era visível que a Araminta não gostava dela e que obviamente não iria cuidar dela.  A única possibilidade era fazer com que os cuidados dela fossem monitorados ou entregues a outras pessoas.  Eu odeio isso.  Ele deveria ter protegido melhor sua única filha já que resolveu levá-la para morar com ele. Porém, o desleixo dele pela filha não é algo que a informação "deixou herança, um dote para ela" me apazigue porque ele deveria ter se assegurado de que chegaria nas mãos dela. Isso é algo que me incomoda no livro e na série e eu sei que é pela construção do enredo, mas não seria eu se não ficasse com raiva de alguém que nem existe (risos).
 
Posy é uma fofa. Pelo menos alguém naquela família tinha que prestar. Pena que ela não teve tantas cenas e estou com muito medo do drama que virá porque quem leu sabe do que estou falando e já estou irritada antes de acontecer. Espero que seja bem rápido inclusive.

Eu não estava esperando nada, sem muitas expectativas, mas achei a primeira parte incrível. Salvo algumas modificações, foi bem fiel ao enredo do livro do Benê. Agora é esperar o felizes para sempre na segunda parte.

domingo, 23 de junho de 2024

Bridgerton: 3a temporada

Caro e gentil leitor, bem vindo a temporada de Penelope e Colin.  Eu pensei muito em fazer duas postagens, uma na primeira parte e outra na segunda, mas aqui estou eu falando da temporada em geral porque sou preguiçosa demais para algo além disso. Vai ter alguns spoilers (já deixo o aviso para quem não viu ainda e não gosta de spoiler).

Colin, como todo mundo sabe, é meu Bridgerton favorito e amo a Penelope com todas as minhas forças, vou sempre defendê-la (aprende aqui Eloise). Então, essa foi uma temporada que eu estava contando os dias para assistir e com tamanho desespero checando, todo dia, se tinha algum spoiler ou foto vazada para aguentar a espera (o puro suco do caos). Para piorar minha situação, a temporada foi dividida em duas partes (deu para ouvir meus gritos daí?).

Ao voltar de viagem, Colin percebe que sua amiga (melhooor amiga) Penelope não quer mais assunto com ele e descobre que ela o ouviu dizendo que jamais a cortejaria na festa da mãe dela. Ao descobrir que Penelope almeja assegurar um bom casamento durante a temporada e como uma forma de se redimir, Colin se oferece para ajudá-la (Colin encantador mode on). Só que essa busca por um relacionamento o coloca diante de seus reais sentimentos por ela.

Colin voltou de viagem completamente mudado e no maior estilo fuck boy. Jogando charme para cima de todo mundo (é esse o real Colin?). Achei ele bem metido. Já Penelope está decidida a mudar e não ficar mais escondida nos cantos. Ela precisa de um casamento seguro que permita com que continue trabalhando como Lady Whistledown e Lorde Debling parece ser a opção ideal.

Gostei bastante do Lorde Debling e gostaria que ele tivesse aparecido mais e feito o Colin sofrer por um longo tempo porque foi tudo muito fácil para ele (queeeeeee? quanto rancor!). Ele sempre teve a Penelope como garantida e acho que deveriam ter prolongado o sentimento de que não é bem assim e que ele poderia perdê-la. As cenas pós casamento me deixaram meio meh. O tratamento frio que ele deu a ela me deixou bastante irritada (para que casar assim?).

Algumas diferenças entre o livro e a série: 

No livro, quando o Colin pede a Penelope em casamento, ele sabe que ela é Lady Whistledown e eu preferia assim. Na série, quando ele diz para Eloise que odeia a L.W. pelo que ela fez com a Marina e Eloise já tive o vislumbre do problema. Bem, eu já sabia que a descoberta dele seria péssima visto que durante a segunda temporada ele disse que a situação com a Marina poderia ser diferente se não tivesse sido revelado para sociedade. E foi escalando porque ele descobriu já comprometido com Penelope levando até ele a crer que ela agiu de má fé (e sinceramente, em um primeiro momento, não tinha como pensar nada diferente pela forma abrupta como ele descobriu), mas me deu um rancinho de como ele conduziu as coisas porque deixou poucas cenas de fofura com polin (é o que?).  Nessas circunstancias, eu preferia que a Penelope tivesse terminado o noivado. Adorei que ela tenha oferecido a anulação do casamento no último episódio (e vou ter que rever essa cena).

Uma coisa que para mim foi muito importante que aconteceu na série foi ter restaurado os laços familiares das Featheringtons. É uma coisa que para mim faltava ter foco e que achei muito sensível incluir no enredo. A cena da Portia segurando a mão da Penelope indicando que estariam juntas acontecendo o que acontecesse com a revelação da identidade dela como L.W. me pegou de jeito (Colin, faltou você ali do lado dela também).

E precisamos falar sobre Cressida.

Deram um contexto para a Cressida para gerar simpatia para ela e bem comigo não funcionou (continuo não gostando dela). A Cressida continua menosprezando a Pen, para mim, não mudou em nada. Achei o cúmulo a Eloise se tornar melhor amiga de alguém que fez tanto mal para até então melhor amiga dela. É a máxima "o inimigo do meu inimigo é meu amigo"? (Você queria provar isso,  Eloise?). Acredito que a Cressida talvez tenha algum destaque na próxima temporada (será?).

Eu achei o enredo da temporada muito bom (tirando o fato de que deveria ter mais cenas fofas de polin, nisso aí eles erraram). Gostei das mudanças feitas e acho que construirão histórias bem interessantes e bonitas nas próximas temporadas. Também preciso dizer que queria mais episódios (queria mais episódios e um spin off da Violet). Sinceramente, acho que cada temporada deveria ter 16 episódios (eitaaaa).

Agora voltamos para a longa espera pela a próxima temporada (socorro) e tudo indica que seja do Benedict, mas a história da Francesca e Eloise estão em construção e acredito que aparecerão mais durante a próxima (espero). Estou bastante curiosa e tenho muitas teorias (me contrata netflix), mas sobre isso vou ter que falar em outro post porque esse aqui já ficou enorme (devia ter feito em duas partes sim).

Já assistiram? O que acharam?

domingo, 11 de junho de 2023

Rainha Charlotte


Antes de mais nada, é um post com spoilers e só aconselho a leitura se você já assistiu ou não se importa com isso.

Spin-off da série bridgerton, vai contar a história de quando Rainha Charlotte e Rei George se conheceram e como seu casamento influenciou o atual momento da série Bridgerton.

Charlotte é trazida da Alemanha para se casar com o Rei da Grã-Bretanha e Irlanda, George. Ela não está nada feliz com o acordo selado por seu irmão e piora quando chega a Inglaterra, mas não tem nenhum sinal do rei e ninguém responde suas perguntas sobre ele. Entretanto o primeiro encontro deles é marcante e a faz querer dar uma chance ao casamento com ele. Foi ali que eles se apaixonaram (e até eu que detesto instalove me vi acreditando nesse amor.).
 
Ao contrário do livro, em que desde o começo conhecemos as lutas de George e todo "tratamento" ao qual ele é exposto, na série descobrimos só mais tarde e acho que foi bom assim, porque seria angustiante ver toda a violência a qual ele foi induzido por tratamentos experimentais e ineficientes. Tornaria a série muito pesada, por isso acho que foi uma decisão bastante acertada só mostrar o que se passou com ele após a descoberta de Charlotte. 
 
Foi uma história de amor linda e triste ao mesmo tempo, mas conseguiram conduzir tudo de forma que a esperança e amor estivesse presente acima de qualquer coisa como o medo. Havia a certeza de que não importa o que acontecesse, eles sempre teriam um ao outro. 
 
Brimsley, criado pessoal da rainha, foi alguém que amei profundamente e que com todas as forças torci pela felicidade, mas que partiu meu coração com a cena final dele (queria muito poder abraçá-lo). O desenvolvimento da história de amor dele com o Reynolds foi muito bonita e é impossível não ser cativado por eles.
 
Lady Danbury brilhou. Não importa a versão, essa personagem sempre será minha favorita e como gostei de conhecer mais da história dela. Ela foi crucial para que conseguissem igualdade na sociedade inglesa de Bridgerton e enfrentou inclusive a mãe do rei em busca de seus direitos. Inclusive as interações entre elas eram uma das minhas partes favoritas. Ela também exemplifica o que muitas mulheres da época passaram em casamentos arranjados, não ter o direito a ser, ter que se anular em prol de um marido péssimo.

Sorrows, sorrows, prayers
 
Pode nem ter sido intenção da produção, mas algumas coisas me lembraram a história do Benedict, segundo livro da família Bridgerton. No episódio 2 há foco em dois sapatos com pedraria em cima e eles me fizeram pensar em Cinderela e Sophie, protagonista do livro do Benê. No livro, Sophie rouba um enfeite de sapato  com pedraria de sua madrasta/"empregadora" (e era como eu teria imaginado o sapato, tanto que foi uma das primeiras coisas que vieram a minha cabeça quando o foco recaiu nele). A rainha também fala sobre filhos bastardos dos príncipes. Não acho que vão fazer da Sophie, neta da rainha, mas me pareceu ser uma alusão a ela.

"De repente ela viu algo brilhante - um par de sapatos escondido num canto. Mas ela limpara aqueles calçados apenas uma hora antes e sabia que aqueles brilhos não eram deles, mas de um par de enfeites para sapatos com pedras, facilmente destacáveis e pequenos o suficiente para caberem em seu bolso."  Um perfeito cavalheiro - Julia Quinn

Tive que assistir três vezes para entender onde estava o Reynolds.  O próprio Brimsley responde quando diz que "Eu estou aqui. Todos aqui cuidam do rei". Então é lá que o Reynolds está,  ao lado do rei porque para o Reynolds o rei sempre estará em primeiro lugar e isso ficou claro em vários momentos da série quando ele esconde coisas do Brimsley por causa do rei. A prioridade é o rei, sempre seria e por isso qualquer romance entre eles estaria fadado a ser colocado em segundo plano em face das obrigações reais. Brimsley estaria ao lado da rainha e Reynolds permaneceria com o rei. Quando finalmente entendi isso, fiquei triste por não estarem juntos, mas aliviada pensando que o personagem estava vivo.

domingo, 7 de maio de 2023

Rainha Charlotte - Julia Quinn e Shonda Rhimes

 

Charlotte é vendida em um acordo de casamento com o rei da Grã-Bretanha e Irlanda, George. Ela não sabe nada sobre ele, nada. Ela ainda está processando a ideia de que será obrigada a casar com ele. Seu casamento será no mesmo dia em que chegar em Londres. O pior é que ninguém responde suas perguntas sobre o rei, ninguém. Falam coisas aleatórias sempre que tenta falar sobre ele, coisas de conhecimento de todos. É por isso que ela foge e nessa fuga ela conhece George e ele acaba a conquistando nesse breve momento antes do casamento. Infelizmente, as coisas desandam após o casamento, o rei se recusa a consumar o casamento e se afasta dela vivendo em outra propriedade. Podem eles se acertar?

O livro trata da história que antecede a série Bridgerton da netflix e vai nos contar como o reino antes dividido entre pessoas de cor e brancos e onde só os brancos eram membros da nobreza se tornou aquele que aparece na série da netflix no qual há igualdade, onde pessoas de cor também são membros importantes da nobreza.

George tem episódios nos quais fica em estado de confusão, não sabe quem é, repete frases sem sentido e nenhum médico jamais conseguiu tratá-lo. Agora é dever dele casar com uma desconhecida. Ao conhecê-la, ele automaticamente se apaixona por ela, mas com medo de colocá-la em risco e de não ser suficiente para ela, ele se afasta. Meu coração doeu tanto por ele, por ver todo seu sofrimento e pelas coisas horríveis pelas quais ele passou (você queria fazer chorar? parabéns, conseguiu).

Charlotte brilha. Ela é sensível, animada e forte. Ao conhecer George também se apaixonada por ele, mas as coisas se desenvolvem de maneira esquisita com ele impondo uma barreira entre eles. Ela fica extremamente confusa com a atitude dele, mesmo estando abalada, triste, ela age com toda sua dignidade. Achei a postura dela admirável em face de uma situação da qual ela não sabia nada. Ainda bem que ela tem o Brimsley e pode contar com ele em qualquer momento. Ela também tem Agatha. 

Agatha, lady Danbury, já era minha personagem favorita desde os livros dos Bridgertons, agora então esse amor por ela só cresceu. Ela merece conquistar o mundo e não poderia deixar de dizer que ela faz tudo porque real, ela faz tudo. No presente e no passado. Ela é alguém que ajuda a Charlotte a perceber seu papel como rainha e sua importância para as pessoas de cor e em como ela deu esperança para todos, como ela fez com que eles fossem vistos pela primeira vez.

Brimsley é o criado pessoal da Charlotte e ele é incrível, amigo, leal e companheiro. Desde o primeiro momento em que a encontrou, nutriu um carinho tão especial, uma amizade por ela que nos comove. Eu queria proteger o Brimsley de todo mal que pudesse o rodear, eu só queria a felicidade dele e torci (ainda torço) por ele até a última página. Ele é apaixonado por Reynolds, que trabalha para o rei, e esse amor é correspondido.

Reynolds não só trabalha para o rei, eles são amigos e sabem tudo um sobre o outro. Esse foi outro momento que me apaixonei muito porque amizade genuína dos dois foi tão gostosa de assistir. Eu imagino o quanto sofreu ao ver George se submetendo a tratamentos inúteis e em constantes crises. 

Confesso que estava reticente sobre ler o livro porque já saber o destino do rei , mas fico feliz de ter insistido em ler, porque apesar do coração partido, a leitura foi muito além disso. Nela eu senti esperança, senti amizade e amor verdadeiro. Eu ri com os diálogos divertidos típicos de livros da Julia Quinn e me emocionei muito.

O foco da narrativa alterna entre Charlotte, George, Agatha e Brimsley. Isso torna a leitura mais dinâmica  e fluida. Possibilita também que nós entendamos melhor as cenas e seus sentimentos, suas atitudes. É um dos melhores livros de romance de época que li e se você gostou da série e não quer abrir mão dos personagens, precisa ler também.

Acho que finalmente entendi a importância da rainha Charlotte da série na sociedade e também suas atitudes na primeira e segunda temporada. É uma realidade alternativa, mas que me fez desejar que fosse a realidade.

Série versus livro (alerta spoilers):

A série alterna entre presente e passado. Isso não acontece no livro. O livro foca no passado e tem apenas o último capítulo se passando no presente.

No livro não teve caso entre Agatha e o pai da Violet. É algo que só aconteceu ou só mostrou na série.

Charlotte sabe sobre Reynolds e Brimsley no livro, já na série não parece saber. Eu prefiro isso no livro, além disso, por termos acesso aos pensamentos de Charlotte conseguimos ver que ela se importa com ele e reconhece sua amizade.

A cena da Agatha ensinando para Charlotte o que acontece na noite de núpcias é muito mais engraçada no livro (pobre Brimsley).

O livro não diz o que aconteceu com Reynolds. Eu tinha esperança de saber algo mais sobre ele depois do último episódio da série, mas não aconteceu. Pelo menos o desfecho deles no livro me deu uma sensação de paz e por isso em meu coração eu os vejo felizes e juntos para sempre.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Os segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn


Eu acho que reli esse livro no mínimo cinco vezes em 2021. Não vou negar que Colin é meu irmão Bridgerton favorito e não tenho motivo para fazer isso (apesar de diversas vezes ao longo do livro que querer gritar com ele, mas não o renego nunca). Então vou fazer mais uma vez uma resenha de um livro relido (é o que?). Vai ter spoiler porque tem várias coisas que quero comentar e não consigo sem dar algumas informações, mas sempre aviso quando chega a parte.

Quarto livro da série  Bridgerton publicada pela editora Arqueiro.  Nele acompanhamos Colin, terceiro filho de nossos queridos Violet e Edmund. Aquele que vai as reuniões da família por causa da comida, que disse em alto e bom que não casaria com Penelope Featherington para todo mundo ouvir e que com isso partiu meu coração.  Nesse livro temos um Colin diferente do sarcástico, engraçado e casamenteiro que encontramos nos anteriores.  Vemos um Colin em conflito por não ter um objetivo e incomodado por ser conhecido apenas como um homem encantador. Você acha que sou só um rosto bonito??? Deve pensar ele todos os dias. 

Colin foi alguém que me impulsionou ler a série de livros. Não fiquei muito fã em duque e eu e sim me apaixonei pelos livros seguintes, mas o Colin era sempre um fator que me impulsionava para os próximos e me fazia acalentar a esperança de que logo chegasse o dele. Ele nunca tinha me decepcionado até o fatídico dia em que ele disse que não se casaria com a Penelope em alto e bom som para qualquer um que passasse ouvir. Se eu fiquei zangada? Guardo rancor até hoje sim (e ele é seu favorito?????? rancorosa).

Penelope é um ser de luz que amo muito também desde que surgiu e talvez de alguma forma eu tenha me apegado ainda mais pelo Colin por causa do meu amor por ela. Desde o debute, ela foi massacrada pela sociedade porque não a achavam bonita para os padrões da época. Neste livro, ela é considerada solteirona e agora vai aos eventos na posição de acompanhante da irmã mais nova, Felicity.

Agora vem spoiler (inclusive spoiler da série) e vocês se não gostam é melhor parar de ler aqui. Se gostam ou já leram o livro, venham comigo no meu deslumbrante e caótico mundo como leitora sofrida.

Antes de qualquer coisa, quero defender a Portia, mãe da Penelope. E sim, ela não é legal com a Pen e faz comentários cruéis (isso eu não refuto). Porém, ela é uma mulher da época com pensamento que condizem a sociedade na qual está inserida. Não acho que ela não ame a Penelope porque ela não achava que o Colin ficaria com ela. Vocês acham que a manifestação dele dizendo que nunca iria casar com ela não chegou aos ouvidos da mãe dela? Ele disse isso de forma que qualquer um que passasse pudesse ouvir. Não acho que passou desapercebido por ela que o Colin e os outros irmãos Bridgerton dançavam com a Penelope por pena e quando a mãe deles mandava (A própria Pen sabe e diz isso ao Colin). Frequentando as mesmas festas, inclusive na residência Bridgerton, acho bem difícil que ela não soubesse. A Penelope já era considerada solteirona e sua irmã era única debutando. Não vejo como ela poderia pensar diferente. É claro que ela poderia ter esperado ele dizer algo, mas ela deve ter ficado emocionada demais com a ideia de ter um genro Bridgerton para refletir.

E Colin não cortejou a Penelope. Só assistindo a série da netflix e vendo o Colin cortejando a Marina é que percebi o quanto gostaria de vê-lo cortejando minha Penelope. Ele deveria fazer isso antes de pedi-la em casamento. Afinal de contas 12 anos gostando dele e ele nem tchum para ela. Ele age de forma horrível, pede em casamento e fim??? Não quero, me recuso (hahahahaha).

Eu amo o Colin, mas como disse, guardo rancor dessa cena em que ele coloca o nome da Penelope na roda e grita que não vai casar com ela. A fofoca é algo sempre muito poderoso em momentos e lugares onde a reputação de alguém deve ser mantida a qualquer custo. Na hora ela responde (palmas, Penelope do livro, palmas), mas depois coloca uma pedra por cima e finge que não se importa. Não acho que ela devia ter fingido que nada aconteceu, eu ia ficar sem falar com ele por muito tempo (respira, respira, respira). E isso me leva a um ponto sobre a série. Para mim a Portia sempre soube que a Penelope gostava do Colin e também sempre soube da falta de interesse amoroso dele por ela, os sinais sempre estiveram lá por esses 12 anos. Na série já mostra que ela sabe dos sentimentos da Pen e os descarta. A fala do Colin da série é muito parecida com a do Colin do livro, mas foi ainda pior por ser: A) na festa da família dela no meio de toda alta sociedade e rainha; B) o tom de zombaria seguido por risadas. Posso estar errada, mas não acho que isso tem como não chegar aos ouvidos da família dela. 

Não sei sobre quem será a terceira temporada da série, teve indícios tanto para a do Colin quanto para a do Benedict. A única coisa que faço votos é de que a Pen precisa ter um pretendente e o Colin tem que ser uma pessoa muito melhor para merecê-la e sofrer um bocado por ela (ele não é seu favorito, mulher???).

quarta-feira, 30 de março de 2022

Bridgerton: 2ª temporada


Já faz um tempo que não posto resenhas de séries aqui no blog (já faz 84 anos). Resolvi falar sobre Bridgerton hoje porque tinha postado uma resenha com expectativas para série no post sobre o livro  Visconde que me amava. Gostaria de dizer que essa resenha vai conter spoilers e que se você não assistiu (e não gosta de spoilers) é melhor não ler. Dito isso, vou começar.

Antes de qualquer outra coisa, preciso dizer que eu, EU, adorei essa temporada. Inclusive gostei muito mais do que da primeira. Mas Emi, foi muito diferente do livro, mesmo assim você gostou? Sim, eu gostei e gostei muito. Lamento muito por todos que não puderam ter a mesma experiência que eu, que aguardaram tanto quanto eu e não gostaram (é muito triste quando acontece e eu queria dar um abraço em todos vocês). Acho que cada um tem seus motivos para gostar ou desgostar e é preciso respeitar isso. 

Agora vou falar dos meus motivos para ter gostado:

  • A tensão que existe entre Kate e Anthony, a química entre os dois é palpável. Eu tava só a Daphne tentando por juízo na cabeça do Anthony sim. Os gritos eram reais aqui: Homeeem, vê se dá um jeito na sua vida;
  • Falando em Daphne, achei bem necessárias as conversas entre ela e Anthony por ser a primeira dos 8 irmãos a ter casado. Ela entre eles é aquela que realmente poderia se colocar na posição de conselheira em assuntos do coração por ter vivenciado amor verdadeiro;
  • O medo do Anthony de deixar a pessoa amada passar o que a mãe dele passou com a morte do pai. Achei sensacionais as cenas dele com a mãe e o sofrimento expressado nos flashbacks e que tinham efeito na vida dele até hoje. Ficou claro para mim o motivo da relutância dele em assumir seus próprios sentimentos para si mesmo e para os outros;
  • O progresso do Anthony em cada episódio e que me conquistava pouco a pouco fazendo com que em certo momento já estivesse fisgada por ele;
  • Benedict fechando a caixa com material de pintura como se fosse parar de vez e me dando a entender que talvez ele só volte quando a Sophie entrar na vida dele (veeeeeeeeeeeeeeeeem Sophie);
  • Portia se importando com as filhas mais do que tudo. Eu acho que ela é uma personagem muito injustiçada porque diferente dos outros personagens que têm pensamentos mais modernos, ela é uma pessoa daquela época. Ela é uma personagem que pensa e tem atitudes conforme a época em que vive. E isso não quer dizer que ela não ame as filhas dela, mesmo fazendo os comentários desagradáveis que faz. Achei importante a fala dela no último episódio;
  • As risadas da Kate sempre me faziam rir junto;
  • A cena da Kate caindo do cavalo e a do Anthony declarando o amor por ela foram maravilhosas;
  • Gregory e Anthony conversando sobre o pai foi muito importante e parecia que um nó dentro do visconde tinha sido finalmente desatado; 
  • As expressões da Lady Danbury;
  • Os atores deram um baile de interpretação. Já quero assistir mais trabalhos deles sim. Porque se eu chorei, ri ou fiquei nervosa, foi graças a atuação de cada um deles que soube compor bem o seu papel;
  • Colin fazendo o que mais me causa ranço nele que é magoar a Pen. E foi pior porque além de dizer em público que não a cortejaria nunca, disse no baile dado pela família dela. E isso inclusive me traz de volta a uma percepção que sempre tive no livro, mas que vou falar dela no meu post sobre a leitura que fiz do livro dele.

Esses foram os motivos de ter gostado. Então mesmo não tendo a cena do livro que mais queria ver que era a do Anthony acalmando a Kate durante a tempestade, todo conjunto das outras tiveram o mesmo efeito em mim. A cena da tempestade no livro é a que me faz me apaixonar pelo Anthony, mas na série eu consegui desenvolver esses sentimentos por ele aos poucos com o desenrolar de cada episódio. Então, tive todas as sensações que o livro me proporciona, só que em momentos diferentes. E é por isso que amei essa temporada porque ela não me privou de nada. Acho que minhas únicas duas ressalvas em relação a série foi tanto a Edwina quanto a Mary não terem percebido os sentimentos da Kate que estavam óbvios e Kate e Anthony não terem tantas cenas como casal. Porém, acho que essa última é mais fácil de ser consertada porque eles podem muito bem aparecer juntos nas próximas temporadas (e é o que mais desejo).

Já estou contando os dias para próxima temporada. E fico me perguntando qual será o casal dela, já que eles deixaram tudo arrumado para Colin e Pen. Afinal, já tem muita gente sabendo o segredo dela e a última fala do Colin em relação a ela (estou aqui guardando todo meu ranço para você, amado), não sei, acho que vem ai hein.  Já assistiram? O que acharam? Conta para mim nos comentários!

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O visconde que me amava - Julia Quinn


 

Ano passado, por causa da estreia da primeira temporada de Bridgertons, reli todos os livros. Agora a espera pela segunda temporada me fez ler de novo o visconde que me amava para fazer altas teorias, relembrar os detalhes e aguentar o peso dessa espera (já faz 84 anos). Antes de qualquer outra coisa, preciso avisar que esse resenha vai conter spoilers porque vou falar das cenas que estou torcendo muito que estejam na série. Então, se você ainda não leu ou não gosta de spoiler é melhor ir com calma. Vou colocar um alerta spoiler bem grande para você saber onde deve parar se não quiser ler essa parte.

Anthony vive com a certeza de que vai morrer cedo devido ao choque que teve aos 18 anos quando o pai, Edmund, faleceu. O pai era tudo para Anthony e ele achou, acreditou que nunca conseguiria o superar e por isso a certeza de que ele não passaria da idade que o pai tinha quando deixou este mundo. E é também por isso que ele decide que chegou a hora de cumprir suas obrigações com seu título de visconde e ter um herdeiro. Um casamento sem amor porque amor complica as coisas (e ele não precisa de mais nenhuma complicação não é mesmo?). A escolhida: o diamante da temporada, Srta Edwina.

Só que a irmã de Edwina, Kate, não curtiu em nada essa história de ter o libertino do Anthony querendo casar com a irmã. As provocações entre os dois vão crescendo junto com a atração que um desenvolve pelo outro, seria esse o começo de um problema para o visconde que não quer amar? seria esse um problema para Kate que não vai nenhum pouco com a cara do visconde? Com certeza! Se tem algo que eu acho divertido é romance de inimigos que viram amantes.  É sempre muito engraçado (ou quase sempre né porque a gente sempre passa um pouco de ódio).

Acho que foi ótimo ter relido o livro tantas vezes porque me fez perceber coisas que passaram batidas durante a primeira leitura, ver os personagens de formas diferentes e reparar melhor nos detalhes e detalhes as vezes fazem toda diferença. Uma fila imensa de livros novos para ler, mas reler esse me trouxe exatamente a sensação que eu precisava: me acalmar na espera e me fazer rir graças ao tom bem-humorado que Julia Quinn sempre coloca em seus livros. Eu acho incrível como eu tô lá respirando fundo numa cena e do nada começo a rir (gargalhar).

Alerta spoiler! É aqui que entram minhas expectativas em relação a série, comentários sobre cenas do livro que eu imagino possam estar nela etc.

Eu nunca escrevi um texto sobre expectativas em relação a séries ou filmes baseados em livros porque eu tento ao máximo não criá-las (mesmo falhando várias vezes miseravelmente, mas eu tento). Espero que não fique confuso. Pretendo falar sobre a personalidade da Kate, na verdade um traço dela e que já vi algumas pessoas comentarem a respeito; sobre as cenas do livro que eu gostaria que estivessem na série  (como a cena da tempestade que é indispensável para mim).

Vi que algumas pessoas dizendo que acham a a Kate invejosa e eu não concordo, acho que ela está cansada das comparações e de não ter o valor devido creditado. Inclusive o próprio Anthony desdenha dela no começo. Aquela cena do livro que se passa no lago Serpentine em que ele é um ogro só prova isso. Imagine que você ame sua irmã, mas as pessoas acham que a única saída é você ter inveja dela porque para eles você não é bonita o suficiente. Como ela poderia ter uma autoestima forte se todo mundo tá compenetrado em compará-la com outra pessoa? Para mim não há dúvidas de que ela ame a madrasta e a irmã de verdade. Ela só não acha que aquilo de temporada e encontrar marido seja para ela porque ninguém a notou e ela meio que já acostumou. Meu coração anseia para que tenham várias cenas na série delas interagindo como família porque vai ser lindo e eu quero muito a Edwina sagaz já mostrando para a gente (público) que percebeu o que tá rolando entre a irmã e o visconde fazendo complô com o Colin e Eloise (a gente pode sonhar né e fazer hipóteses q). Até porque eu sempre imagino que quando a Edwina e o Colin voltam juntos após o jogo de pall mall que eles podem ter conversado sobre Anthony e Kate. Eu sei que no livro não fala nada sobre o que conversaram e que pode ter sido sobre amenidades como o tempo etc, mas eu prefiro pensar que os dois estavam fazendo um complô sim. q

A Kate para mim é uma personagem bem lógica e posso provar. Vou falar dela tentando adiar a noite de núpcias (inclusive espero que a cena esteja na série). Como uma mulher do período da regência, ela não sabe nada ou quase nada sobre o que acontece em um leito conjugal e, para mim, a cena dela pedindo para adiar por uma semana faz todo o sentido. A falta de conhecimento é sim assustadora. Imagine o quão nervosa ela deve ter ficado? A Kate é uma personagem com preocupações e medos reais. Por esses e outros motivos eu a adoro.

A cena do escritório é o que me deixa 50% ódio, 50% tremedeira. Se fosse comigo, acho que não conseguiria olhar na cara dele por semanas (ou mais). Acredito que essa cena vai estar na série e que terei a mesma reação. INCLUSIVE ele merecia ficar com ciúmes dela. Eu juro, não gosto de jogos, odeio com todas as forças triângulos amorosos, mas uma parte de mim fica torcendo para fazerem na série o Colin, ao perceber que o Anthony gosta dela, se programe para zoar o irmão numa estratégia super clichê de mostrar ao protagonista seus reais sentimentos q. 

O pall mall dos Bridgertons:No livro a composição é o Simon, Daph, Colin, Edwina, Kate e Anthony. Com a saída do ator que interpreta o Simon, a minha imaginação aponta para duas possibilidades: Eloise ou Benedict. Acho que o jogo combina com a Eloise. Consigo visualizar ela na partida, apesar de que por dentro ainda torço para uma participação especial do nosso duque (meus dedos  estão cruzados e os seus?).

Os flashbacks do Edmund não saem da minha cabeça e eu vou dizer como os imagino na série. Eu ACHO que seria interessante ver o Anthony ir a lugares com memórias dele com pai. Ir para pensar no rumo que a vida dele está tomando. Se eu me sentisse perdida e a pessoa que eu amava não estivesse mais aqui, talvez eu procurasse locais em que as memórias sejam tão fortes que eu possa sentir como se ela estivesse do meu lado. Então eu meio que imagino isso (preparando os lenços de papel).

O Anthony tem o poder de me deixar completamente exasperada. Segui aaaaaaaaaaah com ele até a viagem para Aubrey Hall e toda a releitura sou eu assim aaaaaaaaaaah. Uma das cenas que mais preciso ver na série e se não tiver vou ficar triste porque é exatamente a cena na qual comecei a gostar do Anthony: a cena da tempestade quando ele fica ao lado dela durante seu ataque de pânico por causa dos trovões e raios. Eu tenho o mesmo medo. Sempre passo por isso sozinha, o fato dele estar lá pareceu tão reconfortante e me fez pensar nele de outra forma. Então para mim é uma cena indispensável, é ai que eu vejo o quanto ele se importa. E diga-se de passagem vai ser muito amor ver essa cena com os atores.

A participação de Maria Rosso é minúscula no livro, mas a da Siena Rosso na série tem um grande impacto no Anthony de lá (eu tô confusa já). Maria é ex amante do Anthony e aparece em uma apresentação na casa dos Bridgerton na mesma noite da fatídica cena  do escritório (aquela que me inspira raiva e tremedeira) e só. Eles se encontram, quase têm um flashback, mas não rola e ela vai embora. Na série ele parece gostar de verdade dela e eu bem acho que gosta mesmo, não é o amor que ele sente por Kate dos livros, é diferente.  E imagino que talvez em algum senso ela signifique um certo tipo de liberdade para ele, um afastamento momentâneo da dor e do peso de seu título e isso o tenha confundido na primeira temporada. Eu sinceramente achei interessante porque o que ele confundiu com amor é o que  faz com que ele ache que seja complicado e dá a ele a justificativa de não querer amar porque de fato ele não sabe o que é amor ou acha que não é para ele depois de uma desilusão.  Que venha o libertino com l maiúsculo, tô no aguardo.

Eu tenho muitas hipóteses em relação a série e cada dia que passa, sempre sai alguma foto, não consigo deixar de pensar em qual seria o contexto daquela imagem. Provavelmente lerei mais umas 300 vezes antes da estreia. Eu poderia continuar inclusive esse post contando tudo que imagino que pode acontecer, mas ia ficar muito maior do que já está e meu cérebro já deu um nó. Então é melhor parar por aqui. E vocês, já leram o livro? Estão assistindo a série e tem alguma hipótese que queiram compartilhar? O que acham dos protagonistas do livro?