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domingo, 28 de abril de 2024

Noiva - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Apesar de ter um gancho para um próximo livro com outro casal,  não achei nada nas internetes (????) que indicasse que o livro faz parte de uma série (Tão sabendo de algo?). Importante ressaltar que a leitura dele não depende de outro e não tem final aberto. 

Eu fui sem expectativa por causa da repetição de plot nos livros que li da Ali  (a hipótese do amor e a razão do amor) e acabei me divertindo muito.  A sinopse do livro me chamou atenção por causa dessa vibe crepúsculo de vampiros vs lobos, casal improvável etc. E ainda bem que peguei para ler. 

Misery (Em português miséria e sim, um nome horroroso para protagonista) é filha de um dos líderes dos vampiros, mas ela nunca viveu entre eles. Ela mora entre os humanos, onde serviu como colateral numa aliança entre humanos e vampiros. O símbolo dessa aliança era a troca de um humano por um vampiro ligados a figuras importantes dos dois grupos. 

Além de humanos e vampiros, nossa história tem licanos (lobisomens). O medo da aproximação entre licanos e humanos, leva o pai da Misery a fazer uma nova aliança e essa estabelece um casamento por conveniência entre Lowe, alfa do grupo de licanos da região e sua filha, Misery.

Misery, detesta seu pai (não lembro se ele tem um nome e se tem esqueci), os vampiros que nunca a aceitaram etc, mas vê no casamento a possibilidade de entrar em território licano e descobrir o que aconteceu com sua amiga que desapareceu. A única pista que ela tinha apontava para Lowe e ela não perderia tempo para encontrar a única pessoa que esteve com ela em todos os momentos e a aceitou mesmo sendo vampira.

Aqui temos os clichês casamento por conveniência, opostos se atraem e aproximação forçada. Casamento por conveniência é de longe o meu clichê favorito e amo quando encontro livros com esse tema e principalmente quando também tem fantasia, sobrenatural envolvido. 

Não gostei e nem desgostei da Misery e a achei divertida em diversos momentos da história. Gostei muito da relação dela com a melhor amiga, Serena e de sua busca por ela. Acho que foi o ponto alto. O romance dela com o Lowe foi legal, mas achei que foi um pouco excessiva as cenas de sexo (mas pode ser só eu porque não curto muito) e que o tempo usado nelas poderia ser usado para trabalhar mais a relação dos dois. 

Lowe teve uma cena problemática para gerar drama lá perto do final e que foi resolvida de forma bem rápida no último capítulo. Ele tava completamente apaixonado pela Misery e só não viu quem não quis (isso mesmo, Misery, estou falando com você). Enfim, já leram?

domingo, 25 de junho de 2023

Um experimento de amor em Nova York - Elena Armas

Publicado pela editora Arqueiro. Vamos acompanhar Rosie, melhor amiga da Lina, protagonista de uma farsa de amor na Espanha (meu queridinho do ano passado). Rosie, como percebemos no livro anterior, tinha um crush no Lucas, primo da Lina. Ela stalkeava o perfil dele no instagram e acalentava a ideia de que um dia poderia conhecê-lo. Esse dia talvez fosse o casamento de Lina, mas Lucas não compareceu. Após um incidente em seu apartamento, Rosie vai para o antigo apartamento de Lina, que está vazio no momento, mas lá acaba finalmente conhecendo Lucas que veio passar uma temporada em Nova York. 

As coisas não saem exatamente como o imaginado para um primeiro encontro com Lucas, a situação é um pouco constrangedora (olá, vergonha alheia), mas passado isso fica decidido que os dois vão dividir o apartamento de Lina pelo tempo necessário. A oportunidade em fim de conhecer o Lucas. Os dois desenvolvem uma amizade e tem que lidar com a atração que ambos sentem um pelo outro, mas as questões pessoais pelas quais Lucas está passando podem ser um empecilho para o relacionamento. Além disso, há encontros experimentais rolando entre eles. 

Bem, o enredo mescla clichês que eu gosto bastante como relacionamento falso, proximidade forçada e amigos para amantes, mas a história não funcionou comigo, infelizmente. Antes de mais nada, preciso dizer que acho que é um livro bom e que tem uma boa construção. Dito isso, podemos prosseguir para o que fez com que a plot não tenha me ganhado.

Sinceramente a Rosie parece um pouco (muito) obcecada pelo Lucas, tipo fã obsessiva sabendo mínimos detalhes da vida dele por ficar constantemente navegando no perfil dele e isso me assusta um pouco. Real, acho que ficaria assustada em conhecer alguém que não me segue, não interage comigo nas redes sociais, mas fica lendo cada coisinha para saber da minha vida nos mínimos detalhes. Foi essa a impressão que eu tive da Rosie e isso me manteve longe da personagem. Ela também parece só ter uma amiga, a Lina e para mim não faz sentido.

O livro tem capítulos narrados por Lucas e Rosie. Eu gostei muito mais dos capítulos narrados por ele. Pena que em comparação com os da Rosie, foram menos capítulos. Ter dois narradores é algo bom porque dá para entender melhor o que está acontecendo com os personagens, acho que isso foi um acerto.

E vocês já leram? o que acharam?



 

domingo, 7 de maio de 2023

Rainha Charlotte - Julia Quinn e Shonda Rhimes

 

Charlotte é vendida em um acordo de casamento com o rei da Grã-Bretanha e Irlanda, George. Ela não sabe nada sobre ele, nada. Ela ainda está processando a ideia de que será obrigada a casar com ele. Seu casamento será no mesmo dia em que chegar em Londres. O pior é que ninguém responde suas perguntas sobre o rei, ninguém. Falam coisas aleatórias sempre que tenta falar sobre ele, coisas de conhecimento de todos. É por isso que ela foge e nessa fuga ela conhece George e ele acaba a conquistando nesse breve momento antes do casamento. Infelizmente, as coisas desandam após o casamento, o rei se recusa a consumar o casamento e se afasta dela vivendo em outra propriedade. Podem eles se acertar?

O livro trata da história que antecede a série Bridgerton da netflix e vai nos contar como o reino antes dividido entre pessoas de cor e brancos e onde só os brancos eram membros da nobreza se tornou aquele que aparece na série da netflix no qual há igualdade, onde pessoas de cor também são membros importantes da nobreza.

George tem episódios nos quais fica em estado de confusão, não sabe quem é, repete frases sem sentido e nenhum médico jamais conseguiu tratá-lo. Agora é dever dele casar com uma desconhecida. Ao conhecê-la, ele automaticamente se apaixona por ela, mas com medo de colocá-la em risco e de não ser suficiente para ela, ele se afasta. Meu coração doeu tanto por ele, por ver todo seu sofrimento e pelas coisas horríveis pelas quais ele passou (você queria fazer chorar? parabéns, conseguiu).

Charlotte brilha. Ela é sensível, animada e forte. Ao conhecer George também se apaixonada por ele, mas as coisas se desenvolvem de maneira esquisita com ele impondo uma barreira entre eles. Ela fica extremamente confusa com a atitude dele, mesmo estando abalada, triste, ela age com toda sua dignidade. Achei a postura dela admirável em face de uma situação da qual ela não sabia nada. Ainda bem que ela tem o Brimsley e pode contar com ele em qualquer momento. Ela também tem Agatha. 

Agatha, lady Danbury, já era minha personagem favorita desde os livros dos Bridgertons, agora então esse amor por ela só cresceu. Ela merece conquistar o mundo e não poderia deixar de dizer que ela faz tudo porque real, ela faz tudo. No presente e no passado. Ela é alguém que ajuda a Charlotte a perceber seu papel como rainha e sua importância para as pessoas de cor e em como ela deu esperança para todos, como ela fez com que eles fossem vistos pela primeira vez.

Brimsley é o criado pessoal da Charlotte e ele é incrível, amigo, leal e companheiro. Desde o primeiro momento em que a encontrou, nutriu um carinho tão especial, uma amizade por ela que nos comove. Eu queria proteger o Brimsley de todo mal que pudesse o rodear, eu só queria a felicidade dele e torci (ainda torço) por ele até a última página. Ele é apaixonado por Reynolds, que trabalha para o rei, e esse amor é correspondido.

Reynolds não só trabalha para o rei, eles são amigos e sabem tudo um sobre o outro. Esse foi outro momento que me apaixonei muito porque amizade genuína dos dois foi tão gostosa de assistir. Eu imagino o quanto sofreu ao ver George se submetendo a tratamentos inúteis e em constantes crises. 

Confesso que estava reticente sobre ler o livro porque já saber o destino do rei , mas fico feliz de ter insistido em ler, porque apesar do coração partido, a leitura foi muito além disso. Nela eu senti esperança, senti amizade e amor verdadeiro. Eu ri com os diálogos divertidos típicos de livros da Julia Quinn e me emocionei muito.

O foco da narrativa alterna entre Charlotte, George, Agatha e Brimsley. Isso torna a leitura mais dinâmica  e fluida. Possibilita também que nós entendamos melhor as cenas e seus sentimentos, suas atitudes. É um dos melhores livros de romance de época que li e se você gostou da série e não quer abrir mão dos personagens, precisa ler também.

Acho que finalmente entendi a importância da rainha Charlotte da série na sociedade e também suas atitudes na primeira e segunda temporada. É uma realidade alternativa, mas que me fez desejar que fosse a realidade.

Série versus livro (alerta spoilers):

A série alterna entre presente e passado. Isso não acontece no livro. O livro foca no passado e tem apenas o último capítulo se passando no presente.

No livro não teve caso entre Agatha e o pai da Violet. É algo que só aconteceu ou só mostrou na série.

Charlotte sabe sobre Reynolds e Brimsley no livro, já na série não parece saber. Eu prefiro isso no livro, além disso, por termos acesso aos pensamentos de Charlotte conseguimos ver que ela se importa com ele e reconhece sua amizade.

A cena da Agatha ensinando para Charlotte o que acontece na noite de núpcias é muito mais engraçada no livro (pobre Brimsley).

O livro não diz o que aconteceu com Reynolds. Eu tinha esperança de saber algo mais sobre ele depois do último episódio da série, mas não aconteceu. Pelo menos o desfecho deles no livro me deu uma sensação de paz e por isso em meu coração eu os vejo felizes e juntos para sempre.

domingo, 16 de abril de 2023

O caso da governanta - Courtney Milan

É um conto que pertence a série Os excêntricos publicada pela editora Arqueiro. O conto pode ser lido sem a leitura prévia de qualquer livro da série e por isso você pode ler para conhecer um pouco da escrita da autora. Na verdade, até acho que deve ser lido antes do primeiro por se tratar de eventos que antecedem este. Ele foi disponibilizado gratuitamente pela editora (valeu, Arqueiro).

Alerta gatilhos: estupro

Serena Barton trabalhava como governanta em prol de juntar dinheiro para ter um futuro confortável. Infelizmente ela vê todos os sonhos se desfazerem. Ela foi vítima do duque de Clermont e para piorar a situação, engravidou dessa violência. Por isso, reunindo toda coragem que ainda sobrava, ela clama por justiça. Ela vai e fica na frente da casa do duque exigindo que ele confesse seu crime. 

O duque de Clermont, sem dizer o que realmente aconteceu, manda seu funcionário, Hugo Marshall, resolver as coisas com Serena. Hugo não nasceu ontem e por conhecer o tipo de pessoa que é o duque, desconfia da história que ele contou. Porém, ao tentar conversar com Serena sobre os motivos dela, ela não conta nada para ele (o que é lógico, já que ela acabou de conhecer o cara e passar por uma violência). 

Hugo é conhecido como lobo de Clermont por ser implacável, ele é ex lutador e só trabalha para o duque para poder conseguir uma quantia necessária para se tornar um homem rico. Qualquer coisa que afeta ao duque, o afeta. Logo, ele quer resolver as coisas com Serena o mais rápido possível. 

Apesar de ser um conto, os personagens tem suas camadas trabalhadas e os conhecemos bem. Hugo, mesmo trabalhando para o duque, não é alguém completamente despido de caráter. Serena é uma mulher forte. Espero que os dois apareçam mais no segundo livro da série que é sobre o filho da Serena.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Tempestade selvagem - Beverly Jenkins

Segundo livro da série Mulheres pioneiras publicada pela editora Arqueiro (eu achava que era uma duologia, mas na nota da autora, ela revela que teremos mais um livro). Spring Rain mora e administra sozinha suas terras em Paradise. Ela é uma mulher forte e que gosta de manter sua independência. Em um dia de nevasca, encontra Garrett McCray ferido e o leva para casa. Ele se revela ser o jornalista que vai fazer uma matéria sobre o irmão dela, o médico Colton Lee. Ele veio de Washington e infelizmente sofreu um acidente durante o trajeto. Hospedado na casa de Spring, Garrett se descobre cada vez mais interessado por Spring. 

Spring é uma mulher forte e que passou por situações horríveis como o abandono e violência sexual. Ela prefere ficar sozinha e quando teve que levar Garrett para sua casa, estava torcendo por sua rápida recuperação para ele ir embora. Ela é inteligente e não leva desaforo. Gosto da forma como ela foi construída.

Garrett é um protagonista masculino maravilhoso. A única falha dele é não existir (vamos elevar o grau de expectativas das pessoas??). Jornalista, carpinteiro, leitor compulsivo e advogado. Ele se apaixona primeiro e um dos traços mais bonitos dele é como ele se mostra compreensivo e doce (como pode não existir?).

 É, ao terminar a leitura, chego a conclusão de que, realmente, precisamos de mais livros da Beverly Jenkins publicados no Brasil (eu preciso deles para ontem). Além do enredo ser bom,  traz fatos da história afro-americana e também nos faz refletir sobre o período devastador da escravidão e suas consequências. 

Eu gostaria que o livro tivesse mais páginas, queria ver mais conversas entre a protagonista e o irmão dela. Senti falta disso. Ela inclusive diz que precisa conversar com ele, mas não acontece (e sinto que foi uma pena porque ajudaria a aprofundar mais os personagens). Fora isso, muito amor por essa obra.

 Evitei falar de outros personagens ou dar mais detalhes para não fazer muitos spoilers. E você, já leu os livros da Beverly Jenkins?

domingo, 19 de fevereiro de 2023

A razão do amor - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Bee Konigswasser finalmente recebeu uma grande oportunidade de alavancar sua carreira: trabalhar em um projeto da Nasa. Isso seria um ponto de virada em sua vida. O problema é que ela trabalharia com nada mais nada menos que o desafeto da época de doutorado, Levi Ward. Seria possível trabalhar com alguém que já deixou claro várias vezes que não gostava dela? (a resposta é sim se ambos forem profissionais e éticos,  mas hahaha).

Eu gostei da Bee logo de cara e isso foi bem importante. Ela é orfã e tem uma irmã gêmea com quem se dá muito bem. Elas mantêm contato por telefone porque a irmã vive viajando. Bee tem piercing, tatuagens e cabelos coloridos. Ela também é responsável por uma conta chamada O que a Marie faria?  na qual fala sobre machismo no meio acadêmico principalmente na área STEM ( sigla em inglês referente as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e outras coisas. Gosto que durante a leitura a gente tem noção de que ela é boa no que faz.

Levi é um fofinho. Claro que quando veio a Bee falar sobre ele pela primeira vez, desconfiei de todas as considerações e pensei obviamente tem algo ai que a gente não sabe e de fato era tudo meio óbvio mesmo. Ah aquela falsa inimizade, mas deixo bem claro que as atitudes do Levi foram responsáveis por essa percepção e levou todo mundo na época do doutorado acreditar que ele não gostava da Bee. 

Essa é a segunda chance que dei para os livros da autora porque o anterior, apesar de ter amado o Adam, eu não fui muito com a cara da Olive. Aqui acho que ela fez um melhor trabalho com a protagonista feminina, gostei muito mais do desenvolvimento dela. Além disso, eu me diverti muito durante a leitura (menos na parte em que falaram que o Yoda era babaca. NINGUÉM fala mal do Yoda na minha frente). Entretanto, vi uma repetição de fórmula entre o anterior e esse. Alerta spoiler : Os dois tem protagonistas femininas orfãs, com melhores amigas tóxicas, os amigos dos protagonistas masculinos são num primeiro momento legais, mas que depois se revelam péssimos etc. Fim do spoiler. 

Gostei da pauta levantada durante o enredo que foi sobre o processo de admissão ao mestrado em faculdades dos EUA e o machismo no meio acadêmico. Como gostei desse livro, seguirei para o próximo da autora.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Extra, extra, extra #1

Amo extras e a possibilidade que esse conteúdo nos traz de ver os personagens que gostamos de novo. Esta postagem (talvez outras como essa virão, por isso #1 no título) vai ser dedicada a isso. Vou falar um pouco como me senti sobre a leitura e tentar não fazer (foco no tentar) spoilers.

A editora arqueiro disponibilizou conteúdos extras dos livros A hipótese do amor de Ali Hazelwood e Uma farsa de amor na Espanha de Elena Armas. Dois livros que li ano passado.



A hipótese do amor: capítulo extra

O extra traz a perspectiva do Adam sobre a primeira vez dele com a Olive. Sinceramente achei um pouco desnecessário ser sobre essa cena. Eu amei o Adam profundamente, mas se fosse para ver algo da perspectiva dele, seria o momento em que se apaixonou pela Olive. Realmente queria saber o que ele viu nela por motivos de interação nula até o momento do trato de namoro falso. 

Porém, ver o Adam é sempre bom e é isso (eu amo esse homem que nem existe). 

 


Uma farsa de amor na Espanha: conteúdo extra

Um dos melhores romances que li no ano passado e agora com cenas do ponto de vista do Aaron. GRITOS. Aaron, o último dos românticos. Não tem como não amar esse homem e olha que eu nem o amava no começo do livro sinceramente. Foi bem satisfatório. Elena colocou trechos de alguns capítulos da perspectiva dele, como quando ele se oferece para ir com Lina ao casamento da irmã dela, quando eles saem juntos pela primeira vez e o beijo. Já imaginava o Aaron assim? já, mas olha foi um docinho.




E você, já leu algum desses conteúdos extras?

domingo, 9 de outubro de 2022

A hipótese do amor - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Era um livro que estava bem curiosa para ler, mas tinha certo receio por pensar, após ler a sinopse, que pudesse ser um relacionamento em que a protagonista feminina fosse aluna do protagonista masculino porque não gosto, não gosto mesmo. Foi graças a resenha da Cida do Moonlight books que descobri não ser essa situação e pude ler com mais tranquilidade.

Olive é uma estudante de doutorado. Ao descobrir que sua melhor amiga, Ahn, gosta de um ex dela, resolve mentir e dizer que já está em outro relacionamento para que a amiga não se sinta culpada e fique com o cara. O problema é que ela é quase pega na mentira e no desespero beija a primeira pessoa que vê passar no corredor. Essa pessoa não é nada mais nada menos do que um dos professores mais temidos da pós, Adam.

Algo que me incomodou bastante foi o beijo no corredor. Se eu fosse beijada da forma que a Olive, beija o Adam, ia ficar muito p da vida e me sentir muito mal. E que motivo meio tosco para beijar um completo desconhecido. Ela não podia conversar com a amiga? ser honesta, dizer que não sentia nada pelo cara. Isso é algo que me deixou meio travada no início da leitura e me fez dar uma enrolada.

A carência da Olive é tão grande que ela não acredita na Ahn, não acredita que a Ahn queira continuar amiga dela e por isso ela é motivada a esconder e agir da forma que agiu. Eu demorei para entender.  Fiquei uns bons dias sem ler presa a situação horrível do beijo (não foi nenhum pouco legal), mas consegui abrir um pouco meu coração para Olive depois de entender um pouco sua solidão e seu desejo por agradar os outros. Só que ela não é uma personagem que me agradou muito no começo e é isso, não me forcei a gostar dela. Entendo algumas atitudes dela, outras não. A amizade com a Ahn, eu achei péssima. Ela mandava a Olive fazer coisas e a Olive seguia, parecia uma versão bizarra de siga o mestre (sem falar da falta de sinceridade). A amizade que eu gostei foi a da Olive com o Malcolm. Ele é a única pessoa com quem ela se abre desde o começo. Entretanto, com o passar do tempo, preciso dizer que Olive me ganhou de alguma forma.

Adam foi uma surpresa. Quiseram pintar ele como professor babaca e eu pensando ai ata não tô vendo isso, mas tudo bem. Eu gostaria muito de ver ele avaliando algum aluno para ter a tal dimensão de tudo que alguns disseram sobre ele.  O foco narrativo está na Olive, mas narrativa em terceira pessoa fez sua mágica e estava bem desconfiada do rótulo que colocaram nele. Como não vi ele sendo babaca com aluno nenhum, não quero nem saber da opinião de personagens secundários. O que percebi é que ele é muito direto e não dá rodeios quando faz críticas.

Penso que Adam foi melhor construído do que Olive. Acho que faltou um pouco de equilíbrio na personagem dela, mas quando me pego pensando na personagem de novo, estava acontecendo muita coisa somando ao que já tinha rolado com ela com a perda da mãe.

Tenho essas ressalvas sobre a protagonista, mas num geral gostei bastante do livro. Gostei da autora falar sobre o machismo sofrido por mulheres na área científica, sobre as pressões sofridas no ambiente acadêmico, sobre assédio e falta de investimento em projetos relevantes e falta de valorização do profissional da área.  Os diálogos entre os protagonistas foram divertidos e por vezes não entendi os termos que usavam (o que você disse??? Google ajuda aqui). Principalmente gostei como o relacionamento dos protagonistas evolui e como está na cara que o Adam está todo apaixonadinho, mas a Olive não percebe (ain minha dose de fofura).

Como cenas de assédio podem ser gatilho deixo aqui a página para quem por acaso quiser pular. Eu teria pulado porque me sinto mal. Começa na pág 216 e vai até a 219. Só preciso avisar que trechos ressurgem em momentos posteriores.

Gatilho: assédio sexual, machismo

domingo, 28 de agosto de 2022

O segredo da duquesa - Courtney Milan

Primeiro livro da série Os excêntricos publicada pela editora Arqueiro. Eu ouvia muita gente falando de brothers sinister por aqui e por ali sempre em postagens com recomendações de romances de época e nutria certa curiosidade por conta dos vários elogios.  Deixei para lá porque eu ainda não sabia que conseguiria ler um romance de época em inglês e quando vi esse lançamento lembrei (a velha chama ascendeu). 

Minnie mora com as tias avós em Leicester e a coisa que ela menos quer é chamar atenção. Por causa de um escândalo no passado, ela trocou de nome e espera conquistar segurança que um casamento poderia proporcionar. O problema é que quando jornais estimulando luta pelo direito dos trabalhadores começam a circular, a culpa de insurreição caí sobre ela e agora Minnie precisa desmascarar o culpado. A chegada do duque de Clermont abala algumas de suas certezas (refiz a sinopse sim e sim). 

Minnie, Minerva Lane e Wilhelmina Pursling, muitos nomes para uma mesma personagem. O último foi escolhido como subterfúgio para viver em Leicester sem chamar atenção. A personagem é audaciosa e cheia de estratégias. Muito inteligente (apesar da primeira dedução dela ter sido um pouco meh). Achei sensacionais as conversas dela com o duque e sua forma de resolver as coisas.

E por falar em duque, o nosso se chama Robert Alan Graydon Blaisdell e ele é muito pé no chão. Esqueça o esnobismo e pompa que estamos acostumadas, não rola (vossa graça não gosta dessas coisas, né?). É ele que demonstra estar se apaixonando por ela primeiro. Parto do ponto de que Robert admira Minnie e sempre digo que quem ama, admira o outro.  Isso para mim fez um diferencial danado. Também gosto dele por ser alguém com um bom caráter (nesta casa gostamos de mocinho bonzinho sim). Robert guarda em si solidão de não ter tido uma família cercada de amor e a vergonha por ter o pai que teve. 

É impossível não amar o Robert, mesmo até achando que ele por vezes é um pouco inconsequente (foi uma vez só gente q). A autora criou um personagem que a gente olha e diz alguém precisa dar amor para ele (cuidem dele pls). Um personagem extremamente gostável, assim como Minnie. Achei os dois bem modernos ao ponto de as vezes ser difícil acreditar que eram personagens de um romance de época (não foi exatamente um problema para mim, mas fica aqui o comentário). O desenvolvimento dos personagens foi bom e bacana já ter introduzido bem os personagens dos próximos livros e contextos deles (estamos de olho).

quarta-feira, 27 de julho de 2022

A srta. Butterworth e o barão louco - Julia Quinn e Violet Charles

Publicado pela editora Arqueiro. Quando li Um beijo inesquecível e acompanhei a Hyancith Bridgerton lendo o livro A srta. Butterworth e o barão louco para Lady Danbury sempre quis saber o que aconteceria na história e o motivo dos pombos terem atacado a mãe da protagonista (queria detalhes sim). Finalmente pude conferir e nossa, o resultado foi muito engraçado (não a parte dos pombos, essa parte é trágica q). Tive até certo medo de que a expectativa destruísse a experiência, mas deu tudo certo e posso dizer sem dúvidas que foi uma das leituras mais divertidas que fiz esse ano.

Priscilla Butterworth é uma sobrevivente. Depois de sucessivas tragédias, ela ainda consegue ser uma jovem energética. E quando eu falo em tragédias, são tragédias mesmo. A mais sinistra, com certeza, é a mãe ter sido morta por bicadas de pombo. Enfim, desde cedo, ela tem que contar com ela mesma. Ao descobrir que suas parentes querem vendê-la, ela foge e vai parar em Thimmerwell onde se torna dama de companhia da avó do barão, Damien.

Priscilla é muito sagaz e apesar da vida que levou, consegue se manter generosa e com muito bom humor (quase uma cinderela sim, mas um pouco branca de neve q). A vida dela parece estar finalmente indo para frente na casa do barão, mas acontecimentos estranhos podem colocar tudo a perder.

Achei muito boa a ideia de transformar a história em quadrinhos. Além disso, é como ler um conto de fadas com toques bizarros. E esses elementos bizarros do enredo são ressaltados através das ilustrações feitas por Violet. Foi um casamento perfeito. Um dos grandes fortes da Julia são os diálogos divertidos e esse livro permitiu que ela construísse uma história super engraçada sem um foco pesado em romance. Agora eu consigo entender completamente o interesse da Lady Danbury no enredo porque me vi nesse lugar. Escolhi não falar dos outros personagens por ser um livro de 141 páginas, qualquer detalhe que eu der seria um spoiler bem grande (longe de mim fazer isso). 

Eu indico esse livro, não só para os fãs da autora, mas também para quem tem curiosidade sobre a escrita da Julia, mas não curte muito romance.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Uma farsa de amor na Espanha - Elena Armas

Publicado pela editora Arqueiro. É um livro que toda vez que ia na livraria, já tinham vendido todos e isso só me fez ficar com mais curiosidade e expectativas para a leitura, assim que conseguisse comprar meu exemplar (e eu detesto ter muitas expectativas). Porém, preciso dizer que acho que o livro merece mesmo todo o hype que está tendo porque NOSSA NOSSA eu me diverti muito lendo. 

Catalina é uma jovem espanhola que mora nos EUA e que por causa do casamento da irmã é colocada em uma posição desconfortável. Ela terá que encarar o ex que é irmão do noivo da irmã e o pior, ele está noivo (é o que?). Por não querer enfrentar sentimentos de pena vindos de todos que ela conhece, ela mente um pouquinho dizendo que está em um relacionamento. A mentira como sempre se transforma em uma bola de neve e ela acaba se vendo na posição de levar o desafeto do trabalho com ela para o casamento, Aaron Blackford.

Catalina, Lina para todo mundo, é uma mulher energética e com bom senso de humor. Por questões pessoais, ela sai da Espanha e vai viver nos EUA.  Gostei dela logo de cara por motivos de muito engraçada e faz dramas na cabeça igual aos que eu faço. A melhor amiga dela se chama Rosie e aparentemente é única amiga que ela tem em Nova Iorque. A situação com o ex a marcou profundamente e ela não teve nenhum relacionamento depois dele (não julgo, que bosta de ex). O ranço dela pelo Aaron é totalmente justificado (só te digo isso). O enredo do livro começa em um momento bem depois da situação em que despertou sentimentos ruins pelo Aaron na Lina. É tudo explicado, mas faz todo sentido ela não gostar dele.

Aaron que eu não entendo e até sinto raiva/ranço no começo tem uma presença forte. Eu mesma pensando quem esse homem pensa que é? Ele acha que é o último biscoito do pacote por acaso?? Sério! Finalmente um inimigos para amantes de verdade, pensei comigo mesma porque as vezes livros prometem, mas na verdade não tem inimigo nenhum. Vamos dizer que ele no começo é um pouco rude, se impõe à protagonista, mandão, faz o que quer e se mete onde não é chamado, mas não faz nada quando deveria. E nesse momento em que estou entendendo o ranço da Catalina em relação a ele desenvolvo um também, é que ele me pega. O problema (ou não) é que a plot se desenrola de um jeito que eu de um momento para o outro já estou hmm você me irrita, mas gosto de você (você me irrita mesmo?). Alguém que gosta de bichinhos não pode ser tão ruim, não é?

Eu AMO o clichê relacionamento de mentira. Podem me condenar, mas eu adoro isso e casamento por conveniência (hahaha me deixa, me deixa, me deixa). E cara um brinde ao relacionamento falso que encontramos aqui junto com inimigos para amantes! Um espetáculo e é isso.

A leitura é fluída e a autora descreve e executa muito bem as cenas. Acho um diferencial fantástico visto que muitos tem dificuldade em execução de cenas com balanço entre descrições e diálogos. O livro tem 444 páginas e em nenhum momento me deu a impressão de que a autora está enrolando para render páginas.  Cada página, várias gargalhadas diferentes, teve momentos que eu tive que parar de ler para ficar rindo porque chegava a chorar. Também existe um progresso muito bom no relacionamento dos personagens. Entendo porque a Catalina não gosta do Aaron no primeiro momento e inclusive super participo dessa antipatia porque venhamos ou convenhamos era super válida, mas ao mesmo tempo em que a personagem começa se sentir balançada por ele, fui também impulsionada a sentir o mesmo. Achei super bem construído e já estou pronta para o próximo livro da autora que terá a Rosie como protagonista (oi, arqueiro! tudo bem?).

quinta-feira, 12 de maio de 2022

Missão romance - Lyssa Kay Adams

 
Segundo livro da série Clube do livro dos homens publicado pela editora Arqueiro. Eu tinha muita dúvida se lia esse livro ou pulava para o terceiro já que eu detestei a primeira impressão da protagonista feminina dele, a Liv, proporcionada pelo livro anterior (ô pessoa irritante sos). Porém, o protagonista masculino, Mack, tinha me fisgado e eu não podia simplesmente desistir dele ou das reuniões do clube do livro assim (eita, calma). 

Para minha surpresa, Liv não começou sendo insuportável da maneira que ela foi no primeiro e eu já fiquei de bom humor pensando ok, vai dar tudo certo (e deu tudo certo mesmo, gente. Confia). Ela ganhou vários pontos ao longo da história. Achei muito melhor ela como protagonista do que a irmã no livro anterior (não prometeu nada, mas entregou tudo).  Ela tinha uma visão deturpada a respeito de Mack. O cara não tinha feito nada para ela ou ninguém e ela o detestava. Só que isso não durou muito e foi um acerto. Inclusive, eu acho que autora acertou muito no tom da personagem.

O clube do livro dos homens já começa seu serviço querendo quebrar o estigma de leitura de romances e indo juntos comprar os livros em vez de simplesmente encomendar pela internet (vai Del, meu amor, compra teus romances). Além disso, passando um sermão no Mack sobre a forma dele de se relacionar por não dar em nada e ser oposto do que ele deseja (rapaz contraditório esse Mack). 

E sim vamos falar do Mack agora. Ele é um cara perfeito que só existe em livros e ponto. O único defeito na real é não existir e o fato de que ele deve ter faltado aulas de biologia (digo isso por causa da cena do galinheiro). Um homem maravilhoso com bom humor e lê romance (ele lê romance, eu não ia precisar debater comigo mesma os livros sos). Uma frase do livro sobre ele que me bateu com tudo e me fez querer guardar ele dentro do meu coração foi: "O homem capaz de salvar casamentos, mas fadado a nunca encontrar seu final feliz.". É um personagem que está ali para os outros, mas tem problema em se abrir, em falar das coisas que o machucam. Sabe aquela pessoa que está sempre sorrindo, mas tá quebrada por dentro? Então, é o Mack.

Agora que já falamos dos personagens principais, precisamos falar do enredo.

Liv trabalha para um renomado chef no restaurante Savoy. O que ninguém sabe é que esse chef é um fraude que rouba as receitas dos funcionários e assedia moralmente e sexualmente suas funcionárias. Ao presenciar uma cena de assédio sexual/tentativa de estupro, Liv não se cala e por isso acaba demitida. Ela não conta para família o motivo da demissão dela e deixa eles pensando que foi por causa dela ter deixado um cupcake carérrimo cair.

Eu fiquei me perguntando como ela reuniria provas para denunciar o ex-chefe. Mesmo sabendo que ela contaria com ajuda do Mack e do clube do livro para homens (informação dada na sinopse). Estava me perguntando se mais alguém ajudaria, como eles fariam e também tinha a minha preocupação com a vítima. Como a cena de assédio/tentativa de estupro foi muito difícil de digerir para mim, vou deixar as páginas caso alguém queira pular etc, começa na 32 e vai até 34.

Achei muito importante essa pauta ser abordada no livro. Acho que precisa ser tratada em todos os tipos de mídia para ajudar a combater. Acho que autora teve muito tato para falar do assunto, inclusive trazer o ponto de vista da vítima. O livro alterna o foco narrativo entre os dois protagonistas e de novo digo que para mim faz toda a diferença ter a perspectiva dos dois para poder entender melhor o que está acontecendo. Não gosto de ter a opinião de apenas um dos personagens e sempre me pego imaginando o que outro está pensando quando não tem essa alternância. Bato na mesma tecla do que falei no livro passado: deveria ter mais cenas do clube do livro (apesar desse ter tido mais do que no outro). Entretanto, teve uma construção bem melhor do que o primeiro. A protagonista feminina foi muito bem desenvolvida, com um bom crescimento durante o enredo e me conquistou. É um livro que traz bastante pauta feminista, algumas reflexões sobre romances e isso me agradou bastante. 

Alerta gatilho: assédio moral, sexual e estupro.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Os segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn


Eu acho que reli esse livro no mínimo cinco vezes em 2021. Não vou negar que Colin é meu irmão Bridgerton favorito e não tenho motivo para fazer isso (apesar de diversas vezes ao longo do livro que querer gritar com ele, mas não o renego nunca). Então vou fazer mais uma vez uma resenha de um livro relido (é o que?). Vai ter spoiler porque tem várias coisas que quero comentar e não consigo sem dar algumas informações, mas sempre aviso quando chega a parte.

Quarto livro da série  Bridgerton publicada pela editora Arqueiro.  Nele acompanhamos Colin, terceiro filho de nossos queridos Violet e Edmund. Aquele que vai as reuniões da família por causa da comida, que disse em alto e bom que não casaria com Penelope Featherington para todo mundo ouvir e que com isso partiu meu coração.  Nesse livro temos um Colin diferente do sarcástico, engraçado e casamenteiro que encontramos nos anteriores.  Vemos um Colin em conflito por não ter um objetivo e incomodado por ser conhecido apenas como um homem encantador. Você acha que sou só um rosto bonito??? Deve pensar ele todos os dias. 

Colin foi alguém que me impulsionou ler a série de livros. Não fiquei muito fã em duque e eu e sim me apaixonei pelos livros seguintes, mas o Colin era sempre um fator que me impulsionava para os próximos e me fazia acalentar a esperança de que logo chegasse o dele. Ele nunca tinha me decepcionado até o fatídico dia em que ele disse que não se casaria com a Penelope em alto e bom som para qualquer um que passasse ouvir. Se eu fiquei zangada? Guardo rancor até hoje sim (e ele é seu favorito?????? rancorosa).

Penelope é um ser de luz que amo muito também desde que surgiu e talvez de alguma forma eu tenha me apegado ainda mais pelo Colin por causa do meu amor por ela. Desde o debute, ela foi massacrada pela sociedade porque não a achavam bonita para os padrões da época. Neste livro, ela é considerada solteirona e agora vai aos eventos na posição de acompanhante da irmã mais nova, Felicity.

Agora vem spoiler (inclusive spoiler da série) e vocês se não gostam é melhor parar de ler aqui. Se gostam ou já leram o livro, venham comigo no meu deslumbrante e caótico mundo como leitora sofrida.

Antes de qualquer coisa, quero defender a Portia, mãe da Penelope. E sim, ela não é legal com a Pen e faz comentários cruéis (isso eu não refuto). Porém, ela é uma mulher da época com pensamento que condizem a sociedade na qual está inserida. Não acho que ela não ame a Penelope porque ela não achava que o Colin ficaria com ela. Vocês acham que a manifestação dele dizendo que nunca iria casar com ela não chegou aos ouvidos da mãe dela? Ele disse isso de forma que qualquer um que passasse pudesse ouvir. Não acho que passou desapercebido por ela que o Colin e os outros irmãos Bridgerton dançavam com a Penelope por pena e quando a mãe deles mandava (A própria Pen sabe e diz isso ao Colin). Frequentando as mesmas festas, inclusive na residência Bridgerton, acho bem difícil que ela não soubesse. A Penelope já era considerada solteirona e sua irmã era única debutando. Não vejo como ela poderia pensar diferente. É claro que ela poderia ter esperado ele dizer algo, mas ela deve ter ficado emocionada demais com a ideia de ter um genro Bridgerton para refletir.

E Colin não cortejou a Penelope. Só assistindo a série da netflix e vendo o Colin cortejando a Marina é que percebi o quanto gostaria de vê-lo cortejando minha Penelope. Ele deveria fazer isso antes de pedi-la em casamento. Afinal de contas 12 anos gostando dele e ele nem tchum para ela. Ele age de forma horrível, pede em casamento e fim??? Não quero, me recuso (hahahahaha).

Eu amo o Colin, mas como disse, guardo rancor dessa cena em que ele coloca o nome da Penelope na roda e grita que não vai casar com ela. A fofoca é algo sempre muito poderoso em momentos e lugares onde a reputação de alguém deve ser mantida a qualquer custo. Na hora ela responde (palmas, Penelope do livro, palmas), mas depois coloca uma pedra por cima e finge que não se importa. Não acho que ela devia ter fingido que nada aconteceu, eu ia ficar sem falar com ele por muito tempo (respira, respira, respira). E isso me leva a um ponto sobre a série. Para mim a Portia sempre soube que a Penelope gostava do Colin e também sempre soube da falta de interesse amoroso dele por ela, os sinais sempre estiveram lá por esses 12 anos. Na série já mostra que ela sabe dos sentimentos da Pen e os descarta. A fala do Colin da série é muito parecida com a do Colin do livro, mas foi ainda pior por ser: A) na festa da família dela no meio de toda alta sociedade e rainha; B) o tom de zombaria seguido por risadas. Posso estar errada, mas não acho que isso tem como não chegar aos ouvidos da família dela. 

Não sei sobre quem será a terceira temporada da série, teve indícios tanto para a do Colin quanto para a do Benedict. A única coisa que faço votos é de que a Pen precisa ter um pretendente e o Colin tem que ser uma pessoa muito melhor para merecê-la e sofrer um bocado por ela (ele não é seu favorito, mulher???).

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Esplêndida - Julia Quinn


Primeiro livro da trilogia  damas rebeldes publicada pela editora Arqueiro. Não lembrava, mas já tinha lido esse livro, o prólogo foi o suficiente para refrescar minha memória (E boom não acho que seja meu favorito da Julia não). Essa resenha vai ter alguns spoilers porque não tenho como dizer que não gostei de algo sem dizer o que. Emma, uma herdeira norte americana, vai a Londres para passar a temporada com os parentes. Lá, disfarçada de ajudante de cozinha, ela conhece o duque de Ashbourne que fica interessado nela logo de cara.

Alexander Edward Ridgely,  duque de Ashbourne, um egocêntrico que acha que pode tudo com todos. Se acha encantador,  mas não é nenhum pouco.  Infelizmente a mocinha cai na lábia dele.  Ele é impositivo, dominador e isso o tornou detestável para mim logo de cara (qual é, mano).  A intenção dele é seduzi-la (que ódio). Cada página, eu tive vontade de gritar.   Eu posso achar uma pessoa extremamente bonita, mas se ela tiver a mesma personalidade que ele não me sinto nem um pouco atraída. Ele é insuportável e manipulador. Então quando o Alex resolveu ser doce, eu já tinha azedado.

Emma é espirituosa,  mas sem noção e bom senso. Ela mora nos EUA e vai para Londres para ter uma temporada junto com sua tia, irmã do pai,  e a família dela. Não acho que ela queira ser amante do duque e em nenhum momento o livro me leva crer isso. Emma é um espírito livre e acho que só estava afim de uns beijos mesmo. O que torna o Alex bem pior porque ele fica cercando ela como um leão atrás da presa. Eu me senti muito magoada sinceramente... Emma, você merecia mais.

Se tudo isso não bastasse  a ausência do pai dela na história foi algo que me chateou. Ela deveria ter voltado aos EUA para conversar com o pai antes de um passo definitivo ou ele ter ido a Londres.  Afinal de contas é dito que ele a criou praticamente sozinho e que eles eram muito MUITO próximos, mas ele não fez parte dos últimos acontecimentos da vida da filha dele (até entendo a urgência da situação, mas preferia que não tivesse sido conduzido dessa forma).

Os pontos fortes do livro são Dunford amigo do Alex, ele se mostrou interessante; A  amizade entre os primos Emma, Belle e Ned, pareciam os três mosqueteiros sempre prontos para ajudar um ao outro; o relacionamento da tia com o marido é bonitinho; e por último, mas não tão menos importante, os diálogos engraçados típicos de livros da Julia Quinn que aparecem nesse.

É o primeiro trabalho da Julia e a gente consegue ver os traços que gostamos nos trabalhos que seguiram dela presentes já nesse. Os personagens secundários, por exemplo, são bem legais. Infelizmente o protagonista masculino não foi em nada do meu agrado e me deixou com o gosto amargo na boca. Você já leu esse livro? O que achou? Tem algum livro de autores que vocês gostam, mas que os protagonistas não te conquistaram? Conta para mim nos comentários!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

O duque solteiro - Sabrina Jeffries


Segundo livro da série dinastia dos duques publicada pela editora arqueiro. Vai ter spoiler do primeiro livro já que as tramas se entrelaçam. Ele conta a história de Joshua Wolfe, irmão da protagonista do livro anterior e Gwyn, gêmea do duque de Thornstock ou simplesmente Thorn. Ambos os personagens foram apresentados no livro que precede e nele já percebemos o interesse de Joshua por Gwyn e na forma como ela está sempre flertando com ele.

O Joshua não é tratado como membro da família apesar de ser primo do Sheridan, tirando a tia que nunca o menospreza.  Inclusive a gente viu no primeiro livro ele ser acusado injustamente do assassinato do tio, Maurice Wolfe. Dada a situação não entendo a mocinha do anterior ter casado com Grey sem nenhum pedido de desculpas ter sido formalizado (porque assim, se não vi, não aconteceu). Desde o primeiro livro, percebi um certo pedantismo nos duques (o que não é grande novidade em romances de época) e que talvez existisse um certo desprezo em relação o Joshua. Eu mesma continuei por um bom tempo guardando rancor pelo Sheridan (risos pensando em como vou ler o livro dele ou se lerei q).

Gwyn é espirituosa. Apesar de para a sociedade londrina da época ela ter idade de uma solteirona, ela é também considerada um bom partido por ser conectada a tantos duques e rica. Além disso é uma fofa. Ela percebe e se chateia com a forma que tratam Joshua (pelo menos alguém né). Os dois se aproximam mais quando Malet volta a vida de Gwyn para chantageá-la e Thorn precisa de um guarda-costas para ela, é claro que ele contrata Joshua para o serviço. 

O Malet é um personagem introduzido no conto Um par perfeito  gratuitamente disponibilizado pela editora e a gente sabe que ele é uma pessoa desprezível capaz de fazer qualquer coisa por dinheiro. Acho importante ler o conto antes desse livro para entender melhor a situação dos personagens. Até porque aqui a gente descobre que a Gwyn já tinha conhecido ele enquanto morava em Berlin.

Apesar de ter essa plot batida de chantagem e protagonista ferido na guerra e com baixa autoestima, é um livro muito melhor do que o primeiro. Assim como o conto foi melhor do que o primeiro livro na minha opinião. Acho que colabora o fato de que eu gostei do Joshua no instante em que meus olhos foram postos nele. Uma coisa que não gostei nesse livro foi tratar o rolo que aconteceu no primeiro  como se não tivesse acontecido. Aconteceu e foi uma acusação grave e que me deixou com um mal-estar em relação ao Sheridan. Outra coisa que deixou a desejar foi que eu esperava ter mais pistas em relação a morte dos duques e não tive, só teve uma única situação e que não me levou a conclusão nenhuma (não dá para fazer nem hipótese, francamente). Porém, foi só isso mesmo que me incomodou. Que venha o livro do Thorn (tô te dando essa chance, acho bom que esse duque não teste minha paciência).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2021

Clube do livro dos homens - Lyssa Kay Adams


Primeiro livro da série clube do livro dos homens publicada pela editora Arqueiro. Nele temos Gavin que está sem chão com o pedido de divórcio feito por sua esposa Thea. Seus amigos, então, decidem agir e o convidam para um clube do livro onde eles leem romances para conhecer mais de suas esposas/namoradas, restaurar seus relacionamentos e se desconstruirem.  Tenho bastante coisa para dizer sobre esse livro, vamos lá.

Gavin jogador de beisebol, famoso, rico e com o casamento quase no fim. Gostei muito dele desde o primeiro momento em que o Del deu um sacode nele (inclusive, Del casa comigoooo). Ele ama Thea, mas não a entende bem. Também pudera, um casamento relâmpago sem muita oportunidade de se conhecer antes dos votos matrimoniais somado a falta de diálogo e uma carreira que ocupa muito do seu tempo é uma mistura para o desastre. Alô marido ausente fazendo check-in.

Thea é uma personagem difícil, sinceramente eu tinha uma certa vontade de pular as partes dela com a irmã porque sentia como se não estivesse indo a lugar nenhum. Ela precisava de ajuda. Se você não se ama, não tem como amar os outros. Se você não consegue dizer o que sente, os outros também não vão adivinhar. Thea passou por uma infância difícil e é cheia de trauma, não se abre com ninguém e tem uma péssima atitude com os outros. Ela sempre está na defensiva.  Não tem amigas e eu suponho que seja por causa do problema de atitude. 

Liv, irmã de Thea, não ajudou nada.  Tudo que a Thea precisava era de bons conselhos, uma mediadora e não de alguém que colocasse mais lenha na fogueira. Mesmo que eles optassem pelo divórcio,  não ia ser com ofensas e colocar toda a culpa em uma pessoa só que resolveriam as coisas. Ela é uma personagem que achei desnecessária, birrenta e egoísta (só atrapalhou). 

Enquanto do lado dele tinham amigos que o aconselhavam em como lutar para restaurar o casamento, do lado dela ficou um buraco porque, como disse, da irmã só vinham indiretas e comentários contra o Gavin que não ajudavam em nada (inclusive bastante injustos). Faltava uma amiga para dizer a verdade, dizer que o comportamento dela não é saudável.  Existe entre Gavin e Thea uma falta de comunicação e não de amor. O erro dos dois é um esconder o que sente, fingir, mentir e outro ignorar os sinais, alertas de que tem coisa dando errado, ser ausente e não reagir bem.

Eu adorei a ideia do clube do livro, de vê-los discutindo romances e tentando restaurar os casamentos dos outros. Achei as cenas do clube muito engraçadas e deveriam ter mais foco. O Del, para mim, é sensacional. A escrita da autora é ótima e o foco narrativo alterna entre os dois protagonistas. Esse livro também me fez refletir sobre como as vezes vemos pelas lentes de nossos traumas e deixamos isso alterar o senso de realidade porque para mim foi muito fácil perceber o que estava acontecendo com a Thea, mas para a personagem não era óbvio e o pior não tinha um ser de luz do lado dela para dizer para ela que estava caminhando para o desastre. Então apesar do meu perrengue com a protagonista feminina e sua irmã, ainda assim gostei bastante do livro (e sim, tô sabendo que a Liv é protagonista do próximo livro e já estou preparando meu coração para isso).

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Ventos de mudança - Beverly Jenkins


 

Primeiro livro da série Mulheres pioneiras publicada pela editora Arqueiro. Quando anunciaram o livro logo fiquei bastante empolgada e aguardando sua publicação. Eu nunca tinha lido nada da autora antes, mas já tinha ouvido muitos elogios e por pouco não li sua obra em inglês, mas como o anúncio da publicação em nosso idioma foi feito decidi aguardar.  A capa do livro é tão linda e passa tanto a sensação de esperança quanto a de liberdade por causa do campo aberto que se estende. Eu tenho vontade de ficar abraçada nesse livro de tão maravilhoso que ele é.

O ano é 1867. A guerra civil tinha terminado. Apesar do lado vencedor ter garantido a liberdade, a luta dos libertos era por igualdade, por seus direitos, contra as injustiças que continuavam a infligir dor (continuam até hoje). No meio deste período turbulento, a jovem Valinda Lacy se levanta com o sonho de ensinar os libertos a ler e escrever. Ela nasceu livre, mas se coloca no lugar dos que não. Ela é uma personagem maravilhosa. A história se passa em Nova Orleans para onde a personagem principal viaja com a intenção de ensinar, lá ela encontra empecilhos, perigos e amor. A construção da personagem foi muito boa e acompanhá-la em sua jornada de autoconhecimento é incrível.

Drake LeVeq é um protagonista masculino maravilhoso. Ele assim como a protagonista nasceu livre. Ele vem de uma família que trabalha em prol da igualdade, de conquistar os direitos. É arquiteto e é muito reconhecido em Nova Orleans por seu trabalho. É uma personagem forte, corajoso e sensível (Estou completamente apaixonada por ele). Não vou continuar minha lista de características do personagem para não correr o risco de dar spoiler. O que percebi nessa obra é que todos os personagens foram muito bem construídos.

Os dois se encontram em um momento em que a Valinda está correndo risco e é resgatada por Drake e Sable, cunhada dele (inclusive ela tem livro e Arqueiro lança esse livros por favoooooooooor). O contato de Valinda com os LeVeq, principalmente com as mulheres da família, ajudam muito em sua jornada. Faz ela ansiar por mais e dar liberdade aos sonhos que já possuía.

O livro é muito impactante. A autora nos mostra fatos históricos e nos leva a refletir sobre muitas coisas. Veio a liberdade, mas onde estão as pessoas da sua família que foram vendidas para outro estado, onde estão seus direitos,  onde está a igualdade,  onde estão as indenizações pelos anos de escravidão? Onde está a liberdade de fato? Como recomeçar em meio a uma sociedade racista? Eu chorei muito durante a leitura e chorei escrevendo a resenha lembrando do que mais me marcou. Acho que com palavras nunca conseguirei descrever o quão maravilhoso é esse livro e quão importante a leitura dele foi para mim e quão necessário ele é. Terminei esse livro com saudade, querendo ver mais dos personagens. Terminei o livro querendo ouvir mais. Terminei esse livro procurando por outros. Inclusive achei muito querido o fato da Beverly ter acrescentado no final algumas das fontes as quais ela recorreu durante a pesquisa para o livro. A gente já sai do livro com dicas preciosas de leitura.

quinta-feira, 16 de setembro de 2021

Projeto duquesa - Sabrina Jeffries


 

Primeiro livro da série Dinastia dos duques publicada pela editora Arqueiro. A duquesa viúva de Armitage, Lydia Fletcher, viúva três vezes e com herdeiro para ducado de cada casamento, é uma figura e tanto na sociedade. Essa série será sobre seus filhos duques e a busca por respostas em relação as mortes dos pais deles. Estou muito curiosa para saber quem foi o responsável pelas mortes porque é impossível ter sido um acidente. Foram três duques. Três. Com mortes suspeitas. Vou dizer minha hipótese e que infelizmente vou ter que esperar até o último livro para saber se viajei muito ou não. Acho que quem quer tenha feito isso era obcecado(a) por Lydia ou por algo que ela possuía. Além disso, a pessoa só podia executar seus planos em solo inglês. Já que Lydia teve a possibilidade de viver um bom tempo com o seu marido na Prússia e ao voltar para Inglaterra ele morre. Então existia algum tipo de restrição de locomoção para o assassino(a). Enfim, vou deixar minhas conjecturas para outro momento da resenha. 

Esse livro é sobre o quinto duque de Greycourt, Fletcher Pryde, filho do primeiro casamento de Lydia. Ele é rico e bonito. Boatos de que ele gerencia uma rede de libertinos (é o queeee?). Por causa da morte de seu padrasto, o duque de Armitage, ele retorna a casa da mãe para o funeral. Existe uma mágoa no coração dele em relação a ter sido enviado ainda jovem de volta para Inglaterra para estudar em Eton. Só que ele guarda esses sentimentos. Ao chegar na casa do irmão, agora também duque (socorro quanto duque), Sheridan, ele encontra uma moça atraente (que?) e já é bombardeado com a suspeita de Sheridan de que o pai teria sido assassinado. A moça, Beatrice Wolfe, é prima de Sheridan e irmã de quem ele suspeita ter matado o pai.

É ai o lugar onde reside o problema para o mocinho do livro que não queria ficar tanto tempo assim na casa da família. Ele está ao mesmo tempo atraído por Beatrice e envolvido nessa investigação. Você quer clichê? Toma aqui o do mocinho que não quer amar e por isso não tem o desejo de casamento (ai ai quanta complicação).

Beatrice Wolfe é uma jovem com bastante energia, apesar de ser neta de um duque, não sabe como se comportar como uma nobre. Ela teve uma vida difícil e ainda se preocupa com seu irmão, Joshua. Ele era um major a serviço da Coroa e que por ter sido ferido durante a guerra foi enviado de volta para casa. Em um primeiro momento ela considera Grey esnobe e depois simplesmente se sente atraída por ele. Eu tenho muita dificuldade com mocinhas que não têm bom senso. A pessoa acusando o irmão dela de um crime e ela se sentindo atraída... Comecei a simpatizar mais com ela conforme pontos sobre a vida dela foram revelados.

A escrita da autora é leve e boa para imaginarmos. Não tive dificuldades em visualizar as coisas. O foco da narrativa alterna entre os protagonistas e isso é algo que sempre elogio nos autores porque quando está em só um personagem tenho muita dificuldade em me conectar. Achei alguns comentários do Sheridan com o Grey um tanto cruéis. Entretanto deu tom realístico porque é de se imaginar que nobres daquela época se achariam o último biscoito do pacote. Um ponto que achei ótimo foi a inserção dos protagonistas dos próximos livros neste com certo destaque para que conheçamos um pouco melhor.

A partir daqui farei certos comentários que podem ser spoiler, então só continue se você não se importar ou já tenha lido o livro.

Um fato me chamou muito a atenção e talvez não seja nada demais, mas com todo esse lance de assassinato pode ser que tenha ligação. Então vou deixar registrado aqui para não esquecer. Grey menciona uma situação que viveu na infância, a babá que ele teve antes da mãe casar de novo e mudarem para outro país. Ele caiu e abriu o queixo. Herdeiros na maioria dos livros são tão cuidados para que nada aconteça e coloque em risco a sucessão e por isso as vezes até se ressentem do peso do título. Ele não fala mais a nada sobre isso, mas não deixo de pensar que talvez seja uma pista, que a babá tenha visto algo suspeito. Posso estar errada, mas para mim é algo que está ligado a morte dos duques ou não faria sentido ser mencionado. Tenho lá minhas suspeitas de quem teria sido capaz disso, mas como não tenho certeza, vou esperar ler o segundo livro para mencionar aqui.

Sheridan se mostrou um péssimo detetive e até o Grey afirma isso na primeira cena. As suposições dele são extremamente fracas e olha se for ele a desvendar esse mistério no último livro, acho bom que melhore porque acho que eu levantei pontos muito mais importantes do que os dele e nem tinha saído do primeiro capítulo quando pensei minha teoria (até porque né, três duques). Entretanto, vou tirar meu chapéu para ele porque foi o primeiro dos irmãos a pensar em assassinato. Só acho que ele devia um grande pedido de desculpas no fim das contas.  A forma como tratam o Joshua, irmão da mocinha, é demais para mim. Eu fiquei com uma sensação muito forte de injustiça por muito tempo durante a leitura tanto que só fui olhar o lado do romance bem no final mesmo.

quinta-feira, 9 de setembro de 2021

O visconde que me amava - Julia Quinn


 

Ano passado, por causa da estreia da primeira temporada de Bridgertons, reli todos os livros. Agora a espera pela segunda temporada me fez ler de novo o visconde que me amava para fazer altas teorias, relembrar os detalhes e aguentar o peso dessa espera (já faz 84 anos). Antes de qualquer outra coisa, preciso avisar que esse resenha vai conter spoilers porque vou falar das cenas que estou torcendo muito que estejam na série. Então, se você ainda não leu ou não gosta de spoiler é melhor ir com calma. Vou colocar um alerta spoiler bem grande para você saber onde deve parar se não quiser ler essa parte.

Anthony vive com a certeza de que vai morrer cedo devido ao choque que teve aos 18 anos quando o pai, Edmund, faleceu. O pai era tudo para Anthony e ele achou, acreditou que nunca conseguiria o superar e por isso a certeza de que ele não passaria da idade que o pai tinha quando deixou este mundo. E é também por isso que ele decide que chegou a hora de cumprir suas obrigações com seu título de visconde e ter um herdeiro. Um casamento sem amor porque amor complica as coisas (e ele não precisa de mais nenhuma complicação não é mesmo?). A escolhida: o diamante da temporada, Srta Edwina.

Só que a irmã de Edwina, Kate, não curtiu em nada essa história de ter o libertino do Anthony querendo casar com a irmã. As provocações entre os dois vão crescendo junto com a atração que um desenvolve pelo outro, seria esse o começo de um problema para o visconde que não quer amar? seria esse um problema para Kate que não vai nenhum pouco com a cara do visconde? Com certeza! Se tem algo que eu acho divertido é romance de inimigos que viram amantes.  É sempre muito engraçado (ou quase sempre né porque a gente sempre passa um pouco de ódio).

Acho que foi ótimo ter relido o livro tantas vezes porque me fez perceber coisas que passaram batidas durante a primeira leitura, ver os personagens de formas diferentes e reparar melhor nos detalhes e detalhes as vezes fazem toda diferença. Uma fila imensa de livros novos para ler, mas reler esse me trouxe exatamente a sensação que eu precisava: me acalmar na espera e me fazer rir graças ao tom bem-humorado que Julia Quinn sempre coloca em seus livros. Eu acho incrível como eu tô lá respirando fundo numa cena e do nada começo a rir (gargalhar).

Alerta spoiler! É aqui que entram minhas expectativas em relação a série, comentários sobre cenas do livro que eu imagino possam estar nela etc.

Eu nunca escrevi um texto sobre expectativas em relação a séries ou filmes baseados em livros porque eu tento ao máximo não criá-las (mesmo falhando várias vezes miseravelmente, mas eu tento). Espero que não fique confuso. Pretendo falar sobre a personalidade da Kate, na verdade um traço dela e que já vi algumas pessoas comentarem a respeito; sobre as cenas do livro que eu gostaria que estivessem na série  (como a cena da tempestade que é indispensável para mim).

Vi que algumas pessoas dizendo que acham a a Kate invejosa e eu não concordo, acho que ela está cansada das comparações e de não ter o valor devido creditado. Inclusive o próprio Anthony desdenha dela no começo. Aquela cena do livro que se passa no lago Serpentine em que ele é um ogro só prova isso. Imagine que você ame sua irmã, mas as pessoas acham que a única saída é você ter inveja dela porque para eles você não é bonita o suficiente. Como ela poderia ter uma autoestima forte se todo mundo tá compenetrado em compará-la com outra pessoa? Para mim não há dúvidas de que ela ame a madrasta e a irmã de verdade. Ela só não acha que aquilo de temporada e encontrar marido seja para ela porque ninguém a notou e ela meio que já acostumou. Meu coração anseia para que tenham várias cenas na série delas interagindo como família porque vai ser lindo e eu quero muito a Edwina sagaz já mostrando para a gente (público) que percebeu o que tá rolando entre a irmã e o visconde fazendo complô com o Colin e Eloise (a gente pode sonhar né e fazer hipóteses q). Até porque eu sempre imagino que quando a Edwina e o Colin voltam juntos após o jogo de pall mall que eles podem ter conversado sobre Anthony e Kate. Eu sei que no livro não fala nada sobre o que conversaram e que pode ter sido sobre amenidades como o tempo etc, mas eu prefiro pensar que os dois estavam fazendo um complô sim. q

A Kate para mim é uma personagem bem lógica e posso provar. Vou falar dela tentando adiar a noite de núpcias (inclusive espero que a cena esteja na série). Como uma mulher do período da regência, ela não sabe nada ou quase nada sobre o que acontece em um leito conjugal e, para mim, a cena dela pedindo para adiar por uma semana faz todo o sentido. A falta de conhecimento é sim assustadora. Imagine o quão nervosa ela deve ter ficado? A Kate é uma personagem com preocupações e medos reais. Por esses e outros motivos eu a adoro.

A cena do escritório é o que me deixa 50% ódio, 50% tremedeira. Se fosse comigo, acho que não conseguiria olhar na cara dele por semanas (ou mais). Acredito que essa cena vai estar na série e que terei a mesma reação. INCLUSIVE ele merecia ficar com ciúmes dela. Eu juro, não gosto de jogos, odeio com todas as forças triângulos amorosos, mas uma parte de mim fica torcendo para fazerem na série o Colin, ao perceber que o Anthony gosta dela, se programe para zoar o irmão numa estratégia super clichê de mostrar ao protagonista seus reais sentimentos q. 

O pall mall dos Bridgertons:No livro a composição é o Simon, Daph, Colin, Edwina, Kate e Anthony. Com a saída do ator que interpreta o Simon, a minha imaginação aponta para duas possibilidades: Eloise ou Benedict. Acho que o jogo combina com a Eloise. Consigo visualizar ela na partida, apesar de que por dentro ainda torço para uma participação especial do nosso duque (meus dedos  estão cruzados e os seus?).

Os flashbacks do Edmund não saem da minha cabeça e eu vou dizer como os imagino na série. Eu ACHO que seria interessante ver o Anthony ir a lugares com memórias dele com pai. Ir para pensar no rumo que a vida dele está tomando. Se eu me sentisse perdida e a pessoa que eu amava não estivesse mais aqui, talvez eu procurasse locais em que as memórias sejam tão fortes que eu possa sentir como se ela estivesse do meu lado. Então eu meio que imagino isso (preparando os lenços de papel).

O Anthony tem o poder de me deixar completamente exasperada. Segui aaaaaaaaaaah com ele até a viagem para Aubrey Hall e toda a releitura sou eu assim aaaaaaaaaaah. Uma das cenas que mais preciso ver na série e se não tiver vou ficar triste porque é exatamente a cena na qual comecei a gostar do Anthony: a cena da tempestade quando ele fica ao lado dela durante seu ataque de pânico por causa dos trovões e raios. Eu tenho o mesmo medo. Sempre passo por isso sozinha, o fato dele estar lá pareceu tão reconfortante e me fez pensar nele de outra forma. Então para mim é uma cena indispensável, é ai que eu vejo o quanto ele se importa. E diga-se de passagem vai ser muito amor ver essa cena com os atores.

A participação de Maria Rosso é minúscula no livro, mas a da Siena Rosso na série tem um grande impacto no Anthony de lá (eu tô confusa já). Maria é ex amante do Anthony e aparece em uma apresentação na casa dos Bridgerton na mesma noite da fatídica cena  do escritório (aquela que me inspira raiva e tremedeira) e só. Eles se encontram, quase têm um flashback, mas não rola e ela vai embora. Na série ele parece gostar de verdade dela e eu bem acho que gosta mesmo, não é o amor que ele sente por Kate dos livros, é diferente.  E imagino que talvez em algum senso ela signifique um certo tipo de liberdade para ele, um afastamento momentâneo da dor e do peso de seu título e isso o tenha confundido na primeira temporada. Eu sinceramente achei interessante porque o que ele confundiu com amor é o que  faz com que ele ache que seja complicado e dá a ele a justificativa de não querer amar porque de fato ele não sabe o que é amor ou acha que não é para ele depois de uma desilusão.  Que venha o libertino com l maiúsculo, tô no aguardo.

Eu tenho muitas hipóteses em relação a série e cada dia que passa, sempre sai alguma foto, não consigo deixar de pensar em qual seria o contexto daquela imagem. Provavelmente lerei mais umas 300 vezes antes da estreia. Eu poderia continuar inclusive esse post contando tudo que imagino que pode acontecer, mas ia ficar muito maior do que já está e meu cérebro já deu um nó. Então é melhor parar por aqui. E vocês, já leram o livro? Estão assistindo a série e tem alguma hipótese que queiram compartilhar? O que acham dos protagonistas do livro?

sábado, 19 de junho de 2021

Uma proposta e nada mais - Mary Balogh


 

Primeiro livro da série Clube dos sobreviventes publicada pela editora Arqueiro. Cada livro da série tem como protagonista um dos membros do mencionado clube. Porém o que seria esse tal clube? É como se auto denominam um grupo de pessoas que sobreviveram aos horrores da guerra. São eles: o duque de Stanbrook, Hugo Emes, Benedict Harper, Ralph Stockwood, Flavian Artnott, Imogen Hayes e Vincent Hunt. Uma vez por ano eles se reúnem na casa do duque, Penderris Hall, para conversar já que encontram uns nos outros uma forma de consolo. Do clube, Vincent é o que mais me interessou e por isso aguardo o livro dele para o conhecer melhor.

Gwendoline Grayson, lady Muir, passou por poucas e boas na vida. Ela sofreu um acidente, perdeu o filho que esperava e ficou com uma sequela. O marido também faleceu. Apesar disso tudo, ela tenta ter bom humor e sorrir. Sete anos se passaram sem que ela nunca tivesse pensado em casar novamente até que um dia ela se sentiu extremamente sozinha e a ideia passou pela cabeça. Ela tinha ido visitar uma amiga que enviuvou recentemente, a visita não havia sido como esperado e ela decidiu passear na praia. O lugar fica dentro das terras do duque. Lá ela sofreu um acidente e é resgatada por Hugo.

Hugo Emes, lorde Trentham, é taciturno e carrega sempre uma expressão assustadora no rosto. Ele é muito sincero e direto, o que para sociedade aristocrata não é um comportamento muito nobre. De fato, o comportamento dele choca a Gwen quando eles se encontram pela primeira vez, mas ela se acostuma e começa a se sentir atraída por ele. Eu não sei o que pensar sobre o Hugo ao mesmo tempo que gosto dele, em alguns pontos desgosto também, acho certas falas dele um pouco inconvenientes. Só não vou negar que existe certo charme nele, algo que te motiva a ler para saber mais sobre ele.

O foco da narrativa alterna entre Hugo e Gwen e isso é maravilhoso para conhecer o que cada um deles está sentindo, pensando. Gostei muito das descrições feitas pela Mary Balogh, são fáceis de imaginar. A escrita dela também nos ajuda a criar interesse pelos personagens descritos ou até mesmo vínculos com eles. A ausência de um vilão de fato no livro me fez me sentir muito bem. Não estou dizendo que não exista pessoas ruins com atitudes mesquinhas na história, mas não acho possível considerá-las vilãs já que não atrapalham a jornada dos protagonistas. Os personagens de livros de outras séries aparecem nesse e pode ser um spoiler caso você não tenha lido os anteriores, já que os personagens aparecem já casados e em certo ponto a história deles é mencionada. Não é algo que me incomode, só me dá mais vontade de ler o livro anterior, mas se você se importa em ter qualquer pontinha de spoiler que seja, talvez isso seja um problema para você.