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segunda-feira, 14 de outubro de 2024

Princess across time


Começa com a atriz favorita dela desaparecendo e do nada ela sendo jogada para dentro de um livro (É o queeeee?). Um desdobramento de viagem no tempo que gosto muito é viagem para dentro de alguma obra de ficção. Eu amo que a China tem várias produções com esse tipo de enredo (sou muito grata). Hoje escolhi falar de uma delas: Princess across time.

Tang Bing Er  é uma estudante de ciência forense que tentando descobrir o que aconteceu com sua atriz favorita, fica na mira de um criminoso. O que parecia ser seu fim se torna um começo.  Ela entra no livro que estava lendo na pele da princesa consorte, Xiyue.  É meio impactante porque ela entra na história exatamente no momento em que a princesa iria ser executada. O príncipe herdeiro, Ling Xuan consegue chegar a tempo e impedir a execução.

Ao lado dele,  Bing Er entra em uma corrida contra o tempo para investigar a morte de uma cortesã chamada Situ Lian, que é a cara de sua atriz favorita. Cada episódio traz um desdobramento desse caso que está mais cheio de plot twist que novela das 8h (fiquei impactada).

Ling Xuan foi perfeito do começo ao fim. Justo e digno como alguém da família real deveria ser. Amei como ele e seus amigos tem esse compromisso em descobrir o que aconteceu mesmo tendo nomes de gente super rica envolvidas. Bing Er, em alguns momentos, foi impulsiva demais, mas ao mesmo tempo acredito que por estar numa ficção, ela pode ter acreditado em ter mais liberdade. Gosto como o relacionamento deles e de todos os personagens evoluem enquanto eles investigam a motivação do crime. Está tudo na dose certa.

domingo, 23 de junho de 2024

Bridgerton: 3a temporada

Caro e gentil leitor, bem vindo a temporada de Penelope e Colin.  Eu pensei muito em fazer duas postagens, uma na primeira parte e outra na segunda, mas aqui estou eu falando da temporada em geral porque sou preguiçosa demais para algo além disso. Vai ter alguns spoilers (já deixo o aviso para quem não viu ainda e não gosta de spoiler).

Colin, como todo mundo sabe, é meu Bridgerton favorito e amo a Penelope com todas as minhas forças, vou sempre defendê-la (aprende aqui Eloise). Então, essa foi uma temporada que eu estava contando os dias para assistir e com tamanho desespero checando, todo dia, se tinha algum spoiler ou foto vazada para aguentar a espera (o puro suco do caos). Para piorar minha situação, a temporada foi dividida em duas partes (deu para ouvir meus gritos daí?).

Ao voltar de viagem, Colin percebe que sua amiga (melhooor amiga) Penelope não quer mais assunto com ele e descobre que ela o ouviu dizendo que jamais a cortejaria na festa da mãe dela. Ao descobrir que Penelope almeja assegurar um bom casamento durante a temporada e como uma forma de se redimir, Colin se oferece para ajudá-la (Colin encantador mode on). Só que essa busca por um relacionamento o coloca diante de seus reais sentimentos por ela.

Colin voltou de viagem completamente mudado e no maior estilo fuck boy. Jogando charme para cima de todo mundo (é esse o real Colin?). Achei ele bem metido. Já Penelope está decidida a mudar e não ficar mais escondida nos cantos. Ela precisa de um casamento seguro que permita com que continue trabalhando como Lady Whistledown e Lorde Debling parece ser a opção ideal.

Gostei bastante do Lorde Debling e gostaria que ele tivesse aparecido mais e feito o Colin sofrer por um longo tempo porque foi tudo muito fácil para ele (queeeeeee? quanto rancor!). Ele sempre teve a Penelope como garantida e acho que deveriam ter prolongado o sentimento de que não é bem assim e que ele poderia perdê-la. As cenas pós casamento me deixaram meio meh. O tratamento frio que ele deu a ela me deixou bastante irritada (para que casar assim?).

Algumas diferenças entre o livro e a série: 

No livro, quando o Colin pede a Penelope em casamento, ele sabe que ela é Lady Whistledown e eu preferia assim. Na série, quando ele diz para Eloise que odeia a L.W. pelo que ela fez com a Marina e Eloise já tive o vislumbre do problema. Bem, eu já sabia que a descoberta dele seria péssima visto que durante a segunda temporada ele disse que a situação com a Marina poderia ser diferente se não tivesse sido revelado para sociedade. E foi escalando porque ele descobriu já comprometido com Penelope levando até ele a crer que ela agiu de má fé (e sinceramente, em um primeiro momento, não tinha como pensar nada diferente pela forma abrupta como ele descobriu), mas me deu um rancinho de como ele conduziu as coisas porque deixou poucas cenas de fofura com polin (é o que?).  Nessas circunstancias, eu preferia que a Penelope tivesse terminado o noivado. Adorei que ela tenha oferecido a anulação do casamento no último episódio (e vou ter que rever essa cena).

Uma coisa que para mim foi muito importante que aconteceu na série foi ter restaurado os laços familiares das Featheringtons. É uma coisa que para mim faltava ter foco e que achei muito sensível incluir no enredo. A cena da Portia segurando a mão da Penelope indicando que estariam juntas acontecendo o que acontecesse com a revelação da identidade dela como L.W. me pegou de jeito (Colin, faltou você ali do lado dela também).

E precisamos falar sobre Cressida.

Deram um contexto para a Cressida para gerar simpatia para ela e bem comigo não funcionou (continuo não gostando dela). A Cressida continua menosprezando a Pen, para mim, não mudou em nada. Achei o cúmulo a Eloise se tornar melhor amiga de alguém que fez tanto mal para até então melhor amiga dela. É a máxima "o inimigo do meu inimigo é meu amigo"? (Você queria provar isso,  Eloise?). Acredito que a Cressida talvez tenha algum destaque na próxima temporada (será?).

Eu achei o enredo da temporada muito bom (tirando o fato de que deveria ter mais cenas fofas de polin, nisso aí eles erraram). Gostei das mudanças feitas e acho que construirão histórias bem interessantes e bonitas nas próximas temporadas. Também preciso dizer que queria mais episódios (queria mais episódios e um spin off da Violet). Sinceramente, acho que cada temporada deveria ter 16 episódios (eitaaaa).

Agora voltamos para a longa espera pela a próxima temporada (socorro) e tudo indica que seja do Benedict, mas a história da Francesca e Eloise estão em construção e acredito que aparecerão mais durante a próxima (espero). Estou bastante curiosa e tenho muitas teorias (me contrata netflix), mas sobre isso vou ter que falar em outro post porque esse aqui já ficou enorme (devia ter feito em duas partes sim).

Já assistiram? O que acharam?

domingo, 14 de janeiro de 2024

Amor de redenção - Francine Rivers

Alerta gatilho: todo tipo de abuso, abandono, tráfico de pessoas

É uma ficção cristã publicada pela editora Verus.  Sarah é fruto de um caso da sua mãe com Alex Stafford. Ela é exposta a todo tipo de brutalidade e violência. O pai não quer saber dela,  ela é maltratada por ser filha de amante e após a morte da mãe ela é vendida para o bordel e violentada.

O enredo se passa na Califórnia em 1850. Sarah consegue fugir do dono do bordel, Duke (o sequestrador e abusador), mas acaba caindo nas mãos de  outra dona de bordel, chamada de duquesa.  Com a duquesa, ela vive como uma prisioneira, não recebe o pagamento pelo seu trabalho e quando sai é escoltada.

Em uma dessas saídas escoltadas, Michael, um fazendeiro comum, ouve a voz de Deus indicando que ela era a escolhida para ser sua esposa. Michael, vai até o bordel e diz isso a ela e é óbvio que ela não acredita nele. Para ela, ele é mais um homem que propõe casamento, mais um homem que quer algo dela. Ele vai algumas vezes para conversarem, mas é algo que ela tenta cortar. Quando finalmente consegue irritá-lo e fazê-lo ir, até sente uma pontada. Michael fica extremamente chateado e fala com Deus que ela nunca vai mudar,  que ele esperou tanto e recebeu o que parece ser uma missão impossível. Já Deus, fala que ele deveria voltar e buscá-la, mas Michael simplesmente volta para o seu mundo, sua fazenda.  Coisas ruins acontecem com Sarah e Michael a resgata, os dois acabam casados, mas a união é complicada e passa por muitas provações. 

Sarah é uma mulher que sofreu tanto. Desde cedo, foi entregue aos chacais. Eu queria tanto abraçá-la. Ela está partida em vários cacos. Perdeu até o nome e fora chamada de Angel. Ela só quer ser livre, mas não consegue alcançar a liberdade. Michael é amado e admirado por todos. A presença de Deus é forte, mas não evidente para todos os personagens. Nós o vemos falando com Michael durante as orações e apenas nos capítulos finais conseguimos ver seu agir e entendê-lo. Tem outros personagens importantes, mas não vou comentar sobre eles porque acho que vale a pena conhecer aos poucos e tirar suas próprias conclusões.

O enredo consegue embrulhar o seu estômago com tanta brutalidade. O sofrimento de Sarah dói na gente e parece que não tem fim.  É uma leitura pesada.  Cada página, cada descoberta sobre o que ela passou, sobre o que ela sofreu é tão doloroso. Entretanto, apesar de ter todo esse sofrimento e violência, é um livro que fala sobre redenção, sobre um amor que não desiste de você, um amor consolador, o amor de Deus. O livro é baseado na história do profeta Oseias encontrada na bíblia. E acredito que ele também nos chame a nos voltar para os que sofrem, a não sermos hipócritas e darmos as costas a quem precisa.  Enfim, foi uma leitura que gostei apesar de ter sofrido muito (mas preciso dizer que sofri muito por causa dos gatilhos e dor da personagem).

terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Coração selvagem

 


É uma novela de 1993. Uma das minhas favoritas na verdade e me bateu uma saudade dos atores principais que infelizmente não estão mais entre nós, mas deixaram esse trabalho como um de seus legados e para homenageá-los pensei em escrever uma resenha e relembrar essa novela (veja bem relembrar).

Ao descobrir que tem um filho ilegítimo, Francisco Alcazar, pede ao advogado Noel que o leve para fazenda onde vive com sua família (e isso obviamente vai dar super errado). Sem nenhuma explicação para sua esposa, Sofia, ou uma conversa, simplesmente ele decidiu. Sofia não aceita e maltrata Juan. Quando Francisco morre, ela expulsa Juan. Antes de morrer, Francisco pede que seu filho Andres cuide de Juan. Entretanto, para afastar os dois meninos, Sofia envia Andres para estudar fora do país.

O tempo passa e Juan, agora adulto, se tornou um pirata respeitado. Assim como na adolescência, sem sobrenome, ele continua sendo conhecido como Juan del Diablo (João do Diabo). Por ter sido criado boa parte da vida de modo questionável pelo marido da mãe dele, ele tem um gênio forte (lê-se faz as coisas da forma dele mesmo que não seja a melhor forma) e é muito teimoso. Ao conhecer Aimee, irmã da noiva de Andres, ele se apaixona profundamente por ela e decide mudar de vida. Antes de partir de viagem, os dois se comprometem.

Desde muito cedo Mônica é prometida de Andres. Ela foi criada para ser uma esposa perfeita para ele, para amá-lo.  Infelizmente,  Andres nunca pensou nela e muito menos lembrava do noivado. Quando conheceu Aimee, se apaixonou por ela e mesmo com sua mãe tentando dizer que deveriam dar um tempo antes de pedir em casamento para não magoar a Mônica e nem ferir a reputação dela, ele não se importou. Mônica,  desesperada e pela dor do abandono e traição, ela se refugia no convento,  decidindo ser freira. Ela precisava ser consolada.  Era óbvio que ela não foi chamada para vocação, mas o ambiente pelo menos a afastaria de gente ruim e egoísta.

Aimee é frívola e usa as pessoas.  Manipula a Mônica. Ela aceitou o pedido de casamento do Andres e continuou encontrando o Juan fazendo promessas a ele de casamento. Eu não me importo com o Andres, achei ele muito cruel por não se importar com os sentimentos de Monica e noivar logo de cara com a irmã dela (é a irmã dela...). Não ligo por ele ter terminado o noivado, afinal não foi ele que fez promessa nenhuma,  mas a forma como ele procedeu foi absurda. 

As coisas ficam muito caóticas quando Juan volta rico de sua viagem e descobre que seus amigos desapareceram e que sua noiva casou com outro e não é um outro qualquer, é o seu irmão mais novo. É ai que a novela começa de verdade porque Juan e Monica se aproximam resultando num casal. Além de ter o segredo do envolvimento da Aimee com o Juan que todo mundo tenta guardar do Andres. 

É claro, há umas situações bem tóxicas na novela como rivalidade feminina. Fica bem claro que Aimee tem inveja da irmã. É um enredo que se passa antigamente. Entretanto, ao mesmo tempo, tem várias camadas. Para mim, uma das coisas que mais gosto, é como o Noel não solta a mão do Juan mesmo não sendo obrigação dele e que enfrenta até capitão corrupto para defendê-lo.

A Aimee é retratada como a maior vilã da novela, mas sinceramente, eu acho que esse papel é do Andres. Foi ele que agiu mal com a Mônica. Se ele tivesse esperado o tempo correto, tivesse conduzido as coisas de forma correta, nada disso teria acontecido. Ele ficou encantado e obcecado com a beleza e liberdade da Aimee, que não tirou tempo de conhecê-la de verdade. Ele quis uma ilusão e foi isso que ganhou. É algo que se repete ao longo do enredo através de suas atitudes baseadas em ilusões.

Acho interessante como a novela mostra a dinâmica de poder entre gêneros e classes sociais. Não vou dar exemplos porque acho que atingi a cota de spoilers, mas é bem bacana observar o enredo nesse sentido. Já assistiram?

domingo, 30 de julho de 2023

A favorita do americano - Caroline Linden

Último volume da trilogia Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nos volumes anteriores conhecemos os dois candidatos ao ducado de Carlyle encontrados pela duquesa e vimos como a vida deles mudaram com a proposta feita por ela. Neste livro veremos Carlyle e a família da duquesa. Se antes eu gostava da personagem, agora gosto ainda mais. 

Willian Montclair veio dos EUA para Inglaterra afim de expandir os negócios do pai. Lá as coisas para ele e o irmão não vão tão bem e ele sugere arrumar um emprego como administrador em Carlyle seria uma ótima oportunidade de gerar dinheiro e contatos. Seu jeito informal de ser não cai nas graças da duquesa, mas aos poucos ele demonstra ser excelente no trabalho. Seu coração logo é cativado pelo lugar e por Philippa, neta da duquesa.

Philippa Kirkpatrick é filha do marido de Jessica, filha da duquesa e que infelizmente faleceu cedo. A jovem foi criada em Carlyle e ama o lugar e as pessoas que nele moram. Por isso, por mais irritante que o sr. Montclair  seja, ela percebe o quanto ele é necessário para os reparos e cuidados do ducado. Ela o ajuda a se adaptar e a falar com a duquesa (já que ele não consegue falar com ela sem irritá-la profundamente). A aproximação faz com que cresça um sentimento entre eles, mas as dúvidas sobre o relacionamento ser possível também.

Mais um livro fofo da Caroline com protagonista masculino gracinha e nada tóxico (aaaaaah obrigada). É um livro sem drama ou dor de cabeça. A plot é bem leve e simples sendo uma boa para quem está saindo de uma leitura mais densa. Entretanto, o único defeito é que ele acaba sem uma posição clara do que aconteceu depois, de como ficou o ducado entre outras questões. A autora lançou um extra chamado Desperately seeking Duke: the ultimate epilogue e que promete sanar as dúvidas que restaram, agora é torcer para também ser traduzido.

domingo, 4 de junho de 2023

Blackmoore - Julianne Donaldson

Publicado pela editora Universo dos livros. Kate Worthington  sonha em viver na Índia com a tia, bem longe da família dela. Ela está cansada das atitudes tóxicas da mãe que quer impor um casamento horrível para ela e dando em cima de pessoas próximas, como até o melhor amigo de Kate, Henry Delafield. Para completar, seguindo os passos da mãe, a irmã mais velha de Kate jogou o nome delas na lama e fazendo com que Kate ficasse muito mal vista. A protagonista tentado convencer a mãe de permitir que ela vá para Índia com a tia, faz uma aposta, ela deve receber pelo menos 3 pedidos de casamento e rejeita-los durante a estadia em Blackmoore, propriedade do avô Henry.  

Kate é muito inteligente e sensível. A história dela me sensibilizou muito e podemos ver através da interação dela com a mãe ou com as irmãs como a vida dela é difícil em casa e como viver em outro país com a tia é a única chance dela  de ser livre. Também percebemos que ela tem sentimentos profundos pelo Henry (e acho que isso me deixa ainda mais horrorizada com a mãe dando em cima dele). 

Henry é muito fofo e os sentimentos dela pela Kate foram muito óbvios. Acho que a declaração de amor dele foi uma das mais bonitas dentre as que li em toda minha vida. Não vou dar mais nenhum detalhe sobre ele para evitar spoilers.

 A mãe da protagonista é completamente desprezível e mesquinha.  Ninguém gosta dela e com razão. Não existiu uma cena dela em que conseguisse entender o que levou ela a ser assim e o enredo não explora o caráter dela de forma profunda, ela é o que é. Tudo é visto do ponto de vista da Kate e a autora conseguiu nos fazer sentir e entender como Kate as situações (achei interessante porque geralmente vejo além do personagem e não como ele em minhas leituras). Kate está completamente sozinha guardando segredos e sentimentos. O livro tem bastante flashback e alguns capítulos alternam entre presente e passado nos levando a entender o que levou a personagem a adotar determinadas atitudes.

É a primeira vez que leio algo da autora, mas já favoritei para vida. Esse livro vai ficar para sempre guardado em meu coração.


domingo, 7 de maio de 2023

Rainha Charlotte - Julia Quinn e Shonda Rhimes

 

Charlotte é vendida em um acordo de casamento com o rei da Grã-Bretanha e Irlanda, George. Ela não sabe nada sobre ele, nada. Ela ainda está processando a ideia de que será obrigada a casar com ele. Seu casamento será no mesmo dia em que chegar em Londres. O pior é que ninguém responde suas perguntas sobre o rei, ninguém. Falam coisas aleatórias sempre que tenta falar sobre ele, coisas de conhecimento de todos. É por isso que ela foge e nessa fuga ela conhece George e ele acaba a conquistando nesse breve momento antes do casamento. Infelizmente, as coisas desandam após o casamento, o rei se recusa a consumar o casamento e se afasta dela vivendo em outra propriedade. Podem eles se acertar?

O livro trata da história que antecede a série Bridgerton da netflix e vai nos contar como o reino antes dividido entre pessoas de cor e brancos e onde só os brancos eram membros da nobreza se tornou aquele que aparece na série da netflix no qual há igualdade, onde pessoas de cor também são membros importantes da nobreza.

George tem episódios nos quais fica em estado de confusão, não sabe quem é, repete frases sem sentido e nenhum médico jamais conseguiu tratá-lo. Agora é dever dele casar com uma desconhecida. Ao conhecê-la, ele automaticamente se apaixona por ela, mas com medo de colocá-la em risco e de não ser suficiente para ela, ele se afasta. Meu coração doeu tanto por ele, por ver todo seu sofrimento e pelas coisas horríveis pelas quais ele passou (você queria fazer chorar? parabéns, conseguiu).

Charlotte brilha. Ela é sensível, animada e forte. Ao conhecer George também se apaixonada por ele, mas as coisas se desenvolvem de maneira esquisita com ele impondo uma barreira entre eles. Ela fica extremamente confusa com a atitude dele, mesmo estando abalada, triste, ela age com toda sua dignidade. Achei a postura dela admirável em face de uma situação da qual ela não sabia nada. Ainda bem que ela tem o Brimsley e pode contar com ele em qualquer momento. Ela também tem Agatha. 

Agatha, lady Danbury, já era minha personagem favorita desde os livros dos Bridgertons, agora então esse amor por ela só cresceu. Ela merece conquistar o mundo e não poderia deixar de dizer que ela faz tudo porque real, ela faz tudo. No presente e no passado. Ela é alguém que ajuda a Charlotte a perceber seu papel como rainha e sua importância para as pessoas de cor e em como ela deu esperança para todos, como ela fez com que eles fossem vistos pela primeira vez.

Brimsley é o criado pessoal da Charlotte e ele é incrível, amigo, leal e companheiro. Desde o primeiro momento em que a encontrou, nutriu um carinho tão especial, uma amizade por ela que nos comove. Eu queria proteger o Brimsley de todo mal que pudesse o rodear, eu só queria a felicidade dele e torci (ainda torço) por ele até a última página. Ele é apaixonado por Reynolds, que trabalha para o rei, e esse amor é correspondido.

Reynolds não só trabalha para o rei, eles são amigos e sabem tudo um sobre o outro. Esse foi outro momento que me apaixonei muito porque amizade genuína dos dois foi tão gostosa de assistir. Eu imagino o quanto sofreu ao ver George se submetendo a tratamentos inúteis e em constantes crises. 

Confesso que estava reticente sobre ler o livro porque já saber o destino do rei , mas fico feliz de ter insistido em ler, porque apesar do coração partido, a leitura foi muito além disso. Nela eu senti esperança, senti amizade e amor verdadeiro. Eu ri com os diálogos divertidos típicos de livros da Julia Quinn e me emocionei muito.

O foco da narrativa alterna entre Charlotte, George, Agatha e Brimsley. Isso torna a leitura mais dinâmica  e fluida. Possibilita também que nós entendamos melhor as cenas e seus sentimentos, suas atitudes. É um dos melhores livros de romance de época que li e se você gostou da série e não quer abrir mão dos personagens, precisa ler também.

Acho que finalmente entendi a importância da rainha Charlotte da série na sociedade e também suas atitudes na primeira e segunda temporada. É uma realidade alternativa, mas que me fez desejar que fosse a realidade.

Série versus livro (alerta spoilers):

A série alterna entre presente e passado. Isso não acontece no livro. O livro foca no passado e tem apenas o último capítulo se passando no presente.

No livro não teve caso entre Agatha e o pai da Violet. É algo que só aconteceu ou só mostrou na série.

Charlotte sabe sobre Reynolds e Brimsley no livro, já na série não parece saber. Eu prefiro isso no livro, além disso, por termos acesso aos pensamentos de Charlotte conseguimos ver que ela se importa com ele e reconhece sua amizade.

A cena da Agatha ensinando para Charlotte o que acontece na noite de núpcias é muito mais engraçada no livro (pobre Brimsley).

O livro não diz o que aconteceu com Reynolds. Eu tinha esperança de saber algo mais sobre ele depois do último episódio da série, mas não aconteceu. Pelo menos o desfecho deles no livro me deu uma sensação de paz e por isso em meu coração eu os vejo felizes e juntos para sempre.

domingo, 16 de abril de 2023

O caso da governanta - Courtney Milan

É um conto que pertence a série Os excêntricos publicada pela editora Arqueiro. O conto pode ser lido sem a leitura prévia de qualquer livro da série e por isso você pode ler para conhecer um pouco da escrita da autora. Na verdade, até acho que deve ser lido antes do primeiro por se tratar de eventos que antecedem este. Ele foi disponibilizado gratuitamente pela editora (valeu, Arqueiro).

Alerta gatilhos: estupro

Serena Barton trabalhava como governanta em prol de juntar dinheiro para ter um futuro confortável. Infelizmente ela vê todos os sonhos se desfazerem. Ela foi vítima do duque de Clermont e para piorar a situação, engravidou dessa violência. Por isso, reunindo toda coragem que ainda sobrava, ela clama por justiça. Ela vai e fica na frente da casa do duque exigindo que ele confesse seu crime. 

O duque de Clermont, sem dizer o que realmente aconteceu, manda seu funcionário, Hugo Marshall, resolver as coisas com Serena. Hugo não nasceu ontem e por conhecer o tipo de pessoa que é o duque, desconfia da história que ele contou. Porém, ao tentar conversar com Serena sobre os motivos dela, ela não conta nada para ele (o que é lógico, já que ela acabou de conhecer o cara e passar por uma violência). 

Hugo é conhecido como lobo de Clermont por ser implacável, ele é ex lutador e só trabalha para o duque para poder conseguir uma quantia necessária para se tornar um homem rico. Qualquer coisa que afeta ao duque, o afeta. Logo, ele quer resolver as coisas com Serena o mais rápido possível. 

Apesar de ser um conto, os personagens tem suas camadas trabalhadas e os conhecemos bem. Hugo, mesmo trabalhando para o duque, não é alguém completamente despido de caráter. Serena é uma mulher forte. Espero que os dois apareçam mais no segundo livro da série que é sobre o filho da Serena.

domingo, 9 de abril de 2023

About a kiss - Caroline Linden

Foi a coisa mais fofa que eu achei para ler essa semana. Era inclusive a dose de fofura que eu precisava. É um conto que se passa durante o livro A esposa do londrino, primeiro livro da trilogia Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin aqui no Brasil. Recomendo que leia o livro antes do conto.

Esse conto vai falar sobre o valete do Max (sempre intima desse protagonista maravilhoso e vou sempre usar o apelido sim), Kit Lawrence, que depois de ter levado calote do lorde para quem trabalhava anteriormente, fica um pouco receoso de trabalhar com alguém que era do mesmo círculo do anterior e não espera que o emprego dure. Porém, Max se mostra um bom chefe e justo em pagar. Além disso Kit, observa que ele está procurando estabilidade ao casar com Bianca Tate. 

Ao conhecer, Jennie Hickson que trabalha para esposa do chefe dele, ele percebe que quer mesmo é que esse trabalho dure porque está completamente encantado pela moça e deseja conhecê-la melhor.  Já viu que o Kit fica com o coração na mão torcendo para o casamento do chefe dar certo e ele não ter que voltar para Londres.

Li a versão em inglês, mas a Harlequin Brasil já publicou aqui com o nome Sobre um beijo. O foco da narrativa alterna entre os dois protagonistas, Kit e Jennie. A evolução do relacionamento deles se dá de forma fofa e descomplicada. É uma leitura bem rápida e doce. Super recomendo para quem está procurando uma dose de fofura e romance.

domingo, 26 de fevereiro de 2023

Tempestade selvagem - Beverly Jenkins

Segundo livro da série Mulheres pioneiras publicada pela editora Arqueiro (eu achava que era uma duologia, mas na nota da autora, ela revela que teremos mais um livro). Spring Rain mora e administra sozinha suas terras em Paradise. Ela é uma mulher forte e que gosta de manter sua independência. Em um dia de nevasca, encontra Garrett McCray ferido e o leva para casa. Ele se revela ser o jornalista que vai fazer uma matéria sobre o irmão dela, o médico Colton Lee. Ele veio de Washington e infelizmente sofreu um acidente durante o trajeto. Hospedado na casa de Spring, Garrett se descobre cada vez mais interessado por Spring. 

Spring é uma mulher forte e que passou por situações horríveis como o abandono e violência sexual. Ela prefere ficar sozinha e quando teve que levar Garrett para sua casa, estava torcendo por sua rápida recuperação para ele ir embora. Ela é inteligente e não leva desaforo. Gosto da forma como ela foi construída.

Garrett é um protagonista masculino maravilhoso. A única falha dele é não existir (vamos elevar o grau de expectativas das pessoas??). Jornalista, carpinteiro, leitor compulsivo e advogado. Ele se apaixona primeiro e um dos traços mais bonitos dele é como ele se mostra compreensivo e doce (como pode não existir?).

 É, ao terminar a leitura, chego a conclusão de que, realmente, precisamos de mais livros da Beverly Jenkins publicados no Brasil (eu preciso deles para ontem). Além do enredo ser bom,  traz fatos da história afro-americana e também nos faz refletir sobre o período devastador da escravidão e suas consequências. 

Eu gostaria que o livro tivesse mais páginas, queria ver mais conversas entre a protagonista e o irmão dela. Senti falta disso. Ela inclusive diz que precisa conversar com ele, mas não acontece (e sinto que foi uma pena porque ajudaria a aprofundar mais os personagens). Fora isso, muito amor por essa obra.

 Evitei falar de outros personagens ou dar mais detalhes para não fazer muitos spoilers. E você, já leu os livros da Beverly Jenkins?

domingo, 15 de janeiro de 2023

The scoundrel's daughter - Anne Gracie

Primeiro livro da série Brides of Bellaire Gardens infelizmente não publicada no Brasil. Alice, Lady Charlton, pensou que finalmente estava livre. Após o falecimento do marido abusivo, de ter finalmente pago todas as dívidas deixadas por ele, finalmente poderia ser livre. Até aquele dia quando Octavius Bamber aparece em sua casa exigindo que ela ajude sua filha, Lucy, a casar com um lorde. Ele está em posse de cartas do marido dela para a amante nas quais ele fala dela, a expõe de todas as formas possíveis. Se sentindo enjoada, ela é obrigada a concordar com esquema de Bamber. Só assim ela poderia reaver as cartas e destruí-las, só assim ela seria livre do passado horrível. 

Lucy não quer casar com um lorde, ela acha todos pessoas horríveis e que não se interessariam por ela. Não entende porque o pai inventa esses esquemas e faz com que conviva com nobres quando eles a odeiam por não ter as mesmas origens. Ela é deixada com Alice, uma completa desconhecida e por quem ela acha que vai ser maltratada já que vindo do pai dela, tudo que ela recebe acaba em sua própria humilhação.

As duas acabam encontrando uma na outra amizade e família. Lucy é como uma filha para Alice e Alice se torna a figura materna, alguém que acredita e respeita sua opinião. Algo que ela nunca teve ao lado do pai.

O primeiro evento social que participam é o aniversário do sobrinho de Alice, Gerald. Gerald agora é herdeiro do condado que pertencia ao marido da Alice. Ele teve um primeiro encontro controverso com Lucy antes dela ir viver com Alice e por isso ele fica com a impressão de que a conhecia de algum lugar, mas sem ter certeza de onde. Lucy o reconhece na hora. Ela fora a causa dele perder uma corrida. Apavorada com a perspectiva de ser exposta, ela ignora Gerald e até mesmo o empurra para outras debutantes. É claro que isso só atiça mais a curiosidade dele. 

Durante a festa, Alice conhece James, viúvo com três filhas. Ele não esconde seu interesse por ela, mas Alice não quer um novo relacionamento depois do horrível casamento que teve. Para ela, todos os casamentos eram como o dela e ela não queria viver isso de novo. 

Por todo trauma que teve, Alice está determinada a proteger e encontrar alguém que realmente ame e valorize Lucy. Mesmo com Bamber tendo deixado bem claro que queria um casamento com um lorde para sua filha, Alice deixa Lucy livre para escolher. 

Amei demais as duas protagonistas e queria protegê-las. Sinceramente, o livro foi tão maravilhoso e eu lamento muito por não ter sido publicado em português (alô, editoras?). Eu ri e chorei ao longo desse enredo que envolve amigos para amantes, inimigos para amantes e relacionamento falso. Anne Gracie mais uma vez construiu uma história de amor e sororidade. O foco narrativo é dividido entre os quatro personagens principais: Alice, Lucy, James e Gerald. Tendo mais partes para Alice e James. O romance é desenvolvido de forma agradável e você se sente convencida da existência do sentimento entre eles. Além disso, tem a participação da Daisy Chance, personagem principal do último livro da série The chance sisters. Eu amei revê-la.

domingo, 23 de outubro de 2022

Para ganhar de um duque - Suzanne Enoch

Último livro da trilogia Receba esta aliança publicada pela editora Harlequin. É um livro conectado a trilogia lições de amor e que, tecnicamente, deveria ser lido antes dela. Greydon é duque e é sumonado no campo pelo tio, conde, que está enfrentando maus bocados por causa de má administração de suas terras. Ele pede a Grey que trace um plano para salvar seu patrimônio. Uma das formas de resolver os problemas, é aumentando o aluguel de todos os seus locatários, mas um deles não vai aceitar isso. A diretora da academia da srta Grenville, Emma Grenville não vai aceitar esse aumento tão facilmente.

Grey é o típico duque presunçoso e que acha que sabe tudo e na verdade está tão centrado em si mesmo que não vê além. Ele é libertino e tem intenções nada honrosas para com a nossa protagonista (ódio, tenho muito). Eu amei a Emma dando fora nele logo no começo. Que mulher! Ele merecia ouvir boas verdades.

O tio do Grey é bem irresponsável passando para o sobrinho a responsabilidade de traçar um plano e na hora de conversar com a Emma, meio que coloca a culpa no Grey dos aumentos dos alugueis (Meu senhor, a culpa é sua por não supervisionar o trabalho do seu administrador). Pode até ter outras formas de salvar a propriedade, mas acho que o dono dela deveria então descartar as ideias do sobrinho, se não gostou delas e pensar ele mesmo em outra solução que o agrade.

Emma é teimosa, inteligente e não tem papas na língua. Tem momentos que ela me pareceu um pouco mal educada sim. Acho que não teria como fugir de um reajuste e ela deveria ter focado em negociar a quantia do mesmo, mas ela meio que quer obrigar não ter nenhum reajuste só porque a instituição de ensino geraria uma boa reputação para as terras. Ela inclusive diz que o Grey deveria pagar as dívidas do tio para que não tivesse o aumento (eu acho que ele poderia, mas não é obrigação dele).

O aumento foi demais e sim tinha que ser negociado, mas não deveria ir além disso. Achei incrível a autora ter feito a personagem procurar um representante legal, mas infelizmente não foi por aí que ela seguiu.  Queria muito ter visto um embate legal entre eles e ela demonstrando o quanto a academia dela fazia um trabalho significativo e merecia investimentos e isenção de aluguel. 

É claro que mesmo sem embate legal, de um jeito ou de outro, o trabalho da Emma, o tipo de educação que ela vem proporcionando fica evidente em cada página.  É ótimo ver o Grey quebrando a cara (principalmente isso) quando vai se dando conta. 

Em vez de embate legal, ganhamos uma aposta entre eles. Enquanto ela precisa traçar um plano melhor do que o dele para a propriedade, ele precisa ensinar uma turma na academia. A parte dele na aposta sinceramente não fez muito sentido para mim porque não tem nada a ver com o aluguel, nada. Porém gerou cenas cômicas e também fez o duque ver coisas de outra forma.

Num geral é um livro bem legal. O duque me irritou bastante no começo, mas ele tem uma transição bacana. Quando a Suzanne Enoch quer construir um libertino, ela faz mesmo sem pena nenhuma de quem está lendo. A única ressalva que eu tenho é que gostaria que a Emma não tivesse cedido ao charme do duque. Não acho racional trocar toda a segurança que ela adquiriu por um momento que poderia muito bem ser passageiro. Acho que essa atitude não combina com a personagem porque ela parecia muito mais racional do que emocional e naquela época ela poderia perder tudo por causa disso.  

De novo, li o último livro da trilogia primeiro. Na verdade, não tinha muita intenção de ler os outros, só queria ler esse por sua conexão com a outra trilogia da autora, mas li resenhas da Sil do leituras da Sil  e fiquei com vontade de ler os anteriores.

domingo, 28 de agosto de 2022

O segredo da duquesa - Courtney Milan

Primeiro livro da série Os excêntricos publicada pela editora Arqueiro. Eu ouvia muita gente falando de brothers sinister por aqui e por ali sempre em postagens com recomendações de romances de época e nutria certa curiosidade por conta dos vários elogios.  Deixei para lá porque eu ainda não sabia que conseguiria ler um romance de época em inglês e quando vi esse lançamento lembrei (a velha chama ascendeu). 

Minnie mora com as tias avós em Leicester e a coisa que ela menos quer é chamar atenção. Por causa de um escândalo no passado, ela trocou de nome e espera conquistar segurança que um casamento poderia proporcionar. O problema é que quando jornais estimulando luta pelo direito dos trabalhadores começam a circular, a culpa de insurreição caí sobre ela e agora Minnie precisa desmascarar o culpado. A chegada do duque de Clermont abala algumas de suas certezas (refiz a sinopse sim e sim). 

Minnie, Minerva Lane e Wilhelmina Pursling, muitos nomes para uma mesma personagem. O último foi escolhido como subterfúgio para viver em Leicester sem chamar atenção. A personagem é audaciosa e cheia de estratégias. Muito inteligente (apesar da primeira dedução dela ter sido um pouco meh). Achei sensacionais as conversas dela com o duque e sua forma de resolver as coisas.

E por falar em duque, o nosso se chama Robert Alan Graydon Blaisdell e ele é muito pé no chão. Esqueça o esnobismo e pompa que estamos acostumadas, não rola (vossa graça não gosta dessas coisas, né?). É ele que demonstra estar se apaixonando por ela primeiro. Parto do ponto de que Robert admira Minnie e sempre digo que quem ama, admira o outro.  Isso para mim fez um diferencial danado. Também gosto dele por ser alguém com um bom caráter (nesta casa gostamos de mocinho bonzinho sim). Robert guarda em si solidão de não ter tido uma família cercada de amor e a vergonha por ter o pai que teve. 

É impossível não amar o Robert, mesmo até achando que ele por vezes é um pouco inconsequente (foi uma vez só gente q). A autora criou um personagem que a gente olha e diz alguém precisa dar amor para ele (cuidem dele pls). Um personagem extremamente gostável, assim como Minnie. Achei os dois bem modernos ao ponto de as vezes ser difícil acreditar que eram personagens de um romance de época (não foi exatamente um problema para mim, mas fica aqui o comentário). O desenvolvimento dos personagens foi bom e bacana já ter introduzido bem os personagens dos próximos livros e contextos deles (estamos de olho).

quarta-feira, 27 de julho de 2022

A srta. Butterworth e o barão louco - Julia Quinn e Violet Charles

Publicado pela editora Arqueiro. Quando li Um beijo inesquecível e acompanhei a Hyancith Bridgerton lendo o livro A srta. Butterworth e o barão louco para Lady Danbury sempre quis saber o que aconteceria na história e o motivo dos pombos terem atacado a mãe da protagonista (queria detalhes sim). Finalmente pude conferir e nossa, o resultado foi muito engraçado (não a parte dos pombos, essa parte é trágica q). Tive até certo medo de que a expectativa destruísse a experiência, mas deu tudo certo e posso dizer sem dúvidas que foi uma das leituras mais divertidas que fiz esse ano.

Priscilla Butterworth é uma sobrevivente. Depois de sucessivas tragédias, ela ainda consegue ser uma jovem energética. E quando eu falo em tragédias, são tragédias mesmo. A mais sinistra, com certeza, é a mãe ter sido morta por bicadas de pombo. Enfim, desde cedo, ela tem que contar com ela mesma. Ao descobrir que suas parentes querem vendê-la, ela foge e vai parar em Thimmerwell onde se torna dama de companhia da avó do barão, Damien.

Priscilla é muito sagaz e apesar da vida que levou, consegue se manter generosa e com muito bom humor (quase uma cinderela sim, mas um pouco branca de neve q). A vida dela parece estar finalmente indo para frente na casa do barão, mas acontecimentos estranhos podem colocar tudo a perder.

Achei muito boa a ideia de transformar a história em quadrinhos. Além disso, é como ler um conto de fadas com toques bizarros. E esses elementos bizarros do enredo são ressaltados através das ilustrações feitas por Violet. Foi um casamento perfeito. Um dos grandes fortes da Julia são os diálogos divertidos e esse livro permitiu que ela construísse uma história super engraçada sem um foco pesado em romance. Agora eu consigo entender completamente o interesse da Lady Danbury no enredo porque me vi nesse lugar. Escolhi não falar dos outros personagens por ser um livro de 141 páginas, qualquer detalhe que eu der seria um spoiler bem grande (longe de mim fazer isso). 

Eu indico esse livro, não só para os fãs da autora, mas também para quem tem curiosidade sobre a escrita da Julia, mas não curte muito romance.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

A dama do capitão - Caroline Linden

Segundo livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nela vamos acompanhar o capitão Andrew St. James, um dos possíveis herdeiros ao ducado de Carlyle. Nós o conhecemos no primeiro livro quando a duquesa chama Maxmilian e ele para falar do assunto e fazer uma proposta aos dois oferecendo uma quantia considerável desde que eles vivessem de forma respeitável de acordo com suas convenções (ai a nobreza... tsc tsc). Percebemos também como ele ficou completamente interessado em ter o título (quem não ficaria???) e como não mediu esforços para cair nas graças da duquesa. 

Na época da leitura do livro anterior, eu o achei bem puxa-saco, mas pensei comigo mesma vamos ver o que acontece depois, quando chegar a vez dele ter a história contada. E em A dama do capitão, a gente vê de novo a cena da reunião com a duquesa com a perspectiva dele. 

Andrew St. James é escocês e o favorito da duquesa. É um homem bom e vive com dificuldade. Ele envia todo o soldo dele de capitão do exército para a mãe e as três irmãs. A gente percebe, como em sua família, um se importa com o outro. Bem no começo eu pensei nele como alguém de caráter digno (eeeeh dá o martelo do Thor para ele). E também que não é só o título, é uma forma de mudar não só vida dele, mas também de toda sua família que vive com o pouco que consegue produzir. Achei bem fofinho que ele pensou logo no que poderia dar para as irmãs e me fez entender todo o empenho dele com a duquesa.  Olha, não vou negar nada, tive vontade de colocar em um potinho esse homem e guardar.

Como as normas da duquesa incluem casamento, a procura por uma esposa que esteja dentro dos critérios para assumir o papel ao seu lado dentro do ducado é algo que ele tem que começar a pensar afinal ele é o mais próximo na linha de sucessão (ou não, vai que). Enfim, ele está decidido a cumprir todos os requisitos (também estaria se fosse ele).

Até que ao chegar na Escócia, sua terra e de sua família, ele conhece uma moça encantadora e que captura completamente sua atenção (eita Andrew).

Ilsa é viúva, riquíssima e nossa protagonista. Não quer mais viver sob as regras de ninguém (como se a sociedade em que está inserida permitisse). Ela é meio imprudente. Não acho que se preocupa muito com a reputação ou melhor dizendo ela não se preocupa com o que os outros pensem a seu respeito. Ela foi me ganhando aos poucos. Gosto como ela vai se abrindo e nos fazendo conhecer mais sobre quem é no decorrer da história e não em uma tacada só.

Detesto instalove (só queria dizer). É muito difícil me convencer de que era amor e não cilada quando é assim tão rápido (o que que eu tô falando sos). Porém, eu gostei dos dois protagonistas juntos e é isso. O livro é narrado em terceira pessoa e com foco narrativo alternando entre os dois protagonistas (isso é perfeito, autora fica aqui meu agradecimento). Achei os personagens secundários muito interessantes, as irmãs do Andrew e o melhor amigo dele, Duncan. Inclusive tem um extra sobre o Duncan, mas não sei se a editora vai trazer (POR FAVOR TRAZ, EU NUNCA TE PEDI NADA). Eu gosto do livro anterior e desse de maneiras diferentes. Então não vou dizer que um é melhor do que o outro. Acho que a duquesa acabou dando novas oportunidades para os dois não só em termos financeiros, mas para achar o próprio lugar no mundo. Eles precisavam dessa oportunidade e só foi possível através da duquesa.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Os segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn


Eu acho que reli esse livro no mínimo cinco vezes em 2021. Não vou negar que Colin é meu irmão Bridgerton favorito e não tenho motivo para fazer isso (apesar de diversas vezes ao longo do livro que querer gritar com ele, mas não o renego nunca). Então vou fazer mais uma vez uma resenha de um livro relido (é o que?). Vai ter spoiler porque tem várias coisas que quero comentar e não consigo sem dar algumas informações, mas sempre aviso quando chega a parte.

Quarto livro da série  Bridgerton publicada pela editora Arqueiro.  Nele acompanhamos Colin, terceiro filho de nossos queridos Violet e Edmund. Aquele que vai as reuniões da família por causa da comida, que disse em alto e bom que não casaria com Penelope Featherington para todo mundo ouvir e que com isso partiu meu coração.  Nesse livro temos um Colin diferente do sarcástico, engraçado e casamenteiro que encontramos nos anteriores.  Vemos um Colin em conflito por não ter um objetivo e incomodado por ser conhecido apenas como um homem encantador. Você acha que sou só um rosto bonito??? Deve pensar ele todos os dias. 

Colin foi alguém que me impulsionou ler a série de livros. Não fiquei muito fã em duque e eu e sim me apaixonei pelos livros seguintes, mas o Colin era sempre um fator que me impulsionava para os próximos e me fazia acalentar a esperança de que logo chegasse o dele. Ele nunca tinha me decepcionado até o fatídico dia em que ele disse que não se casaria com a Penelope em alto e bom som para qualquer um que passasse ouvir. Se eu fiquei zangada? Guardo rancor até hoje sim (e ele é seu favorito?????? rancorosa).

Penelope é um ser de luz que amo muito também desde que surgiu e talvez de alguma forma eu tenha me apegado ainda mais pelo Colin por causa do meu amor por ela. Desde o debute, ela foi massacrada pela sociedade porque não a achavam bonita para os padrões da época. Neste livro, ela é considerada solteirona e agora vai aos eventos na posição de acompanhante da irmã mais nova, Felicity.

Agora vem spoiler (inclusive spoiler da série) e vocês se não gostam é melhor parar de ler aqui. Se gostam ou já leram o livro, venham comigo no meu deslumbrante e caótico mundo como leitora sofrida.

Antes de qualquer coisa, quero defender a Portia, mãe da Penelope. E sim, ela não é legal com a Pen e faz comentários cruéis (isso eu não refuto). Porém, ela é uma mulher da época com pensamento que condizem a sociedade na qual está inserida. Não acho que ela não ame a Penelope porque ela não achava que o Colin ficaria com ela. Vocês acham que a manifestação dele dizendo que nunca iria casar com ela não chegou aos ouvidos da mãe dela? Ele disse isso de forma que qualquer um que passasse pudesse ouvir. Não acho que passou desapercebido por ela que o Colin e os outros irmãos Bridgerton dançavam com a Penelope por pena e quando a mãe deles mandava (A própria Pen sabe e diz isso ao Colin). Frequentando as mesmas festas, inclusive na residência Bridgerton, acho bem difícil que ela não soubesse. A Penelope já era considerada solteirona e sua irmã era única debutando. Não vejo como ela poderia pensar diferente. É claro que ela poderia ter esperado ele dizer algo, mas ela deve ter ficado emocionada demais com a ideia de ter um genro Bridgerton para refletir.

E Colin não cortejou a Penelope. Só assistindo a série da netflix e vendo o Colin cortejando a Marina é que percebi o quanto gostaria de vê-lo cortejando minha Penelope. Ele deveria fazer isso antes de pedi-la em casamento. Afinal de contas 12 anos gostando dele e ele nem tchum para ela. Ele age de forma horrível, pede em casamento e fim??? Não quero, me recuso (hahahahaha).

Eu amo o Colin, mas como disse, guardo rancor dessa cena em que ele coloca o nome da Penelope na roda e grita que não vai casar com ela. A fofoca é algo sempre muito poderoso em momentos e lugares onde a reputação de alguém deve ser mantida a qualquer custo. Na hora ela responde (palmas, Penelope do livro, palmas), mas depois coloca uma pedra por cima e finge que não se importa. Não acho que ela devia ter fingido que nada aconteceu, eu ia ficar sem falar com ele por muito tempo (respira, respira, respira). E isso me leva a um ponto sobre a série. Para mim a Portia sempre soube que a Penelope gostava do Colin e também sempre soube da falta de interesse amoroso dele por ela, os sinais sempre estiveram lá por esses 12 anos. Na série já mostra que ela sabe dos sentimentos da Pen e os descarta. A fala do Colin da série é muito parecida com a do Colin do livro, mas foi ainda pior por ser: A) na festa da família dela no meio de toda alta sociedade e rainha; B) o tom de zombaria seguido por risadas. Posso estar errada, mas não acho que isso tem como não chegar aos ouvidos da família dela. 

Não sei sobre quem será a terceira temporada da série, teve indícios tanto para a do Colin quanto para a do Benedict. A única coisa que faço votos é de que a Pen precisa ter um pretendente e o Colin tem que ser uma pessoa muito melhor para merecê-la e sofrer um bocado por ela (ele não é seu favorito, mulher???).

quinta-feira, 10 de março de 2022

Razão e sentimento - Jane Austen


Publicado pela editora Nova fronteira. As irmãs Dashwood, Elinor, Marianne e Margaret, e sua mãe, após o falecimento do patriarca da família, são obrigadas a se mudar de sua antiga residência que passou a pertencer ao meio irmão delas. Sem apoio financeiro do mesmo e tendo  um parente dela oferecido um chalé com preço condizente ao sua nova condição, a Sra Dashwood e suas filhas se mudam para Devonshire. Lá são recebidas de forma amistosa e também é lá onde a família conhece o Coronel Brandon e Willoughby.

Assim que comecei a ler o livro percebi as diferenças entre ele e o filme, razão e sensibilidade. Principalmente em relação ao destaque que no filme é praticamente todo em cima da história da Marianne e a da Elinor fica meio que de lado. No livro as personagens e suas histórias são igualmente importantes e podemos conhecê-las melhor. Elas esboçam um paralelo porque tendo um problema bastante parecido, as reações de cada irmã são diferentes.

Elinor é a irmã sensata. É uma impressão que já tinha após assistir o filme e que se consolidou mais através do livro. Ela tem os pés no chão e madura. Ela ama Edward, cunhado de seu meio irmão, mas não faz estardalhaço sobre isso mantendo discrição já que o rapaz não fez nenhum pedido. O sofrimento é algo que guarda para si e sempre lida com tudo mantendo aparente calma.

Marianne já é um ser dramático, bastante rude (muitas das vezes sem nenhuma necessidade) e fútil.  Achei que o livro ajudaria a mudar minha opinião sobre ela e talvez de certa forma até tenha porque o ranço que sentia em relação a ela diminuiu muito e quando cheguei ao final da leitura já não lembrava de ranço algum (ranço? que ranço?). Mesmo assim, não estava totalmente errada nas minhas primeiras impressões. Acho que ela é muito fútil principalmente quando o assunto é o Coronel Brandon que não fez nada para ela e mesmo assim é alvo de seus comentários maldosos no começo. Entretanto, no livro a gente percebe o amadurecimento da personagem.

Edward é descrito com um homem tímido. Só que acho que falta um tanto de caráter a ele. Ele está noivo e em nenhum momento deixou isso claro para Elinor. Ainda mais por ser óbvio que ambos nutriam interesses um pelo outro. O que me deixa mais chateada é que ela só vai saber disso através de terceiros e não por ele. Ele agiu tão mal nesse ponto que eu até torcia para ter outro pretendente mesmo sabendo que não tinha né.

Coronel Brandon é daqueles personagens que a gente torce para ser feliz. O final do filme sempre me deixou muito insatisfeita porque sempre pairou em mim a dúvida de que será que ele ganhou todo amor que merece ou não? O livro, no entanto, não deixa dúvidas (ainda bem). Ele é um homem bom e um amigo fiel. 

Willoughby é um canalha, o pior dos seres humanos e que mesmo com suas justificativas e explicações, eu não conseguiria perdoá-lo.

Gostei muito do cuidado e esmero com que foi feita a tradução e revisão dessa edição.  Os próximos livros da Jane que eu for comprar serão da editora. Foi uma leitura gostosa e tranquila e tudo que estava precisando. 

quinta-feira, 3 de março de 2022

O desafio do amor verdadeiro - Laura Lee Guhrke


Segundo livro da série Querida conselheira amorosa publicada pela editora Harlequin. Quando Irene decide ficar mais tempo em sua viagem de lua de mel e Jonathan não volta dos EUA, Clara tem um problema em suas mãos. Não só ela terá que administrar o jornal,  como também terá que escrever a coluna de conselhos amorosos de Lady Truelove. A última tarefa é um problema para ela. Sem saber o que fazer, ela escuta uma conversa (que faria qualquer pessoa honrada ficar irritadíssima) entre dois amigos e decide usá-la como material para coluna. Um dos envolvidos na conversa, o Rex, descobre e com raiva vai tirar satisfação com ela. Nesse momento de desespero ela oferece a ele o cargo de Lady Truelove (é isso mesmo que você leu).

Clara Deverill acredita em amor e em casamento. Esse é seu grande sonho. Ela trabalha no jornal de sua irmã, Irene, e está se preparando para sua temporada. O único problema é que ela vive se comparando com a irmã. Ela acha que não dá conta e em meio ao nervosismo não percebe que tem seus  próprios talentos e que entende tão bem do trabalho quanto a irmã. Ela fica com muita raiva ao ouvir a conversa de Lionel e Rex e decide agir em favor da mulher a quem Lionel quer enganar.

Rex Galbraith não acredita em casamentos e muito menos em amor.  O de seus pais fracassou e nem um de seus genitores parece se importar com ele. A mãe o vê como banco,  o pai como um sucessor (nessa parte sinto pena). E sim é esse cara que não acredita em nada disso que vai pegar o trabalho de conselheiro amoroso na coluna de Lady Truelove. Quando ouvi a Clara oferecendo o cargo só conseguia pensar em como não fazia sentido logo ele fazer isso (eu realmente duvidei dessa escolha). Entretanto, ela tem um ponto e faz a gente entender sua motivação.

O enredo explora a aproximação desses dois personagens e suas diferenças de pensamentos. O foco narrativo alterna entre Rex e Clara nos fazendo entender o que ambos estão sentindo. Particularmente, gostei bastante do livro, a única coisa que para mim foi negativa foi a passagem de tempo. Parecia que as coisas estavam ocorrendo sem nenhuma passagem de tempo entre elas e quando foi citado, eu fiquei ueeeeeeee passou isso tudo? Porém, fora isso e um diálogo ou outro foi uma leitura clichêzinha bem agradável. Achei muito divertida a ideia de fazer o protagonista trabalhar como Lady Truelove. A história de Lionel e Dina deveriam ganhar um livro porque rola como plano de fundo nessa e seria bem interessante ver tudo do ponto de vista deles. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Persuasão - Jane Austen


Primeiro  clássico lido em 2022 (tenho a meta de ler todos os livros da Jane esse ano). Publicado pela editora José Olympio, ele vai contar a história da família Elliot cujo patriarca é um homem orgulhoso demais para o próprio bem e para bem das filhas. Anne é a filha menos amada por ele e se isso não bastasse suas chances de felicidade são arruinadas pelo próprio pai cuja soberba e orgulho já mencionei e pela madrinha, lady Russell que se colocam contra o noivado dela com o jovem Frederick por sua condição social.

Eu me sinto muito mal pela Anne. Ela não é apreciada pelos familiares, é deixada de lado e sua amabilidade e cordialidade são sempre aproveitadas pelos outros. Não é de se admirar que com essa personalidade aos 19 anos ela tenha sido persuadida a colocar fim no relacionamento dela, minando suas chances de felicidade.

Frederick Wentworth é um homem forte que ganhou a vida na marinha. Nobres não gostavam de pessoas com profissões então imaginem que ele apesar de ser uma pessoa determinada e trabalhadora não ganhou a admiração da família de Anne quando se conheceram. Também foi uma decepção que ela tenha renunciado a ele. Quando mais tarde os dois se encontram, ele é frio com ela (meu coração partido).  Entendo completamente os sentimentos dele, mas não deixo de sentir por ela.

A parte mais difícil foi me habituar a leitura que contem muita descrição, mas uma vez que acostumei, comecei a ganhar velocidade e não conseguia me desgrudar do livro. Fazia tempo desde que li algo tão encantador e sem dramas desnecessários. Gostei de quase todos os personagens e de seus desenvolvimentos.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Esplêndida - Julia Quinn


Primeiro livro da trilogia  damas rebeldes publicada pela editora Arqueiro. Não lembrava, mas já tinha lido esse livro, o prólogo foi o suficiente para refrescar minha memória (E boom não acho que seja meu favorito da Julia não). Essa resenha vai ter alguns spoilers porque não tenho como dizer que não gostei de algo sem dizer o que. Emma, uma herdeira norte americana, vai a Londres para passar a temporada com os parentes. Lá, disfarçada de ajudante de cozinha, ela conhece o duque de Ashbourne que fica interessado nela logo de cara.

Alexander Edward Ridgely,  duque de Ashbourne, um egocêntrico que acha que pode tudo com todos. Se acha encantador,  mas não é nenhum pouco.  Infelizmente a mocinha cai na lábia dele.  Ele é impositivo, dominador e isso o tornou detestável para mim logo de cara (qual é, mano).  A intenção dele é seduzi-la (que ódio). Cada página, eu tive vontade de gritar.   Eu posso achar uma pessoa extremamente bonita, mas se ela tiver a mesma personalidade que ele não me sinto nem um pouco atraída. Ele é insuportável e manipulador. Então quando o Alex resolveu ser doce, eu já tinha azedado.

Emma é espirituosa,  mas sem noção e bom senso. Ela mora nos EUA e vai para Londres para ter uma temporada junto com sua tia, irmã do pai,  e a família dela. Não acho que ela queira ser amante do duque e em nenhum momento o livro me leva crer isso. Emma é um espírito livre e acho que só estava afim de uns beijos mesmo. O que torna o Alex bem pior porque ele fica cercando ela como um leão atrás da presa. Eu me senti muito magoada sinceramente... Emma, você merecia mais.

Se tudo isso não bastasse  a ausência do pai dela na história foi algo que me chateou. Ela deveria ter voltado aos EUA para conversar com o pai antes de um passo definitivo ou ele ter ido a Londres.  Afinal de contas é dito que ele a criou praticamente sozinho e que eles eram muito MUITO próximos, mas ele não fez parte dos últimos acontecimentos da vida da filha dele (até entendo a urgência da situação, mas preferia que não tivesse sido conduzido dessa forma).

Os pontos fortes do livro são Dunford amigo do Alex, ele se mostrou interessante; A  amizade entre os primos Emma, Belle e Ned, pareciam os três mosqueteiros sempre prontos para ajudar um ao outro; o relacionamento da tia com o marido é bonitinho; e por último, mas não tão menos importante, os diálogos engraçados típicos de livros da Julia Quinn que aparecem nesse.

É o primeiro trabalho da Julia e a gente consegue ver os traços que gostamos nos trabalhos que seguiram dela presentes já nesse. Os personagens secundários, por exemplo, são bem legais. Infelizmente o protagonista masculino não foi em nada do meu agrado e me deixou com o gosto amargo na boca. Você já leu esse livro? O que achou? Tem algum livro de autores que vocês gostam, mas que os protagonistas não te conquistaram? Conta para mim nos comentários!