Publicado pela editora Nova fronteira. As irmãs Dashwood, Elinor, Marianne e Margaret, e sua mãe, após o falecimento do patriarca da família, são obrigadas a se mudar de sua antiga residência que passou a pertencer ao meio irmão delas. Sem apoio financeiro do mesmo e tendo um parente dela oferecido um chalé com preço condizente ao sua nova condição, a Sra Dashwood e suas filhas se mudam para Devonshire. Lá são recebidas de forma amistosa e também é lá onde a família conhece o Coronel Brandon e Willoughby.
Assim que comecei a ler o livro percebi as diferenças entre ele e o filme, razão e sensibilidade. Principalmente em relação ao destaque que no filme é praticamente todo em cima da história da Marianne e a da Elinor fica meio que de lado. No livro as personagens e suas histórias são igualmente importantes e podemos conhecê-las melhor. Elas esboçam um paralelo porque tendo um problema bastante parecido, as reações de cada irmã são diferentes.
Elinor é a irmã sensata. É uma impressão que já tinha após assistir o filme e que se consolidou mais através do livro. Ela tem os pés no chão e madura. Ela ama Edward, cunhado de seu meio irmão, mas não faz estardalhaço sobre isso mantendo discrição já que o rapaz não fez nenhum pedido. O sofrimento é algo que guarda para si e sempre lida com tudo mantendo aparente calma.
Marianne já é um ser dramático, bastante rude (muitas das vezes sem nenhuma necessidade) e fútil. Achei que o livro ajudaria a mudar minha opinião sobre ela e talvez de certa forma até tenha porque o ranço que sentia em relação a ela diminuiu muito e quando cheguei ao final da leitura já não lembrava de ranço algum (ranço? que ranço?). Mesmo assim, não estava totalmente errada nas minhas primeiras impressões. Acho que ela é muito fútil principalmente quando o assunto é o Coronel Brandon que não fez nada para ela e mesmo assim é alvo de seus comentários maldosos no começo. Entretanto, no livro a gente percebe o amadurecimento da personagem.
Edward é descrito com um homem tímido. Só que acho que falta um tanto de caráter a ele. Ele está noivo e em nenhum momento deixou isso claro para Elinor. Ainda mais por ser óbvio que ambos nutriam interesses um pelo outro. O que me deixa mais chateada é que ela só vai saber disso através de terceiros e não por ele. Ele agiu tão mal nesse ponto que eu até torcia para ter outro pretendente mesmo sabendo que não tinha né.
Coronel Brandon é daqueles personagens que a gente torce para ser feliz. O final do filme sempre me deixou muito insatisfeita porque sempre pairou em mim a dúvida de que será que ele ganhou todo amor que merece ou não? O livro, no entanto, não deixa dúvidas (ainda bem). Ele é um homem bom e um amigo fiel.
Willoughby é um canalha, o pior dos seres humanos e que mesmo com suas justificativas e explicações, eu não conseguiria perdoá-lo.
Gostei muito do cuidado e esmero com que foi feita a tradução e revisão dessa edição. Os próximos livros da Jane que eu for comprar serão da editora. Foi uma leitura gostosa e tranquila e tudo que estava precisando.