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domingo, 18 de junho de 2023

Esposa em tempo integral

 


Mikuri está desempregada e tem a ideia de fazer um contrato de casamento como um contrato trabalhista. Ela moraria junto com Tsuzaki, eles dividiriam as despesas e ele  pagaria pelos serviços de casa como limpeza e preparo de alimento. Uma relação estritamente profissional entre empregador e funcionária, mas que decidiram chamar de casamento para evitar qualquer tipo explicações.  As coisas complicam quando colegas de trabalho de Tsuzaki começam a interferir e os sentimentos dele começam a evoluir.

A Mikuri é  inteligente habilidosa e boa em se comunicar. Já Tsuzaki é tímido e tem bastante dificuldade em falar sobre o que sente. Por essa razão, ele nunca esteve em um relacionamento. Por isso, a ideia da Mikuri é algo que funciona bem para ele, algo no script. Bem, isso até Kazami interferir.

Kazami, eu odeio o Kazami por se meter na vida e no relacionamento do Tsuzaki e da Mikuri. Ele se aproveitou da dificuldade em socializar e de falar dos sentimentos que o Tsuzaki tem.  Não importa se têm uma relação romântica entre eles,  o que isso teria a ver com o Kazami? Ele é um personagem que teve algumas atitudes um pouco tóxicas. Ele distorce informações de propósito para causar um mal estar entre eles.  Diz com um grande sorriso que não deixa parecer culpado e me fez sentir que ele iria sair ileso disso. E saiu. Inclusive na reta final ele conseguiu até mudar minha opinião sobre ele (isso que eu chamo de virada porque eu achei que meu ranço era algo impossível de mudar lol). Então, eu odiei o Kazami que se meteu no relacionamento, mas eu amo o Kazami que se mostrou ser mais do que essa atitude.

Bem, meu clichê favorito, casamento de conveniência, foi acionado e eu lamento ter demorado tanto em assistir essa série. O enredo dela é super simples, mas tem algumas conversas maravilhosas e que me levaram a refletir sobre bastante coisa. Tem várias camadas e personagens maravilhosos. Gosto de como o casal principal erra, mas trabalha seus erros e juntos conseguem prosseguir. Na verdade, é isso, todos os personagens têm erros e acertos. A série é de 2016 e conta com 11 episódios, mas um episódio especial saiu em 2021. Esse episódio extra foi simplesmente perfeito e abordou temas importantes inclusive a situação do covid lá no Japão. Acho que enquanto os episódios da série tentaram ser um pouco mais para o lado cômico, o episódio especial era um pouco mais sério e acho que foi isso que me ganhou nele.

domingo, 11 de dezembro de 2022

Os números do amor - Helen Hoang

Primeiro livro da série Os números do amor publicada pela editora Paralela. Esse livro me chamou muita atenção por causa da sinopse e logo fiquei com muita vontade de ler. Porém, vi muitas resenhas negativas e positivas no goodreads sobre ele e decidi conter minhas expectativas porque todos levantavam pontos que respaldavam suas opiniões. Então, resolvi comprar tanto esse quanto um outro da autora, mas sabendo que as opiniões sobre estavam bem divididas no momento em que pesquisei.

Um livro que eu sabia que poderia não gostar. É isso que ele era. Porém foi um livro que amei demais (ainda bem).

Stella tem sucesso em sua carreira, é econometrista (essa foi a primeira vez que ouvi falar da profissão e achei bem interessante). Ela é autista e tem dificuldades em relação a toques e relacionamentos. Quando sua mãe levanta o assunto de querer netos, ela decide contratar um acompanhante profissional, Michael, para que a ensine sobre relacionamentos já que é algo complicado para ela.

É sim, se você pensou em Uma linda mulher, eu também pensei, é uma releitura do filme. Se você não gostou do filme, talvez não vá gostar tanto do livro.

No livro, dá para sentir tudo que a Stella passa de uma maneira muito vívida.  Dá para sentir os sentimentos do Michael também. Tudo isso te pega de uma forma que não sei explicar. Foi uma experiência bastante importante para mim. É bem real e me atingiu bem forte. 

O Michael é uma gracinha. Ele se apaixona logo pela Stella e não consegui parar de pensar nele. Logo de cara a gente já sabe o motivo dele se tornar um acompanhante profissional, mas mais informações são adicionadas conforme a leitura avança. Sem falar que a autora mostrou outras partes de quem ele é e não ficou focada em apenas um aspecto da vida dele.

O livro é narrado em terceira pessoa e o foco narrativo se divide entre os dois protagonistas. Ter acesso aos pensamentos e sentimentos de Michael faz toda a diferença aqui e foi bem necessário para o desenvolvimento do livro. Além disso, os personagens principais interagem com outros personagens, ou seja, a vida deles não se resume um ao outro. É uma leitura fluída e envolvente. Não consegui largar. Agora, acho que tem cenas hot demais. Se você gosta, não será um problema. Se você não gosta, talvez seja um aspecto negativo da leitura para você.

Tem uma nota bem interessante no final do livro onde a autora revela que teve o diagnóstico tardio de autismo e fala um pouco da experiência dela. Aconselho muito a não pularem.

domingo, 9 de outubro de 2022

A hipótese do amor - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Era um livro que estava bem curiosa para ler, mas tinha certo receio por pensar, após ler a sinopse, que pudesse ser um relacionamento em que a protagonista feminina fosse aluna do protagonista masculino porque não gosto, não gosto mesmo. Foi graças a resenha da Cida do Moonlight books que descobri não ser essa situação e pude ler com mais tranquilidade.

Olive é uma estudante de doutorado. Ao descobrir que sua melhor amiga, Ahn, gosta de um ex dela, resolve mentir e dizer que já está em outro relacionamento para que a amiga não se sinta culpada e fique com o cara. O problema é que ela é quase pega na mentira e no desespero beija a primeira pessoa que vê passar no corredor. Essa pessoa não é nada mais nada menos do que um dos professores mais temidos da pós, Adam.

Algo que me incomodou bastante foi o beijo no corredor. Se eu fosse beijada da forma que a Olive, beija o Adam, ia ficar muito p da vida e me sentir muito mal. E que motivo meio tosco para beijar um completo desconhecido. Ela não podia conversar com a amiga? ser honesta, dizer que não sentia nada pelo cara. Isso é algo que me deixou meio travada no início da leitura e me fez dar uma enrolada.

A carência da Olive é tão grande que ela não acredita na Ahn, não acredita que a Ahn queira continuar amiga dela e por isso ela é motivada a esconder e agir da forma que agiu. Eu demorei para entender.  Fiquei uns bons dias sem ler presa a situação horrível do beijo (não foi nenhum pouco legal), mas consegui abrir um pouco meu coração para Olive depois de entender um pouco sua solidão e seu desejo por agradar os outros. Só que ela não é uma personagem que me agradou muito no começo e é isso, não me forcei a gostar dela. Entendo algumas atitudes dela, outras não. A amizade com a Ahn, eu achei péssima. Ela mandava a Olive fazer coisas e a Olive seguia, parecia uma versão bizarra de siga o mestre (sem falar da falta de sinceridade). A amizade que eu gostei foi a da Olive com o Malcolm. Ele é a única pessoa com quem ela se abre desde o começo. Entretanto, com o passar do tempo, preciso dizer que Olive me ganhou de alguma forma.

Adam foi uma surpresa. Quiseram pintar ele como professor babaca e eu pensando ai ata não tô vendo isso, mas tudo bem. Eu gostaria muito de ver ele avaliando algum aluno para ter a tal dimensão de tudo que alguns disseram sobre ele.  O foco narrativo está na Olive, mas narrativa em terceira pessoa fez sua mágica e estava bem desconfiada do rótulo que colocaram nele. Como não vi ele sendo babaca com aluno nenhum, não quero nem saber da opinião de personagens secundários. O que percebi é que ele é muito direto e não dá rodeios quando faz críticas.

Penso que Adam foi melhor construído do que Olive. Acho que faltou um pouco de equilíbrio na personagem dela, mas quando me pego pensando na personagem de novo, estava acontecendo muita coisa somando ao que já tinha rolado com ela com a perda da mãe.

Tenho essas ressalvas sobre a protagonista, mas num geral gostei bastante do livro. Gostei da autora falar sobre o machismo sofrido por mulheres na área científica, sobre as pressões sofridas no ambiente acadêmico, sobre assédio e falta de investimento em projetos relevantes e falta de valorização do profissional da área.  Os diálogos entre os protagonistas foram divertidos e por vezes não entendi os termos que usavam (o que você disse??? Google ajuda aqui). Principalmente gostei como o relacionamento dos protagonistas evolui e como está na cara que o Adam está todo apaixonadinho, mas a Olive não percebe (ain minha dose de fofura).

Como cenas de assédio podem ser gatilho deixo aqui a página para quem por acaso quiser pular. Eu teria pulado porque me sinto mal. Começa na pág 216 e vai até a 219. Só preciso avisar que trechos ressurgem em momentos posteriores.

Gatilho: assédio sexual, machismo

domingo, 2 de outubro de 2022

The Last: Naruto the movie - Masashi Kishimoto e Maruo Kyozuka

Venho aqui resenhar mais uma light novel de Naruto publicada pela Panini (de novo? você gosta mesmo de Naruto hein). A história se passa após a grande guerra ninja. Apesar da guerra ter acabado, o mundo mais uma vez é colocado em risco. A lua está prestes a cair na terra. Para completar a situação Hanabi é sequestrada. Kakashi, líder da vila oculta da folha, acreditando que os dois incidentes estão relacionados escala Shikamaru, Sakura, Sai, Naruto e Hinata para investigar e resgatar Hanabi.

Hanabi é irmã de Hinata e ela também é alvo do sequestrador, ou seja,  o responsável pelo crime foi atrás das filhas do líder do clã Hyuga. O clã Hyuga tem como característica hereditária o byakugan que é uma habilidade ocular que permite seu usuário de ver através de quase todas as coisas.

Quem já assistiu o anime e acompanha as aventuras de Naruto, sabe que a Hinata sempre teve sentimentos muito fortes pelo Naruto e que por muito tempo não foram correspondidos. Durante a jornada para salvar Hanabi, Naruto se torna consciente não só dos sentimentos dela, mas  como de seus próprios sentimentos por ela (pausa para minha dose de fofura). 

Acho que foi muito bacana ver a Hinata ninja. Por ser uma experiência de leitura no formato light novel me permitiu focar mais nessa faceta dela. Não que já não tivesse visto através do anime, mas foi um pouco diferente porque permitiu a minha imaginação agir mais. Gostei muito da diagramação, ao longo dos capítulos algumas páginas trazem imagens da versão animada desse acontecimento. Além disso, veio com um poster gracinha que nunca vou ter coragem de usar por ter imagem frente e verso.

É perfeito para quem ama Naruto.

domingo, 18 de setembro de 2022

O gato que amava livros - Sosuke Natsukawa

Publicado pela editora planeta. Sinceramente, escrever a resenha desse livro se mostrou uma tarefa muito difícil. Acho difícil escolher palavras para descrever e reunir meus pensamentos, todos os  que tive durante a leitura. Ela foi muito reflexiva. Achei que seria só uma aventura de um garoto que estava passando por momento difícil, de luto e que cai em um mundo de fantasia, mas não foi só isso. Foi além e talvez não estivesse tão preparada. Foi uma surpresa bastante agradável.

Rintaro Natsuki e o avô cuidam da livraria Natsuki, um sebo onde se pode encontrar todos os livros clássicos. Após a morte do avô, o garoto se vê sozinho e perdido. Até que um dia um gato falante chamado Tigre entra em sua vida. O gato pede ajuda de Rintaro para salvar livros que estão aprisionados. Eles entram juntos em labirintos para cumprir suas missões e resgatar livros.

Rintaro é um garoto calado que vive enfiado em livros e em casa. Tigre é meio sarcástico e aparece do nada sempre que uma missão se apresenta. É um gato bastante audacioso.

É um livro sobre leitura, sobre amor aos livros. Ele tece críticas ao longo da jornada, como por exemplo, ler por ler, para passar outras pessoas e não por ser algo prazeroso, mas só para fazer volume. Porém não é só sobre isso, é sobre descobrir que não está sozinho, que a gente precisa olhar também para o mundo lá fora, sobre ter empatia e não desistir. Nós podemos estar todos no lugar do Rintaro e nos pegarmos em um momento perdidos precisando de pessoas, de textos que nos confortem e lembrem coisas importantes ou de Tigres que venham pedir nossa ajuda para resgatar livros.

Algo que me surpreendeu, foi como de repente o foco narrativo saiu do Rintaro e foi para outro personagem. Não esperava mesmo que fosse acontecer. Achei que ia seguir o Rintaro do começo ao fim e pluft. Foi bem breve, mas me pegou de surpresa. Eu tive vontade de passar marca-texto no livro quase todo. Acho que as reflexões trazidas foram bem válidas e podem nos impulsionar dentro de uma discussão saudável sobre literatura e leitura (mesmo que você não concorde com todos os pontos levantados pelo autor, são pontos que colaboram para refletir sobre o assunto). 

Foi uma leitura que me fez pensar em muitas coisas e que por isso entrou nos favoritos desse ano.

domingo, 11 de setembro de 2022

Imperfeitos - Christina Lauren

Publicado pela editora Faro. Foi um livro que peguei como indicação da Cida do blog Moonlight Books. Quando li a resenha dela sabia que era o tipo de história que iria gostar e por isso estou aqui (hahaha). Foi minha primeira experiência de leitura com livros da editora e dessas autoras. E desde já posso dizer que gostei bastante da diagramação e tradução.

Imagina casamento da sua irmã gêmea,  todo mundo passa mal com intoxicação alimentar por causa da comida do buffet, menos você e o irmão do noivo.  Além disso vocês acabam indo na viagem de lua de mel porque não tem como adiar, mas você odeia o cara. É isso que acontece com Olive. Ela acaba indo na viagem de lua de mel com Ethan sem suportá-lo (é isso mesmo, Olive?).

A Olive me chamou logo a atenção por ser azarada por motivos de sim eu mesma rainha do azar (isso mesmo que você leu, inclusive vide o nome do blog que faz referência a como sou azarada). Rolou uma identificação aqui (risos). Ela e a irmã dela, Ami são opostos. Enquanto uma é brilhante e parece ser cheia de autoconfiança, a outra se mergulha em sua maré de azar.

Olive não me convenceu muito no ódio dela contra o Ethan. Na verdade,  achei ele meio desagradável na descrição dela e em momentos pontuais, mas se fosse eu (se fosse eu né), seguiria com a vida ignorando ele como se não houvesse amanhã.  Entretanto ela não consegue (ignorar? para que ignorar?), ela só pensa nele e o fato dele não estar aparentemente interessado nela parece para mim ser a força motriz que alimenta a antipatia dela em relação a ele. Vários pensamentos dela juntos me levam a crer isso (e ninguém tira isso da minha cabeça). Além do mais, também me faz levantar o ponto de que o livro não tem de verdade um inimigos para amantes. Olive está sendo inimiga sozinha. Ethan está completamente alheio a essa parada de inimigos, ele parece ser só implicante mesmo.

Agora clichê que temos aqui é o do relacionamento falso porque para desfrutar da viagem de lua de mel gratuita, eles têm que fingir ser um casal. E eu simplesmente amo esse clichê. Sempre me divirto muito com as situações que ele me proporciona. Além das situações engraçadas, tem sempre  uns momentos olha que fofo.

É claro que nada pode ser tão agradável que não possa ser estragado e o momento chega. Chega aos poucos quando percebemos sinais de coisas estranhas, de algo que está bem errado. Mesmo que não seja diretamente relacionado ao casal principal, obviamente o alcança (vamos jogar bosta no ventilador). Ethan faz uma escolha bem lógica, mas ao mesmo tempo muito decepcionante e sinceramente não sei se saberia lidar tão bem com a escolha que ele fez se estivesse no lugar de Olive porque olha eu até entendo o lado dele, mas a Olive não deveria ter passado pelo que passou e nem ouvir o que ouviu do jeito que ouviu. Não deveria mesmo.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Olive. Gosto? Não. Detesto? Também não (se decide!!). Acho que em terceira pessoa seria melhor? Acho. Vou deixar claro então que é uma preferência pessoal e que não acho que atrapalhe a trama porque não me sinto especialmente curiosa em relação aos sentimentos do Ethan e não faz tanta diferença no decorrer da história. Só em um momento, na verdade, que acho que seria interessante ter colocado e seria exatamente quando Ethan tem que arcar com a consequência da escolha que ele fez. Esse momento era o ideal para ter a narrativa dele e ajudaria a perdoá-lo (o que não me senti inclinada a fazer). Porém, preferiram colocar a narrativa dele no epilogo e em um capítulo bônus (o que para mim, sinceramente, não fez diferença). Infelizmente, o capítulo bônus que pode ser lido gratuitamente no site das autoras, não foi traduzido. 

Para mim, o único problema da trama foi não ter trabalhado tão bem uma conversa entre Ethan e Olive após a escolha dele. Acho que a reconciliação parece muito rápida por causa disso. Em vez de uma cena que explora um lado cômico, deveriam ter feito algo mais sério. Algo em que pudéssemos sentir mais sinceridade do Ethan em relação a Olive e em como ela se sentiu.

domingo, 4 de setembro de 2022

Naruto - A história secreta da Akatsuki: O desabrochar das flores malignas - Masashi Kishimoto e Shin Towada

Sexto e último volume da série de Naruto hiden publicada pela editora Panini. Sasuke Uchiha em sua jornada de redenção encontra dois garotos cuja família foi morta pela Akatsuki e  o faz refletir sobre o irmão e os demais membros dessa organização. Nessa light novel, podemos ver membros da Akatsuki realizando missões ninja.

Primeiro o que seria Akatsuki? Em Naruto, é uma organização mercenária disposta a qualquer coisa por poder. Ela tinha nascido com objetivo de alcançar a paz,  mas foi deturpada trazendo mal e desolação por onde passa. Os membros da Akatsuki trabalham em pares.

É muito interessante como as histórias se entrelaçam e vão se construindo mesmo com capítulos dedicados a duplas diferentes. No prólogo, Sasuke encontra personagens que lembram a ele de seu irmão e trazem o nome Akatsuki quando contam que sua família foi morta por ela. O primeiro capítulo é sobre Itachi e Kisame. De longe, ele é meu favorito e traz um tom melancólico. O Itachi, apesar de tudo, conseguiu partir meu coração. O segundo é sobre Hidan e Kakuzu. Eu odeio esses personagens demais por causa do assassinato do Asuma, é uma das cenas que me deixou mais triste  em Naruto (nunca vou perdoaaaaaaaaar). Os dois são de uma crueldade que olha, não sei nem como explicar. O terceiro capítulo é sobre Deidara e Sasori e o quarto é sobre Konan e Nagato, achei bem triste. 

Não existe desculpa ou justificativa para as coisas horríveis que a Akatsuki fez. A light novel não tenta apagar essas coisas, inclusive mostra situações igualmente horríveis. Gostei muito de ver histórias contadas das perspectivas deles e ter o lembrete de que são seres humanos e não monstros que podem ser tão cruéis.

Além disso, existe algo muito satisfatório em ouvir o Sasuke ser chamado de Naruto. DESCULPA, mas eu ri muito disso e sempre que puder, vou ler essa cena.

domingo, 28 de agosto de 2022

O segredo da duquesa - Courtney Milan

Primeiro livro da série Os excêntricos publicada pela editora Arqueiro. Eu ouvia muita gente falando de brothers sinister por aqui e por ali sempre em postagens com recomendações de romances de época e nutria certa curiosidade por conta dos vários elogios.  Deixei para lá porque eu ainda não sabia que conseguiria ler um romance de época em inglês e quando vi esse lançamento lembrei (a velha chama ascendeu). 

Minnie mora com as tias avós em Leicester e a coisa que ela menos quer é chamar atenção. Por causa de um escândalo no passado, ela trocou de nome e espera conquistar segurança que um casamento poderia proporcionar. O problema é que quando jornais estimulando luta pelo direito dos trabalhadores começam a circular, a culpa de insurreição caí sobre ela e agora Minnie precisa desmascarar o culpado. A chegada do duque de Clermont abala algumas de suas certezas (refiz a sinopse sim e sim). 

Minnie, Minerva Lane e Wilhelmina Pursling, muitos nomes para uma mesma personagem. O último foi escolhido como subterfúgio para viver em Leicester sem chamar atenção. A personagem é audaciosa e cheia de estratégias. Muito inteligente (apesar da primeira dedução dela ter sido um pouco meh). Achei sensacionais as conversas dela com o duque e sua forma de resolver as coisas.

E por falar em duque, o nosso se chama Robert Alan Graydon Blaisdell e ele é muito pé no chão. Esqueça o esnobismo e pompa que estamos acostumadas, não rola (vossa graça não gosta dessas coisas, né?). É ele que demonstra estar se apaixonando por ela primeiro. Parto do ponto de que Robert admira Minnie e sempre digo que quem ama, admira o outro.  Isso para mim fez um diferencial danado. Também gosto dele por ser alguém com um bom caráter (nesta casa gostamos de mocinho bonzinho sim). Robert guarda em si solidão de não ter tido uma família cercada de amor e a vergonha por ter o pai que teve. 

É impossível não amar o Robert, mesmo até achando que ele por vezes é um pouco inconsequente (foi uma vez só gente q). A autora criou um personagem que a gente olha e diz alguém precisa dar amor para ele (cuidem dele pls). Um personagem extremamente gostável, assim como Minnie. Achei os dois bem modernos ao ponto de as vezes ser difícil acreditar que eram personagens de um romance de época (não foi exatamente um problema para mim, mas fica aqui o comentário). O desenvolvimento dos personagens foi bom e bacana já ter introduzido bem os personagens dos próximos livros e contextos deles (estamos de olho).

sábado, 20 de agosto de 2022

A ponte entre reinos - Danielle L. Jensen

Primeiro livro da série A ponte entre reinos publicada pela editora Seguinte. É um livro que eu conheci através da resenha da Sil do blog Prefácio e eu tive certeza que ia gostar porque reconheci todos os elementos que me chamam em um livro de fantasia (de novo, muito obrigada Sil porque não sei o que seria de mim sem essa indicação). O meu feeling não estava errado e assim logo me vi dentro da história  e querendo mais.

Lara mora com suas onze irmãs em um complexo no deserto em Maridrina desde os cinco anos de idade. Não é simplesmente morar, ela e as demais são treinadas como espiãs e assassinas para que uma delas seja enviada como futura rainha para o reino de Itchicana. A missão é roubar segredos do reino para tomar o domínio sobre a ponte que viabiliza comércio, ou seja, poder. Ao descobrir que o pai deixará somente a escolhida para missão com vida, Lara arma um plano audaz. Ela coloca remédios para dormir no prato de todas as irmãs fazendo parecer que as matou e que agora só ela pode ser enviada. É assim que nossa história começa e a protagonista acaba por se tornar rainha de Itchicana, esposa do rei Aren, seu inimigo e por quem se apaixona.

Lara é uma protagonista forte e leal. Ela é manipulada a acreditar em uma situação de desfavorecimento em seu reino causado por Itchicana e somente por lá. Parece óbvio para o leitor que um pai que decide matar suas filhas, nunca poderia ser um bom governante.  Além do fato dele viver em luxo enquanto o povo dele não consegue o básico. Boa coisa ele não é. Só que a protagonista foi criada como uma arma desde os cinco anos, não tem noção de mundo porque viveu presa em um complexo no meio do deserto sem chances reias de ver o que estava acontecendo e a ajudasse a ponderar sobre tudo, inclusive a administração do próprio pai.

Quando ela chega em Itchicana, acredita realmente que o que a missão dela é em benefício do povo de Maridrina e por isso não posso condená-la. Também não vou culpar Aren por qualquer sentimento que ele tenha quando descobrir a verdade e tudo que ela fez.  Não posso condenar nenhum deles porque suas atitudes são justificadas por seus contextos (e é isso).

Aren é o rei que todos nós gostaríamos de ter, alguém que protege o seu povo e que não vive no luxo enquanto o povo passa fome. Ele é fofo (as vezes), meio bruto (muitas vezes) e me deixa sem fôlego (e não existe, lembre disso, lembre disso). Mal apareceu e eu já estava completamente rendida, isso aí (Lara, você teve bastante determinação porque olha).

Para mim, todo momento era angustiante, quando ela conquistava mais um pouco de informações, mais um pouco de confiança porque eu sabia o que estava por vir,  não tinha como não saber. Só torcia para tudo mudar de uma hora para outra (presta atenção, Lara). E quando veio, veio com tudo (poxa, Danielle, meu coração não aguenta, pega leve com a caneta). Você sabe o que vai acontecer enquanto os personagens estão alheios e tudo que resta é o nervoso. Sério, gente! Não aguentei. Eles felizes e eu totalmente desesperada.

Acho que a construção da história foi muito bem feita, o enredo se passa num cenário de guerra entre reinos com acordos de casamento e complôs. A narrativa alterna entre os dois personagens principais (obrigada). O final caótico faz a gente ansiar pelo próximo (foi daqui que pediram caos?). Eu terminei sem estruturas (não aguento só de pensar). Eu não sei nem quem sou. Só sei que sou uma pilha de nervos e que precisa que tudo se acerte logo. As escolhas da Lara não foram as melhores e espero que o próximo livro dê a ela toda a oportunidade de redenção que a personagem merece porque tudo que ela fez não teve motivação gananciosa. Seu único pecado talvez tenha sido não encarar logo de uma vez e expor tudo. 

Quem não leu, vá lá ler e volte aqui para segurar a minha mão.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Leitura de verão - Emily Henry

Publicado pela Verus Editora. Pensei que ia ser uma comédia romântica  simples e caí dentro do meu caos interior que tem dificuldade em sair do luto. Porém, calma, o livro é um romance e não é inteiramente sobre luto, apesar do assunto também aparecer.

January Andrews sempre acreditou em amor, romance e é sobre isso que ela escreve. Ela acreditou nisso por toda a vida observando o relacionamento dos pais que parecia ser ideal. Até o fatídico dia em que seu pai faleceu e ela descobriu que ele tinha uma amante e que sua mãe sabia de tudo, mas nunca tinha contado para ela. Com um coração partido e ao mesmo tempo vivendo o luto, ela tem que lidar com bloqueio criativo, o termino de seu relacionamento e a falta de dinheiro que a obriga a morar temporariamente na casa em que o pai ficava com a amante. Para completar o pacote, ela descobre que o vizinho ranzinza não é nada mais, nada menos que um ex colega de faculdade com quem ela tinha uma relação meio ambígua, Augustus Everett (algo entre desejo, rivalidade e inveja).

Quando comecei a ler, não esperava nenhum pouco que a mocinha estivesse lidando com  tanta coisa ao mesmo tempo. Eu geralmente deixo para ler coisas relacionadas a luto quando estou me sentindo bem porque é um tema que me pega. Por sorte, estava bem quando li. Isso é que dá não ter lido nenhuma resenha sobre ele antes. Entretanto a escrita da autora não é carregada e o assunto luto não  é tratado de forma central no livro, é só uma parte do que está acontecendo. Inclusive eu pensei muito mais na traição do  que na morte do pai dela.

A grande inspiração dela vinha do casamento dos pais,  sua crença em amor verdadeiro e ela viu isso ruir com a descoberta. Venhamos e convenhamos, imagina descobrir que o pai traiu a mãe que estava batalhando pela vida contra um câncer. O caos. Achei o pai dela um tremendo de um egoísta que magoou a esposa, a filha e a amante. Além de ter colocado a amante em uma posição horrível quando deixou instruções de que ela entregasse uma carta e a chave da casa para a January (nossa, mano! Que situação bizarra).

Além da mocinha estar enfrentando muita coisa. O mocinho, Augustus, também não fica atrás com seu histórico de traumas e coração partido. E eu acho que duas pessoas quebradas não deveriam entrar num relacionamento. Então, sinceramente, aconteceu pela primeira vez de que eu gostasse dos dois protagonistas de forma separada. Em boa parte do enredo não me senti extremamente confortável em ver o relacionamento acontecendo. Talvez eu esperasse que eles resolvessem as coisas antes de ficar juntos.  Sinceramente, gostei muito deles. Acho que foram personagens bem construídos e que conseguem gerar simpatia e afeto no leitor. Só queria que tivessem tido mais tempo para resolver suas questões antes de qualquer coisa. Enfim, é isso.  Já leram o livro ? Se sim, me diz aí o que acharam.

quarta-feira, 27 de julho de 2022

A srta. Butterworth e o barão louco - Julia Quinn e Violet Charles

Publicado pela editora Arqueiro. Quando li Um beijo inesquecível e acompanhei a Hyancith Bridgerton lendo o livro A srta. Butterworth e o barão louco para Lady Danbury sempre quis saber o que aconteceria na história e o motivo dos pombos terem atacado a mãe da protagonista (queria detalhes sim). Finalmente pude conferir e nossa, o resultado foi muito engraçado (não a parte dos pombos, essa parte é trágica q). Tive até certo medo de que a expectativa destruísse a experiência, mas deu tudo certo e posso dizer sem dúvidas que foi uma das leituras mais divertidas que fiz esse ano.

Priscilla Butterworth é uma sobrevivente. Depois de sucessivas tragédias, ela ainda consegue ser uma jovem energética. E quando eu falo em tragédias, são tragédias mesmo. A mais sinistra, com certeza, é a mãe ter sido morta por bicadas de pombo. Enfim, desde cedo, ela tem que contar com ela mesma. Ao descobrir que suas parentes querem vendê-la, ela foge e vai parar em Thimmerwell onde se torna dama de companhia da avó do barão, Damien.

Priscilla é muito sagaz e apesar da vida que levou, consegue se manter generosa e com muito bom humor (quase uma cinderela sim, mas um pouco branca de neve q). A vida dela parece estar finalmente indo para frente na casa do barão, mas acontecimentos estranhos podem colocar tudo a perder.

Achei muito boa a ideia de transformar a história em quadrinhos. Além disso, é como ler um conto de fadas com toques bizarros. E esses elementos bizarros do enredo são ressaltados através das ilustrações feitas por Violet. Foi um casamento perfeito. Um dos grandes fortes da Julia são os diálogos divertidos e esse livro permitiu que ela construísse uma história super engraçada sem um foco pesado em romance. Agora eu consigo entender completamente o interesse da Lady Danbury no enredo porque me vi nesse lugar. Escolhi não falar dos outros personagens por ser um livro de 141 páginas, qualquer detalhe que eu der seria um spoiler bem grande (longe de mim fazer isso). 

Eu indico esse livro, não só para os fãs da autora, mas também para quem tem curiosidade sobre a escrita da Julia, mas não curte muito romance.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

A dama do capitão - Caroline Linden

Segundo livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nela vamos acompanhar o capitão Andrew St. James, um dos possíveis herdeiros ao ducado de Carlyle. Nós o conhecemos no primeiro livro quando a duquesa chama Maxmilian e ele para falar do assunto e fazer uma proposta aos dois oferecendo uma quantia considerável desde que eles vivessem de forma respeitável de acordo com suas convenções (ai a nobreza... tsc tsc). Percebemos também como ele ficou completamente interessado em ter o título (quem não ficaria???) e como não mediu esforços para cair nas graças da duquesa. 

Na época da leitura do livro anterior, eu o achei bem puxa-saco, mas pensei comigo mesma vamos ver o que acontece depois, quando chegar a vez dele ter a história contada. E em A dama do capitão, a gente vê de novo a cena da reunião com a duquesa com a perspectiva dele. 

Andrew St. James é escocês e o favorito da duquesa. É um homem bom e vive com dificuldade. Ele envia todo o soldo dele de capitão do exército para a mãe e as três irmãs. A gente percebe, como em sua família, um se importa com o outro. Bem no começo eu pensei nele como alguém de caráter digno (eeeeh dá o martelo do Thor para ele). E também que não é só o título, é uma forma de mudar não só vida dele, mas também de toda sua família que vive com o pouco que consegue produzir. Achei bem fofinho que ele pensou logo no que poderia dar para as irmãs e me fez entender todo o empenho dele com a duquesa.  Olha, não vou negar nada, tive vontade de colocar em um potinho esse homem e guardar.

Como as normas da duquesa incluem casamento, a procura por uma esposa que esteja dentro dos critérios para assumir o papel ao seu lado dentro do ducado é algo que ele tem que começar a pensar afinal ele é o mais próximo na linha de sucessão (ou não, vai que). Enfim, ele está decidido a cumprir todos os requisitos (também estaria se fosse ele).

Até que ao chegar na Escócia, sua terra e de sua família, ele conhece uma moça encantadora e que captura completamente sua atenção (eita Andrew).

Ilsa é viúva, riquíssima e nossa protagonista. Não quer mais viver sob as regras de ninguém (como se a sociedade em que está inserida permitisse). Ela é meio imprudente. Não acho que se preocupa muito com a reputação ou melhor dizendo ela não se preocupa com o que os outros pensem a seu respeito. Ela foi me ganhando aos poucos. Gosto como ela vai se abrindo e nos fazendo conhecer mais sobre quem é no decorrer da história e não em uma tacada só.

Detesto instalove (só queria dizer). É muito difícil me convencer de que era amor e não cilada quando é assim tão rápido (o que que eu tô falando sos). Porém, eu gostei dos dois protagonistas juntos e é isso. O livro é narrado em terceira pessoa e com foco narrativo alternando entre os dois protagonistas (isso é perfeito, autora fica aqui meu agradecimento). Achei os personagens secundários muito interessantes, as irmãs do Andrew e o melhor amigo dele, Duncan. Inclusive tem um extra sobre o Duncan, mas não sei se a editora vai trazer (POR FAVOR TRAZ, EU NUNCA TE PEDI NADA). Eu gosto do livro anterior e desse de maneiras diferentes. Então não vou dizer que um é melhor do que o outro. Acho que a duquesa acabou dando novas oportunidades para os dois não só em termos financeiros, mas para achar o próprio lugar no mundo. Eles precisavam dessa oportunidade e só foi possível através da duquesa.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Uma farsa de amor na Espanha - Elena Armas

Publicado pela editora Arqueiro. É um livro que toda vez que ia na livraria, já tinham vendido todos e isso só me fez ficar com mais curiosidade e expectativas para a leitura, assim que conseguisse comprar meu exemplar (e eu detesto ter muitas expectativas). Porém, preciso dizer que acho que o livro merece mesmo todo o hype que está tendo porque NOSSA NOSSA eu me diverti muito lendo. 

Catalina é uma jovem espanhola que mora nos EUA e que por causa do casamento da irmã é colocada em uma posição desconfortável. Ela terá que encarar o ex que é irmão do noivo da irmã e o pior, ele está noivo (é o que?). Por não querer enfrentar sentimentos de pena vindos de todos que ela conhece, ela mente um pouquinho dizendo que está em um relacionamento. A mentira como sempre se transforma em uma bola de neve e ela acaba se vendo na posição de levar o desafeto do trabalho com ela para o casamento, Aaron Blackford.

Catalina, Lina para todo mundo, é uma mulher energética e com bom senso de humor. Por questões pessoais, ela sai da Espanha e vai viver nos EUA.  Gostei dela logo de cara por motivos de muito engraçada e faz dramas na cabeça igual aos que eu faço. A melhor amiga dela se chama Rosie e aparentemente é única amiga que ela tem em Nova Iorque. A situação com o ex a marcou profundamente e ela não teve nenhum relacionamento depois dele (não julgo, que bosta de ex). O ranço dela pelo Aaron é totalmente justificado (só te digo isso). O enredo do livro começa em um momento bem depois da situação em que despertou sentimentos ruins pelo Aaron na Lina. É tudo explicado, mas faz todo sentido ela não gostar dele.

Aaron que eu não entendo e até sinto raiva/ranço no começo tem uma presença forte. Eu mesma pensando quem esse homem pensa que é? Ele acha que é o último biscoito do pacote por acaso?? Sério! Finalmente um inimigos para amantes de verdade, pensei comigo mesma porque as vezes livros prometem, mas na verdade não tem inimigo nenhum. Vamos dizer que ele no começo é um pouco rude, se impõe à protagonista, mandão, faz o que quer e se mete onde não é chamado, mas não faz nada quando deveria. E nesse momento em que estou entendendo o ranço da Catalina em relação a ele desenvolvo um também, é que ele me pega. O problema (ou não) é que a plot se desenrola de um jeito que eu de um momento para o outro já estou hmm você me irrita, mas gosto de você (você me irrita mesmo?). Alguém que gosta de bichinhos não pode ser tão ruim, não é?

Eu AMO o clichê relacionamento de mentira. Podem me condenar, mas eu adoro isso e casamento por conveniência (hahaha me deixa, me deixa, me deixa). E cara um brinde ao relacionamento falso que encontramos aqui junto com inimigos para amantes! Um espetáculo e é isso.

A leitura é fluída e a autora descreve e executa muito bem as cenas. Acho um diferencial fantástico visto que muitos tem dificuldade em execução de cenas com balanço entre descrições e diálogos. O livro tem 444 páginas e em nenhum momento me deu a impressão de que a autora está enrolando para render páginas.  Cada página, várias gargalhadas diferentes, teve momentos que eu tive que parar de ler para ficar rindo porque chegava a chorar. Também existe um progresso muito bom no relacionamento dos personagens. Entendo porque a Catalina não gosta do Aaron no primeiro momento e inclusive super participo dessa antipatia porque venhamos ou convenhamos era super válida, mas ao mesmo tempo em que a personagem começa se sentir balançada por ele, fui também impulsionada a sentir o mesmo. Achei super bem construído e já estou pronta para o próximo livro da autora que terá a Rosie como protagonista (oi, arqueiro! tudo bem?).

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Sem receita para o amor - Jennifer Yen

Publicado pela editora Melhoramentos. O livro propõe uma versão moderna de orgulho e preconceito. Liza Yang é uma jovem apaixonada por confeitaria e que sonha seguir nesse caminho. Infelizmente sua mãe tem outros planos para ela e quer que ela estude algo da escolha dela. Não só isso, além da pressão pela escolha profissional, ela tem que lidar com as tendências casamenteiras da mãe. O caos se instaura quando a mãe decide usar o concurso de confeitaria organizado por ela para reunir jovens elegíveis para Liza (socorro,o programa de namoro tá diferente). Tudo só complica mais quando James entra na história.

Liza é uma personagem que gostei logo de cara. É inteligente, divertida e é fã da Jane Austen (já ganhou mil pontos comigo e é isso). Tem duas amigas com quem pode contar, a Sarah e a Grace, mas é mais próxima da Grace que é como uma irmã. Ela gostaria que os pais dela a compreendessem mais e que a mãe não apresentasse solteiros aleatórios para ela. Ou seja, tem que lidar com as pressões dentro de casa e o medo de não conseguir realizar seu sonho. Gosto como ela vai se desenvolvendo ao longo da história.

Grace, melhor amiga, quase irmã da Liza. Como toda Elizabeth Bennet precisa de sua Jane, eis ela aqui. Eu já estava preparada para tomar as dores dela quando Bingley, quer dizer Ben, entrasse em jogo. Porque para mim é sempre óbvio que apesar de tentarem passar o pano e botar a culpa no Darcy, quem largou a Jane foi o Bingley, quem deveria acreditar e conhecê-la era ele e não o Darcy. Então quando a situação se apresenta aqui e em uma versão moderna, tive a mesma perspectiva, embora nessa versão eu tenha sim ficado AHHHHHHHHHHH (sem spoilers lol).

James, nosso Darcy. Eu fui de amor ao James para esse insolente vai ter que pagar por toda dor que causou a minha pobre Grace e depois vem cá eu te amo, mas ainda estou um pouco chateada. Tive uma péssima primeira impressão dele, mas ele foi me ganhando aos poucos. As atitudes que ele toma em certo momento são bem questionáveis e me deixaram igual um pinscher (estamos resolvidos agora, mas só eu sei quanto tremi).

Como ainda estamos na parte onde comento alguns personagens, vou fazer minha menção honrosa para um dos candidatos do concurso de confeiteiro. Se tem um personagem que ganhou meu coração sem muito esforço foi o Sammy. Ele não tinha falas direito e nem muito destaque,  mas ah toma aqui meu coração. Ele merecia um livro dele.  Vai sammy. Não sei nem como explicar porque gostei tanto dele, só sei que chegou e desde o momento em que apareceu foi amor a primeira palavra.

Esse livro foi como assistir uma comédia romântica no fim de uma tarde. Bem gostosinho de ler. Além de tudo teve referências a livros, autores, séries e atores que gosto. A autora bebe da fonte de Jane Austen. A gente vê os ingredientes: mãe casamenteira que quer impor seus próprios critérios à filha, amigo influenciável do protagonista masculino, etc. Sendo assim, a gente tem um certo vislumbre do que está prestes a acontecer. Entretanto, não é só isso, a autora traz questionamentos sobre pressões para escolhas profissionais e relacionamentos. É uma leitura bastante agradável e eu super indico para quem assim como eu gosta (demais) de orgulho e preconceito ou para quem está buscando algo leve para ler. O único contra, para mim, foi ter sido escrito em primeira pessoa. Acho que pela história teria sido muito melhor estar em terceira.

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Amari e os irmãos da noite - B. B. Alston

Primeiro livro da trilogia investigações sobrenaturais publicada pela editora Seguinte. Conheci  o livro através de um post da Cida do blog Moonlight Books sobre lançamentos da editora e me apaixonei pela sinopse. Na primeira oportunidade que tive, comprei e agora estamos aqui. Obrigada, Cida! 

Gente, se vocês gostam de fantasia, investigação e seres sobrenaturais, esse é o livro que você precisa conhecer hoje. Sério, mesmo. Com certeza é um dos melhores livros que li esse ano e já já você vai entender o porquê.

O irmão de Amari desapareceu e a vida dela parecia desmoronar. Vítima de bullying e racismo na escola, ela acabou perdendo a bolsa de estudos por apenas se defender. Porém, tudo está prestes a mudar. Seu irmão desaparecido, Quinton, a inscreveu no acampamento da agência de casos sobrenaturais. Agora além da descoberta de que seres sobrenaturais existem e o desaparecimento do seu irmão estar relacionado a isso, ela tem que conquistar seu lugar na agência.

Amari Peters é uma jovem criada apenas pela mãe porque o pai abandonou a família. O desaparecimento de Quinton é uma dor muito profunda para ambas, mas Amari não consegue se resignar com a perda e não acredita na morte dele (acredito que nem a mãe, mas a gente não tem acesso aos pensamentos dela). A considero uma personagem forte, corajosa, inteligente e que está cansada de ser menosprezada. A crença de que pode achar o irmão ainda com vida é o que a motiva a querer um espaço na agência. Entretanto, mesmo na agência sua vida não é nada fácil. Ela tem que lidar com ódio em relação aos magos dos quais descobriu fazer parte. Ela conta com ajuda de seus dois amigos Elsie e Dylan.

Quinton é irmão mais velho de Amari e tudo indica que ele é perfeito. Além de ser um bom irmão, é um bom cidadão e um agente muito amado no mundo sobrenatural. É com Amari que descobrimos o que aconteceu com ele e a natureza de sua investigação.

Elsie é colega de quarto da Amari e super fã do duo formado pelo irmão da amiga com a agente Maria, os VanQuish. Ela é um ser sobrenatural, uma dragumana. É simplesmente um gênio criativo. Logo de cara as duas se tornam amigas e se unem para investigar o que aconteceu com o duo.

Dylan Van Helsing é irmão da Maria. Ele é que vai ajudar a Amari em relação a ser mago porque oras ele também é um mago. Por causa do ódio aos magos, ele só conta a Amari sobre seu poder. Ele compartilha informações com ela e se une a sua investigação.

O livro é narrado em primeira pessoa.  Acho que o diferencial para mim dos outros livros de fantasia que li este ano (e que gostei muito), é que as partes do mundo real são realidades em que o leitor vive ou presencia. Ou seja, é um livro que não descarta o mundo em que vivemos e que ao mesmo tempo cria dentro dele um mundo fantástico pronto para ser explorado. É o primeiro livro que leio desse autor e assim já sinto que quero tudo que ele escreve na minha mesa porque me senti compreendida e abraçada por sua escrita. Além dele nos lembrar que intolerância, bullying e racismo existem, ele nos diz que tudo pode ser diferente, que podemos mudar nosso destino, basta oportunidade. É uma mensagem poderosa sobre a necessidade de dar e receber oportunidades.

O final foi assim boom. Muito bom e surpreendente (eu não teria descoberto se não tivesse espiado e sim eu sempre espio). Agora eu estou o caos esperando o próximo livro (já procurei até spoilers, mas tô aqui sofrendo).

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Your name - Ranmaru Kotone e Makoto Shinkai

Publicado pela editora JBC. É um mangá baseado no filme com o mesmo nome. Assim que lançou, comprei, mas como estava em uma fase bem difícil sem conseguir ler por prazer, só peguei agora (inclusive vários livros dessa época que ainda não li). Enfim, estamos aqui. Minha versão é a de três volumes, mas sei que tem uma versão de volume único e por isso minha resenha não será só sobre primeiro volume, mas da história em geral.

Mitsuha é uma colegial que vive junto com sua irmã e avó em uma cidade do interior chamada Itomori. Juntas elas mantêm o santuário da família resguardando a tradição. Mitsuha não tem um bom convívio com o pai de quem se distanciou desde a morte da mãe. Se pudesse nascer de novo, ela gostaria de ser um garoto vivendo em Tóquio, livre de qualquer julgamento. Um dia, algo estranho acontece e o que ela pensou ter sido um sonho se mostrou uma experiência real: ela esteve o dia inteiro no corpo de um garoto de Tóquio, Taki, e ele no dela. 

No decorrer da história os dois passam a se comunicar através de mensagens deixadas no caderno dela e entradas no diário dele do celular. Eles começam a ficar bem próximos passando a compreender melhor a situação um do outro, mas logo são surpreendidos pela abrupta interrupção das trocas. Sem conseguir entrar em contato com Mitsuha, Taki tenta encontrá-la (torcida aqui fervorosa por ele).

Mitsuha é uma pessoa gentil e fofa. Ela demonstra isso durante a estadia no corpo de Taki. Ela é legal com todo mundo e tenta criar oportunidades para ele. Já em Taki gosto da perseverança dele em relação as coisas que estão acontecendo e como juntos, ele e Mitsuha conseguem o inimaginável. Acho que se tivesse que definir essa história em poucas palavras, diria que ela é sobre criar laços familiares, de amizade e de amor.

Uma das coisas que mais me fascina em Your name é a delicadeza e sensibilidade da história. Não é só um enredo de troca de corpos, os sentimentos estão tão vivos, as experiências dos personagens os ressaltam. Eu acho que me deu uma sensação muito pacífica lendo. A forma como é conduzido faz com que o leitor acredite com naturalidade na história, pelo menos é assim que me senti como se fosse algo que realmente pudesse acontecer. Meu coração se sentiu preenchido. Vou até rever o filme.

quinta-feira, 9 de junho de 2022

A noiva do deus do mar - Axie Oh

As vezes os livros nos encontram e foi o caso desse. Entrei na livraria com uma lista de livros e ao olhar na direção dele, a protagonista vestindo hanbok, roupa tradicional coreana, me chamou logo. Parecia que tinha chamado meu nome. Faz mais ou menos 11 anos desde que comecei a estudar coreano e sempre fico bastante animada com publicações relacionadas ao país.

Dito isso, vamos lá. O livro foi publicado pela editora melhoramentos e essa é minha primeira experiência de leitura com ela. Mina é uma jovem corajosa e bastante leal a quem ama. Ela ama seu irmão e é por ele que ela decide se tornar a noiva do deus do mar.

Era costume escolher uma jovem que seria sacrificada ao deus do mar por causa das constantes tempestades e desolações. Ela seria levada de barco e engolida pelo oceano. Dessa vez, a jovem era Shim Cheong. Ela e todos no vilarejo já sabiam seu status de noiva há muito tempo, mas não impediu que Joon, irmão de Mina, e ela se apaixonassem. Num pacto silencioso, ele estava disposto a enfrentar a  divindade. Porém, Mina não aceitaria que seu amado irmão o fizesse e se oferece como noiva.

Ao pular do barco, sua vida muda para sempre. Ao despertar, se percebe viva no Reino dos espíritos e o mais importante, o deus do mar não tinha abandonado seu povo, ele parecia amaldiçoado.A partir desse momento sua missão é de procurar uma solução para isso o mais rápido possível para evitar mais sacrifícios e mortes causadas pela falta do deus.

Entretanto, nada é fácil. Em seu caminho aparecerão muitos problemas. Além disso, ela se vê ligada pelo fio do destino a outra divindade, Shin. A pergunta "o que aconteceu com o deus do mar?" permeia ao longo de quase toda história. Tem uma pista ou outra sim e em certo ponto da leitura teorias começam a se formar.

Mina é uma personagem corajosa, por vezes imprudente e impulsiva, mas que se adapta rápido as situações. É inteligente e faz o que acha certo. Gostei bastante dela e acho que foi bem construída. Fiquei bem animada esperando o que exatamente ela faria.

Eu achei toda a cena de sacrifício impactante. Imagina você está num barco, aparece um dragão de dentro d'água como um emissário para levar a noiva ao seu destino. Eu só pensava no que iria acontecer se o Joon ia enfrentar o dragão, se os dois iam se jogar na água juntos ou ia ter bate boca entre os irmãos. Tinha toda a aura de tensão me envolvendo enquanto lia.

Logo de cara posso dizer que gostei bastante. A narrativa é feita em primeira pessoa e apesar de que prefiro mil vezes terceira pessoa, acredito que casou perfeitamente com a história que é sobre a Mina e a personagem é uma contadora de histórias ou seja, faz todo sentido ela narrar a própria história. O acesso aos pensamentos do Shin não fizeram falta. Seriam bem vindos? Lógico. Porém, por ser uma divindade acho que um certo grau de mistério cai bem. O enredo não traz rivalidade feminina e acho isso maravilhoso.

O livro dialoga com contos populares e mitos coreanos principalmente através de sua personagem principal que conta histórias. E me deu uma sensação muito boa e confortável porque ela trouxe alguns dos meus favoritos como Heungbu e Nolbu e o conto de Shim Cheong.  A atitude sacrificial da Mina, inclusive, espelha a mesma atitude que Shim Cheong tem em seu conto porque ela se sacrifica em busca da cura de seu pai enquanto a protagonista desse livro faz por amor ao seu irmão.

Se você tem interesse por esse universo tem uma série coreana na netflix chamada A noiva de Habaek e o manhwa (quadrinho) que espero que algum dia seja lançado no Brasil, The bride of the water god.

quinta-feira, 5 de maio de 2022

Naruto - A história secreta de Konoha: Um dia perfeito para se casar - Masashi Kishimoto e Shou Hinata


Quarto livro de Naruto hiden publicado pela editora panini. O casamento de Naruto e Hinata está chegando e Kakashi, o sexto hokage, tem que pensar em como coordenar para que os outros ninjas possam participar da cerimônia, afinal de contas todos têm missões para cumprir e ele não pode simplesmente fechar os olhos e dispensar um tratamento especial. É ai que ele tem a ideia de criar uma missão presente de casamento. No livro vamos acompanhar os sentimentos e busca de alguns personagens pelo presente perfeito de casamento para Naruto e Hinata.

Acho que de longe, dentre os que li, esse é meu favorito (ainda não li o livro do Shikamaru porque não consegui comprar. Não acho em lugar nenhum. Alguém? SOS). Meu Narutinho vai casar e eu não tenho palavras para dizer o quanto foi especial, o quanto me deixa feliz saber que ele tem amigos empenhados em estar nesse momento com ele e procurando por algo que possa alegrar tanto ele quanto a Hinata. Achei que não iria chorar durante a leitura, mas acabei me emocionando em alguns momentos. Tem capítulo para Tenten, Guy e Lee, Shikamaru, Sakura e Ino etc.

Ficou muito bem escrito e acredito que se alguém que não conhecesse Naruto pegasse para ler conseguiria entender bem o universo em que se passa a história, mas encontraria o problema de não conhecer tão bem os personagens que aparecem ou que são citados. Traz uma emoção, sabe? Acho que vale muito a pena, para quem é fã, ler. Tem toda essa busca por presentes, como cada um chegou a conclusão do que dar e confusões que surgiram em algum momento. Adorei principalmente o capítulo do Shikamaru porque amo como ele pode ser cuidadoso e descuidado ao mesmo tempo. Parecia que o livro estava sendo lido para mim porque conseguia ouvir as vozes dos personagens (risos) e ficava conversando com eles.

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Os segredos de Colin Bridgerton - Julia Quinn


Eu acho que reli esse livro no mínimo cinco vezes em 2021. Não vou negar que Colin é meu irmão Bridgerton favorito e não tenho motivo para fazer isso (apesar de diversas vezes ao longo do livro que querer gritar com ele, mas não o renego nunca). Então vou fazer mais uma vez uma resenha de um livro relido (é o que?). Vai ter spoiler porque tem várias coisas que quero comentar e não consigo sem dar algumas informações, mas sempre aviso quando chega a parte.

Quarto livro da série  Bridgerton publicada pela editora Arqueiro.  Nele acompanhamos Colin, terceiro filho de nossos queridos Violet e Edmund. Aquele que vai as reuniões da família por causa da comida, que disse em alto e bom que não casaria com Penelope Featherington para todo mundo ouvir e que com isso partiu meu coração.  Nesse livro temos um Colin diferente do sarcástico, engraçado e casamenteiro que encontramos nos anteriores.  Vemos um Colin em conflito por não ter um objetivo e incomodado por ser conhecido apenas como um homem encantador. Você acha que sou só um rosto bonito??? Deve pensar ele todos os dias. 

Colin foi alguém que me impulsionou ler a série de livros. Não fiquei muito fã em duque e eu e sim me apaixonei pelos livros seguintes, mas o Colin era sempre um fator que me impulsionava para os próximos e me fazia acalentar a esperança de que logo chegasse o dele. Ele nunca tinha me decepcionado até o fatídico dia em que ele disse que não se casaria com a Penelope em alto e bom som para qualquer um que passasse ouvir. Se eu fiquei zangada? Guardo rancor até hoje sim (e ele é seu favorito?????? rancorosa).

Penelope é um ser de luz que amo muito também desde que surgiu e talvez de alguma forma eu tenha me apegado ainda mais pelo Colin por causa do meu amor por ela. Desde o debute, ela foi massacrada pela sociedade porque não a achavam bonita para os padrões da época. Neste livro, ela é considerada solteirona e agora vai aos eventos na posição de acompanhante da irmã mais nova, Felicity.

Agora vem spoiler (inclusive spoiler da série) e vocês se não gostam é melhor parar de ler aqui. Se gostam ou já leram o livro, venham comigo no meu deslumbrante e caótico mundo como leitora sofrida.

Antes de qualquer coisa, quero defender a Portia, mãe da Penelope. E sim, ela não é legal com a Pen e faz comentários cruéis (isso eu não refuto). Porém, ela é uma mulher da época com pensamento que condizem a sociedade na qual está inserida. Não acho que ela não ame a Penelope porque ela não achava que o Colin ficaria com ela. Vocês acham que a manifestação dele dizendo que nunca iria casar com ela não chegou aos ouvidos da mãe dela? Ele disse isso de forma que qualquer um que passasse pudesse ouvir. Não acho que passou desapercebido por ela que o Colin e os outros irmãos Bridgerton dançavam com a Penelope por pena e quando a mãe deles mandava (A própria Pen sabe e diz isso ao Colin). Frequentando as mesmas festas, inclusive na residência Bridgerton, acho bem difícil que ela não soubesse. A Penelope já era considerada solteirona e sua irmã era única debutando. Não vejo como ela poderia pensar diferente. É claro que ela poderia ter esperado ele dizer algo, mas ela deve ter ficado emocionada demais com a ideia de ter um genro Bridgerton para refletir.

E Colin não cortejou a Penelope. Só assistindo a série da netflix e vendo o Colin cortejando a Marina é que percebi o quanto gostaria de vê-lo cortejando minha Penelope. Ele deveria fazer isso antes de pedi-la em casamento. Afinal de contas 12 anos gostando dele e ele nem tchum para ela. Ele age de forma horrível, pede em casamento e fim??? Não quero, me recuso (hahahahaha).

Eu amo o Colin, mas como disse, guardo rancor dessa cena em que ele coloca o nome da Penelope na roda e grita que não vai casar com ela. A fofoca é algo sempre muito poderoso em momentos e lugares onde a reputação de alguém deve ser mantida a qualquer custo. Na hora ela responde (palmas, Penelope do livro, palmas), mas depois coloca uma pedra por cima e finge que não se importa. Não acho que ela devia ter fingido que nada aconteceu, eu ia ficar sem falar com ele por muito tempo (respira, respira, respira). E isso me leva a um ponto sobre a série. Para mim a Portia sempre soube que a Penelope gostava do Colin e também sempre soube da falta de interesse amoroso dele por ela, os sinais sempre estiveram lá por esses 12 anos. Na série já mostra que ela sabe dos sentimentos da Pen e os descarta. A fala do Colin da série é muito parecida com a do Colin do livro, mas foi ainda pior por ser: A) na festa da família dela no meio de toda alta sociedade e rainha; B) o tom de zombaria seguido por risadas. Posso estar errada, mas não acho que isso tem como não chegar aos ouvidos da família dela. 

Não sei sobre quem será a terceira temporada da série, teve indícios tanto para a do Colin quanto para a do Benedict. A única coisa que faço votos é de que a Pen precisa ter um pretendente e o Colin tem que ser uma pessoa muito melhor para merecê-la e sofrer um bocado por ela (ele não é seu favorito, mulher???).

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Naruto - A história secreta de Sakura: Contemplações de amor na brisa de primavera - Masashi Kishimoto e Tomohito Osaki


Terceira light novel da série Naruto hiden publicada pela Panini. Sakura do começo do anime Naruto nunca foi minha favorita, ela foi me ganhando aos poucos no decorrer das temporadas com seu esforço para se tornar uma ninja melhor e não mais depender dos colegas de equipe. Um dos pontos que nunca parecia ser capaz de entender sobre ela era o amor que sentia pelo Sasuke. 

Sakura é uma ninja médica dotada de força extrema. Ela se esforçou muito para ter suas habilidades e aqui a vemos exercendo todo seu potencial ninja. Junto com sua amiga e também ninja, Ino, cria uma clínica de terapia infantil para cuidar da saúde mental das crianças no pós guerra. Tudo parecia pacífico, mas coisas estranhas começam a acontecer envolvendo seu amado Sasuke. Ela, então, é recrutada juntamente com Ino e Sai para descobrir o que está acontecendo. 

Não posso dizer que entendo o motivo da Sakura amar tanto o Sasuke, mas amor as vezes não tem explicação, ele só nasce. Acho que é isso. Uma coisa que considerei maravilhosa foi a preocupação de escrever sobre saúde mental e dando a importância ao tratamento. Afinal a protagonista além de implantar essa clínica em sua vila, está levando para outras e também conta com o apoio do hokage, líder da vila. Foi muito bonito de ver.

Além disso, tem a aventura com a missão do time Ino-Saku-Sai (Aaaaaaaaah o Sai, eu amo o Sai) e participações do Narutinho que como amigo da Sakura está disponível para conversar com ela sempre que precisar. Os personagens que amamos aparecem mostrando um pouco mais de maturidade. Se eu recomendo? Recomendo muito, mas lembro que pode ser uma leitura caótica para quem não conhece muito do universo de Naruto.