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domingo, 30 de julho de 2023

A favorita do americano - Caroline Linden

Último volume da trilogia Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nos volumes anteriores conhecemos os dois candidatos ao ducado de Carlyle encontrados pela duquesa e vimos como a vida deles mudaram com a proposta feita por ela. Neste livro veremos Carlyle e a família da duquesa. Se antes eu gostava da personagem, agora gosto ainda mais. 

Willian Montclair veio dos EUA para Inglaterra afim de expandir os negócios do pai. Lá as coisas para ele e o irmão não vão tão bem e ele sugere arrumar um emprego como administrador em Carlyle seria uma ótima oportunidade de gerar dinheiro e contatos. Seu jeito informal de ser não cai nas graças da duquesa, mas aos poucos ele demonstra ser excelente no trabalho. Seu coração logo é cativado pelo lugar e por Philippa, neta da duquesa.

Philippa Kirkpatrick é filha do marido de Jessica, filha da duquesa e que infelizmente faleceu cedo. A jovem foi criada em Carlyle e ama o lugar e as pessoas que nele moram. Por isso, por mais irritante que o sr. Montclair  seja, ela percebe o quanto ele é necessário para os reparos e cuidados do ducado. Ela o ajuda a se adaptar e a falar com a duquesa (já que ele não consegue falar com ela sem irritá-la profundamente). A aproximação faz com que cresça um sentimento entre eles, mas as dúvidas sobre o relacionamento ser possível também.

Mais um livro fofo da Caroline com protagonista masculino gracinha e nada tóxico (aaaaaah obrigada). É um livro sem drama ou dor de cabeça. A plot é bem leve e simples sendo uma boa para quem está saindo de uma leitura mais densa. Entretanto, o único defeito é que ele acaba sem uma posição clara do que aconteceu depois, de como ficou o ducado entre outras questões. A autora lançou um extra chamado Desperately seeking Duke: the ultimate epilogue e que promete sanar as dúvidas que restaram, agora é torcer para também ser traduzido.

domingo, 6 de novembro de 2022

O pior padrinho da noiva - Mia Sosa

Publicado pela Harlequin. Quando vi a sinopse fiquei bastante curiosa por ter elementos brasileiros e assim que pude comprei meu exemplar. 

Carolina Santos recebe uma oportunidade maravilhosa de trabalhar para uma rede hotéis como coordenadora de casamentos, mas ela não esperava que com a oportunidade viesse o desgosto de encontrar o ex noivo, Andrew, e ser forçada a trabalhar com o irmão dele, Max, responsável por seu noivo ter desistido do casamento no dia.

Bem, antes de mais nada, vou dizer que eu pessoa de fora da situação, leitora, bebendo meu suquinho e comendo meus docinhos, olhei para o que estava acontecendo e pensei em como soava duvidoso que o irmão do noivo com uma conversa em um dia conseguisse convencê-lo de terminar seu relacionamento. Além do mais, o cara mandou o irmão para contar a noiva que ele tinha desistido do casamento. Então desde o começo, eu pensei de forma bastante favorável sobre o Max (vaaaaaaaaaaaai Max). Essa é a minha única ressalva em relação a plot. De resto, eu gostei bastante.

Lina é uma personagem forte. Filha de imigrantes, ela faz um esforço tremendo porque não quer decepcionar a mãe e as tias, que trabalharam muito duro pelo futuro dela e das primas. Acho a personagem bem gente como a gente nesse quesito porque as vezes o medo do fracasso nem é por nós mesmos, é por causa da decepção que podemos gerar ou não conseguir retribuir de alguma forma a ajuda que recebemos para nos erguer. A única coisa que não gostei muito foi em relação a pseudo vingança contra o Max e esse foi um dos motivos de ter enrolado um pouco na leitura, foi porque para mim não fazia muito sentido e que comentei no parágrafo anterior.

Max é meu fofinho. Não tem como um cara gostar de bolo e ser ruim. FIM. Ele gosta de bolo. Ele consegue comer muito bolo (amei demais). Eu tinha bastante receio de como iria funcionar a dinâmica entre eles porque né, ela quase casou com o irmão dele (hmmm Damon e Stefan de novo não). MAS acho que a autora foi bastante sensível em relação a isso e não construiu um triângulo amoroso (ótimo porque seria péssimo se tivesse um). A forma como foi conduzido foi confortável.

Como disse antes, a única coisa que eu não gostei foi a insistência em  querer se vingar do Max . Não foi ele que a abandonou no altar.  Não foi ele que prometeu nada para ela e sumiu. E para mim me parece contraproducente colocar em risco o trabalho que quero conquistar por algo que pensando com a cabeça fria parece duvidoso (e olha eu tô desde o começo falando que a situação era duvidosa). Depois que essa parte passa, minha leitura se tornou bem mais fluída e rápida. O relacionamento entre Max e Lina evolui constantemente e isso é bom (me convenceu).  Os personagens secundários me fazem querer conhecer mais sobre eles e acho que tem conteúdo para serem aproveitados como protagonistas de outros livros. Jaslene, a assistente da Lina, tem todas as características para ser protagonista e próprio Andrew, ex noivo da Lina, tem várias questões que podem ser retomadas em um próximo livro (fica aqui o meu desejo).

domingo, 23 de outubro de 2022

Para ganhar de um duque - Suzanne Enoch

Último livro da trilogia Receba esta aliança publicada pela editora Harlequin. É um livro conectado a trilogia lições de amor e que, tecnicamente, deveria ser lido antes dela. Greydon é duque e é sumonado no campo pelo tio, conde, que está enfrentando maus bocados por causa de má administração de suas terras. Ele pede a Grey que trace um plano para salvar seu patrimônio. Uma das formas de resolver os problemas, é aumentando o aluguel de todos os seus locatários, mas um deles não vai aceitar isso. A diretora da academia da srta Grenville, Emma Grenville não vai aceitar esse aumento tão facilmente.

Grey é o típico duque presunçoso e que acha que sabe tudo e na verdade está tão centrado em si mesmo que não vê além. Ele é libertino e tem intenções nada honrosas para com a nossa protagonista (ódio, tenho muito). Eu amei a Emma dando fora nele logo no começo. Que mulher! Ele merecia ouvir boas verdades.

O tio do Grey é bem irresponsável passando para o sobrinho a responsabilidade de traçar um plano e na hora de conversar com a Emma, meio que coloca a culpa no Grey dos aumentos dos alugueis (Meu senhor, a culpa é sua por não supervisionar o trabalho do seu administrador). Pode até ter outras formas de salvar a propriedade, mas acho que o dono dela deveria então descartar as ideias do sobrinho, se não gostou delas e pensar ele mesmo em outra solução que o agrade.

Emma é teimosa, inteligente e não tem papas na língua. Tem momentos que ela me pareceu um pouco mal educada sim. Acho que não teria como fugir de um reajuste e ela deveria ter focado em negociar a quantia do mesmo, mas ela meio que quer obrigar não ter nenhum reajuste só porque a instituição de ensino geraria uma boa reputação para as terras. Ela inclusive diz que o Grey deveria pagar as dívidas do tio para que não tivesse o aumento (eu acho que ele poderia, mas não é obrigação dele).

O aumento foi demais e sim tinha que ser negociado, mas não deveria ir além disso. Achei incrível a autora ter feito a personagem procurar um representante legal, mas infelizmente não foi por aí que ela seguiu.  Queria muito ter visto um embate legal entre eles e ela demonstrando o quanto a academia dela fazia um trabalho significativo e merecia investimentos e isenção de aluguel. 

É claro que mesmo sem embate legal, de um jeito ou de outro, o trabalho da Emma, o tipo de educação que ela vem proporcionando fica evidente em cada página.  É ótimo ver o Grey quebrando a cara (principalmente isso) quando vai se dando conta. 

Em vez de embate legal, ganhamos uma aposta entre eles. Enquanto ela precisa traçar um plano melhor do que o dele para a propriedade, ele precisa ensinar uma turma na academia. A parte dele na aposta sinceramente não fez muito sentido para mim porque não tem nada a ver com o aluguel, nada. Porém gerou cenas cômicas e também fez o duque ver coisas de outra forma.

Num geral é um livro bem legal. O duque me irritou bastante no começo, mas ele tem uma transição bacana. Quando a Suzanne Enoch quer construir um libertino, ela faz mesmo sem pena nenhuma de quem está lendo. A única ressalva que eu tenho é que gostaria que a Emma não tivesse cedido ao charme do duque. Não acho racional trocar toda a segurança que ela adquiriu por um momento que poderia muito bem ser passageiro. Acho que essa atitude não combina com a personagem porque ela parecia muito mais racional do que emocional e naquela época ela poderia perder tudo por causa disso.  

De novo, li o último livro da trilogia primeiro. Na verdade, não tinha muita intenção de ler os outros, só queria ler esse por sua conexão com a outra trilogia da autora, mas li resenhas da Sil do leituras da Sil  e fiquei com vontade de ler os anteriores.

quinta-feira, 21 de julho de 2022

A dama do capitão - Caroline Linden

Segundo livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nela vamos acompanhar o capitão Andrew St. James, um dos possíveis herdeiros ao ducado de Carlyle. Nós o conhecemos no primeiro livro quando a duquesa chama Maxmilian e ele para falar do assunto e fazer uma proposta aos dois oferecendo uma quantia considerável desde que eles vivessem de forma respeitável de acordo com suas convenções (ai a nobreza... tsc tsc). Percebemos também como ele ficou completamente interessado em ter o título (quem não ficaria???) e como não mediu esforços para cair nas graças da duquesa. 

Na época da leitura do livro anterior, eu o achei bem puxa-saco, mas pensei comigo mesma vamos ver o que acontece depois, quando chegar a vez dele ter a história contada. E em A dama do capitão, a gente vê de novo a cena da reunião com a duquesa com a perspectiva dele. 

Andrew St. James é escocês e o favorito da duquesa. É um homem bom e vive com dificuldade. Ele envia todo o soldo dele de capitão do exército para a mãe e as três irmãs. A gente percebe, como em sua família, um se importa com o outro. Bem no começo eu pensei nele como alguém de caráter digno (eeeeh dá o martelo do Thor para ele). E também que não é só o título, é uma forma de mudar não só vida dele, mas também de toda sua família que vive com o pouco que consegue produzir. Achei bem fofinho que ele pensou logo no que poderia dar para as irmãs e me fez entender todo o empenho dele com a duquesa.  Olha, não vou negar nada, tive vontade de colocar em um potinho esse homem e guardar.

Como as normas da duquesa incluem casamento, a procura por uma esposa que esteja dentro dos critérios para assumir o papel ao seu lado dentro do ducado é algo que ele tem que começar a pensar afinal ele é o mais próximo na linha de sucessão (ou não, vai que). Enfim, ele está decidido a cumprir todos os requisitos (também estaria se fosse ele).

Até que ao chegar na Escócia, sua terra e de sua família, ele conhece uma moça encantadora e que captura completamente sua atenção (eita Andrew).

Ilsa é viúva, riquíssima e nossa protagonista. Não quer mais viver sob as regras de ninguém (como se a sociedade em que está inserida permitisse). Ela é meio imprudente. Não acho que se preocupa muito com a reputação ou melhor dizendo ela não se preocupa com o que os outros pensem a seu respeito. Ela foi me ganhando aos poucos. Gosto como ela vai se abrindo e nos fazendo conhecer mais sobre quem é no decorrer da história e não em uma tacada só.

Detesto instalove (só queria dizer). É muito difícil me convencer de que era amor e não cilada quando é assim tão rápido (o que que eu tô falando sos). Porém, eu gostei dos dois protagonistas juntos e é isso. O livro é narrado em terceira pessoa e com foco narrativo alternando entre os dois protagonistas (isso é perfeito, autora fica aqui meu agradecimento). Achei os personagens secundários muito interessantes, as irmãs do Andrew e o melhor amigo dele, Duncan. Inclusive tem um extra sobre o Duncan, mas não sei se a editora vai trazer (POR FAVOR TRAZ, EU NUNCA TE PEDI NADA). Eu gosto do livro anterior e desse de maneiras diferentes. Então não vou dizer que um é melhor do que o outro. Acho que a duquesa acabou dando novas oportunidades para os dois não só em termos financeiros, mas para achar o próprio lugar no mundo. Eles precisavam dessa oportunidade e só foi possível através da duquesa.

quinta-feira, 26 de maio de 2022

Encontro de desejos - Sarah Morgan

Segundo livro da trilogia irmãos Westerling publicada pela editora Harlequin. O livro seguirá Libby Westerling. Ela trabalha na ala de emergência pediátrica. Um dia para angariar fundos é feito um leilão no qual ela coloca um encontro com ela. As coisas dão errado quando o irmão fura com ela e não compra seu encontro como combinado. O caos começa (não pera).

Libby desistiu do romance. Ela não teve um bom exemplo dentro de casa e seus relacionamentos naufragaram. O último mentiu sobre ser solteiro (QUE ÓDIO DE GENTE QUE MENTE STATUS DE RELACIONAMENTO). Enfim, ela não quer mais. Só que todo mundo ao redor dela não tem a mesma certeza, inclusive o irmão que também não quer ter nada sério com ninguém (achei bem hipócrita, hein). Quando Andreas entra na vida dela, Libby se sente confrontada pelos próprios desejos.

Andreas é o novo médico da ala de emergência pediátrica. Ele é grego e chega no dia do leilão. Ele se sente atraído por Libby assim que coloca os olhos nela (não gosto de instalove já vou logo dizendo). Também pressente que ela está pedindo ajuda, por isso compra o encontro com ela. Ele tem certos momentos que gosto e que desgosto.

Um dos grandes problemas dessa trilogia são os estereótipos em relação aos protagonistas masculinos. Apesar de as vezes parecer que o protagonista deste livro estava zoando com a protagonista feminina sobre características estereotipadas, ainda assim me incomodou. Outra coisa que eu não gostei foi todo mundo achar que ela deveria ter um relacionamento de qualquer forma custe o que custar (não é assim que a banda toca, minha gente).  Ela está dizendo que não quer ter um relacionamento. Ela está dizendo que tem medo de confiar nas pessoas. Respeitem o tempo dela (affão).

Agora pontos positivos. O ambiente de trabalho foi bem montado. Tinha um termo ou outro quando eles estavam em serviço que aparecia e não entendia, mas ignorei. Gosto dos livros da Sarah porque ela elabora um plano de fundo muito bom. A gente se sente naquele ambiente. Os personagens tem um contexto. Não fica um negócio jogado.

Os livros da trilogia foram publicados em 2004. Nos livros mais recentes da Sarah, os protagonistas masculinos e femininos estão maravilhosos, ela acertou o tom com o passar dos anos. Andreas possui algumas poucas características das que gosto e que aparecem bem mais nos protagonistas recentes dela. Acho importante ressaltar isso porque notei bastante a evolução do trabalho dela já que adorei todos os livros recentes lidos e olhando para os antigos dá para ver esse processo de amadurecimento em seu trabalho. Não recomendo esse livro para quem nunca leu nenhum livro recente dela porque não reflete seus projetos atuais. A gente já vê melhoria entre o primeiro livro da trilogia e esse. Dizem que o terceiro é  melhor e espero que seja.

quinta-feira, 3 de março de 2022

O desafio do amor verdadeiro - Laura Lee Guhrke


Segundo livro da série Querida conselheira amorosa publicada pela editora Harlequin. Quando Irene decide ficar mais tempo em sua viagem de lua de mel e Jonathan não volta dos EUA, Clara tem um problema em suas mãos. Não só ela terá que administrar o jornal,  como também terá que escrever a coluna de conselhos amorosos de Lady Truelove. A última tarefa é um problema para ela. Sem saber o que fazer, ela escuta uma conversa (que faria qualquer pessoa honrada ficar irritadíssima) entre dois amigos e decide usá-la como material para coluna. Um dos envolvidos na conversa, o Rex, descobre e com raiva vai tirar satisfação com ela. Nesse momento de desespero ela oferece a ele o cargo de Lady Truelove (é isso mesmo que você leu).

Clara Deverill acredita em amor e em casamento. Esse é seu grande sonho. Ela trabalha no jornal de sua irmã, Irene, e está se preparando para sua temporada. O único problema é que ela vive se comparando com a irmã. Ela acha que não dá conta e em meio ao nervosismo não percebe que tem seus  próprios talentos e que entende tão bem do trabalho quanto a irmã. Ela fica com muita raiva ao ouvir a conversa de Lionel e Rex e decide agir em favor da mulher a quem Lionel quer enganar.

Rex Galbraith não acredita em casamentos e muito menos em amor.  O de seus pais fracassou e nem um de seus genitores parece se importar com ele. A mãe o vê como banco,  o pai como um sucessor (nessa parte sinto pena). E sim é esse cara que não acredita em nada disso que vai pegar o trabalho de conselheiro amoroso na coluna de Lady Truelove. Quando ouvi a Clara oferecendo o cargo só conseguia pensar em como não fazia sentido logo ele fazer isso (eu realmente duvidei dessa escolha). Entretanto, ela tem um ponto e faz a gente entender sua motivação.

O enredo explora a aproximação desses dois personagens e suas diferenças de pensamentos. O foco narrativo alterna entre Rex e Clara nos fazendo entender o que ambos estão sentindo. Particularmente, gostei bastante do livro, a única coisa que para mim foi negativa foi a passagem de tempo. Parecia que as coisas estavam ocorrendo sem nenhuma passagem de tempo entre elas e quando foi citado, eu fiquei ueeeeeeee passou isso tudo? Porém, fora isso e um diálogo ou outro foi uma leitura clichêzinha bem agradável. Achei muito divertida a ideia de fazer o protagonista trabalhar como Lady Truelove. A história de Lionel e Dina deveriam ganhar um livro porque rola como plano de fundo nessa e seria bem interessante ver tudo do ponto de vista deles. 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

A verdade sobre amores e duques - Laura Lee Guhrke

Primeiro livro da série Querida conselheira amorosa publicada pela editora Harlequin. O que dizer de mim mesma que adoro romance de época com duques como personagens principais. O duque de Torquil, Henry Cavanaugh,  tem um problemão nas mãos (será?). A mãe dele fugiu para casar com um pintor e tudo graças ao conselho de lady Truelove colunista de um jornal de fofocas. Então o primeiro lugar onde ele vai procurar informações sobre o paradeiro da mãe é no jornal. Lá ele encontra Irene Deverill, editora chefe do jornal e lady Truelove. Os dois tem um embate e ele sai sem as informações que desejava, mas isso é só começo. 

Irene aguentou muito. A pobreza por culpa do vício do pai. Conseguiu dar a volta por cima assim que assumiu a jornal e não vai deixar que ninguém imponha sua vontade sobre ela, nem mesmo um duque com todo seu pseudo poder. Irene é um personagem que representa muito bem a classe na qual está inserida.

Henry é um homem que vive conforme as normas sociais. Afinal ele é um duque e se comporta como tal seguindo todas as regras impostas pela sociedade. Uma coisa fica bem clara sobre ele é que quer proteger aqueles a quem ama, o problema são os meios. Ele é inteligente e algo que gosto nele é que é um personagem que sabe refletir e pensar sobre assuntos. Erra como qualquer um, mas pelo menos tem a dignidade de consertar esses erros.

A história é bem clichê tendo pessoas que se odeiam, mas acabam se apaixonando. Foi gostosinho de se ler, as vezes por causa do estresse tudo que preciso é de uma leitura tranquila com um baita de um clichê para aliviar. A narrativa alterna o foco entre os dois protagonistas e introduz os dos próximos. Meu favorito ainda é o terceiro livro (como bem sabem comecei a série pelo livro errado e nunca me arrependi). Porém, esse também foi agradável.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

A livraria dos achados e perdidos - Susan Wiggs

 

Livro publicado pela editora Harlequin e é o terceiro livro da série Bella vista Chronicles. É uma série que pode ser lida de forma independente pelo que parece já que os anteriores não foram publicados aqui. Natalie trabalha em uma empresa no ramo de vinhos e tem uma carreira estável, mas não é feliz. Após uma tragédia, ela assume a livraria falida de sua mãe junto com todo tipo de dívida deixada. O que significa um recomeço para ela, para livraria e para o avô. A primeira parte do livro é caótica, tragédia após tragédia na vida da protagonista. E nessa de tentar salvar a livraria é que Peach, o faz tudo, entra na vida dela e de seu avô.

Natalie é bonita e competente. Ela faz muito bem o trabalho dela, mas não se sente bem. O problema é que a falta de estabilidade quando jovem fez com que ela procurasse por isso enquanto adulta. Só que depois de uma tragédia, ela larga tudo e volta para São Francisco para cuidar do avô e da livraria da mãe. Gostei da Natalie, acho que ela é uma mocinha prática e com pé no chão. A única coisa que achei meio eita foi todo o homem que apareceu flertar com ela. Foi um pouco desnecessário isso (eu já estava nuss mais um??? hahah).

É um livro emocionante. A primeira parte do livro é puxada. A infelicidade da personagem e sua insatisfação com a vida é algo que nos pega logo de cara. O sofrimento devido ao luto é palpável. É algo que todos nós que já perdemos alguém já passou ou passa. O foco narrativo alterna entre o avô,  Andrew, Natalie e Peach. Toda vez que o foco está no avô dá uma dor, uma tristeza. Sua situação de querer lembrar das coisas e não conseguir é angustiante, além de ter a dor pela perda da filha.

Tem quotes maravilhosas e que me deixaram com vontade de ler os livros de onde elas saíram. E olha foram muitos. Na última página tem um anexo com a lista de livros citados nessa história que por se passar em uma livraria e tendo pessoas conversando sobre literatura títulos foram citados. O livro fala sobre luto, mas também sobre aos poucos de reerguer e paixão pela literatura.

quinta-feira, 25 de novembro de 2021

Um amor de vigarista - Laura Lee Guhrke


Mais uma vez eu começo a série pelo livro errado. Dessa vez foi de propósito porque o ebook entrou em promoção e como nunca tinha lido nada da autora, resolvi que essa seria uma grande oportunidade. Ele é o terceiro livro da série querida conselheira amorosa publicada  editora Harlequin. Engraçado, fluído e um clichê.  Para mim foi um achado que me reservou boas risadas (agora eu preciso comprar os outros e me acertar na leitura hahaha). Amanda Leighton está passando por dificuldades, já que por causa de um escândalo envolvendo seu nome, não consegue emprego como professora em lugar nenhum. É aí que surge a ideia de se vestir de homem e tentar a vaga de tutor dos filhos de James St. Clair. Ela só não previa que seu coração corria o sério risco de se apaixonar por esse homem.

Amanda é uma mulher inteligente e bem instruída. Eu achei que ela ia demorar mais a se sentir atraída pelo lorde, mas no segundo dia ela já estava interessada nele. Não vou dizer que isso não foi algo que não me desapontou porque estaria mentindo. Achei que faria sentido demorar mais porque ela tinha ficado de saco cheio com relacionamentos e ela estava ali com a cabeça voltada para o trabalho. Não sei, só achei que iria demorar mais um pouco. Entretanto acho que o desenvolvimento dos dois foi bom e fez da leitura algo extremamente agradável.

Outro ponto do qual gostei muito foi o fato de James ter tido um ótimo casamento com sua finada esposa e o livro não tentar desmerecer a falecida em função da protagonista. Fico irritadíssima quando isso acontece e é o motivo pelo qual evito leituras com protagonistas viúvos. Não é possível que ninguém possa ter boas recordações dos antigos conjugues no mundo dos romances. Por que sempre tem que ter uma história horrível no fundo ou o amor não ser verdadeiro? (eu hein, que absurdo). Então o fato dele amá-la e ter um história feliz para compartilhar sobre ela foi um ponto muito positivo. Acho que foi um dos grandes diferenciais da história. Achei a construção e desenvolvimento dos personagens muito bom e com certeza ele entrou sim para os favoritos do ano.

quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Uma união extraordinária - Alyssa Cole


 

Primeiro livro da série Liga da lealdade publicada pela editora Harlequin. A história do livro se passa no ano de 1862 durante a guerra civil que aconteceu nos EUA. Elle Burns é ex-escravizada e trabalha como agente na liga da lealdade. Ela tem memória fotográfica o que a torna uma agente de excelência. Por isso, em uma missão ela vai, disfarçada,  para a casa de um senador sulista para coletar informações. Lá ela enfrenta racismo, machismo e os medos que envolvem esse sistema desumano de escravidão. Elle é destemida, inteligente e usa de bom senso em sua missão.

Malcolm McCall é um detetive a serviço de Pinkerton. Ele é escocês e, assim como Elle, trabalha disfarçado para colher informações.  Malcolm é um homem charmoso e com boa lábia consegue se infiltrar nos grupos supremacistas. Os caminhos dele e Elle se cruzam quando os dois vão para casa do mesmo senador. Assim que a conhece, ele se apaixona por ela. Ela também sente algo por ele, mas o mundo é um lugar cruel demais e esse sentimento a enche de medo e aflição e gera um conflito interno.

Separem os lenços de papel porque é uma leitura forte e dolorosa. Só de pensar, sinto muita revolta e tristeza. As ofensas que Elle constantemente recebia assim como o medo de castigos físicos e dos perigos constantes no decorrer da trama me embrulhavam o estômago e me magoavam muito (fiz algumas paradas para respirar e chorar). O foco da narrativa alterna entre os dois protagonistas e isso nos ajuda a entender seus conflitos internos. Malcolm e Elle foram inspirados em pessoas reais e após a leitura decidi pesquisar um pouco sobre eles. Ver se tinha foto deles. A autora coloca essas informações e referências bibliográficas no final do livro e acho importante para quem quiser saber mais sobre. É um livro super necessário. Muita gratidão a Harlequin por ter lançado aqui.

quinta-feira, 4 de novembro de 2021

Manhattan sob o luar - Sarah Morgan


 

Último livro da série Para Nova York, com amor publicada pela editora Harlequin. Mais um livro da série que não me decepciona. Até me arrependo de ter comprado todos os outros 5 em ebook em vez de físico (agora já foi). Esse livro vai trazer a história da Harriet Knight, irmã do Daniel e gêmea da Fliss. Ao contrário dos irmãos, ela sempre quis se apaixonar, mas a hora dela só chegou agora q. Sozinha em Manhattan e com a possibilidade de passar o Natal assim, ela resolve se desafiar e todos os dias fazer coisas que não faria normalmente tentando vencer seus medos.

Tem natal? Tem! Tem crush mal humorado? Tem!  Tem cachorros? TEEEEEEEEEEEEEM! Quem leu os dois livros anteriores que falam dos irmãos Knight, sabe que eles tiveram uma infância difícil por causa do pai deles que era violento e cometia abusos verbais contra eles e a mãe. Isso afetou muito a forma como os irmãos enxergavam relacionamentos e a vida. Harriet é um doce, mas ela tem como trauma não conseguir lidar com situações estressantes, ela gagueja e fica com vontade de sumir. Ela sente medo e por isso a ideia dela é se dar coragem de presente durante o natal. O jeito que ela encontrou de fazer isso é se desafiar todos os dias tentando coisas novas. A gente não tem como não se apegar e não torcer por ela. Ela é competente e sócia da irmã na empresa de passeadores de cães, a Guardiões do latido.

Ethan Black é nosso crush mal humorado e médico no setor de emergências do hospital. Ele é divorciado, mas calma gente, não tem drama de ex esposa aqui (ainda bem). Só vive para o trabalho. Um pouco cínico. Talvez muito. Adora a adrenalina do trabalho. Se acha o bom partido q. É muito bonito e tem uma boa interação com os outros médicos e enfermeiros que aparecem na história. Ele ama a família dele e por isso fica responsável de cuidar da cachorra quando a irmã dele precisa viajar urgentemente. Assim não preciso dizer, mas o destino dos dois é selado. 

Primeiro ponto que vale ressaltar é que a autora pesquisou bastante sobre a profissão dos personagens. Não é o primeiro livro dela lido por mim em que tem personagem médico e é interessante como ela demonstra o ambiente de trabalho e usa termos necessários para me fazer acreditar que essa  personagem trabalha no área da saúde. Achei bem positivo fazer com que nós leitores tivéssemos esse contato com o ambiente de trabalho no qual o personagem estava inserido. Não só dele como o trabalho da Harriet e do guardiões do latido que nos foi apresentado anteriormente e que também aparece nesse com ela sozinha na cidade. Acho que da série meus livros favoritos foram o segundo, quinto e esse (respectivamente Pôr do sol no central park, Férias nos hamptons e Manhattan sob o luar). No geral foi uma série boa com protagonistas masculinos que não dão nos nervos e evolução de relacionamentos de forma gradual. Mais uma vez a gente sai da leitura com uma lista de novas leituras já que personagens de outra série da autora são mencionados e aparecem nessa. Na aba personagens eu coloco uma lista completa dos que foram mencionados e consegui achar os títulos dos livros deles. Então se quiser saber é só clicar lá.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Encontro de almas - Sarah Morgan


 

Primeiro livro da trilogia Irmãos Westerling publicada pela editora Harlequin. Cada livro da série é sobre um dos trigêmeos que trabalham no mesmo ramo: saúde. Eles pertencem a uma família problemática com um pai dominador, abusivo, calculista e eu poderia continuar com a lista de defeitos mais paro por aqui porque não vai caber. O primeiro livro é sobre Katherine Westerling. Aos 18 anos, ela era apaixonada por Jago Rodriguez, mas ele foi embora por causa de um mal entendido deixando-a com o coração partido (sim, o clichê).

O pai de Katy é terrível, ele acha que tudo tem que sair do jeito que ele quer e passa por cima dos sentimentos de todo mundo para conseguir isso. Ele não poupa os próprios filhos que desenvolveram traumas por causa de toda a situação ruim dentro de casa. Katy se perdeu tentando agradar todo mundo. A única coisa que ela não abriu mão foi de se tornar médica, mas todo resto, inclusive o noivo nada tem muito a ver com ela. O fato é que o caso mal resolvido entre ela e Jago a assombra até hoje (miga, ajuda faz bem).

Jago não é o tipo de mocinho que mais me agrada por motivos de: ele age de forma precipitada (conversar teria feito bem né, querido?). Ele é o típico galã de novela que por qualquer mexida do vilão se afasta da mocinha sem mais nem menos e sem dar o benefício da dúvida.  Então eu meio que gostei do confronto entre eles, da Katy ter tido coragem de falar o que estava sentindo (vamos lembrar que ela acostumou a viver sem se impor, sem dar voz aos próprios sentimentos). Voltemos ao Jago, ele costumava trabalhar como consultor em um banco, junto com o pai dela (aff), depois da treta toda com a mocinha, trocou de carreira e foi estudar medicina. Ele é orgulhoso e por isso que a história dos dois desandou (revirei muito os olhos em diversas situações). Ele é um personagem estereotipado.

Como de costume, Sarah Morgan faz muito bem em inserir um contexto e já que muitas cenas se passam no hospital, em um setor de emergência, veremos sim os personagens trabalhando e conversando com seus colegas de serviço. Acho isso bem importante porque me frustra um pouco (muito) quando não tem (parece ralo). A única coisa que me incomodou foi o mocinho, não dá para ele achar que depois de tudo é só chegar, dizer o que tem vontade e fim, vai conseguir o que quer (a forma como ele chega nela é affff). Eu achando que ia amar todos os personagens principais masculinos criados por Sarah e ai vem esse e me mostra que não. Eu gostei um pouco da postura da Katy que apesar de ainda amar (e desejar até demais) o mocinho, se preserva um pouco (ou melhor tenta) e joga na cara dele alguns fatos. Vamos ver o que os próximos dois livros reservam.

quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Fragmentos da paixão - Sarah Mallory


Publicado pela editora Harlequin. Eu acho que nunca tinha lido livro da Sarah Mallory antes. A leitura foi fluída e quando vi já tinha lido mais de 100 páginas em pouquíssimo tempo. A sinopse me enganou direitinho e ainda bem porque eu sinceramente ficaria muito chocada se fosse como estava descrito nela porque parecia pouco verossímil. Imaginem ficar de frente com o marido que você abandonou e não reconhecê-lo. Em cinco anos não tem como uma pessoa mudar completamente (ou tem?).

Felicity Bourne teve que abandonar a escola para ir com tio religioso, único parente vivo, para Espanha. Chegando lá ele morre e ela se vê completamente desamparada. Sozinha e em uma situação de risco, ela é resgatada pelo major Nathan Carraway. Os dois se apaixonam e se casam. Por causa de um mal entendido (sempre um mal entendido que seria muito facilmente resolvido se as pessoas se comportassem como adultas e resolvessem conversar antes de uma atitude drástica) ela foge para Inglaterra. E por consequência de uma guerra que ocorria no momento, Nathan pensa que ela estava morta.

Felicity é uma jovem romântica, leal e talvez devesse chamar de ingênua também. Para uma pessoa como ela acreditar em qualquer coisa e ficar magoada seria muito fácil e foi. Só que tenho que dar certo crédito para ela porque o casamento deles foi algo muito rápido, eles nem se conheciam direito e se já não dá para colocar a mão no fogo por um conhecido, imagine por um desconhecido. Eu acho que por ser uma personagem que tem essa característica e um background que possibilita o leitor crer que ela é assim, a fuga dela fez sentido e ainda mais quando as informações nos são dadas e vemos o motivo dela crer nesse mal entendido.

Nathan é um homem bonito e que pareceu um herói saído de um sonho para mocinha (ela mesma diz isso sos). Ele é apaixonado por Felicity. Só que o belo homem não fala o que sente com todas as palavras e suas boas intenções geram caos. Nós leitores sabemos o motivo dele ter alguma atitude, mas a Felicity não e vendo pelos olhos dela é claro que o que ele está fazendo parece suspeito (ou assustador). Ele quer porque quer fazer as coisas da forma dele, mas não é assim que a banda toca. Foi um relacionamento rápido e que falhou em construir laços fortes de confiança.

E eis que esposa que você pensava estar morta reaparece. Imagine o ex major Nathan, agora conde, reencontrando sua esposa depois de cinco anos. O caos literalmente. De um lado temos Felicity que nunca deixou de amá-lo, porém não confia e ele também não ajuda nesse quesito, do outro lado temos Nathan que também a ama, mas está com o orgulho ferido porque ela fugiu e não sabe falar sobre o que sente. Então é óbvio, dá bosta (e cria o enredo ahahahah). Foi uma leitura muito fluída e rápida. Não gostei da cena dele reencontrando Felicity, mas depois as coisas caminharam melhor. Não vou negar que passei algumas raivas, mas pretendo ler outros livros da autora.

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Como encantar um canalha - Suzanne Enoch


Já gargalhei e xinguei muito. Minha vida de leitora é bem emocionante e eu encerro a trilogia com o segundo livro. Este é o segundo livro da série Lições de amor (ou trilogia dos canalhas) publicada pela editora Harlequin. Nele temos Evelyn Marie Ruddick que ao passar por um orfanato e ver as crianças a observando decide ajudá-las e se surpreende com o quão gratificante é fazer algo em benefício do próximo. Dessa forma decide agir, mas existe uma pedra em seu caminho e essa pedra atende por Marquês de St. Aubyn conhecido como Santo (e de santo ele não tem nada, não é mesmo?).

Santo, ou melhor Michael (vou usar o nome de batismo sim porque quero) é um canalha de marca maior. Muito canalha, completamente canalha e insultantemente canalha (respira, respira e respira). Acho que nunca li um personagem em que eu sentisse tanto que fosse tão canalha tão libertino quanto Michael. Não me dei bem com ele no começo (até mais da metade) e estava um tanto revoltada (como já devem ter percebido).  Acho que se demorasse mais um pouco para conhecê-lo melhor, ia explodir. Ele não liga para nada nem para ninguém, não tem amigos, muitas pessoas o evitam porque a fama negativa dele é capaz de por fim as melhores das reputações. Ele caga (não vejo outra palavra mais apropriada) para coisas boas e só pensa no próprio benefício.

Evelyn é boazinha, mas não a acho tão sábia. Não consigo entender a atração dela pelo Santo dos primeiros capítulos inclusive ele segue assim até mais da metade (ele não me desce e eu não vou negar). Ela sabe exatamente o que ele quer, o que ele é porque Santo nunca fez questão de disfarçar seus modos ou motivos. As amigas a alertaram e ela fez tempestade em copo d'água pensando que elas não achavam capaz de lidar com a situação (pfvr suas amigas são as que estão como você para o que der e vier, essa ideia nem era para passar pela sua cabeça).  O que eu gosto na Evelyn é o desejo genuíno em ajudar o orfanato. Não tem como negar o quanto ela se importa com as pessoas. Entretanto, não entendo o relacionamento com ele (não dá, simplesmente não dá).

Eu acho que a escrita e construção de personagens da Suzanne Enoch maravilhosas. Faz com que mesmo que você não morra de amores pelo personagens em um primeiro momento ou que termine sem gostar (oi, Santo) seja possível embarcar na história e entendê-los no decorrer da trama. Tem também o toque de realismo, já que podemos ver a hipocrisia de uma sociedade que quer parecer boa mesmo sem ser e pensa só em seu próprio benefício. Você já leu a trilogia? O que achou desse livro? Se não, você já se deparou com um personagem como o Santo?  Conta para mim nos comentários.

sábado, 4 de setembro de 2021

A esposa do londrino - Caroline Linden

 


Primeiro livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Comprei o livro no impulso porque a história tinha a ver com duques e eu amo histórias sobre duques (masoq). Assim que o tive em minhas mãos, furou a minha lista "vou ler" e não me arrependo. Eu nunca tinha lido um livro ou série de livros em que o processo de busca para o herdeiro de um ducado ou qualquer outro título ocorria. Era sempre algo como filho de fulano ou o risco de primo tal assumir, as escolhas sempre estiveram lá, definidas, mas não é isso que acontece aqui. Por este motivo e pela escrita da autora que diga-se de passagem gostei, não foi difícil me ver completamente embarcando na história.

Tudo começa com a morte do herdeiro do duque de Carlyle, o que faz o advogado da família e a duquesa cogitarem sobre quem assumiria essa posição. E vejam, a duquesa está completamente consternada com a possível pessoa que herdaria o título. Nenhuma das opções tinha sido preparado para tal cargo sendo parentes distantes. Quando o capitão Andrew St. James e Maximilian St. James chegam ao castelo mal sabem eles o que os aguardam. Não só a notícia de que um deles pode herdar o ducado, mas também que a duquesa oferecerá quinhentas mil libras imediatamente e mais uma quantia anual de mil e quinhentas libras desde que ambos se mantenham respeitáveis (ou o que seria a definição de respeitabilidade segundo a duquesa ou aristocracia) para estar a altura do título.

Maximilian St. James era tataraneto do segundo duque de Carlyle. Ele tem a fama de ser um apostador e então podemos dizer que ele não cai nas graças da duquesa. Entretanto, eu não senti isso nele logo de cara e por fim estava ficando cada vez mais convencida de que ele era de fato encantador (será que eu seria um alvo fácil para um libertino? não). Ele me parecia tão inteligente, sério e tão comprometido com tudo e foi motivo pelo qual eu quis descobrir mais sobre ele. 

Bianca Tate não tem papas na língua, é trabalhadora, ama a irmã e em alguns momentos a achei rude. Sua família é antiga no ramo de olaria e ela tem muito orgulho da profissão a qual exerce. Ela não confia nenhum pouco no St James no momento em que se conhecem. Quando de cara bati os olhos na personagem a palavra intransigente piscou no meu cérebro, mas certos aspectos e como a história evoluía começaram a me fazer entender melhor suas atitudes. 

Por certos motivos os dois acabam se casando por conveniência (e eu adoro a plot de casamentos por conveniência). Será um novo começo para o apostador? será um martírio para a Srta Tate? Quem sabe (euuu porque já li q). Gostei bastante do livro por mostrar o percurso do Max e Bianca como pessoas e casal, mostrar seus desejos seus anseios e a interação deles é bem gostosa e leve. Também vemos um pouco da dinâmica da olaria e da família Tate. O foco da narrativa se divide entre os dois protagonistas. O livro está na medida certa e termina já dando um mote para o segundo livro que será sobre o capitão. Mal posso esperar para lê-lo. Eu até imagino quem será o herdeiro do ducado, mas a ideia de que isso estará em aberto durante o decorrer da série me parece bem interessante. Você já leu o livro ou algo da autora? O que achou?

sábado, 21 de agosto de 2021

Milagre na 5ª Avenida - Sarah Morgan


 

Terceiro livro da série Para Nova York, com amor publicada pela editora Harlequin. Um livro com cheirinho de natal e como todo mundo bem sabe EU AMO O NATAL (então, só vem). Eva Jordan é das amigas a única que continua solteira e o que é um tremendo de um plot twist já que ela é a que acredita em romance e amor desde sempre. O natal sempre foi uma época mágica para ela, mas esse seria o segundo sem sua avó. A perda da avó era uma tristeza constante com a qual ela lutava. Ela se sentia sozinha e perdida com a partida dela. 

Eva não tem filtro, sua vida é um livro aberto. Ela fala muito, fala demais (hahaha e conseguia me deixar um pouco com vergonha alheia). Entretanto, parafraseando o livro, ela é com certeza um raio de sol e não chuva no dia das pessoas. Não tem como não gostar da Eva e não rir com ela ou querer proteger de todas as coisas ruins que possam acontecer.

Lucas Blade também está lidando com o luto. Sua esposa morreu há três anos e as lembranças do último momento em que a viu o assombram. Ele vive recluso. Se afastou da família por achar que todos não entendem e que por mais que tenham boas intenções querem que ele reconstrua a vida quando ele não tem mais interesse em amar. Ele é cínico, só vê o lado sombrio nas coisas, acha que as pessoas podem sempre ter algum interesse para fazer alguma coisa. E ele odeia o natal. É a época do falecimento de sua esposa.

A avó do protagonista e amiga da Eva, Mitzy, contrata a moça para arrumar a casa dele no melhor estilo natalino e preparar uma ceia enquanto ele está fora em um retiro de escrita. O problema é que ele não está ausente e é obrigado a conviver com uma Eva cheia do espírito do natal.  Adorei o fato de pelo menos em um dos capítulos o foco narrativo ter ido para avó do protagonista. Foi bem importante para a gente entender a situação e ver como alguém da família se sentia em relação ao Lucas. Eu acho que o luto foi bem retratado. Desde o começo da série quando falava sobre a Eva e seu relacionamento com avó, me identifiquei muito. Quando meu avô faleceu também ficava assim, de uma hora para outra começava a chorar. As vezes ainda choro né. Enfim, então também me senti abraçada pelas palavras do Lucas em um certo momento em que ele abraça a Eva (masoq).

Estava bastante curiosa para saber como o casal iria ficar junto porque a gente sabe que vai acontecer, é sempre o como que é interessante.  Sem falar que é uma leitura que deu bastante fome (pow Eva). Citou empadão e eu passei a noite toda pensando em comer. Ainda tem um feat Frankie sendo tiete do Lucas que nunca vai sair da minha memória. Antes que esqueça, GENTE! LANÇARAM A HISTÓRIA DA MATILDA. Lembram que eu li a prequel em inglês e resenhei aqui etc, então, agora temos em português. Comemorem comigo! Para quem tiver interesse o título em português ficou Meia-noite na Tiffany's.

sábado, 14 de agosto de 2021

Aposta no amor - Candace Camp


Primeiro livro da série Os cupidos publicada pela editora Harlequin (já tem resenha do segundo livro da série porque como bem sabem, eu comecei a ler pelo livro errado q). Constance Woodley não pode debutar, quando chegara sua época de passar sua temporada em Londres, seu pai caiu doente e como boa filha, ela ficou ao lado dele. Cinco anos se passaram e ele faleceu. Como seus bens eram ligados ao título, foram deixados para o irmão mais novo dele. Os tios de Constance não a tratam como membro da família, mas como alguém ao seu serviço. Eles se aproveitam de sua gratidão por terem deixado que ela vivesse na propriedade. Assim o tempo passou e agora ela é vista como solteirona pela sociedade.   Tudo que ela precisava era de uma fada madrinha e é ai que entra Francesca Haughston, uma viúva muito popular na sociedade aristocrática Londrina e que por onde passa tem uma fila de pretendentes.

Como o próprio nome sugere temos uma aposta dando um motivo para a aproximação das personagem. Ela feita por lady Haughston e o duque de Rochford de que ela deveria ser capaz de fazer qualquer jovem conquistar um marido nesta temporada. A jovem escolhida pelo duque é nossa Constance que foi a Londres como acompanhante das primas no debute delas. Francesca é uma mulher enigmática, bem relacionada, engenhosa e que apesar de ter dificuldades financeiras não deixa que ninguém saiba de sua situação. Ela prefere ganhar a vida através da ajuda que oferece a jovens que querem casar do que pedir ajuda aos familiares. Nesse livro descobrimos o motivo disso.

Dominic, lorde Leighton, é irmão de Francesca e ele testava meus limites porque em momentos o achava adorável e em outros, bem, nem tanto. Nossa Constance vai se sentir atraída por ele assim que o encontra por acidente num evento. Imagina você está lá de boas em uma biblioteca tentando passar um tempo longe de seus parentes que tem um desejo de consumir até a última gota do seu sangue quando do nada entra um homem muito bonito fugindo de uma mãe que quer porque quer fazer dele seu genro. Vocês conversam, flertam e vocês se beijam. Bem dramático. Eu ia ficar meio WTH por ser beijada na biblioteca da casa dos outros por um estranho e de forma aleatória, mas Constance não era eu e ela se sentiu atraída e Dom também (ok, ok). Ele é bem simpático e pés no chão completamente diferente dos nobres que estou acostumada a ver em livros de época.

A tia de Constance, Blanche, me deu nos nervos (tive vontade de gritar umas boas verdades). Eu fiquei me perguntando se não seria melhor sair da casa dos familiares e pedir para alguns dos amigos da família dela, do pai, indicação para trabalhar como acompanhante enquanto esperava o dinheiro, que o pai deixara, render o suficiente para ficar confortável  e ainda teria um salário. Seria muito mais útil e menos enervante. Constance é insegura pelo tratamento que recebeu e isso só somou ao meu desejo de que justiça fosse feita a personagem e ela finalmente conseguisse se ver livre dessa "família". Ela também é chegada em fazer tempestades em copo d'águas.

Com uma pegada de Cinderela com suas meio irmãs más (no caso da protagonista primas), madrasta má (tia) e pai omisso (tio), o livro nos faz navegar pelos salões ingleses e nos traz Francesca, nosso cupido. Acho genial como nos livros a gente vai sabendo um pouco mais sobre Francesca e como ela interfere na vida das protagonistas dos demais livros (e aqui vocês devem lembrar que apesar dessa resenha ser sobre o primeiro livros da série, eu já li o segundo hahaha). Isso só nos faz ansiar cada vez mais para a chegada do livro dela e que encerra a série. Como em um quebra-cabeças vamos pegando as peças conforme as histórias vão terminando e temos tempo para shippar muito. Nesse também tem um crime ocultado como segredo de família, ou seja me faz pensar que em todos os livros da série talvez tenham uma tragédia.

sábado, 7 de agosto de 2021

Pôr do sol no Central Park - Sarah Morgan

 

Segundo livro da série Para Nova York, com amor publicada pela editora Harlequin. A protagonista é Frankie Cole que conhecemos no livro anterior. Ela é uma das fundadoras da empresa de serviços e eventos Gênio Urbano (e como eu tinha dito na resenha do anterior tinha me interessado bastante pela história dela). Ela não acredita em amor, não acredita em casamento e ficou completamente traumatizada pelo divórcio dos pais e o que seguiu após isso. Ela tem medo e prefere não ter relacionamentos profundos porque sabe (ou acha que sabe) como vai acabar. Ela também é viciada em beber coca-cola no café da manhã.

Matt Walker, irmão da Paige (e meu crush) tem uma carreira de sucesso e uma paixão, segundo Jake (bff e protagonista do livro anterior), desde sempre pela Frankie. Ele é compreensivo e gentil (eu preciso parar de me apaixonar por personagens de livros, não tá dando mais). Tem uma gatinha chamada Garrinhas (e meu coração q). Eu poderia ficar o dia todo aqui falando em como o Matt é maravilhoso, mas convido você a ler e descobrir por si mesma. É claro que tem momentos em que eu pensei cara, calma aí, tá indo rápido demais, não fala isso... etc. O timing do mocinho é bem ruim (sinceramente).

Depois de descobrir algo sobre Frankie e de uma conversa com Jake, Matt decide agir. Ele sabe que o que sente por ela é correspondido, mas que o medo de relacionamentos é um empecilho para que os dois fiquem juntos. É preciso dar passos se quiser algo e no caso ele deu uns 20. Adoro como os amigos são importantes nessas horas. Eu entendo completamente os medos da Frankie e entendo que ela precisa de tempo, seguir no próprio tempo. Como leitora, foi ótima ver o momento em que ela começa a falar sobre a vida, sobre o que sente. Até por ser uma personagem que eu criei carinho assim que coloquei os olhos nela.

O Jake faz tudo, não é possível, no livro anterior ele deu vários conselhos e sugeriu as meninas de abrirem o próprio negócio, nesse ele aconselha o Matt sobre a Frankie (homem, você nem é o protagonista desse livro, pare de roubar a cena, meu amooor). Adorei a interação dos dois amigos, achei legal ter mantido e principalmente depois da torta de climão do livro anterior "tá ficando com a minha irmãaaaaa". Isso é algo que gostei bastante nessa série é que mostra a interação entre os personagens, não é só o casal, tem os amigos, tem os colegas de trabalho e conhecidos. Sem falar de que os personagens secundários são interessantes e despertam o desejo de saber mais sobre eles em seus próprios livros (eu mesma pesquisando os nomes dos personagens para saber se eles tem livros ou não). Sério que eu terminei esse livro com uma listinha de outros para ler. Amei o fato de ter personagens de livros de outras séries circulando por esse. E você já leu esse livro? Conta o que achou nos comentários.

sábado, 24 de julho de 2021

Os irmãos DeFiore - Jennifer Faye (parte 2)


 

Como mencionei na resenha anterior por ser um volume único contendo dois livros eu iria dividir a postagem em duas. Assim como o primeiro infelizmente eu não consegui me apegar a nenhum dos protagonistas. Entretanto, como eu queria um romance clichê para passar o tempo e ele cumpriu essa função, então ok.  O título da história é sorriso cativante e seus protagonistas são: Stefano DeFiore e Jules Lane, irmã da protagonista anterior.

Stefano, pelos olhos de Jules, é lindo, mas ela logo de cara tem a impressão de que ele tem vergonha da aparência dela. O que ela não sabe é que ele instantaneamente se sentiu atraído por ela. Stefano trabalha no vinhedo da família e no começo não sabemos muito sobre ele, só que ele é viúvo, nunca nem quis saber de outro relacionamento após a morte da esposa por carregar algum tipo de culpa em relação a ela, é mais velho do que o Dante e está achando a decisão do seu irmão de casar tão cedo muito apressada (nisso eu concordo com ele). Ah e ele é tão indeciso quanto o Dante (Quase gritei com ele q).

Jules é irmã mais nova da Lizzie. Ela só tem a irmã no mundo, mas ao mesmo tempo que está triste por não viver mais perto dela, está super feliz. Ela vai a Itália para ajudar a planejar o casamento e ficaria só uma semana, mas a irmã decidiu casar em dois meses e por isso a volta dela para os EUA é adiada. Por não querer ficar de vela decide ficar no vinhedo da família DeFiore, não julgo porque faria o mesmo (a situação era completamente desconfortável, Dante e Lizzie estavam excessivos nas demonstrações publicas de afeto lol). Ela e Stefano acabam assumindo toda a responsabilidade de organizar o casamento já que os noivos estão ocupados demais com o restaurante e cumprir metas de um programa de TV. Por isso eles acabam se aproximando.

Seguindo o estilo do anterior, o foco narrativo é dividido entre o mocinho e a mocinha. Preciso dizer que gostei muito mais da Jules do que Lizzie. A presença do casal de protagonistas do livro anterior é bem forte nesse e existe bastante interação entre eles, o que é bem positivo. Eu não gosto quando o casal principal não tem interação com outras pessoas.

sábado, 10 de julho de 2021

Os irmãos DeFiore - Jennifer Faye (parte 1)


 

Livro publicado pela editora Harlequin. É um volume único contendo os dois livros da duologia Os irmãos DeFiore e por isso decidi dividir a postagem em parte 1 e 2. Ambos os livros se passam na Itália. O primeiro livro e do qual tratarei nesse post é Sabor inebriante. É a história de Dante DeFiore que assumiu o restaurante do avô porque o senhorzinho, por uma questão de saúde, teve que se afastar do trabalho. Além disso, o restaurante fica com apenas metade dos funcionários. E se não bastasse todos esses acontecimentos, Dante  tem que lidar com a chegada de uma jovem norte americana que veio fazer um estágio e gravar um quadro para um programa culinário junto com seu avô.

Dante é descrito como um homem muito bonito e capaz de encantar qualquer pessoa que cruze o seu caminho (olha ele como é irresistível aha). Eu o imaginei charmoso porque toda essa perspectiva de beleza vem de uma só fonte, a protagonista. O que eu gosto nele é a falta de reações muito abrasivas. A chegada de surpresa de Lizzie é algo  que atrapalha os planos dele de venda do restaurante (e sim ele quer vender o restaurante). Entretanto, apesar de não querer cooperar com ela, eles conversam e apresentam seus pontos, no caso ela apresenta o contrato assinado pelo avô dele (RISOS). Ele não dá um chilique  (finalmente). Só é um pouco (ok, muito) indeciso.

Lizzie sabe o que quer e é desconfiada. Ela quer muito que o programa de tv aconteça porque o dinheiro que receberá servirá para custear os estudos da irmã adotiva dela. Tendo crescido sem família, o forte dela não é confiar nas pessoas, não é a toa que além do contrato assinado, ela também trouxe cópia dos emails trocados com o avô de Dante no qual ele garantia acomodações para ela. Eu a achei com certa mania de se impor aos outros.

Os dois se sentem atraídos um pelo outro no momento em que se conhecem. Não gosto muito disso, mas é o que acontece na maioria dos livros (então, eu já abstraí, mas mesmo assim quis falar aqui). Os pensamentos de um pelo outro são sempre tão "eita, gente calma aí". O engraçado é que a mocinha tem plena certeza do efeito que ela causa no mocinho porque as expressões dele dão muito na cara (FINALMENTE alguém que percebe). Porque me dá certa agonia quando é óbvio que a outra pessoa tem interesse, mas os protagonistas não percebem. Isso fez com que eu gostasse um pouco mais dela, pareceu um pouco mais realístico. O que não gostei foi a falta de cenas no restaurante. Eu gostaria que tivessem tido mais interações na cozinha e com os funcionários porque o motivo principal dela ter ido para lá foi estagiar no restaurante.  Infelizmente não me senti tão envolvida com os personagens ou sentindo saudades deles quando acabou.