Segundo livro da série Procura-se um duque publicada pela editora Harlequin. Nela vamos acompanhar o capitão Andrew St. James, um dos possíveis herdeiros ao ducado de Carlyle. Nós o conhecemos no primeiro livro quando a duquesa chama Maxmilian e ele para falar do assunto e fazer uma proposta aos dois oferecendo uma quantia considerável desde que eles vivessem de forma respeitável de acordo com suas convenções (ai a nobreza... tsc tsc). Percebemos também como ele ficou completamente interessado em ter o título (quem não ficaria???) e como não mediu esforços para cair nas graças da duquesa.
Na época da leitura do livro anterior, eu o achei bem puxa-saco, mas pensei comigo mesma vamos ver o que acontece depois, quando chegar a vez dele ter a história contada. E em A dama do capitão, a gente vê de novo a cena da reunião com a duquesa com a perspectiva dele.
Andrew St. James é escocês e o favorito da duquesa. É um homem bom e vive com dificuldade. Ele envia todo o soldo dele de capitão do exército para a mãe e as três irmãs. A gente percebe, como em sua família, um se importa com o outro. Bem no começo eu pensei nele como alguém de caráter digno (eeeeh dá o martelo do Thor para ele). E também que não é só o título, é uma forma de mudar não só vida dele, mas também de toda sua família que vive com o pouco que consegue produzir. Achei bem fofinho que ele pensou logo no que poderia dar para as irmãs e me fez entender todo o empenho dele com a duquesa. Olha, não vou negar nada, tive vontade de colocar em um potinho esse homem e guardar.
Como as normas da duquesa incluem casamento, a procura por uma esposa que esteja dentro dos critérios para assumir o papel ao seu lado dentro do ducado é algo que ele tem que começar a pensar afinal ele é o mais próximo na linha de sucessão (ou não, vai que). Enfim, ele está decidido a cumprir todos os requisitos (também estaria se fosse ele).
Até que ao chegar na Escócia, sua terra e de sua família, ele conhece uma moça encantadora e que captura completamente sua atenção (eita Andrew).
Ilsa é viúva, riquíssima e nossa protagonista. Não quer mais viver sob as regras de ninguém (como se a sociedade em que está inserida permitisse). Ela é meio imprudente. Não acho que se preocupa muito com a reputação ou melhor dizendo ela não se preocupa com o que os outros pensem a seu respeito. Ela foi me ganhando aos poucos. Gosto como ela vai se abrindo e nos fazendo conhecer mais sobre quem é no decorrer da história e não em uma tacada só.
Detesto instalove (só queria dizer). É muito difícil me convencer de que era amor e não cilada quando é assim tão rápido (o que que eu tô falando sos). Porém, eu gostei dos dois protagonistas juntos e é isso. O livro é narrado em terceira pessoa e com foco narrativo alternando entre os dois protagonistas (isso é perfeito, autora fica aqui meu agradecimento). Achei os personagens secundários muito interessantes, as irmãs do Andrew e o melhor amigo dele, Duncan. Inclusive tem um extra sobre o Duncan, mas não sei se a editora vai trazer (POR FAVOR TRAZ, EU NUNCA TE PEDI NADA). Eu gosto do livro anterior e desse de maneiras diferentes. Então não vou dizer que um é melhor do que o outro. Acho que a duquesa acabou dando novas oportunidades para os dois não só em termos financeiros, mas para achar o próprio lugar no mundo. Eles precisavam dessa oportunidade e só foi possível através da duquesa.