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domingo, 19 de outubro de 2025

Cinderella Closet

 

A série começa com uma Haruka animada e cheia de planos para sua vida universitária, mas depois corta para ela numa vida de trabalho de meio perido, pouco sono, universidade e atrasos (me identifiquei muito).  É na correria que ela encontra Hikaru (aqueles encontros do destino). 

Kurotaki é o crush do trabalho e, de uma maneira bem esquisita, rola uma conversa sobre bebidas que faz com que ela ache que iria sair com ele,  mas na verdade ele só tinha dito da boca para fora e deixa ela na mão (o que é péssimo, mas não odeio o Kurotaki). 

Haruka não se sente mulher suficiente por causa de sua aparência e isso partiu meu coração. É fácil  se identificar com ela.  Muitas vezes a opinião dos outros faz com que nos sintamos tão pequenas, tão invisíveis e sem valor, que em algum momento somos todas Haruka. Hikaru é a pessoa que segura a mão dela e a ajuda a encontrar sua própria voz em um mundo barulhento.

Sinceramente, eu não tenho nada contra o Kurotaki (como eu disse acima), mas não queria que eles se envolvessem.  Kurotaki tem um sorriso muito bonito e por isso o achei lindo (primeira impressão dele). Entretanto,  como namorado ele deixa um pouco a desejar. Hikaru fez uma ótima leitura dele e sim eu gostaria que tivessem explorado melhor o Kurotaki como personagem e o desenvolvido. 

Hikaru é a pessoa que vai guiá-la nessa jornada de autoconhecimento e de ter confiança em si mesma (eu te amo, Hikaru). Desde o primeiro momento em que apareceu ganhou meu coração e eu só me pegava torcendo por sua felicidade. Hikaru veste roupas femininas porque segundo ele "Gosto de coisas bonitas, então uso o que quero. ".

A amizade deles cresce muito em pouco tempo e Hikaru começa a nutrir sentimentos pela Haruka. Eu gosto quando Hikaru abre o coração.  Consigo entender como ele desistiu de ter relações de amizade e romance por considerar difícil que outras pessoas o entendam e o aceitem.  Haruka é a primeira que o ama e o aceita por quem ele é.

Eu precisava dessa série e amo que optaram por fazer algo leve e ao mesmo tempo profundo.  Não há drama desnecessário, brigas que duram muitos episódios, tudo é resolvido. Eu me peguei sorrindo várias vezes (aqueles sorrisos bobos, sabe?).

domingo, 28 de abril de 2024

Noiva - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Apesar de ter um gancho para um próximo livro com outro casal,  não achei nada nas internetes (????) que indicasse que o livro faz parte de uma série (Tão sabendo de algo?). Importante ressaltar que a leitura dele não depende de outro e não tem final aberto. 

Eu fui sem expectativa por causa da repetição de plot nos livros que li da Ali  (a hipótese do amor e a razão do amor) e acabei me divertindo muito.  A sinopse do livro me chamou atenção por causa dessa vibe crepúsculo de vampiros vs lobos, casal improvável etc. E ainda bem que peguei para ler. 

Misery (Em português miséria e sim, um nome horroroso para protagonista) é filha de um dos líderes dos vampiros, mas ela nunca viveu entre eles. Ela mora entre os humanos, onde serviu como colateral numa aliança entre humanos e vampiros. O símbolo dessa aliança era a troca de um humano por um vampiro ligados a figuras importantes dos dois grupos. 

Além de humanos e vampiros, nossa história tem licanos (lobisomens). O medo da aproximação entre licanos e humanos, leva o pai da Misery a fazer uma nova aliança e essa estabelece um casamento por conveniência entre Lowe, alfa do grupo de licanos da região e sua filha, Misery.

Misery, detesta seu pai (não lembro se ele tem um nome e se tem esqueci), os vampiros que nunca a aceitaram etc, mas vê no casamento a possibilidade de entrar em território licano e descobrir o que aconteceu com sua amiga que desapareceu. A única pista que ela tinha apontava para Lowe e ela não perderia tempo para encontrar a única pessoa que esteve com ela em todos os momentos e a aceitou mesmo sendo vampira.

Aqui temos os clichês casamento por conveniência, opostos se atraem e aproximação forçada. Casamento por conveniência é de longe o meu clichê favorito e amo quando encontro livros com esse tema e principalmente quando também tem fantasia, sobrenatural envolvido. 

Não gostei e nem desgostei da Misery e a achei divertida em diversos momentos da história. Gostei muito da relação dela com a melhor amiga, Serena e de sua busca por ela. Acho que foi o ponto alto. O romance dela com o Lowe foi legal, mas achei que foi um pouco excessiva as cenas de sexo (mas pode ser só eu porque não curto muito) e que o tempo usado nelas poderia ser usado para trabalhar mais a relação dos dois. 

Lowe teve uma cena problemática para gerar drama lá perto do final e que foi resolvida de forma bem rápida no último capítulo. Ele tava completamente apaixonado pela Misery e só não viu quem não quis (isso mesmo, Misery, estou falando com você). Enfim, já leram?

domingo, 21 de abril de 2024

Pronta para o amor

 


Maiko Kosaka tem 32 anos e está desanimada em ainda ser virgem.  Ela fica se comparando com os outros (um pouco deprimente e raiz de todo problema). Ela acha que tem algo errado com ela por não conseguir fazer sexo e em momentos se culpa por isso. 

Quando peguei para assistir, até achei que seria alguma personagem estereotipada e que o enredo seria puxado para comédia, mas não foi isso que aconteceu (e achei muito bom).  A série não foca só na história de  Kosaka, mas também  explora os relacionamentos de outros personagens que convivem com ela.  

O enredo basicamente é sobre relações amorosas e as dificuldades que relacionamentos podem passar. Os episódios da série são bem curtinhos, por isso não vou fazer muitos comentários porque qualquer coisa que mencione talvez se transforme em um grande spoiler.

Kosaka pode refletir qualquer um de nós tendo inseguranças por se comparar com outras pessoas. As vezes o que enxergamos como um problema nem é um problema no fim das contas é só uma percepção equivocada de que deveríamos estar no mesmo local que o outro está.  Acho que nesses momentos é importante buscar ajuda especializada. Gostei bastante da série porque conseguiu abordar questões humanas de forma simples e sensível.

terça-feira, 23 de janeiro de 2024

Para sir, com amor - Lauren Layne

Publicado pela editora paralela. Foi a primeira vez lendo livros de Laura Layne. Achei o enredo, em vários momentos, divertido e curti a leitura. Tenho algumas ressalvas sim em relação os protagonistas,  mas nada novo porque sempre tenho ressalvas sobre um dos protagonistas (hahahah).

Gracie está a frente da loja criada pelos pais. É herança dela e dos irmãs, mas só ela largou a vida para manter o sonho do pai vivo. Problema 1: a loja não dá lucro. Problema 2: o dono do imóvel quer acabar com o contrato e tem uma proposta bastante generosa. Problema 3: o dono do imóvel é gato. Problema 4: o dono do imóvel tem namorada. Nem preciso dizer que a oferta de Sebastian, aka dono gato do imóvel, gera entre ambos animosidade da parte de Gracie (o que não faz sentido porque em algum momento o contrato iria vencer, não é como se o terreno fosse dela). MAS a presença dele também gera interesse (super correspondido).

Ao mesmo tempo que eu gosto da Gracie a acho por diversas vezes meio imatura. Ligar bêbada para o cara que quer terminar o contrato de aluguel do imóvel onde ela tem uma loja é um dos exemplos de atitude que me incomodou.  Diz seu não, chama um advogado, sei lá,  mas ligar bêbada em tom de flertar ? Esse último é meio podre porque ela acha que ele está em um relacionamento sério.  Eu acho imoral dar em cima de alguém que está em relacionamento.  Na minha cabeça uma aproximação com ele sabendo do suposto relacionamento é muito inviável e eu fiquei um pouco travada com isso.

Eu detesto a situação.  Sebastian também fica comendo a protagonista com os olhos (e de novo eu detesto a situação). Vou ser sincera e dizer que a existência da namorada foi um fator que não me fez shippar eles e me fez sentir um pouco mal pela atitude de ambos. Esse tipo de plot é algo que particularmente me desanima em livros (na vida).  Ter um relacionamento e se envolver com outra pessoa mesmo que tudo fique em conversa parece tão errado porque os sentimentos estão rolando (vocês também acham?).

Bem, até que isso se esclareça e ele resolva dar um jeito na vida dele e explicar para mim (cara leitora revoltada), fiquei enrolando sim e de super má vontade com os dois. Depois disso, fiquei de boas e o final foi doce, ri bastante e achei bem parecido com a plot bem clichê de certos de filmes românticos: homem rico dá um jeito na vida da mocinha pobre.

A minha única ressalva é o que para mim parece ser falta de ética quando eles se conheceram. O livro é bem leve e tem cenas bem divertidas. É um romance sem hot. Uma das partes que mais gostei foi a interação através de mensagens da protagonista com o Sir (as mensagens eram engraçadas). Também gosto circulo de amizades e família da Gracie. Acho que a interação entre eles foi de bom tamanho e não deixou espaço para a gente pensar que a vida dela se resumia ao mocinho. Gosto disso em um livro.

domingo, 5 de novembro de 2023

Para sempre Lara - Malu Simões

Primeiro da série Nobia publicada editora allbook. Depois de um término meio ruim, Lara viaja para Suíça com suas duas melhores amigas, Marina e Luana. Não estava nos planos dela ficar com ninguém até conhecer Christer, um cara super interessante que se hospedou no mesmo hotel delas.

Nesta casa gostamos de romances fofos e é isso que temos aqui. Parece que eu estava assistindo um filme gostosinho com vibes de Um príncipe em minha vida. É um romance que ocorre durante uma viagem o que deixa a protagonista um pouco balançada já que ela pretende voltar para o Brasil e o rapaz para o país de origem. Existe a dúvida se o rolo vai para frente ou não e ainda mais depois com a notícia dele ser um príncipe herdeiro (ainda por cima).

MAS a gente não precisa se preocupar porque a plot não tem drama e sofrimento (ninguém vai lá e parte seu coração para depois pisotear) e isso foi um alívio (de sofrimento já basta a vida real). 

A Lara cursa letras (e por isso já rolou uma afinidade logo de cara.) e apesar do termino ter rolado faz um tempo, ela permanecia um pouco abalada da forma como se conduziu e achei bem verdadeiro. Não tive impressão de que ela estava apaixonada pelo ex, só estava mexida com a situação. 

As melhores amigas da Lara foram muito divertidas, principalmente a Luana. Espero encontrar com elas logo logo nos próximos livros da série.

E, bem, o que dizer do Christer? Fofo e rapidamente apaixonado. Primeiro achei que ele poderia ser só mais um daqueles herdeiros que querem se rebelar contra tudo e todos sem mostrar um pingo de maturidade, mas essa opinião foi caindo por terra junto com "será esse homem um canalha?" (uma situação meio ambígua me fez me segurar um pouco entre gostar ou não dele). Enfim, um fofo e o último dos românticos.

O Strauss, primo do Christer, roubou meu coração (é isso). Vem terceiro livro q q q

domingo, 29 de outubro de 2023

Twas the text before christmas


Natal está chegando e os trabalhos já começaram fortes aqui. Por isso, hoje, trago mais una indicação do meu tipo de filme favorito: comédia romântica natalina. Eu acho esses filmes extremamente charmosos por ter gentileza, sensibilidade e o clima de natal (minha época favorita do ano).

Vamos lá

Addie terminou um relacionamento,  mas enquanto a fila do ex já andou, ela continua pensando muito nele e isso bem não é nada animador e para completar o natal já está batendo à porta e nem o pai vai poder passar com ela dessa vez.  Tudo muda com uma mensagem de um número estranho.  Uma senhorinha super fofa, chamada Nana, se engana e acaba enviando mensagens para Addie. Depois de constatar o erro, as duas acabam conversando e se tornando amigas (isso tudo num espaço bem curto de tempo). E bem junte senhoras casamenteiras, mocinhas solteiras e jantar familiar natalino, bem temos um filme.

Nana, ao saber que Addie passará o natal sozinha, não pensa duas vezes e a convida para desfrutar da ceia junto com sua família. Ela só deixa de fora o detalhe de que seu filho médico, James, lindo demais também estará juntos (ideias casamenteiras temos sim). Ao chegar e conhecê-lo, apesar de um climão meio estranho surgir, a interação dos dois é boa. Infelizmente para os planos de Nana, James encontra uma ex e ela também participa da ceia.

Ficaria muito nervosa de passar o Natal na casa de estranhos. Até porque nem acordada até a ceia eu fico (passo o dia inteiro comendo sim e depois durmo). Gostei bastante das interações familiares dos dois lados e da amiga da protagonista, Traci. Ela fala boas verdades na cara da Addie e fico pensando que gostaria de assistir um filme sobre a personagem (novidade eu gostar de personagens secundários).

Eu pensei que o filme ia ser desenrolar durante a ceia, mas teve passagem de tempo e isso foi muito bom para dar uma sensação de aprofundamento de relacionamentos. Não foi algo do tipo acabou de conhecer e se apaixonou (como eu detesto instalove). Eles tiveram suas histórias paralelamente acontecendo enquanto o relacionamento deles progrediam para amizade e o interesse mutuo crescia.

domingo, 10 de setembro de 2023

Jogo do namoro - D. Kelly

Tristan e Bex são melhores amigos que nutrem sentimentos complicados um pelo outro. Ele está preocupado com a vida sentimental e por isso  vai propor um desafio a ela: ter 8 (ou seriam 7, sei lá) encontros com ele.  Afinal ela tem essa teoria de que só é preciso de um número determinado de encontros para saber se o cara é ideal ou não. 

É meio óbvio que os dois estão interessados um no outro e por isso a vida sentimental de ambos está um fiasco (pfvr, minha gente,  se resolvam).

Bex tem um problema sério com relacionamentos e termina pelos motivos mais fúteis possíveis (ex usar sapatos que ela considera sapatos de avô). Isso é algo que me faz desgostar um pouco dela. 

Eu real não estava entendendo o relacionamento dos dois, a primeira vez que os dois se viram não foi marcante,  nem um pouco impressionante e mesmo assim eles chegaram a conclusão de que deveriam ser amigos (os melhores amigos yaay sqn).  Eu te pergunto como ser amigo de alguém que termina com seu dito melhor amigo sem motivo e sem dar uma chance de explicação? Talvez se eles tivessem se conhecido de outra forma, até ficaria tudo bem,  mas me pareceu um pouco desleal naquele momento. Essa é minha única ressalva em relação a plot.

Tristan foi muito decidido a virar o jogo com Bex e finalmente dar uma chance para os dois como casal. Além de ter esse nome lindo ( eu não faço ideia do porquê, mas Tristan um nome muito maravilhoso),  ele pareceu ser alguém focado.

Não é o tipo do livro que eu gosto,  mas não posso dizer que é ruim por isso. A narrativa é em primeira pessoa e os dois principais narram de forma alternada (alternância é um ponto bastante positivo na minha opinião).  Tem muita cena de sexo e conversas mais quentes e para quem não gosta,  não dá para simplesmente pular porque quase em todo capítulo tem algo nesse sentido. Eu particularmente não gosto desse tanto de cena hot, mas acho que para quem não se incomoda,  talvez seja uma boa leitura. Acredito que os objetivos da autora com a história foram diferentes dos que eu imaginei quando li a sinopse e está tudo bem. Eu preciso construir uma base para gostar dos personagens desde o início e acho que isso foi feito mais para o fim. 

Já conheciam?

domingo, 25 de junho de 2023

Um experimento de amor em Nova York - Elena Armas

Publicado pela editora Arqueiro. Vamos acompanhar Rosie, melhor amiga da Lina, protagonista de uma farsa de amor na Espanha (meu queridinho do ano passado). Rosie, como percebemos no livro anterior, tinha um crush no Lucas, primo da Lina. Ela stalkeava o perfil dele no instagram e acalentava a ideia de que um dia poderia conhecê-lo. Esse dia talvez fosse o casamento de Lina, mas Lucas não compareceu. Após um incidente em seu apartamento, Rosie vai para o antigo apartamento de Lina, que está vazio no momento, mas lá acaba finalmente conhecendo Lucas que veio passar uma temporada em Nova York. 

As coisas não saem exatamente como o imaginado para um primeiro encontro com Lucas, a situação é um pouco constrangedora (olá, vergonha alheia), mas passado isso fica decidido que os dois vão dividir o apartamento de Lina pelo tempo necessário. A oportunidade em fim de conhecer o Lucas. Os dois desenvolvem uma amizade e tem que lidar com a atração que ambos sentem um pelo outro, mas as questões pessoais pelas quais Lucas está passando podem ser um empecilho para o relacionamento. Além disso, há encontros experimentais rolando entre eles. 

Bem, o enredo mescla clichês que eu gosto bastante como relacionamento falso, proximidade forçada e amigos para amantes, mas a história não funcionou comigo, infelizmente. Antes de mais nada, preciso dizer que acho que é um livro bom e que tem uma boa construção. Dito isso, podemos prosseguir para o que fez com que a plot não tenha me ganhado.

Sinceramente a Rosie parece um pouco (muito) obcecada pelo Lucas, tipo fã obsessiva sabendo mínimos detalhes da vida dele por ficar constantemente navegando no perfil dele e isso me assusta um pouco. Real, acho que ficaria assustada em conhecer alguém que não me segue, não interage comigo nas redes sociais, mas fica lendo cada coisinha para saber da minha vida nos mínimos detalhes. Foi essa a impressão que eu tive da Rosie e isso me manteve longe da personagem. Ela também parece só ter uma amiga, a Lina e para mim não faz sentido.

O livro tem capítulos narrados por Lucas e Rosie. Eu gostei muito mais dos capítulos narrados por ele. Pena que em comparação com os da Rosie, foram menos capítulos. Ter dois narradores é algo bom porque dá para entender melhor o que está acontecendo com os personagens, acho que isso foi um acerto.

E vocês já leram? o que acharam?



 

domingo, 21 de maio de 2023

O teste do casamento - Helen Hoang

Khai é um homem autista que não deseja ter um relacionamento com ninguém, mas que vê sua vontade sendo desrespeitada por sua mãe. Ela acredita que ele quer sim, só não dá uma oportunidade para isso. Enfim, ela vai ao Vietnã procurar uma noiva para ele sem dizer nada. Lá, ela conhece My, que trabalha como faxineira no hotel em que ela está fazendo o evento de procura da noiva. Esse evento deu super errado e nenhuma das garotas atraí a atenção da mãe do Khai. Bem, isso até ela conhecer My e ter certeza de que ela seria ideal para o filho.

Depois de My e ela se acertarem, a mãe o informa do arranjo que fez e combina com ele de não perturba-lo mais depois dessa experiência.  Khai concorda mesmo se sentindo manipulado.

My decide viver uma personagem para seduzir Khai. Ela adota o nome Esme quando vai para os EUA.

Eu acho que me incomoda a certeza da My em dizer que ele é perfeito para ela e para filha. Principalmente com a mentira rolando entre eles.  Ela nem sabia se ele queria ser pai, como diz que ele seria perfeito para esse papel? Não sou adepta de instalove e por isso me incomodou sim a forma como ela surge do nada e já faz esse tipo de declaração como se estivesse tudo certo. Em nenhum momento senti que ela queria conhecer o Khai ou fazer com que ele a conhecesse de verdade. 

Outra coisa é como ela começa a mudar a configuração da casa dele sem permissão.  Meu coração chegou a acelerar me imaginando na mesma situação, eu detesto que mexam nas minhas coisas sem me pedir e principalmente que mudem de lugar. 

Ela não conhece a palavra limites e faz coisas inconvenientes. Ela se impôs a ele. Senti grande incômodo e isso não me fez torcer por ela ganhar a afeição dele. My nem pesquisou sobre autismo depois dele ter dito que era autista. 

Uma das plots que mais gosto é de casamentos por conveniência. Mas não posso dizer que curti tanto assim aqui. Khai não merecia ser forçado a um relacionamento da forma que foi e principalmente ele não merece mentiras contadas por Esme porque ela queria conquistá-lo. Sabe, se fossem encontros apenas, eu relevaria ela ocultar informações, mas ela entrou na casa dele com o objetivo de casar e simplesmente mentir para ficar mais atraente aos olhos dele achei de muito mau gosto. Isso me fez enrolar bastante a leitura porque amei o Khai e achei essa situação tensa demais.

Enquanto romance pode não ter me convencido muito,  mas sobre o autismo me senti representada em vários momentos do Khai. Simplesmente eu acho incrível como eu consigo me encaixar perfeitamente nas descrições de certas situações feitas pela autora.  Outra coisa que achei interessante foi trazer a perspectiva do imigrante, da busca por uma nova oportunidade para si e para sua família em outro país porque é algo que a My foi atrás também, um futuro melhor.

Para mim foi difícil escrever essa resenha porque eu comecei o livro detestando a situação de todas as formas possíveis, achando a protagonista completamente sem limites, mas considerei os capítulos finais bons e até terminei com um sorriso no rosto. Lá para página cento e alguma coisa a protagonista deixa de ser completamente irritante e o livro começa a fluir melhor. Não me arrependo da leitura, mas mantenho minhas ressalvas sobre a protagonista nas primeiras 100 páginas.  Eu acho que a My do meio para o final foi bem mais legal do que aquela do início, o que me fez gostar um pouquinho mais dela e até torcer por ela (não torcer para o casal, mas sim pelos personagens separados).

domingo, 12 de março de 2023

Mais que um match - Malu Simões

Publicado pela editora Allbook. É minha primeira experiência com a editora e autora e já posso dizer que gostei bastante do trabalho de ambas (aeeeeeeeeee). Fazia tempo que não achava um livro que encaixasse na minha concepção de romance gostosinho e fico feliz em dizer que esse sem dúvida se encaixa perfeitamente nela. Eu encaro romance gostosinho como um romance sem drama ou dor de cabeça e que me deixe feliz pelo tempo em que dura.

Antonella é rica, muito rica, mas mesmo com todo o conforto que o dinheiro lhe dá, ela se sente presa e insatisfeita.  Boa parte da sua vida foi controlada por terceiros. Prestes a casar com um homem que não ama, ela entende que precisa tomar as rédeas de seu destino e por isso foge da igreja. No aeroporto indo para Jericoacoara, ela conhece Sebastian e esse encontro promete mudar a vida dos dois.

Não vou negar que tive uma primeira impressão ruim da Antonella, ela foi muito desagradável e rude com o Sebastian. Entendo que ela estivesse nervosa com toda a situação, mas descontar nos outros? PFVR. Porém, acho legal que a personagem mudou minha primeira impressão, aos poucos, conforme o enredo foi desenrolando. 

Sobre Sebastian foi amor logo de cara. Que homem! Gentil, prestativo, inteligente, respeitador etc. Ele tinha todas as qualidades que eu gosto (Sebas, toma aqui meu coração).

Conforme o relacionamento vai se desenvolvendo, conhecemos mais deles e é isso. Nenhum drama, choradeira. O livro tem algumas falas bem interessantes e progride de forma gostosinha. Vemos os personagens principais inseridos em seus contextos, o que é bom, ver a interação deles com outras pessoas e não só entre eles. A narrativa é feita em primeira pessoa e dividida entre Antonella e Sebastian. Como sempre digo, acho importante ter a perspectiva dos dois personagens para poder entender melhor o que estão sentindo.

Um personagem que quase não aparece direito, mas roubou meu coração e por quem eu torço que futuramente ganhe um livro para chamar de seu é o ex-noivo de Antonella, Horacio. Boa parte do livro eu fiquei pensando nele, em como ele devia ter se sentido traído e em como é horrível amar e não ser correspondido. Fiz várias hipóteses em minha cabeça e talvez tenha visto mais dele do que apareceu, mas sou assim mesmo (e o que importa sou eu hahaha).

Gostei muito da experiência de leitura e já quero ler outros livros da autora. Se você está procurando um romance gostosinho, recomendo Mais que um match.

domingo, 19 de fevereiro de 2023

A razão do amor - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Bee Konigswasser finalmente recebeu uma grande oportunidade de alavancar sua carreira: trabalhar em um projeto da Nasa. Isso seria um ponto de virada em sua vida. O problema é que ela trabalharia com nada mais nada menos que o desafeto da época de doutorado, Levi Ward. Seria possível trabalhar com alguém que já deixou claro várias vezes que não gostava dela? (a resposta é sim se ambos forem profissionais e éticos,  mas hahaha).

Eu gostei da Bee logo de cara e isso foi bem importante. Ela é orfã e tem uma irmã gêmea com quem se dá muito bem. Elas mantêm contato por telefone porque a irmã vive viajando. Bee tem piercing, tatuagens e cabelos coloridos. Ela também é responsável por uma conta chamada O que a Marie faria?  na qual fala sobre machismo no meio acadêmico principalmente na área STEM ( sigla em inglês referente as áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática) e outras coisas. Gosto que durante a leitura a gente tem noção de que ela é boa no que faz.

Levi é um fofinho. Claro que quando veio a Bee falar sobre ele pela primeira vez, desconfiei de todas as considerações e pensei obviamente tem algo ai que a gente não sabe e de fato era tudo meio óbvio mesmo. Ah aquela falsa inimizade, mas deixo bem claro que as atitudes do Levi foram responsáveis por essa percepção e levou todo mundo na época do doutorado acreditar que ele não gostava da Bee. 

Essa é a segunda chance que dei para os livros da autora porque o anterior, apesar de ter amado o Adam, eu não fui muito com a cara da Olive. Aqui acho que ela fez um melhor trabalho com a protagonista feminina, gostei muito mais do desenvolvimento dela. Além disso, eu me diverti muito durante a leitura (menos na parte em que falaram que o Yoda era babaca. NINGUÉM fala mal do Yoda na minha frente). Entretanto, vi uma repetição de fórmula entre o anterior e esse. Alerta spoiler : Os dois tem protagonistas femininas orfãs, com melhores amigas tóxicas, os amigos dos protagonistas masculinos são num primeiro momento legais, mas que depois se revelam péssimos etc. Fim do spoiler. 

Gostei da pauta levantada durante o enredo que foi sobre o processo de admissão ao mestrado em faculdades dos EUA e o machismo no meio acadêmico. Como gostei desse livro, seguirei para o próximo da autora.

domingo, 12 de fevereiro de 2023

Extra, extra, extra #1

Amo extras e a possibilidade que esse conteúdo nos traz de ver os personagens que gostamos de novo. Esta postagem (talvez outras como essa virão, por isso #1 no título) vai ser dedicada a isso. Vou falar um pouco como me senti sobre a leitura e tentar não fazer (foco no tentar) spoilers.

A editora arqueiro disponibilizou conteúdos extras dos livros A hipótese do amor de Ali Hazelwood e Uma farsa de amor na Espanha de Elena Armas. Dois livros que li ano passado.



A hipótese do amor: capítulo extra

O extra traz a perspectiva do Adam sobre a primeira vez dele com a Olive. Sinceramente achei um pouco desnecessário ser sobre essa cena. Eu amei o Adam profundamente, mas se fosse para ver algo da perspectiva dele, seria o momento em que se apaixonou pela Olive. Realmente queria saber o que ele viu nela por motivos de interação nula até o momento do trato de namoro falso. 

Porém, ver o Adam é sempre bom e é isso (eu amo esse homem que nem existe). 

 


Uma farsa de amor na Espanha: conteúdo extra

Um dos melhores romances que li no ano passado e agora com cenas do ponto de vista do Aaron. GRITOS. Aaron, o último dos românticos. Não tem como não amar esse homem e olha que eu nem o amava no começo do livro sinceramente. Foi bem satisfatório. Elena colocou trechos de alguns capítulos da perspectiva dele, como quando ele se oferece para ir com Lina ao casamento da irmã dela, quando eles saem juntos pela primeira vez e o beijo. Já imaginava o Aaron assim? já, mas olha foi um docinho.




E você, já leu algum desses conteúdos extras?

domingo, 8 de janeiro de 2023

Será que é o meu número? - Julie Murphy

Publicado pela Universo dos livros. É uma releitura de Cinderela (que é simplesmente meu conto de fadas favorito). Cindy se formou em moda na Parsons e ama Nova York, mas por não ter um emprego precisa voltar para Los Angeles, para casa da madrasta, Erica. Durante o voo, ela conhece um homem que parece o príncipe encantado, mas os dois apesar de conversarem (e parecer rolar um clima) não trocam contatos.

Em Los Angeles, para ajudar a compor o elenco, Cindy e suas meias-irmãs acabam entrando no reality show de namoro produzido por Erica, Antes da meia-noite. Para Cindy, é uma oportunidade de mostrar seu trabalho na TV e conseguir oportunidades na área de moda.

Apesar de ser uma releitura de Cinderela, a madrasta e as meias-irmãs não são malvadas. Ao contrário, vejo um esforço real da Erica em tentar se aproximar da Cindy. É a própria Cindy que parece criar barreiras entre elas. Inclusive, eu esperava uma pessoa detestável e quando a Erica apareceu fiquei ué. Achei um diferencial. Gostei dessa versão na qual há afeto entre a madrasta, as meias-irmãs e Cindy. Porque parte meu coração saber que quem deveria cuidar, não dá a mínima para a pessoa.

O enredo do livro vai se concentrar no desenrolar do reality show. Antes da meia-noite é um reality show de namoro no qual um determinado número de pessoas compete pelo amor do solteiro da vez. E que surpresa que o senhor príncipe encantado seja o solteiro cobiçado.  Um choque para nossa Cindy, um choque para o príncipe, quer dizer Henry que agora tem nome.

Henry é filho de uma estilista famosa e no decorrer do livro descobrimos o motivo dele participar do programa, o que é bem óbvio, na verdade.  Como será que o relacionamento deles vai evoluir dentro do reality show (toca música de fundo)?

O livro é uma comédia romântica leve e bem gostosinha de ser lida. Mesmo assim, trata de um tema importante, gordofobia. Cindy sofre comentários gordofóbicos de outra participante e a estilista do programa não prepara roupas para ela, só com o tamanho das outras participantes durante as primeiras competições. 

Espero ter oportunidade de ler outros livros da autora.  Amei acompanhar a  Cindy e estar com ela quando ela lidou com suas questões em relação ao luto pela perda de seu pai e mãe, sua carreira e seu relacionamento com Henry. Queria um capítulo extra!

domingo, 11 de dezembro de 2022

Os números do amor - Helen Hoang

Primeiro livro da série Os números do amor publicada pela editora Paralela. Esse livro me chamou muita atenção por causa da sinopse e logo fiquei com muita vontade de ler. Porém, vi muitas resenhas negativas e positivas no goodreads sobre ele e decidi conter minhas expectativas porque todos levantavam pontos que respaldavam suas opiniões. Então, resolvi comprar tanto esse quanto um outro da autora, mas sabendo que as opiniões sobre estavam bem divididas no momento em que pesquisei.

Um livro que eu sabia que poderia não gostar. É isso que ele era. Porém foi um livro que amei demais (ainda bem).

Stella tem sucesso em sua carreira, é econometrista (essa foi a primeira vez que ouvi falar da profissão e achei bem interessante). Ela é autista e tem dificuldades em relação a toques e relacionamentos. Quando sua mãe levanta o assunto de querer netos, ela decide contratar um acompanhante profissional, Michael, para que a ensine sobre relacionamentos já que é algo complicado para ela.

É sim, se você pensou em Uma linda mulher, eu também pensei, é uma releitura do filme. Se você não gostou do filme, talvez não vá gostar tanto do livro.

No livro, dá para sentir tudo que a Stella passa de uma maneira muito vívida.  Dá para sentir os sentimentos do Michael também. Tudo isso te pega de uma forma que não sei explicar. Foi uma experiência bastante importante para mim. É bem real e me atingiu bem forte. 

O Michael é uma gracinha. Ele se apaixona logo pela Stella e não consegui parar de pensar nele. Logo de cara a gente já sabe o motivo dele se tornar um acompanhante profissional, mas mais informações são adicionadas conforme a leitura avança. Sem falar que a autora mostrou outras partes de quem ele é e não ficou focada em apenas um aspecto da vida dele.

O livro é narrado em terceira pessoa e o foco narrativo se divide entre os dois protagonistas. Ter acesso aos pensamentos e sentimentos de Michael faz toda a diferença aqui e foi bem necessário para o desenvolvimento do livro. Além disso, os personagens principais interagem com outros personagens, ou seja, a vida deles não se resume um ao outro. É uma leitura fluída e envolvente. Não consegui largar. Agora, acho que tem cenas hot demais. Se você gosta, não será um problema. Se você não gosta, talvez seja um aspecto negativo da leitura para você.

Tem uma nota bem interessante no final do livro onde a autora revela que teve o diagnóstico tardio de autismo e fala um pouco da experiência dela. Aconselho muito a não pularem.

domingo, 6 de novembro de 2022

O pior padrinho da noiva - Mia Sosa

Publicado pela Harlequin. Quando vi a sinopse fiquei bastante curiosa por ter elementos brasileiros e assim que pude comprei meu exemplar. 

Carolina Santos recebe uma oportunidade maravilhosa de trabalhar para uma rede hotéis como coordenadora de casamentos, mas ela não esperava que com a oportunidade viesse o desgosto de encontrar o ex noivo, Andrew, e ser forçada a trabalhar com o irmão dele, Max, responsável por seu noivo ter desistido do casamento no dia.

Bem, antes de mais nada, vou dizer que eu pessoa de fora da situação, leitora, bebendo meu suquinho e comendo meus docinhos, olhei para o que estava acontecendo e pensei em como soava duvidoso que o irmão do noivo com uma conversa em um dia conseguisse convencê-lo de terminar seu relacionamento. Além do mais, o cara mandou o irmão para contar a noiva que ele tinha desistido do casamento. Então desde o começo, eu pensei de forma bastante favorável sobre o Max (vaaaaaaaaaaaai Max). Essa é a minha única ressalva em relação a plot. De resto, eu gostei bastante.

Lina é uma personagem forte. Filha de imigrantes, ela faz um esforço tremendo porque não quer decepcionar a mãe e as tias, que trabalharam muito duro pelo futuro dela e das primas. Acho a personagem bem gente como a gente nesse quesito porque as vezes o medo do fracasso nem é por nós mesmos, é por causa da decepção que podemos gerar ou não conseguir retribuir de alguma forma a ajuda que recebemos para nos erguer. A única coisa que não gostei muito foi em relação a pseudo vingança contra o Max e esse foi um dos motivos de ter enrolado um pouco na leitura, foi porque para mim não fazia muito sentido e que comentei no parágrafo anterior.

Max é meu fofinho. Não tem como um cara gostar de bolo e ser ruim. FIM. Ele gosta de bolo. Ele consegue comer muito bolo (amei demais). Eu tinha bastante receio de como iria funcionar a dinâmica entre eles porque né, ela quase casou com o irmão dele (hmmm Damon e Stefan de novo não). MAS acho que a autora foi bastante sensível em relação a isso e não construiu um triângulo amoroso (ótimo porque seria péssimo se tivesse um). A forma como foi conduzido foi confortável.

Como disse antes, a única coisa que eu não gostei foi a insistência em  querer se vingar do Max . Não foi ele que a abandonou no altar.  Não foi ele que prometeu nada para ela e sumiu. E para mim me parece contraproducente colocar em risco o trabalho que quero conquistar por algo que pensando com a cabeça fria parece duvidoso (e olha eu tô desde o começo falando que a situação era duvidosa). Depois que essa parte passa, minha leitura se tornou bem mais fluída e rápida. O relacionamento entre Max e Lina evolui constantemente e isso é bom (me convenceu).  Os personagens secundários me fazem querer conhecer mais sobre eles e acho que tem conteúdo para serem aproveitados como protagonistas de outros livros. Jaslene, a assistente da Lina, tem todas as características para ser protagonista e próprio Andrew, ex noivo da Lina, tem várias questões que podem ser retomadas em um próximo livro (fica aqui o meu desejo).

domingo, 9 de outubro de 2022

A hipótese do amor - Ali Hazelwood

Publicado pela editora Arqueiro. Era um livro que estava bem curiosa para ler, mas tinha certo receio por pensar, após ler a sinopse, que pudesse ser um relacionamento em que a protagonista feminina fosse aluna do protagonista masculino porque não gosto, não gosto mesmo. Foi graças a resenha da Cida do Moonlight books que descobri não ser essa situação e pude ler com mais tranquilidade.

Olive é uma estudante de doutorado. Ao descobrir que sua melhor amiga, Ahn, gosta de um ex dela, resolve mentir e dizer que já está em outro relacionamento para que a amiga não se sinta culpada e fique com o cara. O problema é que ela é quase pega na mentira e no desespero beija a primeira pessoa que vê passar no corredor. Essa pessoa não é nada mais nada menos do que um dos professores mais temidos da pós, Adam.

Algo que me incomodou bastante foi o beijo no corredor. Se eu fosse beijada da forma que a Olive, beija o Adam, ia ficar muito p da vida e me sentir muito mal. E que motivo meio tosco para beijar um completo desconhecido. Ela não podia conversar com a amiga? ser honesta, dizer que não sentia nada pelo cara. Isso é algo que me deixou meio travada no início da leitura e me fez dar uma enrolada.

A carência da Olive é tão grande que ela não acredita na Ahn, não acredita que a Ahn queira continuar amiga dela e por isso ela é motivada a esconder e agir da forma que agiu. Eu demorei para entender.  Fiquei uns bons dias sem ler presa a situação horrível do beijo (não foi nenhum pouco legal), mas consegui abrir um pouco meu coração para Olive depois de entender um pouco sua solidão e seu desejo por agradar os outros. Só que ela não é uma personagem que me agradou muito no começo e é isso, não me forcei a gostar dela. Entendo algumas atitudes dela, outras não. A amizade com a Ahn, eu achei péssima. Ela mandava a Olive fazer coisas e a Olive seguia, parecia uma versão bizarra de siga o mestre (sem falar da falta de sinceridade). A amizade que eu gostei foi a da Olive com o Malcolm. Ele é a única pessoa com quem ela se abre desde o começo. Entretanto, com o passar do tempo, preciso dizer que Olive me ganhou de alguma forma.

Adam foi uma surpresa. Quiseram pintar ele como professor babaca e eu pensando ai ata não tô vendo isso, mas tudo bem. Eu gostaria muito de ver ele avaliando algum aluno para ter a tal dimensão de tudo que alguns disseram sobre ele.  O foco narrativo está na Olive, mas narrativa em terceira pessoa fez sua mágica e estava bem desconfiada do rótulo que colocaram nele. Como não vi ele sendo babaca com aluno nenhum, não quero nem saber da opinião de personagens secundários. O que percebi é que ele é muito direto e não dá rodeios quando faz críticas.

Penso que Adam foi melhor construído do que Olive. Acho que faltou um pouco de equilíbrio na personagem dela, mas quando me pego pensando na personagem de novo, estava acontecendo muita coisa somando ao que já tinha rolado com ela com a perda da mãe.

Tenho essas ressalvas sobre a protagonista, mas num geral gostei bastante do livro. Gostei da autora falar sobre o machismo sofrido por mulheres na área científica, sobre as pressões sofridas no ambiente acadêmico, sobre assédio e falta de investimento em projetos relevantes e falta de valorização do profissional da área.  Os diálogos entre os protagonistas foram divertidos e por vezes não entendi os termos que usavam (o que você disse??? Google ajuda aqui). Principalmente gostei como o relacionamento dos protagonistas evolui e como está na cara que o Adam está todo apaixonadinho, mas a Olive não percebe (ain minha dose de fofura).

Como cenas de assédio podem ser gatilho deixo aqui a página para quem por acaso quiser pular. Eu teria pulado porque me sinto mal. Começa na pág 216 e vai até a 219. Só preciso avisar que trechos ressurgem em momentos posteriores.

Gatilho: assédio sexual, machismo

domingo, 11 de setembro de 2022

Imperfeitos - Christina Lauren

Publicado pela editora Faro. Foi um livro que peguei como indicação da Cida do blog Moonlight Books. Quando li a resenha dela sabia que era o tipo de história que iria gostar e por isso estou aqui (hahaha). Foi minha primeira experiência de leitura com livros da editora e dessas autoras. E desde já posso dizer que gostei bastante da diagramação e tradução.

Imagina casamento da sua irmã gêmea,  todo mundo passa mal com intoxicação alimentar por causa da comida do buffet, menos você e o irmão do noivo.  Além disso vocês acabam indo na viagem de lua de mel porque não tem como adiar, mas você odeia o cara. É isso que acontece com Olive. Ela acaba indo na viagem de lua de mel com Ethan sem suportá-lo (é isso mesmo, Olive?).

A Olive me chamou logo a atenção por ser azarada por motivos de sim eu mesma rainha do azar (isso mesmo que você leu, inclusive vide o nome do blog que faz referência a como sou azarada). Rolou uma identificação aqui (risos). Ela e a irmã dela, Ami são opostos. Enquanto uma é brilhante e parece ser cheia de autoconfiança, a outra se mergulha em sua maré de azar.

Olive não me convenceu muito no ódio dela contra o Ethan. Na verdade,  achei ele meio desagradável na descrição dela e em momentos pontuais, mas se fosse eu (se fosse eu né), seguiria com a vida ignorando ele como se não houvesse amanhã.  Entretanto ela não consegue (ignorar? para que ignorar?), ela só pensa nele e o fato dele não estar aparentemente interessado nela parece para mim ser a força motriz que alimenta a antipatia dela em relação a ele. Vários pensamentos dela juntos me levam a crer isso (e ninguém tira isso da minha cabeça). Além do mais, também me faz levantar o ponto de que o livro não tem de verdade um inimigos para amantes. Olive está sendo inimiga sozinha. Ethan está completamente alheio a essa parada de inimigos, ele parece ser só implicante mesmo.

Agora clichê que temos aqui é o do relacionamento falso porque para desfrutar da viagem de lua de mel gratuita, eles têm que fingir ser um casal. E eu simplesmente amo esse clichê. Sempre me divirto muito com as situações que ele me proporciona. Além das situações engraçadas, tem sempre  uns momentos olha que fofo.

É claro que nada pode ser tão agradável que não possa ser estragado e o momento chega. Chega aos poucos quando percebemos sinais de coisas estranhas, de algo que está bem errado. Mesmo que não seja diretamente relacionado ao casal principal, obviamente o alcança (vamos jogar bosta no ventilador). Ethan faz uma escolha bem lógica, mas ao mesmo tempo muito decepcionante e sinceramente não sei se saberia lidar tão bem com a escolha que ele fez se estivesse no lugar de Olive porque olha eu até entendo o lado dele, mas a Olive não deveria ter passado pelo que passou e nem ouvir o que ouviu do jeito que ouviu. Não deveria mesmo.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Olive. Gosto? Não. Detesto? Também não (se decide!!). Acho que em terceira pessoa seria melhor? Acho. Vou deixar claro então que é uma preferência pessoal e que não acho que atrapalhe a trama porque não me sinto especialmente curiosa em relação aos sentimentos do Ethan e não faz tanta diferença no decorrer da história. Só em um momento, na verdade, que acho que seria interessante ter colocado e seria exatamente quando Ethan tem que arcar com a consequência da escolha que ele fez. Esse momento era o ideal para ter a narrativa dele e ajudaria a perdoá-lo (o que não me senti inclinada a fazer). Porém, preferiram colocar a narrativa dele no epilogo e em um capítulo bônus (o que para mim, sinceramente, não fez diferença). Infelizmente, o capítulo bônus que pode ser lido gratuitamente no site das autoras, não foi traduzido. 

Para mim, o único problema da trama foi não ter trabalhado tão bem uma conversa entre Ethan e Olive após a escolha dele. Acho que a reconciliação parece muito rápida por causa disso. Em vez de uma cena que explora um lado cômico, deveriam ter feito algo mais sério. Algo em que pudéssemos sentir mais sinceridade do Ethan em relação a Olive e em como ela se sentiu.

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Leitura de verão - Emily Henry

Publicado pela Verus Editora. Pensei que ia ser uma comédia romântica  simples e caí dentro do meu caos interior que tem dificuldade em sair do luto. Porém, calma, o livro é um romance e não é inteiramente sobre luto, apesar do assunto também aparecer.

January Andrews sempre acreditou em amor, romance e é sobre isso que ela escreve. Ela acreditou nisso por toda a vida observando o relacionamento dos pais que parecia ser ideal. Até o fatídico dia em que seu pai faleceu e ela descobriu que ele tinha uma amante e que sua mãe sabia de tudo, mas nunca tinha contado para ela. Com um coração partido e ao mesmo tempo vivendo o luto, ela tem que lidar com bloqueio criativo, o termino de seu relacionamento e a falta de dinheiro que a obriga a morar temporariamente na casa em que o pai ficava com a amante. Para completar o pacote, ela descobre que o vizinho ranzinza não é nada mais, nada menos que um ex colega de faculdade com quem ela tinha uma relação meio ambígua, Augustus Everett (algo entre desejo, rivalidade e inveja).

Quando comecei a ler, não esperava nenhum pouco que a mocinha estivesse lidando com  tanta coisa ao mesmo tempo. Eu geralmente deixo para ler coisas relacionadas a luto quando estou me sentindo bem porque é um tema que me pega. Por sorte, estava bem quando li. Isso é que dá não ter lido nenhuma resenha sobre ele antes. Entretanto a escrita da autora não é carregada e o assunto luto não  é tratado de forma central no livro, é só uma parte do que está acontecendo. Inclusive eu pensei muito mais na traição do  que na morte do pai dela.

A grande inspiração dela vinha do casamento dos pais,  sua crença em amor verdadeiro e ela viu isso ruir com a descoberta. Venhamos e convenhamos, imagina descobrir que o pai traiu a mãe que estava batalhando pela vida contra um câncer. O caos. Achei o pai dela um tremendo de um egoísta que magoou a esposa, a filha e a amante. Além de ter colocado a amante em uma posição horrível quando deixou instruções de que ela entregasse uma carta e a chave da casa para a January (nossa, mano! Que situação bizarra).

Além da mocinha estar enfrentando muita coisa. O mocinho, Augustus, também não fica atrás com seu histórico de traumas e coração partido. E eu acho que duas pessoas quebradas não deveriam entrar num relacionamento. Então, sinceramente, aconteceu pela primeira vez de que eu gostasse dos dois protagonistas de forma separada. Em boa parte do enredo não me senti extremamente confortável em ver o relacionamento acontecendo. Talvez eu esperasse que eles resolvessem as coisas antes de ficar juntos.  Sinceramente, gostei muito deles. Acho que foram personagens bem construídos e que conseguem gerar simpatia e afeto no leitor. Só queria que tivessem tido mais tempo para resolver suas questões antes de qualquer coisa. Enfim, é isso.  Já leram o livro ? Se sim, me diz aí o que acharam.

quinta-feira, 7 de julho de 2022

Uma farsa de amor na Espanha - Elena Armas

Publicado pela editora Arqueiro. É um livro que toda vez que ia na livraria, já tinham vendido todos e isso só me fez ficar com mais curiosidade e expectativas para a leitura, assim que conseguisse comprar meu exemplar (e eu detesto ter muitas expectativas). Porém, preciso dizer que acho que o livro merece mesmo todo o hype que está tendo porque NOSSA NOSSA eu me diverti muito lendo. 

Catalina é uma jovem espanhola que mora nos EUA e que por causa do casamento da irmã é colocada em uma posição desconfortável. Ela terá que encarar o ex que é irmão do noivo da irmã e o pior, ele está noivo (é o que?). Por não querer enfrentar sentimentos de pena vindos de todos que ela conhece, ela mente um pouquinho dizendo que está em um relacionamento. A mentira como sempre se transforma em uma bola de neve e ela acaba se vendo na posição de levar o desafeto do trabalho com ela para o casamento, Aaron Blackford.

Catalina, Lina para todo mundo, é uma mulher energética e com bom senso de humor. Por questões pessoais, ela sai da Espanha e vai viver nos EUA.  Gostei dela logo de cara por motivos de muito engraçada e faz dramas na cabeça igual aos que eu faço. A melhor amiga dela se chama Rosie e aparentemente é única amiga que ela tem em Nova Iorque. A situação com o ex a marcou profundamente e ela não teve nenhum relacionamento depois dele (não julgo, que bosta de ex). O ranço dela pelo Aaron é totalmente justificado (só te digo isso). O enredo do livro começa em um momento bem depois da situação em que despertou sentimentos ruins pelo Aaron na Lina. É tudo explicado, mas faz todo sentido ela não gostar dele.

Aaron que eu não entendo e até sinto raiva/ranço no começo tem uma presença forte. Eu mesma pensando quem esse homem pensa que é? Ele acha que é o último biscoito do pacote por acaso?? Sério! Finalmente um inimigos para amantes de verdade, pensei comigo mesma porque as vezes livros prometem, mas na verdade não tem inimigo nenhum. Vamos dizer que ele no começo é um pouco rude, se impõe à protagonista, mandão, faz o que quer e se mete onde não é chamado, mas não faz nada quando deveria. E nesse momento em que estou entendendo o ranço da Catalina em relação a ele desenvolvo um também, é que ele me pega. O problema (ou não) é que a plot se desenrola de um jeito que eu de um momento para o outro já estou hmm você me irrita, mas gosto de você (você me irrita mesmo?). Alguém que gosta de bichinhos não pode ser tão ruim, não é?

Eu AMO o clichê relacionamento de mentira. Podem me condenar, mas eu adoro isso e casamento por conveniência (hahaha me deixa, me deixa, me deixa). E cara um brinde ao relacionamento falso que encontramos aqui junto com inimigos para amantes! Um espetáculo e é isso.

A leitura é fluída e a autora descreve e executa muito bem as cenas. Acho um diferencial fantástico visto que muitos tem dificuldade em execução de cenas com balanço entre descrições e diálogos. O livro tem 444 páginas e em nenhum momento me deu a impressão de que a autora está enrolando para render páginas.  Cada página, várias gargalhadas diferentes, teve momentos que eu tive que parar de ler para ficar rindo porque chegava a chorar. Também existe um progresso muito bom no relacionamento dos personagens. Entendo porque a Catalina não gosta do Aaron no primeiro momento e inclusive super participo dessa antipatia porque venhamos ou convenhamos era super válida, mas ao mesmo tempo em que a personagem começa se sentir balançada por ele, fui também impulsionada a sentir o mesmo. Achei super bem construído e já estou pronta para o próximo livro da autora que terá a Rosie como protagonista (oi, arqueiro! tudo bem?).

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Sem receita para o amor - Jennifer Yen

Publicado pela editora Melhoramentos. O livro propõe uma versão moderna de orgulho e preconceito. Liza Yang é uma jovem apaixonada por confeitaria e que sonha seguir nesse caminho. Infelizmente sua mãe tem outros planos para ela e quer que ela estude algo da escolha dela. Não só isso, além da pressão pela escolha profissional, ela tem que lidar com as tendências casamenteiras da mãe. O caos se instaura quando a mãe decide usar o concurso de confeitaria organizado por ela para reunir jovens elegíveis para Liza (socorro,o programa de namoro tá diferente). Tudo só complica mais quando James entra na história.

Liza é uma personagem que gostei logo de cara. É inteligente, divertida e é fã da Jane Austen (já ganhou mil pontos comigo e é isso). Tem duas amigas com quem pode contar, a Sarah e a Grace, mas é mais próxima da Grace que é como uma irmã. Ela gostaria que os pais dela a compreendessem mais e que a mãe não apresentasse solteiros aleatórios para ela. Ou seja, tem que lidar com as pressões dentro de casa e o medo de não conseguir realizar seu sonho. Gosto como ela vai se desenvolvendo ao longo da história.

Grace, melhor amiga, quase irmã da Liza. Como toda Elizabeth Bennet precisa de sua Jane, eis ela aqui. Eu já estava preparada para tomar as dores dela quando Bingley, quer dizer Ben, entrasse em jogo. Porque para mim é sempre óbvio que apesar de tentarem passar o pano e botar a culpa no Darcy, quem largou a Jane foi o Bingley, quem deveria acreditar e conhecê-la era ele e não o Darcy. Então quando a situação se apresenta aqui e em uma versão moderna, tive a mesma perspectiva, embora nessa versão eu tenha sim ficado AHHHHHHHHHHH (sem spoilers lol).

James, nosso Darcy. Eu fui de amor ao James para esse insolente vai ter que pagar por toda dor que causou a minha pobre Grace e depois vem cá eu te amo, mas ainda estou um pouco chateada. Tive uma péssima primeira impressão dele, mas ele foi me ganhando aos poucos. As atitudes que ele toma em certo momento são bem questionáveis e me deixaram igual um pinscher (estamos resolvidos agora, mas só eu sei quanto tremi).

Como ainda estamos na parte onde comento alguns personagens, vou fazer minha menção honrosa para um dos candidatos do concurso de confeiteiro. Se tem um personagem que ganhou meu coração sem muito esforço foi o Sammy. Ele não tinha falas direito e nem muito destaque,  mas ah toma aqui meu coração. Ele merecia um livro dele.  Vai sammy. Não sei nem como explicar porque gostei tanto dele, só sei que chegou e desde o momento em que apareceu foi amor a primeira palavra.

Esse livro foi como assistir uma comédia romântica no fim de uma tarde. Bem gostosinho de ler. Além de tudo teve referências a livros, autores, séries e atores que gosto. A autora bebe da fonte de Jane Austen. A gente vê os ingredientes: mãe casamenteira que quer impor seus próprios critérios à filha, amigo influenciável do protagonista masculino, etc. Sendo assim, a gente tem um certo vislumbre do que está prestes a acontecer. Entretanto, não é só isso, a autora traz questionamentos sobre pressões para escolhas profissionais e relacionamentos. É uma leitura bastante agradável e eu super indico para quem assim como eu gosta (demais) de orgulho e preconceito ou para quem está buscando algo leve para ler. O único contra, para mim, foi ter sido escrito em primeira pessoa. Acho que pela história teria sido muito melhor estar em terceira.