Depois de My e ela se acertarem, a mãe o informa do arranjo que fez e combina com ele de não perturba-lo mais depois dessa experiência. Khai concorda mesmo se sentindo manipulado.
My decide viver uma personagem para seduzir Khai. Ela adota o nome Esme quando vai para os EUA.
Eu acho que me incomoda a certeza da My em dizer que ele é perfeito para ela e para filha. Principalmente com a mentira rolando entre eles. Ela nem sabia se ele queria ser pai, como diz que ele seria perfeito para esse papel? Não sou adepta de instalove e por isso me incomodou sim a forma como ela surge do nada e já faz esse tipo de declaração como se estivesse tudo certo. Em nenhum momento senti que ela queria conhecer o Khai ou fazer com que ele a conhecesse de verdade.
Outra coisa é como ela começa a mudar a configuração da casa dele sem permissão. Meu coração chegou a acelerar me imaginando na mesma situação, eu detesto que mexam nas minhas coisas sem me pedir e principalmente que mudem de lugar.
Ela não conhece a palavra limites e faz coisas inconvenientes. Ela se impôs a ele. Senti grande incômodo e isso não me fez torcer por ela ganhar a afeição dele. My nem pesquisou sobre autismo depois dele ter dito que era autista.
Uma das plots que mais gosto é de casamentos por conveniência. Mas não posso dizer que curti tanto assim aqui. Khai não merecia ser forçado a um relacionamento da forma que foi e principalmente ele não merece mentiras contadas por Esme porque ela queria conquistá-lo. Sabe, se fossem encontros apenas, eu relevaria ela ocultar informações, mas ela entrou na casa dele com o objetivo de casar e simplesmente mentir para ficar mais atraente aos olhos dele achei de muito mau gosto. Isso me fez enrolar bastante a leitura porque amei o Khai e achei essa situação tensa demais.
Enquanto romance pode não ter me convencido muito, mas sobre o autismo me senti representada em vários momentos do Khai. Simplesmente eu acho incrível como eu consigo me encaixar perfeitamente nas descrições de certas situações feitas pela autora. Outra coisa que achei interessante foi trazer a perspectiva do imigrante, da busca por uma nova oportunidade para si e para sua família em outro país porque é algo que a My foi atrás também, um futuro melhor.
Para mim foi difícil escrever essa resenha porque eu comecei o livro detestando a situação de todas as formas possíveis, achando a protagonista completamente sem limites, mas considerei os capítulos finais bons e até terminei com um sorriso no rosto. Lá para página cento e alguma coisa a protagonista deixa de ser completamente irritante e o livro começa a fluir melhor. Não me arrependo da leitura, mas mantenho minhas ressalvas sobre a protagonista nas primeiras 100 páginas. Eu acho que a My do meio para o final foi bem mais legal do que aquela do início, o que me fez gostar um pouquinho mais dela e até torcer por ela (não torcer para o casal, mas sim pelos personagens separados).

