Grey é o típico duque presunçoso e que acha que sabe tudo e na verdade está tão centrado em si mesmo que não vê além. Ele é libertino e tem intenções nada honrosas para com a nossa protagonista (ódio, tenho muito). Eu amei a Emma dando fora nele logo no começo. Que mulher! Ele merecia ouvir boas verdades.
O tio do Grey é bem irresponsável passando para o sobrinho a responsabilidade de traçar um plano e na hora de conversar com a Emma, meio que coloca a culpa no Grey dos aumentos dos alugueis (Meu senhor, a culpa é sua por não supervisionar o trabalho do seu administrador). Pode até ter outras formas de salvar a propriedade, mas acho que o dono dela deveria então descartar as ideias do sobrinho, se não gostou delas e pensar ele mesmo em outra solução que o agrade.
Emma é teimosa, inteligente e não tem papas na língua. Tem momentos que ela me pareceu um pouco mal educada sim. Acho que não teria como fugir de um reajuste e ela deveria ter focado em negociar a quantia do mesmo, mas ela meio que quer obrigar não ter nenhum reajuste só porque a instituição de ensino geraria uma boa reputação para as terras. Ela inclusive diz que o Grey deveria pagar as dívidas do tio para que não tivesse o aumento (eu acho que ele poderia, mas não é obrigação dele).
O aumento foi demais e sim tinha que ser negociado, mas não deveria ir além disso. Achei incrível a autora ter feito a personagem procurar um representante legal, mas infelizmente não foi por aí que ela seguiu. Queria muito ter visto um embate legal entre eles e ela demonstrando o quanto a academia dela fazia um trabalho significativo e merecia investimentos e isenção de aluguel.
É claro que mesmo sem embate legal, de um jeito ou de outro, o trabalho da Emma, o tipo de educação que ela vem proporcionando fica evidente em cada página. É ótimo ver o Grey quebrando a cara (principalmente isso) quando vai se dando conta.
Em vez de embate legal, ganhamos uma aposta entre eles. Enquanto ela precisa traçar um plano melhor do que o dele para a propriedade, ele precisa ensinar uma turma na academia. A parte dele na aposta sinceramente não fez muito sentido para mim porque não tem nada a ver com o aluguel, nada. Porém gerou cenas cômicas e também fez o duque ver coisas de outra forma.
Num geral é um livro bem legal. O duque me irritou bastante no começo, mas ele tem uma transição bacana. Quando a Suzanne Enoch quer construir um libertino, ela faz mesmo sem pena nenhuma de quem está lendo. A única ressalva que eu tenho é que gostaria que a Emma não tivesse cedido ao charme do duque. Não acho racional trocar toda a segurança que ela adquiriu por um momento que poderia muito bem ser passageiro. Acho que essa atitude não combina com a personagem porque ela parecia muito mais racional do que emocional e naquela época ela poderia perder tudo por causa disso.
De novo, li o último livro da trilogia primeiro. Na verdade, não tinha muita intenção de ler os outros, só queria ler esse por sua conexão com a outra trilogia da autora, mas li resenhas da Sil do leituras da Sil e fiquei com vontade de ler os anteriores.
