Primeiro livro da série Liga da lealdade publicada pela editora Harlequin. A história do livro se passa no ano de 1862 durante a guerra civil que aconteceu nos EUA. Elle Burns é ex-escravizada e trabalha como agente na liga da lealdade. Ela tem memória fotográfica o que a torna uma agente de excelência. Por isso, em uma missão ela vai, disfarçada, para a casa de um senador sulista para coletar informações. Lá ela enfrenta racismo, machismo e os medos que envolvem esse sistema desumano de escravidão. Elle é destemida, inteligente e usa de bom senso em sua missão.
Malcolm McCall é um detetive a serviço de Pinkerton. Ele é escocês e, assim como Elle, trabalha disfarçado para colher informações. Malcolm é um homem charmoso e com boa lábia consegue se infiltrar nos grupos supremacistas. Os caminhos dele e Elle se cruzam quando os dois vão para casa do mesmo senador. Assim que a conhece, ele se apaixona por ela. Ela também sente algo por ele, mas o mundo é um lugar cruel demais e esse sentimento a enche de medo e aflição e gera um conflito interno.
Separem os lenços de papel porque é uma leitura forte e dolorosa. Só de pensar, sinto muita revolta e tristeza. As ofensas que Elle constantemente recebia assim como o medo de castigos físicos e dos perigos constantes no decorrer da trama me embrulhavam o estômago e me magoavam muito (fiz algumas paradas para respirar e chorar). O foco da narrativa alterna entre os dois protagonistas e isso nos ajuda a entender seus conflitos internos. Malcolm e Elle foram inspirados em pessoas reais e após a leitura decidi pesquisar um pouco sobre eles. Ver se tinha foto deles. A autora coloca essas informações e referências bibliográficas no final do livro e acho importante para quem quiser saber mais sobre. É um livro super necessário. Muita gratidão a Harlequin por ter lançado aqui.