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quinta-feira, 26 de maio de 2022

Encontro de desejos - Sarah Morgan

Segundo livro da trilogia irmãos Westerling publicada pela editora Harlequin. O livro seguirá Libby Westerling. Ela trabalha na ala de emergência pediátrica. Um dia para angariar fundos é feito um leilão no qual ela coloca um encontro com ela. As coisas dão errado quando o irmão fura com ela e não compra seu encontro como combinado. O caos começa (não pera).

Libby desistiu do romance. Ela não teve um bom exemplo dentro de casa e seus relacionamentos naufragaram. O último mentiu sobre ser solteiro (QUE ÓDIO DE GENTE QUE MENTE STATUS DE RELACIONAMENTO). Enfim, ela não quer mais. Só que todo mundo ao redor dela não tem a mesma certeza, inclusive o irmão que também não quer ter nada sério com ninguém (achei bem hipócrita, hein). Quando Andreas entra na vida dela, Libby se sente confrontada pelos próprios desejos.

Andreas é o novo médico da ala de emergência pediátrica. Ele é grego e chega no dia do leilão. Ele se sente atraído por Libby assim que coloca os olhos nela (não gosto de instalove já vou logo dizendo). Também pressente que ela está pedindo ajuda, por isso compra o encontro com ela. Ele tem certos momentos que gosto e que desgosto.

Um dos grandes problemas dessa trilogia são os estereótipos em relação aos protagonistas masculinos. Apesar de as vezes parecer que o protagonista deste livro estava zoando com a protagonista feminina sobre características estereotipadas, ainda assim me incomodou. Outra coisa que eu não gostei foi todo mundo achar que ela deveria ter um relacionamento de qualquer forma custe o que custar (não é assim que a banda toca, minha gente).  Ela está dizendo que não quer ter um relacionamento. Ela está dizendo que tem medo de confiar nas pessoas. Respeitem o tempo dela (affão).

Agora pontos positivos. O ambiente de trabalho foi bem montado. Tinha um termo ou outro quando eles estavam em serviço que aparecia e não entendia, mas ignorei. Gosto dos livros da Sarah porque ela elabora um plano de fundo muito bom. A gente se sente naquele ambiente. Os personagens tem um contexto. Não fica um negócio jogado.

Os livros da trilogia foram publicados em 2004. Nos livros mais recentes da Sarah, os protagonistas masculinos e femininos estão maravilhosos, ela acertou o tom com o passar dos anos. Andreas possui algumas poucas características das que gosto e que aparecem bem mais nos protagonistas recentes dela. Acho importante ressaltar isso porque notei bastante a evolução do trabalho dela já que adorei todos os livros recentes lidos e olhando para os antigos dá para ver esse processo de amadurecimento em seu trabalho. Não recomendo esse livro para quem nunca leu nenhum livro recente dela porque não reflete seus projetos atuais. A gente já vê melhoria entre o primeiro livro da trilogia e esse. Dizem que o terceiro é  melhor e espero que seja.

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Encontro de almas - Sarah Morgan


 

Primeiro livro da trilogia Irmãos Westerling publicada pela editora Harlequin. Cada livro da série é sobre um dos trigêmeos que trabalham no mesmo ramo: saúde. Eles pertencem a uma família problemática com um pai dominador, abusivo, calculista e eu poderia continuar com a lista de defeitos mais paro por aqui porque não vai caber. O primeiro livro é sobre Katherine Westerling. Aos 18 anos, ela era apaixonada por Jago Rodriguez, mas ele foi embora por causa de um mal entendido deixando-a com o coração partido (sim, o clichê).

O pai de Katy é terrível, ele acha que tudo tem que sair do jeito que ele quer e passa por cima dos sentimentos de todo mundo para conseguir isso. Ele não poupa os próprios filhos que desenvolveram traumas por causa de toda a situação ruim dentro de casa. Katy se perdeu tentando agradar todo mundo. A única coisa que ela não abriu mão foi de se tornar médica, mas todo resto, inclusive o noivo nada tem muito a ver com ela. O fato é que o caso mal resolvido entre ela e Jago a assombra até hoje (miga, ajuda faz bem).

Jago não é o tipo de mocinho que mais me agrada por motivos de: ele age de forma precipitada (conversar teria feito bem né, querido?). Ele é o típico galã de novela que por qualquer mexida do vilão se afasta da mocinha sem mais nem menos e sem dar o benefício da dúvida.  Então eu meio que gostei do confronto entre eles, da Katy ter tido coragem de falar o que estava sentindo (vamos lembrar que ela acostumou a viver sem se impor, sem dar voz aos próprios sentimentos). Voltemos ao Jago, ele costumava trabalhar como consultor em um banco, junto com o pai dela (aff), depois da treta toda com a mocinha, trocou de carreira e foi estudar medicina. Ele é orgulhoso e por isso que a história dos dois desandou (revirei muito os olhos em diversas situações). Ele é um personagem estereotipado.

Como de costume, Sarah Morgan faz muito bem em inserir um contexto e já que muitas cenas se passam no hospital, em um setor de emergência, veremos sim os personagens trabalhando e conversando com seus colegas de serviço. Acho isso bem importante porque me frustra um pouco (muito) quando não tem (parece ralo). A única coisa que me incomodou foi o mocinho, não dá para ele achar que depois de tudo é só chegar, dizer o que tem vontade e fim, vai conseguir o que quer (a forma como ele chega nela é affff). Eu achando que ia amar todos os personagens principais masculinos criados por Sarah e ai vem esse e me mostra que não. Eu gostei um pouco da postura da Katy que apesar de ainda amar (e desejar até demais) o mocinho, se preserva um pouco (ou melhor tenta) e joga na cara dele alguns fatos. Vamos ver o que os próximos dois livros reservam.