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domingo, 18 de setembro de 2022

O gato que amava livros - Sosuke Natsukawa

Publicado pela editora planeta. Sinceramente, escrever a resenha desse livro se mostrou uma tarefa muito difícil. Acho difícil escolher palavras para descrever e reunir meus pensamentos, todos os  que tive durante a leitura. Ela foi muito reflexiva. Achei que seria só uma aventura de um garoto que estava passando por momento difícil, de luto e que cai em um mundo de fantasia, mas não foi só isso. Foi além e talvez não estivesse tão preparada. Foi uma surpresa bastante agradável.

Rintaro Natsuki e o avô cuidam da livraria Natsuki, um sebo onde se pode encontrar todos os livros clássicos. Após a morte do avô, o garoto se vê sozinho e perdido. Até que um dia um gato falante chamado Tigre entra em sua vida. O gato pede ajuda de Rintaro para salvar livros que estão aprisionados. Eles entram juntos em labirintos para cumprir suas missões e resgatar livros.

Rintaro é um garoto calado que vive enfiado em livros e em casa. Tigre é meio sarcástico e aparece do nada sempre que uma missão se apresenta. É um gato bastante audacioso.

É um livro sobre leitura, sobre amor aos livros. Ele tece críticas ao longo da jornada, como por exemplo, ler por ler, para passar outras pessoas e não por ser algo prazeroso, mas só para fazer volume. Porém não é só sobre isso, é sobre descobrir que não está sozinho, que a gente precisa olhar também para o mundo lá fora, sobre ter empatia e não desistir. Nós podemos estar todos no lugar do Rintaro e nos pegarmos em um momento perdidos precisando de pessoas, de textos que nos confortem e lembrem coisas importantes ou de Tigres que venham pedir nossa ajuda para resgatar livros.

Algo que me surpreendeu, foi como de repente o foco narrativo saiu do Rintaro e foi para outro personagem. Não esperava mesmo que fosse acontecer. Achei que ia seguir o Rintaro do começo ao fim e pluft. Foi bem breve, mas me pegou de surpresa. Eu tive vontade de passar marca-texto no livro quase todo. Acho que as reflexões trazidas foram bem válidas e podem nos impulsionar dentro de uma discussão saudável sobre literatura e leitura (mesmo que você não concorde com todos os pontos levantados pelo autor, são pontos que colaboram para refletir sobre o assunto). 

Foi uma leitura que me fez pensar em muitas coisas e que por isso entrou nos favoritos desse ano.