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domingo, 15 de janeiro de 2023

The scoundrel's daughter - Anne Gracie

Primeiro livro da série Brides of Bellaire Gardens infelizmente não publicada no Brasil. Alice, Lady Charlton, pensou que finalmente estava livre. Após o falecimento do marido abusivo, de ter finalmente pago todas as dívidas deixadas por ele, finalmente poderia ser livre. Até aquele dia quando Octavius Bamber aparece em sua casa exigindo que ela ajude sua filha, Lucy, a casar com um lorde. Ele está em posse de cartas do marido dela para a amante nas quais ele fala dela, a expõe de todas as formas possíveis. Se sentindo enjoada, ela é obrigada a concordar com esquema de Bamber. Só assim ela poderia reaver as cartas e destruí-las, só assim ela seria livre do passado horrível. 

Lucy não quer casar com um lorde, ela acha todos pessoas horríveis e que não se interessariam por ela. Não entende porque o pai inventa esses esquemas e faz com que conviva com nobres quando eles a odeiam por não ter as mesmas origens. Ela é deixada com Alice, uma completa desconhecida e por quem ela acha que vai ser maltratada já que vindo do pai dela, tudo que ela recebe acaba em sua própria humilhação.

As duas acabam encontrando uma na outra amizade e família. Lucy é como uma filha para Alice e Alice se torna a figura materna, alguém que acredita e respeita sua opinião. Algo que ela nunca teve ao lado do pai.

O primeiro evento social que participam é o aniversário do sobrinho de Alice, Gerald. Gerald agora é herdeiro do condado que pertencia ao marido da Alice. Ele teve um primeiro encontro controverso com Lucy antes dela ir viver com Alice e por isso ele fica com a impressão de que a conhecia de algum lugar, mas sem ter certeza de onde. Lucy o reconhece na hora. Ela fora a causa dele perder uma corrida. Apavorada com a perspectiva de ser exposta, ela ignora Gerald e até mesmo o empurra para outras debutantes. É claro que isso só atiça mais a curiosidade dele. 

Durante a festa, Alice conhece James, viúvo com três filhas. Ele não esconde seu interesse por ela, mas Alice não quer um novo relacionamento depois do horrível casamento que teve. Para ela, todos os casamentos eram como o dela e ela não queria viver isso de novo. 

Por todo trauma que teve, Alice está determinada a proteger e encontrar alguém que realmente ame e valorize Lucy. Mesmo com Bamber tendo deixado bem claro que queria um casamento com um lorde para sua filha, Alice deixa Lucy livre para escolher. 

Amei demais as duas protagonistas e queria protegê-las. Sinceramente, o livro foi tão maravilhoso e eu lamento muito por não ter sido publicado em português (alô, editoras?). Eu ri e chorei ao longo desse enredo que envolve amigos para amantes, inimigos para amantes e relacionamento falso. Anne Gracie mais uma vez construiu uma história de amor e sororidade. O foco narrativo é dividido entre os quatro personagens principais: Alice, Lucy, James e Gerald. Tendo mais partes para Alice e James. O romance é desenvolvido de forma agradável e você se sente convencida da existência do sentimento entre eles. Além disso, tem a participação da Daisy Chance, personagem principal do último livro da série The chance sisters. Eu amei revê-la.

sábado, 31 de julho de 2021

The summer bride - Anne Gracie


 

Quarto e último livro da série The Chance sisters. Atenção: essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. A protagonista é Daisy (finalmente a vez da minha favorita chegou). Ela é a única das irmãs que não foi criada por membros da aristocracia, não conhece nem quem foram seus pais. Daisy trabalhava no bordel de onde ajudou Damaris e Jane fugirem. Como acompanhamos no primeiro livro após encontrarem com Abby, irmã de Jane, fica decidido de que elas viveriam como irmãs. Daisy fazia roupas e seu grande sonho é ter uma boutique no melhor bairro de Londres. E é por isso que ela está completamente atolada de trabalho fazendo o design e costurando as roupas de Jane para o debute. 

No livro anterior a gente percebe que Daisy está sempre muito ocupada e que ela não vai nos eventos sociais ou passeia com as irmãs e Lady Bea. No começo eu ficava triste e pensava que ninguém estava insistindo muito com ela para ir, que talvez não a incluíssem e ela se sentisse um peso se fosse junto. Depois fica claro que Daisy, apesar de ser convidada, prefere usar todas as horas do dia para aprontar encomendas e além disso por conta de sua origem e dificuldade de andar ela teme se transformar em uma piada na frente dos demais membros da sociedade. Ela não conta para ninguém como se sente em relação a perna, sobre seus medos, sobre o que viveu (Ai Daisy, eu queria tanto te dar um abraço). 

Patrick Flynn, nosso protagonista, roubou meu coração. Eu já estava interessada nele desde o momento em que ele chegou no segundo livro. Ele é parceiro de negócios e amigo de Max e Freddy, protagonistas do primeiro e do segundo livro, e deixou bem claro que queria casar com uma moça pertencente a aristocracia para poder ascender na escala social da época. Ele é irlandês e por ser estrangeiro e não ter um título precisa da ajuda de seus amigos para ser introduzido as famílias aristocratas. O Flynn tem um estilo único e atraente, mas seu maior ponto positivo é ter um bom coração (por que não existeeeee?). Flynn e Daisy tem uma relação de amizade muito forte.

Um beijo entre os protagonistas muda tudo. Flynn percebe que não precisa de um casamento conveniente, mas sim um feito por amor e isso ele só encontraria com a Daisy. Só que ela não quer casar, ela ama o Flynn, mas tem medo e tem motivos para ter. Depois de tudo que ela viveu seria estranho que não tivesse. Eu adoro como a Anne desenvolve o relacionamento deles passando de amizade e atração para amor. Gostei bastante em como a humanidade dos personagens é explorada, como vemos Daisy lidando com seus problemas.

Eu chorei, eu xinguei e ri muito durante essa leitura. Lady Bea faz tudo e ela realmente brilhou em todos os livros da série, mas principalmente nesse. O livro é narrado na terceira pessoa e o foco narrativo alterna entre Daisy e Flynn. E isso foi muito importante para conhecer quem são os protagonistas, conhecer suas histórias. A linha temporal é dividida com o livro anterior, então a gente tem agora a perspectiva de outros personagens sobre coisas que ocorreram no outro. Foi um ótimo encerramento e já estou com saudades, principalmente da Daisy que nunca me decepcionou (Acho inclusive que Daisy não era só minha favorita, mas era também a de todos os personagens q).

sábado, 3 de julho de 2021

The winter bride - Anne Gracie


Segundo livro da série The Chance sisters (série não publicada no Brasil). Aviso: essa resenha pode conter alguns spoilers do livro anterior já que esse ocorre logo após o primeiro e estão ligados. O livro é sobre Damaris e ele nos esclarece como ela foi levada a força para o bordel. E sinceramente eu fiquei com meu coração na mão e não consegui segurar o choro. Para quem não lembra da resenha do primeiro livro, nele somos introduzidas as personagens e testemunhamos a fuga da Damaris e Jane do bordel com auxilio da Daisy.  Entretanto só a história de como Jane foi parar lá nos é narrada com mais detalhes. Agora, nesse, temos acesso ao que exatamente aconteceu com Damaris e a marcou deixando com terríveis pesadelos e a fazendo abandonar sonhos antigos. Nem a vida com suas irmãs adotivas e tia Bea (eu super intima dos personagens abandonei até o título q) não consegue fazer com que se sinta segura. 

Com o casamento de Abby e Max, protagonistas do livro anterior, se aproximando, o temor de que a tia invente mais alguma história sobre a família começa a criar certa raiz no coração de Max (a tia dele inventou uma baita novela para justificar as sobrinhas que ela não tinha) e por isso ele pede ao honorável Frederick Monkton-Coombes (nosso protagonista eeee) para ficar de olho tanto na tia quanto nas irmãs Chance. Frederick, ou Freddy para os íntimos, é muito engraçado. Eu ri muito com ele, muito mesmo. Nada o assusta mais do que jovens que querem casar. Sério, ele acha que Orgulho e preconceito é uma história de terror porque todo mundo termina casado (gargalhei nessa cena inclusive). Apesar dele se sentir atraído pela Damaris e por isso não querer ficar muito próximo (queria sim), ele aceita. Eu amo o Freddy, o amei desde que o conheci no primeiro livro e o amor se consolidou em meu coração. Além da beleza, ele é gentil e encantador.

Mas e aí como a história desenrola? Você só está falando das características dos personagens. Você deve estar se perguntando e vou responder. O fato é Freddy é um nobre e apesar de não querer casar, ele está sendo forçado pelos seus pais a escolher uma noiva. É então que surge o plano de um falso noivado e ele escolhe a Damaris porque ela também não deseja se casar, ou seja ela é a pessoa perfeita para o esquema. O que ela ganha com isso? Um chalé. É o que ela mais deseja, lembremos que nossa protagonista por causa dos traumas precisa ter uma segurança que no caso é ter um lugar dela. Só que nada é tão simples porque eles agora por conta disso são obrigados a passar mais tempo juntos e consequentemente se conhecer melhor.

Anne Gracie tem esse poder de fazer a gente gostar dos personagens ou se sentir envolvida com eles de uma forma tremenda. Gostaria que todo mundo tivesse a oportunidade de ler os livros dela porque são muito bons. As relações progridem sem pressa. A gente não fica com aquela impressão de que as pessoas começaram a se amar do nada, assim que colocaram os olhos um no outro. O foco da narrativa se divide entre Damaris e Frederick. E como sempre tenho que dizer que é algo que acho perfeito porque nos ajuda a entender melhor os personagens principais. Ambos personagens guardam segredos que os machucam e por isso é importante essa alternância de foco. Além disso, a interação deles com outros personagens existe e é importante. Não sei o que vocês acham, me digam nos comentários, mas eu não curto muito quando a história está o tempo todo em torno do casal como se eles só tivessem um ao outro na vida (não tem um familiar, um amigo, sei lá). Após essa leitura, só consigo reforçar meu favoritismo pela Daisy e meu desejo por chegar logo no livro dela.

sábado, 12 de junho de 2021

The autumn bride - Anne Gracie


 

Primeiro livro da série The Chance Sisters. Infelizmente a série não foi publicada no Brasil e por isso li em inglês. Como todos que acompanham o blog sabem, eu amo Anne Gracie e já não tenho mais paciência de esperar por seus livros serem lançados por aqui e por isso resolvi ler em inglês mesmo. Para minha surpresa, não tenho achado tão complicado assim ler romance de época em inglês, tirando uma expressão ou outra que não entendo, acho que peguei o ritmo finalmente. 

Esse primeiro livro vai nos introduzir a série e a protagonista dele é Abigail Chantry, apelidada de Abby. Inicialmente ela trabalha como governanta em Londres, mas tudo tem uma reviravolta quando ela é procurada por uma jovem chamada Dasy porque sua irmã estava em perigo. A irmã de Abby, Jane, tinha sido sequestrada e enviada para um bordel. Dasy consegue escapar do lugar com Jane e outra moça, a Damaris para se encontrar com Abby e reuni-la com a irmã. Após saber tudo que aconteceu, Abby, mesmo sem condições, decide que ela e as outras moças deveriam ficar juntas e viver como irmãs já que são todas órfãs.  Ela se demite porque os empregadores não aceitam acolher as outras enquanto ela resolve a situação.

Sem dinheiro e com a irmã doente, Abby não vê outra solução que não roubar algo para poder bancar uma visita ao médico. Ao entrar em uma casa pela janela de um quarto, ela descobre uma senhora em total estado de abandono, faminta e suja, e seu coração se compadece dela. A senhora em questão é Lady Beatrice Davenham. As duas conversam um pouco e Abby sai sem levar nada porque não havia nada e tenho certeza que ela não teria coragem de roubar apesar de estar desesperada. Com a irmã fora de perigo a situação de lady Beatrice não sai de sua cabeça e ela logo resolve checar o que estava acontecendo com a senhora. Ao descobrir que os funcionários de lady Beatrice estão usando o dinheiro da senhora e deixando ela em más condições, Abby resolve agir. Com aval de lady Beatrice, Abby e suas irmãs se fazem passar por sobrinhas dela e entram na casa, despedem os funcionários e chamam o médico para a bondosa senhora. Elas adotam o sobrenome Chance, palavra que significa oportunidade ou sorte.

Max Davenham ou Lorde Davernham é sobrinho de Lady Beatrice e por causa das dividas contraídas pelo tio e para dar boas condições de vida a tia teve que viver fora do país para conseguir dinheiro e reconstruir a fortuna familiar. Ele não imaginava o que estava acontecendo com a tia a quem ele sempre escrevia e de quem recebia cartas (escritas pelos funcionários obviamente). Até o dia em que ele recebe uma carta semi destruída pela água. Era carta de uma amiga da tia dele e as poucas frases que ainda estavam legíveis o deixaram bastante preocupado fazendo com que ele voltasse para Londres. Lá sua desconfiança recaí sobre as irmãs Chance, sobrinhas que ele sabia que a tia não tinha.

Max em um primeiro momento tem todos os motivos para desconfiar delas, mas não acho que isso deveria durar tanto já que obviamente elas estavam tratando bem da tia e a mesma estava em plena razão quando falou com ele. Então, vou caracteriza-lo como um pouco teimoso. Ele é leal a tia, é um homem de palavra, honrado e capaz já que conseguiu sair do estado de falência no qual se encontrava quando recebeu o título. Chamei-o de um pouco teimoso porque de fato é, mas esse um pouco teimoso dele já estava me deixando com o coração na mão (JÁ ENTENDI QUE VOCÊ É NOIVO, NÃO REPETE MAIS). Entretanto, não posso dizer que não gostei do Max porque seria mentira e eu consigo entender os motivos dele não querer voltar atrás na palavra dele.

Abby me lembrou um pouco a Prudence (protagonista de inadequado, mas irresistível outro livro de Anne Gracie) no sentido de querer como irmã mais velha proteger as mais novas e mantê-las unidas. Ela é extremamente amorosa e sensível. Com todos os problemas que já tinha, ela não consegue dar as costas a alguém precisando. Também é uma pessoa com senso forte de gratidão e tende a colocar o bem estar dos outros antes do seu. Assim como eu amava a Prudence (acho que queremos reler o livro, não é mesmo?), amar a Abby foi natural. 

Além dos vários diálogos engraçados e que me fizeram gargalhar durante a leitura, não faltou  momentos emotivos e por isso achei um livro bem equilibrado para começo de série. Ele também fez o papel dele nos apresentando as personagens principais dos próximos livros e alimentando uma certa curiosidade em relação a eles. Outra coisa que me tocou o coração foi a participação ou menção de personagens de outra série escrita pela autora, As irmãs Merridew. Deu um quentinho no coração e vontade de reler (o que provavelmente vai acontecer logo logo).

sábado, 17 de abril de 2021

The last chance christmas ball - várias autoras


 

Antologia contendo oito histórias que se passam no natal no período de regência escritas por Cara Elliott, Mary Jo Putney, Patricia Rice, Anne Gracie, Nicola Cornick, Joanna Bourne, Susan King e Jo Beverley.  Das autoras, eu só conhecia Anne Gracie (ela e natal foram os motivos para comprar esse livro). Entretanto, ao ler me encantei pela escrita das outras autoras e agora pretendo ler outros trabalhos delas. Em um primeiro momento pensei em deixar para ler esse livro no mês de dezembro, abandonei a ideia já que o natal sempre me anima e precisava adiantar esse sentimento para hoje. 

Natal chegando e Lady Holly, condessa viúva de Holbourne, vai dar um baile. É seu quinquagésimo baile de natal em Holbourne Abbey. Um evento conhecido por muitos como baile da última oportunidade pelas tendências casamenteiras da anfitriã.   No prólogo Lady Holly e Clio, sua acompanhante e protegida, conversam sobre as expectativas da anfitriã em relação ao baile e seus convidados e por isso nos dão pistas sobre as histórias que virão a seguir. O baile de natal e Lady Holly são pontos em comum entre os protagonistas dos contos cujas histórias se entrelaçam. Dois nomes chamaram minha atenção durante essa conversa das duas: Kimball Stretton, neto de Lady Holly, e Gabriel Quinfroy, afilhado da mesma (eles pareceram ser o tipo de mocinho que gosto, então fiquei no aguardo pelo conto deles).

Já tinha lido livros contendo contos de vários autores com mesmo tema, mas não lembro de ler um como esse no qual os contos estivessem ligados. Inclusive cometeria um erro porque queria começar a leitura pelo da Anne Gracie, ele é o último e continuar de forma aleatória (ainda bem que desisti disso). Cada conto traz algum detalhe ou pista sobre personagens que podem ser principais em outros. Por isso, ressalto de que é melhor ler as histórias na ordem em que estão, mas o primeiro e último talvez possam ser lidos fora de ordem.

A história de  Kimball, In the bleak of midwinter escrita por Mary Jo putney, tem só quatro capítulos. Nós sabemos um pouco da situação dele através de contos anteriores e apesar de que se tivesse mais capítulos eu não iria reclamar (ah Kim, você roubou meu coração), acho que ficou na medida certa: amarrada, bem escrita e casando perfeitamente com a seguinte. Sabe quando você olha para o personagem e sabe que ele vai se tornar seu queridinho mesmo sem ainda ter lido muito sobre ele, só com pistas? é eu sabia. 

Já o Gabriel foi totalmente encantador. Eu esperava um libertino, mas encontrei um fofo apaixonado. O conto sobre ele é o Miss Finch and the angel escrito por Jo Beverley. Não é meu favorito do livro, mas seguiu a linha de um amor que pode surgir no natal e mostrou mais interações entre a família Stretton e alguns desdobramentos do que foi relatado nos contos anteriores.

Mistletoe Kisses escrito por Anne Gracie é lindo e eu tinha certeza que iria gostar (e gostei mesmo). Com oito capítulos ela conseguiu desenvolver de forma maravilhosa a trama e acrescentar um misto de encontros e desencontros. As interações da protagonista Allie com a Lady Holly, que é praticamente sua fada madrinha, foram doces e com certo humor. Lady Holly, principalmente nessa história, tem um papel fundamental.

É uma leitura leve, doce, encantadora, bem escrita e sem estresse. É algo fofo que me deixou com um sorriso e vontade de abraçar as autoras. E era exatamente o que precisava nesse momento: da magia do natal. Também acho valido ressaltar que as autoras fizeram um ótimo trabalho conectando seus contos, não percebi furos e isso foi sensacional. Eu recomendo para quem assim como eu precisa de um refúgio, de algo que vai aquecer seu coração nesse momento caótico.