A Shiori é uma princesa completamente fora do padrão. Seus modos são diferentes do que estamos acostumados em histórias sobre pessoas da realeza. Ela foi muito mimada e não parece pensar muito sobre dever e responsabilidade. Ela é muito impulsiva e inconsequente. Essa última é uma característica que não gosto muito. EU sabia que o negócio ia dar errado porque era óbvio e ela inclusive foi avisada do perigo pela ave de papel mágica que ela fez. Mesmo assim, deu no que deu e boom maldição para todo lado (um pássaro de papel é mais sensato do que ela eitaaaa). A relação dela com a ave, Kiki, me lembrou muito a da do grilo falante com o Pinóquio.
Antes de ser amaldiçoada, nossa princesa estava prometida ao Takkan, um jovem nobre que mora no norte. O caminho dos dois se cruza nessa jornada dela de busca pelos irmãos. Ela não estava nenhum pouco satisfeita com esse casamento porque ela moraria longe da família e de tudo que conhecia. Além de ser preconceituosa em relação a ele e as pessoas que moravam no norte, mas se vê lá e convivendo com pessoas do lugar.
Eu odeio triângulos amorosos e estava feliz pensando que não ocorreria um aqui, mas temos indícios de um possível (já fiquei meio meh) para o próximo livro, espero que os indícios estejam errados porque amo os dois e não acho que a Shiori seja a última fatia do bolo não para gerar tanta comoção assim.
Essa jornada tinha tudo para ser transformadora, mas ela continuou impulsiva e se achando. Quero deixar bem claro que não acho a personagem ruim, mas acho que foi perdida uma oportunidade de transformar as falhas dela porque passou por situações que confrontam e ensinam. A personagem vive dizendo que amadureceu, mas é algo que não consegui ver (e eu tentei).
A autora reconta o conto Os seis cisnes incorporando elementos asiáticos. Gosto muito de contos de fadas e quando vi a sinopse desse livro fiquei bastante animada. É minha primeira experiência de leitura com a autora e sinceramente achei agradável. Uma das minhas cenas favoritas é do reencontro com os irmãos. Foi uma montanha russa de emoções (muito boa, gente). Tenho a ressalva da jornada da personagem que achei ineficiente, pois a protagonista não mudou nada, mas é minha única crítica.
