Um dia ele encontra uma garota oni, Tsumugi, precisando de ajuda e os dois se tornam amigos. Ela procura sua mãe e ele decide ir com ela em sua busca. No caminho a amizade entre eles se fortalece e ele tem a possibilidade de se encontrar.
Hiragi é bom em ajudar o próximo, ele gosta mesmo disso e esse não é o problema. A grande questão é que ele não se impõe e por isso outras pessoas se aproveitam de sua generosidade. Não vejo como crítica a essa característica dele, ajudar é muito bom, mas as vezes ajudar também é dizer não.
Esse filme é lindo e pretendo rever várias vezes. É impossível não se identificar com Hiragi. Muitas vezes nos vemos forçados a fazer algo porque não temos coragem de dizer não, de revelar nossos sentimentos por medo de ser abandonado pelo outro. A jornada que no começo parece ter objetivo de encontrar a mãe de Tsumugi, se torna uma jornada para encontrar a si mesmo. Gostei também do paralelo dele expelir mini onis pela pele, toda vez que estava reprimindo seus sentimentos, dá essa ideia de como ficar guardando as coisas só para si pode mudar você e seus relacionamentos.
