terça-feira, 26 de dezembro de 2023

Coração selvagem

 


É uma novela de 1993. Uma das minhas favoritas na verdade e me bateu uma saudade dos atores principais que infelizmente não estão mais entre nós, mas deixaram esse trabalho como um de seus legados e para homenageá-los pensei em escrever uma resenha e relembrar essa novela (veja bem relembrar).

Ao descobrir que tem um filho ilegítimo, Francisco Alcazar, pede ao advogado Noel que o leve para fazenda onde vive com sua família (e isso obviamente vai dar super errado). Sem nenhuma explicação para sua esposa, Sofia, ou uma conversa, simplesmente ele decidiu. Sofia não aceita e maltrata Juan. Quando Francisco morre, ela expulsa Juan. Antes de morrer, Francisco pede que seu filho Andres cuide de Juan. Entretanto, para afastar os dois meninos, Sofia envia Andres para estudar fora do país.

O tempo passa e Juan, agora adulto, se tornou um pirata respeitado. Assim como na adolescência, sem sobrenome, ele continua sendo conhecido como Juan del Diablo (João do Diabo). Por ter sido criado boa parte da vida de modo questionável pelo marido da mãe dele, ele tem um gênio forte (lê-se faz as coisas da forma dele mesmo que não seja a melhor forma) e é muito teimoso. Ao conhecer Aimee, irmã da noiva de Andres, ele se apaixona profundamente por ela e decide mudar de vida. Antes de partir de viagem, os dois se comprometem.

Desde muito cedo Mônica é prometida de Andres. Ela foi criada para ser uma esposa perfeita para ele, para amá-lo.  Infelizmente,  Andres nunca pensou nela e muito menos lembrava do noivado. Quando conheceu Aimee, se apaixonou por ela e mesmo com sua mãe tentando dizer que deveriam dar um tempo antes de pedir em casamento para não magoar a Mônica e nem ferir a reputação dela, ele não se importou. Mônica,  desesperada e pela dor do abandono e traição, ela se refugia no convento,  decidindo ser freira. Ela precisava ser consolada.  Era óbvio que ela não foi chamada para vocação, mas o ambiente pelo menos a afastaria de gente ruim e egoísta.

Aimee é frívola e usa as pessoas.  Manipula a Mônica. Ela aceitou o pedido de casamento do Andres e continuou encontrando o Juan fazendo promessas a ele de casamento. Eu não me importo com o Andres, achei ele muito cruel por não se importar com os sentimentos de Monica e noivar logo de cara com a irmã dela (é a irmã dela...). Não ligo por ele ter terminado o noivado, afinal não foi ele que fez promessa nenhuma,  mas a forma como ele procedeu foi absurda. 

As coisas ficam muito caóticas quando Juan volta rico de sua viagem e descobre que seus amigos desapareceram e que sua noiva casou com outro e não é um outro qualquer, é o seu irmão mais novo. É ai que a novela começa de verdade porque Juan e Monica se aproximam resultando num casal. Além de ter o segredo do envolvimento da Aimee com o Juan que todo mundo tenta guardar do Andres. 

É claro, há umas situações bem tóxicas na novela como rivalidade feminina. Fica bem claro que Aimee tem inveja da irmã. É um enredo que se passa antigamente. Entretanto, ao mesmo tempo, tem várias camadas. Para mim, uma das coisas que mais gosto, é como o Noel não solta a mão do Juan mesmo não sendo obrigação dele e que enfrenta até capitão corrupto para defendê-lo.

A Aimee é retratada como a maior vilã da novela, mas sinceramente, eu acho que esse papel é do Andres. Foi ele que agiu mal com a Mônica. Se ele tivesse esperado o tempo correto, tivesse conduzido as coisas de forma correta, nada disso teria acontecido. Ele ficou encantado e obcecado com a beleza e liberdade da Aimee, que não tirou tempo de conhecê-la de verdade. Ele quis uma ilusão e foi isso que ganhou. É algo que se repete ao longo do enredo através de suas atitudes baseadas em ilusões.

Acho interessante como a novela mostra a dinâmica de poder entre gêneros e classes sociais. Não vou dar exemplos porque acho que atingi a cota de spoilers, mas é bem bacana observar o enredo nesse sentido. Já assistiram?

domingo, 17 de dezembro de 2023

Christmas on 5th avenue

 


Baseado no livro da Sarah Morgan intitulado Milagre na 5ª avenida. Vai contar a história de Eva, uma mulher que adora o natal e que ao ser contratada por Mitzy, sua amiga, para decorar o apartamento do filho dela com objetivo de  surpreendê-lo, mas quem acaba surpresa é Eva ao encontrar Lucas entocado em casa fingindo ter viajado.

Ora ora, aqui estamos nós de novo com filme natalino (que grande surpresa). Quem acompanha o blog, sabe que eu amo os livros da Sarah Morgan e histórias ambientadas no natal. Essa autora consegue construir os personagens masculinos mais gracinhas e por isso, esse era um dos filmes que mais queria assistir (apesar de não ser meu livro favorito da série Para Nova York com amor).

Das diferenças entre o livro e o filme, a que não gostei muito foi o fato de terem mudado o background da Eva. No livro, ela foi criada pela avó e a morte da senhorinha teve um impacto muito grande nela. Acho seguro dizer que a aproximação da Eva com a Mitzy, avó do Lucas, foi em parte por causa disso. Apesar de no filme Mitzy e ela serem amigas, tirou esse fator da avó.

Aqui Mitzy é mãe do Lucas e ela é fundamental para aproximação dos dois assim como no livro, afinal de contas é ela que contrata a Eva para decorar a casa do Lucas. Vou ser sincera e dizer eu amo o natal, mas achei bastante invasivo contratar alguém para decorar a casa de outra pessoa (por mais grau de parentesco que tenham) e sendo que essa pessoa não gosta do natal.

Lucas é um autor famoso, mas que está enfrentando um bloqueio criativo. Ele se enclasurou em casa para tentar escrever e fingiu que viajou para todos os seus conhecidos (genial). O que ele não contava era que a mãe ia mandar uma completa estranha para ficar na casa dele e enfeitar tudo. 

Eva é uma jovem energética e que ama o natal (já disse isso?). Ela tem uma empresa junto com a melhor amiga, Paige. Ela é muito fofa e eu gosto do tom que a atriz deu a personagem. Eva nunca foi minha personagem favorita das três amigas, mas no filme, gostei mais dela. No livro tem outra amiga que faz parte da empresa e infelizmente ela não aparece aqui (inclusive minha personagem favorita).

Não é o primeiro livro da Sarah a ser adaptado como filme e eu gostaria muito que outros da série fossem (principalmente o da Frankie). É um filme bem levinho e simples sem maiores dramas ou dor de cabeça.