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sábado, 8 de maio de 2021

Outback boss, city bride - Jessica Hart

 


Primeiro livro da duologia Bridegroom boss. Meredith West vai a Austrália para procurar a irmã que trabalha em uma fazenda com objetivo de voltarem juntas para Londres. Hal Granger é o dono da fazenda em questão e os dois tem um primeiro encontro um tanto desconfortável. Nenhum dos dois vai com a cara do outro. Contra o Hal tem o fato dele subestimar a Meredith por ela ser de cidade grande (acorda, cara).

Meredith é a irmã mais velha de Lucy. Ela é tradutora freelance, leal, inteligente, parece ter senso de humor, gosta que as coisas saiam do seu jeito e um pouco protetora em relação a irmã. Por ter sido comparada com Lucy, descrita como muito linda tanto no livro dela quanto neste, ela não tem muita confiança em sua aparência. Até o cara de quem ela gostava, Richard, se apaixonou pela irmã. E é por ele que ela vai pedir Lucy para voltar para Londres e por ele, ela fica no lugar da irmã trabalhando na fazenda. Sim Meredith fez toda essa viagem porque ela acredita que Richard precisa ouvir a voz de Lucy para sair do coma.

Entretanto, fazer Lucy voltar para Londres não é tão simples porque ela tem um contrato de seis meses do qual não será liberada e ela mesma não quer quebrar a promessa de trabalho porque parece adorar o local. Então, mesmo tendo detestado o lugar, Meredith não vê outra forma que não seja assumir a vaga para que a irmã possa ir para lá visitar o Richard. Seu trabalho consiste em cozinhar e tomar conta dos sobrinhos de Hal.

Hal é um pouco taciturno, rabugento, apaixonado pelo campo, não gosta de pessoas da cidade grande ou da cidade grande, como ele mesmo diz (que isso, jovem?). Ele fica um pouco na defensiva quando está perto de Meredith. Logo no inicio a gente percebe o quanto ele fica tenso e dividido em relação a ela porque acredita que ela não pertence aquele lugar (o bacana é que a gente consegue ver o motivo pelo qual ele se sente assim). 

Eu gostei mais desse livro do que Encontro no altar. Adorei a forma como os personagens se aproximam, de como eles se desenvolvem e crescem juntos, de como tenho acesso aos sentimentos tanto do Hal quanto da Meredith. Gosto também é de que o protagonista não tem medo de pedir desculpa quando percebe que errou e ele não enrola.  Achei o Hal um mocinho adorável apesar de meio rabugento. Foi uma leitura suave, tranquila e como eu disse nas resenhas anteriores, é algo que estava buscando e precisava.

sábado, 24 de abril de 2021

Encontro no altar - Jessica Hart


 

Publicado pela editora Harlequin faz parte da duologia Bridegroom Boss da qual é o segundo livro. Lucy West detesta Guy Dangerfield sem motivo aparente. Tudo nele é irritante (uhum, ah sei, aham). Vou confessar que, em um primeiro momento, achei o Guy o tipo de pessoa intrometida, o que é óbvio não me conquista muito, mas também não justifica a raiva dela por ele. O livro começa com ela tentando nos convencer de que por um lado ele é extremamente bonito, por outro todos os traços de personalidade dele não só não a convencem, como a irritam (o que me pareceu estranho porque ele não fez nada que o tornasse detestável). Apesar de ter o Kevin (cara que ela tá conhecendo), para todos nós é óbvio que ela está interessada é no Guy porque o que ele faz ou o não faz não incomodariam tanto se ela não estivesse interessada. É óbvio para gente, mas como sempre não é para mocinha.

Lucy é jovem cheia de vida, leal e trabalhadora, mas que tem medo de encarar possíveis dificuldades, por isso sempre larga as coisas ou escolhe aquilo que não vai representar nenhum desafio. Ela também fantasia demais as pessoas, seus relacionamentos, a vida etc. E isso dá para notar até pela situação com o Guy, a principio o que ela detesta é imagem que ela criou do Guy e não ele. E ai você pode pensar que talvez seria difícil gostar dela por causa desses últimos traços mencionados, mas acho que como todos nós ela só precisava acreditar nela mesma e encontrar o próprio rumo.

Já o Guy, apesar da gente viver o livro através dos olhos de Lucy, podemos perceber como ele é um cara bacana logo no começo. E sim eu o achei intrometido e de fato é porque assim ninguém perguntou nada para ele dar algum tipo de opinião (é o que?). Antes de ler o livro tive até certo receio de que ele fosse o tipo de mocinho que ia forçar opinião dele, dizer palavras amargas, mas não foi nada disso que encontrei (ainda bem ou então ficaria muito cansada). Ele me pareceu maduro (e deveria porque né 33 anos pfvr) e achei a conversa séria que teve com ela interessante e no mínimo uma forma de incentivá-la a explorar seu potencial já que ela está acostumada a ficar sempre em um lugar de conforto. Eu acho que ele viu nela um pouco de si próprio e por isso se meteu (EU ACHO, mas eu sempre acho muito mais do que está escrito).

Gostei bastante da narrativa apesar de ser feita somente pela Lucy e parte da razão é porque não me senti influenciada por ela a desgostar do Guy, acredito pela inconsistência dos sentimentos iniciais dela por ele. É uma leitura bem suave, tranquila e era exatamente o que eu precisava, foi meio como assistir uma comédia romântica. Inclusive o próximo livro que pretendo ler dessa autora é sobre a irmã de Lucy: Meredith (reconheço mesmo o potencial de protagonista quando vejo um e no final do livro ficou claro de que tinha alguma coisa sobre ela). De fato, o livro dela é o primeiro dessa duologia, mas não achei em português (bem típico eu descobrir isso só depois de ter lido o segundo).