Scarlett é leal, mas é cautelosa e está anestesiada demais para tentar colocar um basta na situação em que que está vivendo. Acho que se o enredo não tivesse se desenrolado da forma que aconteceu, ela não conseguiria sair do destino armado para ela. A situação de trauma vivida por ela é o motivo disso.
Donatella ficou desaparecida por toda a trama, não dá para comentar profundamente sobre ela. A impressão que fica é que ela é mesquinha. Espero que, no próximo livro possa conhecê-la melhor.
Sobre o Julian é meio difícil de dizer qualquer coisa porque pode ser um spoiler e prefiro não arriscar. Ele não é um personagem que eu odiei, mas também não gostei. Talvez no próximo livro minha opinião sobre ele mude completamente, mas por enquanto é isso.
O foco narrativo é mantido na Scarlett e foi ótimo porque a trama se passa dentro de um jogo cuja missão é encontrar Donatella, o jogo está centrado nas irmãs e por isso, faz muito mais sentido ver sobre a perspectiva da irmã que está jogando. Foi uma leitura boa, mas que só ganhou fluidez quando o jogo começou. Antes foi um pouco tenso, uma sensação de soco no estômago por causa da brutalidade como elas eram tratadas.
Vocês já leram Caraval?
