Infelizes para sempre
Terceiro volume da série
A escola do bem e do mal publicada pela editora Gutenberg. Se você ainda não leu os dois primeiros, preciso avisar que essa resenha terá spoilers porque os livros estão conectados.
O livro mantém o mesmo nível dos antecessores, ou seja, já te empurra para o próximo porque você quer mais é saber como a história vai prosseguir. Tedros e Agatha foram banidos para Gavaldon porque Sophie aceitou o diretor do mal. Eles precisam voltar para o mundo dos contos, tentar resgatá-la e derrotar o diretor que colocou em curso seu plano de matar os antigos heróis dos contos de fada e assim destruir toda fé no bem.
A questão é: Sophie quer ser resgatada? As coisas entre eles terminaram de forma bastante desagradável no livro passado. Tedros e Agatha não acreditaram nela quando a mesma disse que não estava se tornando bruxa e tentaram mandá-la de volta para Gavaldon sozinha. Sem falar que ficou óbvio que o Tedros teve sim interesse por ela e gerou uma torta de climão entre as amigas.
Agatha continua como minha personagem favorita do livro e por isso não tem como eu não sentir um pouco de ranço pelo Tedros porque ele parece dar como garantido o relacionamento dele com ela e por isso não valoriza de forma alguma no começo. Ele não passa segurança nenhuma para ela (é isso). Tem umas conversas entre eles que até achei bacana, mas aí ele pisa na bola de novo e de novo (você faz o que? desiste dele e simplesmente só aceita de que ele é o príncipe da Agatha hahaha).
Sophie conseguiu perder a simpatia que tinha gerado em mim no livro anterior durante vários momentos desse. É bem perniciosa a forma como ela usa o sentimento dos outros para conseguir o que quer. A forma como ela trata a Agatha depois de tudo me irritou bastante. Principalmente quando ela coloca o relacionamento dela com o Rafal acima da vida de outras pessoas. Eu gosto muito de contos de fadas e ver meus personagens favoritos sendo assassinados foi um pouco duro para mim.
Só que eu consigo entender a Sophie que cresceu num lar sem amor, que não recebeu amor ou atenção do pai e que viu o pai entrar e sair da casa de uma mulher e ter filhos com ela enquanto sua mãe definhava assistindo. Não importa nada do que foi revelado depois, o que importa é que ela não deveria ter sido exposta a esse tipo de situação. Então, sim, entendo completamente porque a Sophie é egoísta. Faz todo sentido ela ser assim porque os sentimentos dela nunca tiveram importância para quem deveria ter cuidado dela.
Medalha de ouro para Hester, Anadil e Dot. Se tem pessoas que não prometeram nada, mas entregaram tudo são elas. As três personagens foram me ganhando aos poucos desde o primeiro livro. Além disso, amo amizade delas com a Agatha e os esforços delas para devolver o equilíbrio ao mundo dos contos (as protagonistas chegaram q).
HORT, EU TE AMO. Hort é meu personagem masculino favorito. Desde o começo, para mim ficou bem claro, que a Sophie está tão preocupada com a aparência do bem etc, que ela não é capaz de encontrar o amor verdadeiro. Para mim, o dela é o Hort, mas ela só acha que finais felizes são entre membros da nobreza e por isso não acha o dela.
Esse se tornou meu livro favorito (até agora). Trouxe toda a informação necessária para entender melhor a história de Sophie e Agatha. Além disso evidenciou o plano do diretor do mal e trouxe a batalha épica pelo equilíbrio.