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domingo, 15 de outubro de 2023

Caraval - Stephanie Garber

Primeiro livro da trilogia Caraval publicada pela editora Gutenberg. Vou confessar que li depois do spin off que eu nem sabia que era spin off (caí de paraquedas sim no mundo de caraval e não vou negar). No centro da história temos duas irmãs, Scarlett e Donatella, que são tratadas de forma brutal pelo pai (não acho que podemos usar essa palavra para ele, mas seguimos, mas seguimos). A oportunidade de ir ao Caraval, jogo mágico no qual o vencedor pode realizar um desejo, se apresenta quando Scarlett recebe o convite do mestre Lenda, dono do "espetáculo". Scarlett não tem coragem de enfrentar o pai e ir (compreensível dado a tudo que sofreu nas mãos dele), o quer faz com que Donatella em concluío com um marinheiro, Julian, sequestrem a irmã e partam para o Caraval. Lá, a situação fica tensa, quando Scarlett descobre que sua irmã foi sequestrada e para encontrá-la terá que vencer o jogo.

Scarlett é leal, mas é cautelosa e está anestesiada demais para tentar colocar um basta na situação em que  que está vivendo. Acho que se o enredo não tivesse se desenrolado da forma que aconteceu, ela não conseguiria sair do destino armado para ela. A situação de trauma vivida por ela é o motivo disso.

Donatella ficou desaparecida por toda a trama, não dá para comentar profundamente sobre ela. A impressão que fica é que ela é mesquinha. Espero que, no próximo livro possa conhecê-la melhor.

Sobre o Julian é meio difícil de dizer qualquer coisa porque pode ser um spoiler e prefiro não arriscar. Ele não é um personagem que eu odiei, mas também não gostei. Talvez no próximo livro minha opinião sobre ele mude completamente, mas por enquanto é isso.

O foco narrativo é mantido na Scarlett e foi ótimo porque a trama se passa dentro de um jogo cuja missão é encontrar Donatella, o jogo está centrado nas irmãs e por isso, faz muito mais sentido ver sobre a perspectiva da irmã que está jogando. Foi uma leitura boa, mas que só ganhou fluidez quando o jogo começou. Antes foi um pouco tenso, uma sensação de soco no estômago por causa da brutalidade como elas eram tratadas. 

Vocês já leram Caraval?

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Era uma vez um coração partido - Stephanie Garber

Antes de mais nada preciso exaltar essa capa linda e dizer que amei que o livro veio com mimos, poster e marcador. Agora sim, vamos lá. Primeiro livro da série Era uma vez um coração partido publicada pela editora Gutenberg. É o primeiro livro que li da autora e fiquei bastante satisfeita.

Evangeline Raposa achou uma ótima ideia ir a uma igreja onde você pode fazer um pacto com um arcano, que te deixa completamente em posição desvantajosa, para impedir o casamento do cara que ela gostava.  Tinha como dar certo???? Claro que não. Foi bom ela ter ido? Acho que sim né ou a história não teria um começo.
 
Quando li a sinopse tive medo de se tratar de uma protagonista egoísta porque venhamos e convenhamos arruinar o casamento de alguém que você gosta não me parece uma motivação super altruísta. Porém vieram os fatos e com ele o entendimento de que talvez eu estivesse lendo um grande conto de fadas e eu adoro contos, releituras ou personagens que acreditam neles. Também veio o convencimento de que a protagonista foi colocada em uma posição complicada e fez o seu melhor com os recursos que tinha dentro daquele universo. E foi assim que me peguei completamente imersa na aventura.

Como todo conto de fadas precisa de uma bruxa má aqui ela se faz presente pronta para roubar a felicidade da protagonista em toda e qualquer oportunidade. Também temos um príncipe encantado ou melhor vários (escolha o que preferir e é isso. Uhul buffet de príncipe). A simpatia pela protagonista foi natural e veio logo junto com a torcida para tudo dar certo. Quanto mais lia sobre Evangeline, mais gostava dela. 

Evangeline é uma personagem que me fez nutrir muito carinho. Apesar de num primeiro momento, quando li a sinopse, eu jurar que ia detestá-la, não foi o que aconteceu. Ela está longe de ser egoísta. Ela é alguém que deseja o melhor e que crê em magia e em finais felizes. Está disposta a se sacrificar e acreditar em quem ama e eu a acho incrível por isso apesar dos contras que essas características trazem consigo.

Amei o príncipe de copas, Jacks, sim. Meu príncipe inclusive (quem disser que não, tem inveja de mim q). Vou até emoldurar o poster para olhar para cara dele todo dia (brincadeira ou não). Não sei o motivo de gostar dele, não sei de verdade, afinal o beijo dele é capaz de matar e ele tem atitudes duvidosas. O cara tem a própria igreja na qual as pessoas podem ir lá e rezar para ele ( é o que?). E sim, ele é o arcano com o qual a protagonista faz um pacto.
 
Os arcanos dentro da história são seres poderosos que podem realizar pedidos, mas a coisa pode sair do controle. Um pacto com um arcano é sempre desigual. Lembrou um pouco aqueles contos sobre gênios que realizam os desejos ao pé da letra e sempre trazem o caos para quem pediu. Tem sempre um preço a ser pago se você fizer pacto com um arcano e achei bem interessante. Como disse antes, adoro contos de fada e esse livro constrói um e é tão satisfatoriamente bem conduzido. 
 
A leitura é fluida e gostosa. O tratamento do texto está um primor (gostamos de coisas bem traduzidas e bem revisadas sim). Faz muita diferença ler um livro bem escrito e bem traduzido. Escolhi não falar sobre os outros personagens do livro para não entregar muito do que acontece. Eu estava jurando que a plot ia girar em torno do casamento do boy amado da Evangeline, mas a história foi além e me fez querer ter segurado um pouco a leitura até já ter o segundo lançado (agora já foi e não tem volta, socorro). Fazia tempo que não interagia tanto com uma leitura como foi com essa, mas eu falei muito. FALEI O TEMPO TODO (até meu irmão veio ver se estava tudo bem comigo porque eu estava brigando com os personagens e ele achou que estava brigando com algum conhecido). Se vocês gostam de fantasia, contos de fada, então só vem que é o seu lugar.