Antes de mais nada preciso exaltar essa capa linda e dizer que amei que o livro veio com mimos, poster e marcador. Agora sim, vamos lá. Primeiro livro da série
Era uma vez um coração partido publicada pela editora
Gutenberg. É o primeiro livro que li da autora e fiquei bastante satisfeita.
Evangeline Raposa achou uma ótima ideia ir a uma igreja onde você pode fazer um pacto com um arcano, que te deixa completamente em posição desvantajosa, para impedir o casamento do cara que ela gostava. Tinha como dar certo???? Claro que não. Foi bom ela ter ido? Acho que sim né ou a história não teria um começo.
Quando li a sinopse tive medo de se tratar de uma protagonista egoísta porque venhamos e convenhamos arruinar o casamento de alguém que você gosta não me parece uma motivação super altruísta. Porém vieram os fatos e com ele o entendimento de que talvez eu estivesse lendo um grande conto de fadas e eu adoro contos, releituras ou personagens que acreditam neles. Também veio o convencimento de que a protagonista foi colocada em uma posição complicada e fez o seu melhor com os recursos que tinha dentro daquele universo. E foi assim que me peguei completamente imersa na aventura.
Como todo conto de fadas precisa de uma bruxa má aqui ela se faz presente pronta para roubar a felicidade da protagonista em toda e qualquer oportunidade. Também temos um príncipe encantado ou melhor vários (escolha o que preferir e é isso. Uhul buffet de príncipe). A simpatia pela protagonista foi natural e veio logo junto com a torcida para tudo dar certo. Quanto mais lia sobre Evangeline, mais gostava dela.
Evangeline é uma personagem que me fez nutrir muito carinho. Apesar de num primeiro momento, quando li a sinopse, eu jurar que ia detestá-la, não foi o que aconteceu. Ela está longe de ser egoísta. Ela é alguém que deseja o melhor e que crê em magia e em finais felizes. Está disposta a se sacrificar e acreditar em quem ama e eu a acho incrível por isso apesar dos contras que essas características trazem consigo.
Amei o príncipe de copas, Jacks, sim. Meu príncipe inclusive (quem disser que não, tem inveja de mim q). Vou até emoldurar o poster para olhar para cara dele todo dia (brincadeira ou não). Não sei o motivo de gostar dele, não sei de verdade, afinal o beijo dele é capaz de matar e ele tem atitudes duvidosas. O cara tem a própria igreja na qual as pessoas podem ir lá e rezar para ele ( é o que?). E sim, ele é o arcano com o qual a protagonista faz um pacto.
Os arcanos dentro da história são seres poderosos que podem realizar pedidos, mas a coisa pode sair do controle. Um pacto com um arcano é sempre desigual. Lembrou um pouco aqueles contos sobre gênios que realizam os desejos ao pé da letra e sempre trazem o caos para quem pediu. Tem sempre um preço a ser pago se você fizer pacto com um arcano e achei bem interessante. Como disse antes, adoro contos de fada e esse livro constrói um e é tão satisfatoriamente bem conduzido.
A leitura é fluida e gostosa. O tratamento do texto está um primor (gostamos de coisas bem traduzidas e bem revisadas sim). Faz muita diferença ler um livro bem escrito e bem traduzido. Escolhi não falar sobre os outros personagens do livro para não entregar muito do que acontece. Eu estava jurando que a plot ia girar em torno do casamento do boy amado da Evangeline, mas a história foi além e me fez querer ter segurado um pouco a leitura até já ter o segundo lançado (agora já foi e não tem volta, socorro). Fazia tempo que não interagia tanto com uma leitura como foi com essa, mas eu falei muito. FALEI O TEMPO TODO (até meu irmão veio ver se estava tudo bem comigo porque eu estava brigando com os personagens e ele achou que estava brigando com algum conhecido). Se vocês gostam de fantasia, contos de fada, então só vem que é o seu lugar.