sábado, 24 de julho de 2021

Os irmãos DeFiore - Jennifer Faye (parte 2)


 

Como mencionei na resenha anterior por ser um volume único contendo dois livros eu iria dividir a postagem em duas. Assim como o primeiro infelizmente eu não consegui me apegar a nenhum dos protagonistas. Entretanto, como eu queria um romance clichê para passar o tempo e ele cumpriu essa função, então ok.  O título da história é sorriso cativante e seus protagonistas são: Stefano DeFiore e Jules Lane, irmã da protagonista anterior.

Stefano, pelos olhos de Jules, é lindo, mas ela logo de cara tem a impressão de que ele tem vergonha da aparência dela. O que ela não sabe é que ele instantaneamente se sentiu atraído por ela. Stefano trabalha no vinhedo da família e no começo não sabemos muito sobre ele, só que ele é viúvo, nunca nem quis saber de outro relacionamento após a morte da esposa por carregar algum tipo de culpa em relação a ela, é mais velho do que o Dante e está achando a decisão do seu irmão de casar tão cedo muito apressada (nisso eu concordo com ele). Ah e ele é tão indeciso quanto o Dante (Quase gritei com ele q).

Jules é irmã mais nova da Lizzie. Ela só tem a irmã no mundo, mas ao mesmo tempo que está triste por não viver mais perto dela, está super feliz. Ela vai a Itália para ajudar a planejar o casamento e ficaria só uma semana, mas a irmã decidiu casar em dois meses e por isso a volta dela para os EUA é adiada. Por não querer ficar de vela decide ficar no vinhedo da família DeFiore, não julgo porque faria o mesmo (a situação era completamente desconfortável, Dante e Lizzie estavam excessivos nas demonstrações publicas de afeto lol). Ela e Stefano acabam assumindo toda a responsabilidade de organizar o casamento já que os noivos estão ocupados demais com o restaurante e cumprir metas de um programa de TV. Por isso eles acabam se aproximando.

Seguindo o estilo do anterior, o foco narrativo é dividido entre o mocinho e a mocinha. Preciso dizer que gostei muito mais da Jules do que Lizzie. A presença do casal de protagonistas do livro anterior é bem forte nesse e existe bastante interação entre eles, o que é bem positivo. Eu não gosto quando o casal principal não tem interação com outras pessoas.

sábado, 17 de julho de 2021

The spring bride - Anne Gracie

 


Terceiro livro da série The Chance sisters ( não foi publicada no Brasil). Atenção: esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. A protagonista do livro é Jane Chance. No prólogo temos acesso a uma das lembranças de Jane sobre a família: a mãe doente, Abby se esforçando para não deixar o pai perceber como a mãe estava doente e Jane pedindo para ouvir histórias sobre a mãe quando jovem debutante. Além da certeza de que eles se amavam, nós podemos perceber a pobreza em que se encontravam e de como isso afeta Jane porque essa realidade faz com que ela acredite que casamento deve ser feito de forma conveniente e não simplesmente por amor. E é essa crença que faz Jane aceitar ao primeiro pedido de casamento que recebe feito pelo lorde Cambury. Algo que achei completamente precipitado apesar de entender como a protagonista se sentia. Além disso ela contou tudo que tinha passado para ele, um completo estranho e isso poderia colocar em uma posição difícil as outras irmãs Chance e tia Bea que inventou toda a história delas serem sobrinhas dela e filhas de um marquês. Ela não conhecia absolutamente nada sobre ele e poderia ser muito bem alguém sem caráter e fazer fofoca.

O mocinho do livro é Zach Black, nome que ele adotou há anos quando fugiu de casa. Ele voltou para Londres a pedido de seu amigo Gil Radcliffe para entregar uma documentação sigilosa. Ao chegar lá, Gil informa que ele deve ir ao escritório de advocacia que cuida dos bens de seu falecido pai. Lá ele é informado de que em poucas semanas será dado como morto e que seus bens irão para o primo dele. O que não é um problema porque existem várias pessoas que podem reconhecê-lo e testemunhar que ele é quem diz ser. Entretanto, ao fazer isso será preso pelo assassinato da madrasta (é o queeeeee?). A questão é que ele não matou ninguém, ele ajudou a madrasta fugir do pai dele que era um homem horrível. Então antes de se apresentar e pegar a fortuna que lhe é de direito e assumir seu título, ele precisa provar sua inocência. Ele usa um disfarce e em nada parece alguém da aristocracia britânica.

O destino dos nossos mocinhos se cruza quando Jane passar por uma situação de perigo e é resgatada por ele. Eu sinceramente não gosto da arrogância do Zach e já estava imaginando que ele seria o primeiro protagonista, criado pela Anne, que eu não gostaria (aff ele é muito cheio de si sos), mas no último minuto do segundo tempo me senti levemente balançada por ele. Já Jane, eu achava que ela seria uma mocinha bem racional, mas, em partes, entendi que ela era mais emoção do que razão. Inclusive o fato de aceitar um noivado sem nem ao menos conhecer o pretendente contribuiu para esse julgamento. Ela nem tinha debutado, por favor, poderia ter esperado, conhecido outros pretendentes, conhecido melhor lorde Cambury antes de aceitar.

Eu adoro mistérios e fico tentada a solucionar. Já tinha certa ideia do que tinha acontecido em relação ao assassinato do qual o mocinho fora incriminado, ele até levanta a mesma hipótese que eu. Esse é um daqueles livros que dá vontade de dizer: miga, cuidado para não cuspir para o alto e acertar a própria testa. Para o mocinho, o que eu tinha vontade de dizer o Gil disse. Inclusive, falando em Gil, ele tem bastante qualidade de protagonista. Vou ficar na torcida para que seja algum dia. A Daisy e a lady Bea brilharam nesse livro e eu só reforço meu favoritismo pela Daisy (eu tô falando isso desde o primeiro livro, na torcida para o dela ser bom ou eu vou ficar muito triste).