quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

O jogo do amor/ódio - Sally Thorne


Publicado pela universo dos livros. Lucy e Joshua se odeiam (será? claro que não). Depois da fusão de duas empresas do setor editorial, eles são obrigados a trabalhar juntos já que são assistentes dos presidentes das empresas que agora se tornaram uma só.

Joshua presunçoso Templeman é dito lindo e tem todo o estereótipo do que é considerado beleza padrão em sua descrição (revira os olhos). É cínico, sarcástico, é bom com números e parece que nada o afeta.  É claro que ele não é só isso, começa a ficar bacaninha quando se abre e a gente vai sabendo mais sobre ele. Ai você se pega pensando: "acho que gosto um pouco desse homem".

Lucy Hutton é fútil e tem atitudes gordofobicas (não temos espaço para isso. NÃO TEMOS).  Outra coisa que não gosto é a forma com a qual ela parece ser obcecada pelo corpo do protagonista masculino. As vezes me dá a impressão de que ele é só um corpo. Então temos esses momentos em que eu juro que gostaria de entrar no livro e dizer miga, cala a boca e vamos melhorar. Gosto do relacionamento que ela tem com os pais e das interações entre eles. Não gosto do fato dela não ter amigos e isso também se aplica ao mocinho que também parece ter essa existência sem amigos.

No começo, os dois tão no nível de implicância um com outro que olhaaa até eu em certo ponto já estava perdendo a paciência com tanta imaturidade. Só que de certa forma isso torna o livro divertido e fez com que eu continuasse lendo e lendo e lendo até acabar. Teria lido mais rápido (se você me acompanha pelo skoob pode ter reparado no tempo de leitura) se não tivesse tido uma crise de enxaqueca e não tivesse ido ao dentista, mas mesmo assim li bem rápido para os meus padrões de leitura. Essa imaturidade deles não dura muito ou pelo menos diminui bastante conforme a história se desenvolve e eles começam a colocar as coisas em pratos limpos. 

Trama construída em cima de vários clichês. Clichê sobre clichê. Pessoas que começam se odiando, mas depois ficam juntas e é isso. Protagonista masculino com relacionamento ruim com os familiares dele versus mocinha com uma ótima base familiar. Protagonistas solitários. Competitividade nada saudável entre os protagonistas (o que mais tem em certos ambientes de trabalho infelizmente). Inclusive, lugar tóxico hein. Alguém já leu o livro? O que acharam?

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Esplêndida - Julia Quinn


Primeiro livro da trilogia  damas rebeldes publicada pela editora Arqueiro. Não lembrava, mas já tinha lido esse livro, o prólogo foi o suficiente para refrescar minha memória (E boom não acho que seja meu favorito da Julia não). Essa resenha vai ter alguns spoilers porque não tenho como dizer que não gostei de algo sem dizer o que. Emma, uma herdeira norte americana, vai a Londres para passar a temporada com os parentes. Lá, disfarçada de ajudante de cozinha, ela conhece o duque de Ashbourne que fica interessado nela logo de cara.

Alexander Edward Ridgely,  duque de Ashbourne, um egocêntrico que acha que pode tudo com todos. Se acha encantador,  mas não é nenhum pouco.  Infelizmente a mocinha cai na lábia dele.  Ele é impositivo, dominador e isso o tornou detestável para mim logo de cara (qual é, mano).  A intenção dele é seduzi-la (que ódio). Cada página, eu tive vontade de gritar.   Eu posso achar uma pessoa extremamente bonita, mas se ela tiver a mesma personalidade que ele não me sinto nem um pouco atraída. Ele é insuportável e manipulador. Então quando o Alex resolveu ser doce, eu já tinha azedado.

Emma é espirituosa,  mas sem noção e bom senso. Ela mora nos EUA e vai para Londres para ter uma temporada junto com sua tia, irmã do pai,  e a família dela. Não acho que ela queira ser amante do duque e em nenhum momento o livro me leva crer isso. Emma é um espírito livre e acho que só estava afim de uns beijos mesmo. O que torna o Alex bem pior porque ele fica cercando ela como um leão atrás da presa. Eu me senti muito magoada sinceramente... Emma, você merecia mais.

Se tudo isso não bastasse  a ausência do pai dela na história foi algo que me chateou. Ela deveria ter voltado aos EUA para conversar com o pai antes de um passo definitivo ou ele ter ido a Londres.  Afinal de contas é dito que ele a criou praticamente sozinho e que eles eram muito MUITO próximos, mas ele não fez parte dos últimos acontecimentos da vida da filha dele (até entendo a urgência da situação, mas preferia que não tivesse sido conduzido dessa forma).

Os pontos fortes do livro são Dunford amigo do Alex, ele se mostrou interessante; A  amizade entre os primos Emma, Belle e Ned, pareciam os três mosqueteiros sempre prontos para ajudar um ao outro; o relacionamento da tia com o marido é bonitinho; e por último, mas não tão menos importante, os diálogos engraçados típicos de livros da Julia Quinn que aparecem nesse.

É o primeiro trabalho da Julia e a gente consegue ver os traços que gostamos nos trabalhos que seguiram dela presentes já nesse. Os personagens secundários, por exemplo, são bem legais. Infelizmente o protagonista masculino não foi em nada do meu agrado e me deixou com o gosto amargo na boca. Você já leu esse livro? O que achou? Tem algum livro de autores que vocês gostam, mas que os protagonistas não te conquistaram? Conta para mim nos comentários!