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sábado, 27 de março de 2021

Marry in Scarlet - Anne Gracie


 

Quarto e último livro da série Marriage of Convenience e também o livro da série que estava mais ansiosa para ler. AVISO: Essa resenha pode conter spoiler dos outros livros da série, principalmente do terceiro livro. Para ler as resenhas dos livros anteriores vá na aba Resenhas. Ele vai falar de Lady Georgiana Rutherford, sobrinha de Cal. Georgiana teve uma vida difícil até sua existência ser descoberta por seu tio Cal. Ela foi abandonada pelo pai (diga-se de passagem que o pai dela só casou com a mãe dela porque o avô materno obrigou), sua mãe faleceu quando ela era um bebê e passou fome. Ela é arredia, não tem papas na língua, é extremamente sincera e super independente. Cal a admira muito e por ser o retrato dele e ter personalidade forte, EU acho que ele desenvolveu amor paterno por ela. Ela é leal e ama muito seus familiares. Aspira viver no campo criando cachorros e cavalos, já que Cal garantiu a ela uma herança que permitirá que ela leve a vida que bem entender.

O quinto duque de Everingham, Redmond Jasper Hartley, foi citado no segundo livro e aparece no terceiro como o noivo "abandonado" pela Rose. As poucas cenas nas quais ele apareceu nesse terceiro me fizeram querer que ele tivesse um livro dele porque as reações dele me deixaram um pouco curiosa em relação a ele e acharia um desperdício de personagem ele não ter um livro (mas tem e é esse q). Hart, como é chamado pelos amigos, é um pouco egocêntrico, arrogante, calculista, frio e por ter tido um ambiente familiar ruim (ou talvez eu possa dizer que ele não teve nenhum ambiente familiar) acredita que um casamento deve ser feito por conveniência tendo seus requisitos atendidos (um deles é que eles vivam vidas separadas).

O começo do livro é exatamente após a cerimônia interrompida do duque com a Rose e com a tia Agatha completamente furiosa tentando a última cartada para ter um duque em sua família. Sim, tia Agatha oferece Georgiana em casamento para o duque e não vai medir esforços para que seu estratagema dê certo. Inclusive manipula os dois. Esse livro vai nos mostrar um pouco mais sobre as tias mais velhas da família, nós vamos ser capazes de entender um pouco melhor suas personalidades. Além disso, mais uma vez mostra o Cal quebrando todos os paradigmas da época e deixando nas mãos da Georgie a escolha de seu próprio destino (não escondo de ninguém que eu amo um pouco Cal e que citei ele em todas as resenhas dessa série com amor hahaha). OU SEJA, apesar das estratégias tanto da tia Agatha quanto do Duque para fazer a Georgie casar com ele, é ela ainda que tem a última palavra na situação (e sim o duque também vai tentar fazer uma emboscada para que eles se casem).

Esse livro foi um desfecho maravilhoso para essa série de casamentos por conveniência. Ele traz o clichê não-gosto-de-ser-rejeitado-estou-interessado e é narrado de forma gostosinha nos dando acesso aos sentimentos e pensamentos tanto de Georgiana quanto do duque.  Também conseguiu amarrar toda série, não ficou nenhum fio solto (minha hipótese estava certa, eu estava certa q q q) e, da mesma forma que os outros livros, trouxe a mensagem de família, de amar um ao outro, de apoiar e respeitar as decisões um dos outros. O discurso da Georgie no final foi uma graça e não tenho duvidas de que esse é meu livro favorito da série.  Menção de honra: é que gostei bastante do Sinclair, amigo do Hart, e queria muito que ele tivesse um livro porque ele tem muito potencial para se tornar protagonista (vou sonhar com isso).

sábado, 20 de março de 2021

Marry in Scandal - Anne Gracie


 

Segundo livro da série Marriage of Convenience. A protagonista desse livro é a Lily Rutherford, irmã mais nova do Cal e segundo Rose a irmã favorita dele (concordo plenamente com ela, é a favorita sim). Lily é sequestrada e quase obrigada por seu raptor a se casar com ele. Usando sua inteligência, consegue escapar e enquanto corre por sua vida acaba encontrando Edward Galbraith, amigo de Cal, e ele a ajuda fugir do sequestrador.

Em Londres os boatos de que ela teria fugido para casar ou que ela teria sido seduzida por Edward e dispensada por ele mancham sua reputação. O único jeito de protegê-la seria um casamento de conveniência com  Edward. Ela sabe que é por conveniência, mas não deixa de nutrir sentimentos por ele (até eu nutriria porque ele foi uma gracinha). Acho que esse é um dos momentos mais encantadores do livro e que a gente percebe como ela é amada pela família e como é a irmã favorita do Cal. Cal deixa bem claro que sabe que o Edward é um homem de valor etc, mas que ele não vai interferir porque essa é a escolha da Lily e ela que vai ter a última palavra e que se dane os fofoqueiros q (Cal, seu lindo). Casamento marcado porque Edward é a escolha dela (risos). 

Lily é uma jovem fofa, sonhadora e romântica. Ela não consegue ler ou escrever e por causa da reação do falecido pai, ela esconde isso. O seu maior desejo sempre foi casar por amor.  Ela não é só uma protagonista que salva a si mesma, como ela também salva o mocinho. Edward é um homem que não fala sobre o passado e é dito como frio. Ele se considera indigno de amor ou perdão. Apesar de conseguir desconfiar do motivo dele, a gente só vai ter certeza mesmo e descobrir os detalhes junto com Lily (e gente foi bem emocionante). Ele teve uns momentos meio aargh na trama? sim, mas o livro num geral é ótimo.

Mais uma vez nessa série um livro que traz essa mensagem de se encontrar e de fazer parte de uma família. Outras presenças importantes no livro são os dois polos representados pelas duas tias, Agatha e Dottie. De um lado tia Agatha, viúva 3 vezes, tem uma posição de poder na sociedade londrina e que coloca a imagem acima de qualquer outra coisa e tece comentários extremamente cruéis e ácidos em relação aos familiares e do outro lado Dottie que é amável e apoia todos de uma forma calorosa e que nunca casou. Acho os comentários da tia Agatha muito pesados, mas ao mesmo tempo a presença dela no livro me parece muito importante porque parece representar o pensamento da época enquanto a tia Dottie traz a vontade de romper com este pensamento e ter uma vida guiada por escolhas próprias. Achei interessante ter duas personagens que se contrapõe.

sábado, 6 de março de 2021

Marry in Haste - Anne Gracie

 


Primeiro livro da série Marriage of convenience. Retrata a história de Calborne Rutherford, que ao voltar para Inglaterra em busca do assassino Scorpion, é surpreendido pela notícia de que seu irmão falecera e por isso agora ele é o conde de Ashendon. E ele não está nenhum pouco  feliz com isso, com a responsabilidade que o título carrega e porque por ser o filho mais novo nunca foi treinado para ser um conde, ao contrário ele foi enviado para o serviço militar muito jovem e por isso não sabe nada sobre ser conde. 

Cal (como é chamado) não pretende ficar (lembremos aqui que ele está procurando o Scorpion e que esse é o seu trabalho) e logo começa a organizar tudo para sua iminente partida. O trabalho é claro não se mostra nada fácil e ele logo percebe que o irmão mais velho não se importava com nada e nem ninguém. As irmãs dele são rebeldes devido a falta de atenção que receberam por parte do pai e do irmão  e além de tudo ele descobre que tem uma sobrinha cuja existência todos desconheciam (o irmão dele era completamente imoral).

Nem preciso dizer que ele está ansioso para que tudo se resolva e ele possa continuar seu trabalho. É aí que entra a senhorita Emmaline Westwood, ex professora das irmãs dele e a quem as moças ouvem.  Casar com ela parece ser a única forma em que os dois seriam beneficiados a longo prazo. Inclusive eu gosto que a Emm tem esse lado racional e ao julgar que essa é a melhor opção para ela, não perde tempo em concordar.

O Cal é um pouco arrogante (eu esperava mais de você, meu rapaz) e controlador (não sabe falar sem dar ordem), mas apesar disso ele se importa, só não sabe demonstrar, ou entender, o que sente (e faz tudo errado né). Ele também é o tipo que fica chateado e pode tomar uma decisão injusta, mas é algo que não dura muito. Gosto de como o personagem é trabalhado e como a gente começa a entendê-lo no decorrer do livro. Já a Emm é uma mulher inteligente e com um grande coração. Aconteceu algo no passado dela que a machucou  e mudou completamente o seu futuro, mas ela é uma personagem forte.

É uma história sobre casamento de conveniência, então é interessante ver como os sentimentos que eles têm um pelo outro progridem com o caminhar da história. Outro ponto positivo é que todos os personagens principais são bem construídos e vemos o relacionamento entre eles sendo desenvolvido e não só o do casal principal (chega a ser um pouco emocionante quando o Cal que não sabia se expressar, coloca em palavras o que sente). Família é a grande palavra dessa história porque era algo que havia se perdido para todos e que eles conseguiram encontrar juntos.

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Marry in secret - Anne Gracie


 

Anne Gracie foi uma das primeiras autoras de romance de época cujo trabalho li e por causa dela é que comecei a gostar muito. Todos os livros que li dela foram bem escritos, bons de ler e por mais que sinta  vontade de gritar com algum personagem, a curiosidade por qual rumo a história vai tomar é uma constante. Marry in secret (Casando em segredo?) é o terceiro livro da série Marriage of convenience (Casamento por conveniência) e que infelizmente não foi publicada no Brasil (Editoras por favorzinho?). Quando eu comprei, não reparei que o livro pertencia a uma série e muito menos de que ele era o terceiro, mas já tinha começado a ler e é isso pulei os outros dois (já foi e é bem minha cara esse tipo de coisa acontecer). 

A protagonista do livro é Rose Rutherford, uma mulher nobre que decidiu casar com o duque porque os dois não se amavam e por isso seria confortável. Era um acordo entre eles e até aí tudo bem. Só que durante a cerimônia do casamento eis que surge um homem, Thomas Beresford, alegando ser marido dela. Casamento cancelado porque a noiva já era casada (eita, Rose). Eu confesso que fiquei um pouco incomodada com o caminho que os pensamentos dela estavam percorrendo no começo e a achei bem imprudente.

Thomas sumiu durante quatro anos, não tinha mais esperanças dele voltar, ele tinha sido dado como morto. Ele parece um pouco dramático porque ela teve uma reação super normal (em choque depois de quatro anos né?). Ele queria o que?  Acho inclusive que o irmão da Rose tolerou até demais (a conversa entre eles foi tão exasperante).  Minha primeira impressão dele foi ruim, não gostei do comportamento dele, de como ele presume as coisas o tempo todo. Acho inclusive que a família dela levantou argumentos lógicos porque seria muito difícil não pensar nele como um caça fortunas.  Entretanto, no começo não sabemos os motivos dele estar se comportando desse jeito, não sabemos o que aconteceu com ele de fato e à medida  que conhecemos Thomas e tudo que ele passou, conseguimos entendê-lo (foi um baque).

Acho que minha parte favorita é a forma como a Anne conduz a história, você simplesmente quer saber o que aconteceu e ela te carrega a um processo de dedução junto com os personagens. Cada descoberta me levando a crer que minha hipótese estava certa, mas logo vinha a dúvida e me fazia perguntar se estava de fato no caminho certo para esclarecer as coisas.  Achei a história bem construída e amarrada. Não ficou nenhum ponto solto. Não fiz nenhum comentário sobre os outros personagens porque alguns são protagonistas dos outros livros da série (Estou muito ansiosa para ler os anteriores e o próximo haha).