sábado, 7 de agosto de 2021

Pôr do sol no Central Park - Sarah Morgan

 

Segundo livro da série Para Nova York, com amor publicada pela editora Harlequin. A protagonista é Frankie Cole que conhecemos no livro anterior. Ela é uma das fundadoras da empresa de serviços e eventos Gênio Urbano (e como eu tinha dito na resenha do anterior tinha me interessado bastante pela história dela). Ela não acredita em amor, não acredita em casamento e ficou completamente traumatizada pelo divórcio dos pais e o que seguiu após isso. Ela tem medo e prefere não ter relacionamentos profundos porque sabe (ou acha que sabe) como vai acabar. Ela também é viciada em beber coca-cola no café da manhã.

Matt Walker, irmão da Paige (e meu crush) tem uma carreira de sucesso e uma paixão, segundo Jake (bff e protagonista do livro anterior), desde sempre pela Frankie. Ele é compreensivo e gentil (eu preciso parar de me apaixonar por personagens de livros, não tá dando mais). Tem uma gatinha chamada Garrinhas (e meu coração q). Eu poderia ficar o dia todo aqui falando em como o Matt é maravilhoso, mas convido você a ler e descobrir por si mesma. É claro que tem momentos em que eu pensei cara, calma aí, tá indo rápido demais, não fala isso... etc. O timing do mocinho é bem ruim (sinceramente).

Depois de descobrir algo sobre Frankie e de uma conversa com Jake, Matt decide agir. Ele sabe que o que sente por ela é correspondido, mas que o medo de relacionamentos é um empecilho para que os dois fiquem juntos. É preciso dar passos se quiser algo e no caso ele deu uns 20. Adoro como os amigos são importantes nessas horas. Eu entendo completamente os medos da Frankie e entendo que ela precisa de tempo, seguir no próprio tempo. Como leitora, foi ótima ver o momento em que ela começa a falar sobre a vida, sobre o que sente. Até por ser uma personagem que eu criei carinho assim que coloquei os olhos nela.

O Jake faz tudo, não é possível, no livro anterior ele deu vários conselhos e sugeriu as meninas de abrirem o próprio negócio, nesse ele aconselha o Matt sobre a Frankie (homem, você nem é o protagonista desse livro, pare de roubar a cena, meu amooor). Adorei a interação dos dois amigos, achei legal ter mantido e principalmente depois da torta de climão do livro anterior "tá ficando com a minha irmãaaaaa". Isso é algo que gostei bastante nessa série é que mostra a interação entre os personagens, não é só o casal, tem os amigos, tem os colegas de trabalho e conhecidos. Sem falar de que os personagens secundários são interessantes e despertam o desejo de saber mais sobre eles em seus próprios livros (eu mesma pesquisando os nomes dos personagens para saber se eles tem livros ou não). Sério que eu terminei esse livro com uma listinha de outros para ler. Amei o fato de ter personagens de livros de outras séries circulando por esse. E você já leu esse livro? Conta o que achou nos comentários.

sábado, 31 de julho de 2021

The summer bride - Anne Gracie


 

Quarto e último livro da série The Chance sisters. Atenção: essa resenha pode conter spoilers dos livros anteriores. A protagonista é Daisy (finalmente a vez da minha favorita chegou). Ela é a única das irmãs que não foi criada por membros da aristocracia, não conhece nem quem foram seus pais. Daisy trabalhava no bordel de onde ajudou Damaris e Jane fugirem. Como acompanhamos no primeiro livro após encontrarem com Abby, irmã de Jane, fica decidido de que elas viveriam como irmãs. Daisy fazia roupas e seu grande sonho é ter uma boutique no melhor bairro de Londres. E é por isso que ela está completamente atolada de trabalho fazendo o design e costurando as roupas de Jane para o debute. 

No livro anterior a gente percebe que Daisy está sempre muito ocupada e que ela não vai nos eventos sociais ou passeia com as irmãs e Lady Bea. No começo eu ficava triste e pensava que ninguém estava insistindo muito com ela para ir, que talvez não a incluíssem e ela se sentisse um peso se fosse junto. Depois fica claro que Daisy, apesar de ser convidada, prefere usar todas as horas do dia para aprontar encomendas e além disso por conta de sua origem e dificuldade de andar ela teme se transformar em uma piada na frente dos demais membros da sociedade. Ela não conta para ninguém como se sente em relação a perna, sobre seus medos, sobre o que viveu (Ai Daisy, eu queria tanto te dar um abraço). 

Patrick Flynn, nosso protagonista, roubou meu coração. Eu já estava interessada nele desde o momento em que ele chegou no segundo livro. Ele é parceiro de negócios e amigo de Max e Freddy, protagonistas do primeiro e do segundo livro, e deixou bem claro que queria casar com uma moça pertencente a aristocracia para poder ascender na escala social da época. Ele é irlandês e por ser estrangeiro e não ter um título precisa da ajuda de seus amigos para ser introduzido as famílias aristocratas. O Flynn tem um estilo único e atraente, mas seu maior ponto positivo é ter um bom coração (por que não existeeeee?). Flynn e Daisy tem uma relação de amizade muito forte.

Um beijo entre os protagonistas muda tudo. Flynn percebe que não precisa de um casamento conveniente, mas sim um feito por amor e isso ele só encontraria com a Daisy. Só que ela não quer casar, ela ama o Flynn, mas tem medo e tem motivos para ter. Depois de tudo que ela viveu seria estranho que não tivesse. Eu adoro como a Anne desenvolve o relacionamento deles passando de amizade e atração para amor. Gostei bastante em como a humanidade dos personagens é explorada, como vemos Daisy lidando com seus problemas.

Eu chorei, eu xinguei e ri muito durante essa leitura. Lady Bea faz tudo e ela realmente brilhou em todos os livros da série, mas principalmente nesse. O livro é narrado na terceira pessoa e o foco narrativo alterna entre Daisy e Flynn. E isso foi muito importante para conhecer quem são os protagonistas, conhecer suas histórias. A linha temporal é dividida com o livro anterior, então a gente tem agora a perspectiva de outros personagens sobre coisas que ocorreram no outro. Foi um ótimo encerramento e já estou com saudades, principalmente da Daisy que nunca me decepcionou (Acho inclusive que Daisy não era só minha favorita, mas era também a de todos os personagens q).