sábado, 10 de julho de 2021

Os irmãos DeFiore - Jennifer Faye (parte 1)


 

Livro publicado pela editora Harlequin. É um volume único contendo os dois livros da duologia Os irmãos DeFiore e por isso decidi dividir a postagem em parte 1 e 2. Ambos os livros se passam na Itália. O primeiro livro e do qual tratarei nesse post é Sabor inebriante. É a história de Dante DeFiore que assumiu o restaurante do avô porque o senhorzinho, por uma questão de saúde, teve que se afastar do trabalho. Além disso, o restaurante fica com apenas metade dos funcionários. E se não bastasse todos esses acontecimentos, Dante  tem que lidar com a chegada de uma jovem norte americana que veio fazer um estágio e gravar um quadro para um programa culinário junto com seu avô.

Dante é descrito como um homem muito bonito e capaz de encantar qualquer pessoa que cruze o seu caminho (olha ele como é irresistível aha). Eu o imaginei charmoso porque toda essa perspectiva de beleza vem de uma só fonte, a protagonista. O que eu gosto nele é a falta de reações muito abrasivas. A chegada de surpresa de Lizzie é algo  que atrapalha os planos dele de venda do restaurante (e sim ele quer vender o restaurante). Entretanto, apesar de não querer cooperar com ela, eles conversam e apresentam seus pontos, no caso ela apresenta o contrato assinado pelo avô dele (RISOS). Ele não dá um chilique  (finalmente). Só é um pouco (ok, muito) indeciso.

Lizzie sabe o que quer e é desconfiada. Ela quer muito que o programa de tv aconteça porque o dinheiro que receberá servirá para custear os estudos da irmã adotiva dela. Tendo crescido sem família, o forte dela não é confiar nas pessoas, não é a toa que além do contrato assinado, ela também trouxe cópia dos emails trocados com o avô de Dante no qual ele garantia acomodações para ela. Eu a achei com certa mania de se impor aos outros.

Os dois se sentem atraídos um pelo outro no momento em que se conhecem. Não gosto muito disso, mas é o que acontece na maioria dos livros (então, eu já abstraí, mas mesmo assim quis falar aqui). Os pensamentos de um pelo outro são sempre tão "eita, gente calma aí". O engraçado é que a mocinha tem plena certeza do efeito que ela causa no mocinho porque as expressões dele dão muito na cara (FINALMENTE alguém que percebe). Porque me dá certa agonia quando é óbvio que a outra pessoa tem interesse, mas os protagonistas não percebem. Isso fez com que eu gostasse um pouco mais dela, pareceu um pouco mais realístico. O que não gostei foi a falta de cenas no restaurante. Eu gostaria que tivessem tido mais interações na cozinha e com os funcionários porque o motivo principal dela ter ido para lá foi estagiar no restaurante.  Infelizmente não me senti tão envolvida com os personagens ou sentindo saudades deles quando acabou.

sábado, 3 de julho de 2021

The winter bride - Anne Gracie


Segundo livro da série The Chance sisters (série não publicada no Brasil). Aviso: essa resenha pode conter alguns spoilers do livro anterior já que esse ocorre logo após o primeiro e estão ligados. O livro é sobre Damaris e ele nos esclarece como ela foi levada a força para o bordel. E sinceramente eu fiquei com meu coração na mão e não consegui segurar o choro. Para quem não lembra da resenha do primeiro livro, nele somos introduzidas as personagens e testemunhamos a fuga da Damaris e Jane do bordel com auxilio da Daisy.  Entretanto só a história de como Jane foi parar lá nos é narrada com mais detalhes. Agora, nesse, temos acesso ao que exatamente aconteceu com Damaris e a marcou deixando com terríveis pesadelos e a fazendo abandonar sonhos antigos. Nem a vida com suas irmãs adotivas e tia Bea (eu super intima dos personagens abandonei até o título q) não consegue fazer com que se sinta segura. 

Com o casamento de Abby e Max, protagonistas do livro anterior, se aproximando, o temor de que a tia invente mais alguma história sobre a família começa a criar certa raiz no coração de Max (a tia dele inventou uma baita novela para justificar as sobrinhas que ela não tinha) e por isso ele pede ao honorável Frederick Monkton-Coombes (nosso protagonista eeee) para ficar de olho tanto na tia quanto nas irmãs Chance. Frederick, ou Freddy para os íntimos, é muito engraçado. Eu ri muito com ele, muito mesmo. Nada o assusta mais do que jovens que querem casar. Sério, ele acha que Orgulho e preconceito é uma história de terror porque todo mundo termina casado (gargalhei nessa cena inclusive). Apesar dele se sentir atraído pela Damaris e por isso não querer ficar muito próximo (queria sim), ele aceita. Eu amo o Freddy, o amei desde que o conheci no primeiro livro e o amor se consolidou em meu coração. Além da beleza, ele é gentil e encantador.

Mas e aí como a história desenrola? Você só está falando das características dos personagens. Você deve estar se perguntando e vou responder. O fato é Freddy é um nobre e apesar de não querer casar, ele está sendo forçado pelos seus pais a escolher uma noiva. É então que surge o plano de um falso noivado e ele escolhe a Damaris porque ela também não deseja se casar, ou seja ela é a pessoa perfeita para o esquema. O que ela ganha com isso? Um chalé. É o que ela mais deseja, lembremos que nossa protagonista por causa dos traumas precisa ter uma segurança que no caso é ter um lugar dela. Só que nada é tão simples porque eles agora por conta disso são obrigados a passar mais tempo juntos e consequentemente se conhecer melhor.

Anne Gracie tem esse poder de fazer a gente gostar dos personagens ou se sentir envolvida com eles de uma forma tremenda. Gostaria que todo mundo tivesse a oportunidade de ler os livros dela porque são muito bons. As relações progridem sem pressa. A gente não fica com aquela impressão de que as pessoas começaram a se amar do nada, assim que colocaram os olhos um no outro. O foco da narrativa se divide entre Damaris e Frederick. E como sempre tenho que dizer que é algo que acho perfeito porque nos ajuda a entender melhor os personagens principais. Ambos personagens guardam segredos que os machucam e por isso é importante essa alternância de foco. Além disso, a interação deles com outros personagens existe e é importante. Não sei o que vocês acham, me digam nos comentários, mas eu não curto muito quando a história está o tempo todo em torno do casal como se eles só tivessem um ao outro na vida (não tem um familiar, um amigo, sei lá). Após essa leitura, só consigo reforçar meu favoritismo pela Daisy e meu desejo por chegar logo no livro dela.